{"id":56025,"date":"2012-04-06T01:25:56","date_gmt":"2012-04-06T01:25:56","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/04\/06\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-da-ceia-do-senhor-5\/"},"modified":"2012-04-06T01:25:56","modified_gmt":"2012-04-06T01:25:56","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-da-ceia-do-senhor-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-missa-da-ceia-do-senhor-5\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo do Porto na Missa da Ceia do Senhor"},"content":{"rendered":"<p>&#8211; O mundo, que Cristo salva pela oferta de si, espera-nos agora como sinais vivos dessa oferta em n&oacute;s!<\/p>\n<p>&nbsp;&ldquo;O Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o p&atilde;o e, dando gra&ccedil;as, partiu-o e disse: &lsquo;Isto &eacute; o meu corpo, entregue por v&oacute;s. Fazei isto em mem&oacute;ria de mim&rsquo;&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Amados irm&atilde;os: Iniciemos o Tr&iacute;duo Pascal retomando-lhe o significado e o verdadeiro fruto. Assim ser&aacute;, de facto, ao evocarmos a Ceia do Senhor, em que Ele mesmo assinalou tudo quanto fizera e far&aacute; por n&oacute;s, ou seja, a entrega da pr&oacute;pria vida; vida que comungaremos tamb&eacute;m, para que seja subst&acirc;ncia duma humanidade nova, reconciliada com Deus e em si mesma.<\/p>\n<p>A li&ccedil;&atilde;o deste facto &eacute; t&atilde;o imensa que, sendo apenas um, o temos de reapropriar muitas vezes, em reconhecimento profundo e a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as sempre. Permiti-me relembrar o s&aacute;bio conselho de Teresa de Calcut&aacute; aos sacerdotes: &ldquo;Celebra esta Missa como se fosse a primeira; celebra esta Missa como se fosse a &uacute;ltima; celebra esta Missa como se fosse a &uacute;nica&rdquo;.<\/p>\n<p>E n&atilde;o s&oacute; para cada um, individualmente, a Santa Missa &eacute; assim. Para todos n&oacute;s tamb&eacute;m &#8211; enquanto Povo de Deus, Corpo de Cristo e Templo do Esp&iacute;rito Santo -, ela marca o ritmo da vida comunit&aacute;ria e representa o &aacute;pice do que devemos ser. Para n&oacute;s, crist&atilde;os, a Santa Missa &eacute; a defini&ccedil;&atilde;o da vida, de Deus recebida na entrega de Cristo; ao Pai retribu&iacute;da e em Cristo sempre. A doxologia final da ora&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica, h&aacute; de incluir-nos e ultimar-nos cada vez mais, num infindo &Aacute;men: &ldquo;Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a V&oacute;s, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Esp&iacute;rito Santo, toda a honra e toda a gl&oacute;ria, agora e para sempre!&rdquo;.<\/p>\n<p>&#8211; Pois n&atilde;o nos h&aacute; de admirar, nesta hora vespertina que Jesus escolheu, que sejam tantos pelo mundo al&eacute;m a celebrar a sua Ceia para lhe herdar a P&aacute;scoa, a &ldquo;nova e eterna alian&ccedil;a&rdquo; no seu corpo e sangue &ndash; quer dizer, na pessoa viva de Cristo Jesus, que por n&oacute;s e a n&oacute;s se entrega?<\/p>\n<p>E isto mesmo acontecendo &ldquo;na unidade do Esp&iacute;rito Santo&rdquo;, pois s&oacute; Deus nos converte a Deus e atrai a Cristo: &ldquo;Ningu&eacute;m pode vir a mim, se isso n&atilde;o lhe for concedido pelo Pai&rdquo; (Jo 6, 65). &Eacute; o Esp&iacute;rito a congregar-nos aqui, em torno da Ceia do Senhor: percebamo-lo melhor e agrade&ccedil;amos muito.<\/p>\n<p>Isto mesmo vivemos e celebramos, principalmente agora e geralmente pelos dias. Algo podemos dizer do seu porqu&ecirc;, mas s&oacute; Deus realmente Se conhece e determina, no que gratuitamente nos oferece. Quanto a n&oacute;s, acolhamos e imitemos a sua obra, seguindo a exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica: &ldquo;Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos bem amados, e procedei com amor, como tamb&eacute;m Cristo nos amou e se entregou a Deus por n&oacute;s como oferta e sacrif&iacute;cio de agrad&aacute;vel odor&rdquo; (Ef 5, 1-2).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Isto &eacute; o meu corpo, entregue por v&oacute;s&rdquo;, assim ouvimos. E em t&atilde;o poucas palavras desvenda-se uma realidade importante e oportuna. Sobre o que seja &ldquo;corpo&rdquo;, e um corpo entregue.