{"id":56026,"date":"2012-04-06T01:28:17","date_gmt":"2012-04-06T01:28:17","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/04\/06\/mensagem-pascal-do-bispo-de-santarem-2\/"},"modified":"2012-04-06T01:28:17","modified_gmt":"2012-04-06T01:28:17","slug":"mensagem-pascal-do-bispo-de-santarem-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-pascal-do-bispo-de-santarem-2\/","title":{"rendered":"Mensagem pascal do bispo de Santar\u00e9m"},"content":{"rendered":"<p><strong>Cultivar a alegria da P&aacute;scoa<\/strong><\/p>\n<p>A alegria da P&aacute;scoa n&atilde;o tem igual. &Eacute; profunda, duradoura, interior, irradiante. &Eacute; uma alegria tipicamente crist&atilde;, que vence a raiz da tristeza e a monotonia do quotidiano cinzento. Tem um motivo transcendente, tem atravessado os s&eacute;culos e ainda hoje est&aacute; ao nosso alcance. Alegramo-nos porque Cristo ressuscitou para n&oacute;s, venceu o pecado, a morte e o medo. A Ressurrei&ccedil;&atilde;o &eacute; um novo in&iacute;cio, um novo dia, como uma nova cria&ccedil;&atilde;o: <em>&ldquo;Este &eacute; o dia que o Senhor fez; exultemos e cantemos de alegria&rdquo;.<\/em><\/p>\n<p>&Eacute; uma alegria custosa. S&oacute; a alcan&ccedil;amos atrav&eacute;s do sacrif&iacute;cio. Na verdade, a alegria da P&aacute;scoa nasce da cruz. Como narra um hino lit&uacute;rgico: <em>&ldquo;A primavera vem depois do inverno, a alegria vir&aacute; depois da cruz&rdquo;<\/em>. A vida tem momentos de inverno, de despojamento, de prova, de fechamento, sem horizontes abertos. Passamos por momentos duros, por sofrimentos e crises. A cruz est&aacute; sempre presente na vida humana e, por vezes, com pesado relevo. &Eacute; nesses momentos que temos de fazer apelo &agrave; alegria da P&aacute;scoa. Como dizia Santa Teresa de &Aacute;vila: &ldquo;<em>A verdade padece mas n&atilde;o perece&rdquo;<\/em> A P&aacute;scoa vem depois e atrav&eacute;s da cruz, como a primavera florida, cheia de promessa de frutos, germina ao longo do inverno, como o gr&atilde;o de trigo que cai na terra e, morrendo, d&aacute; fruto.<\/p>\n<p>&nbsp;A alegria da P&aacute;scoa &eacute; uma alegria que vence os tempos de crise. N&atilde;o se adquire de repente, n&atilde;o nasce do consumo de bens ou est&iacute;mulos exteriores, mas conquista-se pela luta contra a melancolia, o azedume, o individualismo, a impaci&ecirc;ncia. Como a virtude, &eacute; um h&aacute;bito que se cultiva com esfor&ccedil;o e dedica&ccedil;&atilde;o. Passa pela ren&uacute;ncia aos &iacute;dolos do mundo para alcan&ccedil;ar a liberdade. A adora&ccedil;&atilde;o do dinheiro, do poder, da mentira, da vaidade enganam e, em vez de alegria, geram a depend&ecirc;ncia e a ambi&ccedil;&atilde;o, a inveja e o conflito, o vazio e a corrup&ccedil;&atilde;o. A crise &eacute; um est&iacute;mulo para repensarmos o nosso estilo de vida, a nossa depend&ecirc;ncia do consumo de bens materiais. A alegria n&atilde;o vem do ter mas do ser, n&atilde;o &eacute; apenas uma disposi&ccedil;&atilde;o moment&acirc;nea mas uma convic&ccedil;&atilde;o que se torna um estado de alma. &Eacute; a alegria da descoberta e da dedica&ccedil;&atilde;o ao essencial que sacia verdadeiramente o cora&ccedil;&atilde;o humano.<\/p>\n<p>A religi&atilde;o da cruz &eacute; tamb&eacute;m a religi&atilde;o da ressurrei&ccedil;&atilde;o e da alegria. Na cruz Jesus &eacute; glorificado e atrai todos a si, porque pela cruz deu a maior prova de amor, venceu o pecado do mundo. A verdadeira alegria alcan&ccedil;a-se pela vit&oacute;ria sobre o mal. Na maldade e na iniquidade est&aacute; a fonte da tristeza e do mal estar. Na cruz de Jesus contemplamos a for&ccedil;a do amor. Um amor verdadeiramente digno de f&eacute; porque vai at&eacute; &agrave; cruz e por ela chega &agrave; vida plena que partilha connosco.<\/p>\n<p>&ldquo;<em>O fruto espiritual desta celebra&ccedil;&atilde;o festiva n&atilde;o se limita apenas a um tempo determinado, nem a sua luz esplendorosa conhece ocaso mas est&aacute; sempre pronta para iluminar as almas daqueles que O procuram<\/em>&hellip;<em>Esta festa nos sustenta no meio das afli&ccedil;&otilde;es do mundo; por ela nos concede Deus a alegria da salva&ccedil;&atilde;o e da fraternidade&rdquo;(S.to Atan&aacute;sio). <\/em>Para alcan&ccedil;ar esta alegria profunda e duradoura procuremos tamb&eacute;m subir para a P&aacute;scoa. Enfrentemos as dificuldades com fortaleza, mostremos a todos um sorriso acolhedor, revistamos uma atitude positiva e construtiva perante a vida e os outros. A cruz purifica-nos do pecado e levanta-nos da terra, irradiando a luz do evangelho atrav&eacute;s do testemunho da alegria pascal. Desejo esta alegria a todos os diocesanos de Santar&eacute;m<\/p>\n<p><em>D. Manuel Pelino Domingues, bispo de Santar&eacute;m<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cultivar a alegria da P&aacute;scoa A alegria da P&aacute;scoa n&atilde;o tem igual. &Eacute; profunda, duradoura, interior, irradiante. &Eacute; uma alegria tipicamente crist&atilde;, que vence a raiz da tristeza e a monotonia do quotidiano cinzento. Tem um motivo transcendente, tem atravessado os s&eacute;culos e ainda hoje est&aacute; ao nosso alcance. 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