<\/p>\n<p>Concordaremos n&oacute;s, amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, que, se h&aacute; palavras que hoje se banalizam e esvaziam, uma delas &eacute; esta do &ldquo;corpo&rdquo;. E o pior que sucede &eacute; reduzir-se &ldquo;corpo&rdquo; a objeto, falando-se dele como mera coisa. Assim referimos o nosso corpo como quem o goza, suporta ou sofre; assim o corpo dos outros, qualificando-lhe a medida ou a figura e secundarizando-lhe o significado; assim o tomamos como simples alvo de cuidado ou est&eacute;tica. Ouvem-se mesmo frases como esta: &ldquo;O corpo &eacute; meu, fa&ccedil;o dele o que quiser&rdquo;&hellip;<\/p>\n<p>Mas tal degrada&ccedil;&atilde;o do corpo, de verdadeira subst&acirc;ncia a mero objeto, &eacute; efetivamente um grave despiste antropol&oacute;gico e absolutamente n&atilde;o crist&atilde;o. A deriva &eacute; antiga e nem sempre advertida. Liga-se a um espiritualismo desencarnado, que deprecia a mat&eacute;ria e se fixa numa pseudo &ldquo;alma&rdquo;, que s&oacute; por si valeria ou a seu bel prazer funcionasse, com amb&iacute;guo desprezo dum &ldquo;corpo&rdquo; que carregava ou usava. Daqui tanto nasceram ascetismos d&uacute;bios como laxismos extremos, hostis ou indiferentes &agrave; corporeidade que realmente temos e somos. Algo destes desvios p&ocirc;de verificar-se entre n&oacute;s; mas n&atilde;o em Cristo, nem no cristianismo aut&ecirc;ntico, que s&oacute; dele ganha legitimidade.<\/p>\n<p>&Eacute; verdade que na alus&atilde;o evang&eacute;lica, tornada f&oacute;rmula sacramental, Cristo diz &ldquo;isto &eacute; o meu corpo&rdquo;, como depois dir&aacute; &ldquo;este c&aacute;lice &eacute; o da nova alian&ccedil;a no meu sangue&rdquo;. Mas qualquer biblista nos explicar&aacute; que, falando de corpo e sangue, Jesus refere, na linguagem que usou, o que n&oacute;s podemos traduzir por pessoa ou vida, ou seja, Ele mesmo e n&atilde;o algo de exterior ou indiferente a si. E tamb&eacute;m Bento XVI esclarece, a prop&oacute;sito: &ldquo;Quando Jesus fala do seu corpo, obviamente que este n&atilde;o quer dizer o corpo distinto da alma e do esp&iacute;rito, mas toda a pessoa em carne e osso [&hellip;]. Assim pode instituir agora o sacramento em que se torna o gr&atilde;o de trigo que morre e em que, atrav&eacute;s dos tempos, se distribui a si mesmo aos homens na verdadeira multiplica&ccedil;&atilde;o dos p&atilde;es&rdquo; (Jesus de Nazar&eacute;. Parte II, Cascais: Principia 2011, p. 112).<\/p>\n<p>Por isso, evocar e receber a Ceia do Senhor n&atilde;o pode ser para nenhum de n&oacute;s algo de ocasional ou perif&eacute;rico, antes requer coer&ecirc;ncia de vida e totalidade de entrega, a Deus e aos outros: receber dignamente a Cristo, para O comunicar correta e diligentemente aos outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estamos em Eucaristia e na &Uacute;ltima Ceia que a assinalou. Ato pessoal&iacute;ssimo de Cristo, que assim mesmo resumiu a sua vida como entrega, ao Pai e a n&oacute;s, ao Pai por n&oacute;s todos. Esta &eacute; a alian&ccedil;a, insubstitu&iacute;vel porque total, em que n&rsquo; Ele somos refeitos, como filhos de Deus e oferta ao mundo. N&oacute;s mesmos, essenciais e sempre; n&atilde;o alguma coisa ou certos momentos, mas integrais e plenos, duma vez por todas. &#8211; O mundo que Cristo salva pela oferta de si, espera-nos agora como sinais vivos dessa oferta em n&oacute;s!<\/p>\n<p>Espera, ansiosamente espera, incluindo-se aqui o que podemos considerar a dimens&atilde;o social da Eucaristia, hoje particularmente requerida. J&aacute; o escreveu Bento XVI, com grande persuas&atilde;o: &ldquo;&hellip; as nossas comunidades, quando celebram a Eucaristia, devem consciencializar-se cada vez mais de que o sacrif&iacute;cio de Jesus &eacute; por todos; e, assim, a Eucaristia impele todo o que acredita n&rsquo;Ele a fazer-se &lsquo;p&atilde;o repartido&rsquo; para os outros e, consequentemente, a empenhar-se por um mundo mais justo e fraterno. Como sucedeu na multiplica&ccedil;&atilde;o dos p&atilde;es e dos peixes, temos de reconhecer que Cristo continua, ainda hoje, exortando os seus disc&iacute;pulos a empenharem-se pessoalmente: &lsquo;Dai-lhes v&oacute;s de comer&rsquo; (Mt 14, 16). Na verdade, a voca&ccedil;&atilde;o de cada um de n&oacute;s consiste em ser, unido a Jesus, p&atilde;o repartido para a vida do mundo&rdquo; (Sacramentum Caritatis, 88).<\/p>\n<p>Para que tal suceda, tamb&eacute;m n&oacute;s havemos de redescobrir e incentivar, na vida pr&oacute;pria e da Igreja de todos, aquilo a que poderemos chamar a &ldquo;incorpora&ccedil;&atilde;o&rdquo; de Cristo e a consequ&ecirc;ncia dela. Compreendamos sempre mais e melhor que a repetida &ldquo;mem&oacute;ria&rdquo; que fazemos da Ceia do Senhor se concretiza na permeabilidade crescente que Ele ganha em n&oacute;s, para poder prosseguir a sua entrega por todos. Falamos correntemente de vida &ldquo;crist&atilde;&rdquo;; mas com mais propriedade falar&iacute;amos de vida de Cristo em n&oacute;s, com geral proveito e benef&iacute;cio.<\/p>\n<p>Importa aprofundar nas nossas vidas a consci&ecirc;ncia que Paulo tinha da sua, desde que o Ressuscitado o agregara &agrave; sua P&aacute;scoa e &agrave; miss&atilde;o evang&eacute;lica. Consci&ecirc;ncia manifestada em frases como esta, aos cor&iacute;ntios: &ldquo;Trazemos sempre no nosso corpo a morte de Jesus, para que tamb&eacute;m a vida de Jesus seja manifestada no nosso corpo&rdquo; (2 Cor 4, 10). Ou esta outra, aos g&aacute;latas: &ldquo;Estou crucificado com Cristo. J&aacute; n&atilde;o sou eu que vivo, mas &eacute; Cristo que vive em mim. E a vida que agora tenho na carne, vivo-a na f&eacute; do Filho de Deus que me amou e a si mesmo se entregou por mim&rdquo; (Gl 2, 20). Paulo sabe-se de Cristo e morada do seu Esp&iacute;rito, em despossess&atilde;o completa de si pr&oacute;prio. E assim nos quer a n&oacute;s: &ldquo;N&atilde;o sabeis que o vosso corpo &eacute; o templo do Esp&iacute;rito Santo, [&hellip;] e que v&oacute;s j&aacute; n&atilde;o vos pertenceis? Fostes comprados por um alto pre&ccedil;o! Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo&rdquo; (1 Cor 6, 19-20). E finalmente, na mais alargada das vis&otilde;es: &ldquo;Sim, Ele [Deus Pai] tudo submeteu a seus p&eacute;s [de Cristo] e deu-o, como cabe&ccedil;a que tudo domina, &agrave; Igreja, que &eacute; o seu Corpo, a plenitude daquele que tudo preenche em todos&rdquo; (Ef 1, 22-23). Poder&iacute;amos porventura dizer que, ainda mais do que O comungarmos a Ele, &eacute; Cristo que nos &ldquo;comunga&rdquo; a n&oacute;s, quando O aceitamos como vida das nossas vidas, para atrav&eacute;s de n&oacute;s se expandir, precisamente como Corpo de Deus no mundo.<\/p>\n<p>Por isso mesmo a Missa se prolonga em miss&atilde;o, porque, uma vez oferecida a Deus, &eacute; logo remetida ao mundo, como express&atilde;o constante dum amor que nos cria e recria em Cristo. Da&iacute; tamb&eacute;m que quem recebe e comunga dignamente a Cristo, lhe prolonga necessariamente a atitude, como o lava-p&eacute;s que a seguir repetiremos, sinalizando mil gestos da caridade de Cristo, em n&oacute;s e atrav&eacute;s de n&oacute;s, para chegar a todos, especialmente aos p&eacute;s mais cansados e &agrave;s vidas mais sofridas. Da&iacute; que o Evangelho escutado conclu&iacute;sse com uma grande exig&ecirc;ncia: &ldquo;Compreendeis o que vos fiz? V&oacute;s chamais-me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. Se Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os p&eacute;s, tamb&eacute;m v&oacute;s deveis lavar os p&eacute;s uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu vos fiz, v&oacute;s fa&ccedil;ais tamb&eacute;m&rdquo;.<\/p>\n<p>Recolhamos ent&atilde;o a oferta de Cristo, Recolhamo-la com inteira devo&ccedil;&atilde;o e urg&ecirc;ncia m&aacute;xima. A mem&oacute;ria viva do que fez por n&oacute;s continua no que agora quer oferecer a todos. E atrav&eacute;s de n&oacute;s, indispensavelmente.<em><\/em><\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 5 de abril de 2012 &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<em>D. Manuel Clemente, bispo do Porto<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8211; O mundo, que Cristo salva pela oferta de si, espera-nos agora como sinais vivos dessa oferta em n&oacute;s! &nbsp;&ldquo;O Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o p&atilde;o e, dando gra&ccedil;as, partiu-o e disse: &lsquo;Isto &eacute; o meu corpo, entregue por v&oacute;s. 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