{"id":56014,"date":"2012-04-05T15:23:43","date_gmt":"2012-04-05T15:23:43","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/04\/05\/homilia-do-bispo-de-aveiro-na-missa-crismal-4\/"},"modified":"2012-04-05T15:23:43","modified_gmt":"2012-04-05T15:23:43","slug":"homilia-do-bispo-de-aveiro-na-missa-crismal-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-aveiro-na-missa-crismal-4\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Aveiro na Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>1.Da voca&ccedil;&atilde;o &agrave; miss&atilde;o<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>&ldquo;O esp&iacute;rito do Senhor est&aacute; sobre mim, porque o Senhor Me ungiu e me enviou (..)a proclamar um ano de gra&ccedil;a da parte do Senhor&rdquo; (Is 61, 1-9 e Lc 4, 16-21).<\/em><\/p>\n<p>Esta palavra de Isa&iacute;as, retomada por Jesus, na sinagoga da sua terra, &eacute; hoje proclamada e dirigida a cada um de n&oacute;s e, atrav&eacute;s de n&oacute;s, &eacute; destinada &agrave; Igreja de Aveiro.<\/p>\n<p>Compreendemos que Isa&iacute;as e Jesus se encontrem nesta mesma p&aacute;gina do evangelho a dizer-nos que &eacute; tamb&eacute;m nossa esta voca&ccedil;&atilde;o de profeta e esta miss&atilde;o de disc&iacute;pulo.<\/p>\n<p>Participando da un&ccedil;&atilde;o de Cristo, os seus disc&iacute;pulos constituem um povo sacerdotal, um povo messi&acirc;nico, que leva em si todas as esperan&ccedil;as da humanidade. Animado, assim, pelo Esp&iacute;rito Santo, este povo &eacute; chamado a prolongar no tempo e a dilatar no espa&ccedil;o a a&ccedil;&atilde;o salvadora de Cristo.<em> <\/em><\/p>\n<p>Do mesmo modo que h&aacute; &laquo;um s&oacute; Deus, um s&oacute; Senhor, uma s&oacute; f&eacute; e um s&oacute; batismo&raquo; (Ef. 4, 5), tamb&eacute;m a humanidade inteira &eacute; chamada a reunir-se num s&oacute; povo. Este povo n&atilde;o &eacute;, apenas, a soma de v&aacute;rios povos ou o acumular de diferentes &eacute;pocas da hist&oacute;ria nem muito menos a jun&ccedil;&atilde;o fortuita das diversas pessoas que conhecemos mas sim a assembleia santa e o povo sacerdotal dos filhos de Deus, reunidos nesta <em>&laquo;casa e escola de comunh&atilde;o&raquo;<\/em> ( Jo&atilde;o Paulo II, NMI 43) que &eacute; a Igreja, &laquo;<em>sacramento de salva&ccedil;&atilde;o para a humanidade<\/em>&raquo; ( Vaticano II, Lumen Gentium, 1).<\/p>\n<p>Para chegar aqui n&atilde;o bastaram os profetas e os sacerdotes, os reis e os ju&iacute;zes de Israel. Todos foram necess&aacute;rios. Mas n&atilde;o foram suficientes. Em Jesus Cristo, &eacute; Deus que se d&aacute; &agrave; humanidade. &Eacute; a vida de Deus que recebemos para que tenhamos a vida n&rsquo;Ele. Em Jesus Cristo, &eacute; Deus que cuida do seu povo e que conduz a humanidade.<\/p>\n<p>Nestes tempos dif&iacute;ceis, de uma humanidade fragilizada por incontidas dificuldades e aumentadas desventuras que nos conduziram a esta crise de civiliza&ccedil;&atilde;o que vivemos, mais necess&aacute;rio se torna ouvir a profecia de Isa&iacute;as e mais urgente se faz assumir a miss&atilde;o que Jesus Cristo confiou aos disc&iacute;pulos.<\/p>\n<p><strong><em>2. Um mist&eacute;rio de gra&ccedil;a e um minist&eacute;rio de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Ungidos pelo mesmo batismo e confirmados pelo sacramento do crisma, somos membros deste mesmo povo sacerdotal de quem nascemos e a quem nos destinamos. De Jesus Cristo recebemos a voca&ccedil;&atilde;o e a miss&atilde;o, em ato sacramental que nos unge para sempre no Esp&iacute;rito do Senhor e nos envia a anunciar o evangelho. Queira Deus consumar, dia a dia, em cada um de n&oacute;s sacerdotes, o bem que, desde a nossa ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal, em n&oacute;s come&ccedil;ou!<\/p>\n<p>Assim, a miss&atilde;o que Jesus confiou aos Ap&oacute;stolos e que na sucess&atilde;o ininterrupta do tempo deles recebemos e convosco partilhamos n&atilde;o &eacute; uma mera delega&ccedil;&atilde;o de poder. &Eacute; um mist&eacute;rio de gra&ccedil;a e um minist&eacute;rio de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Somos, irm&atilde;os sacerdotes, sacramentalmente sinais do dom de Deus para a vida da Humanidade. E este sinal n&atilde;o se escreve em carta de miss&atilde;o onde o trabalho se define ou em pormenores de a&ccedil;&atilde;o onde a miss&atilde;o se descreve, mas sim na oferta plena da nossa vida, no dom total de n&oacute;s mesmos, feito com alegria e com esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Conhecemos as nossas fraquezas e limita&ccedil;&otilde;es, mas nem isso nos intimida diante da grandeza da miss&atilde;o nem nos perturba perante a dimens&atilde;o da responsabilidade. Deus, tamb&eacute;m aqui, transcende a nossa fragilidade pela beleza do seu amor. E deste amor de Deus em n&oacute;s expresso e da permanente generosidade que o amor de Deus em n&oacute;s inspira, irradia a beleza do servi&ccedil;o a que Deus nos chama e que a Igreja nos pede.<\/p>\n<p>Caros sacerdotes: conhe&ccedil;o a vossa generosidade e disponibilidade, fonte de fecundidade apost&oacute;lica, de quem tantas vezes se excede em dedica&ccedil;&atilde;o e trabalho para que os dons de Deus se multipliquem e tornem vis&iacute;veis no servi&ccedil;o da Igreja e no cora&ccedil;&atilde;o do mundo.<\/p>\n<p><strong><em>3. Da ousadia da profecia ao dinamismo da esperan&ccedil;a<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Somos pastores e guias de uma humanidade que n&atilde;o parou no tempo, que n&atilde;o &eacute; est&aacute;tica e que n&atilde;o se pode fechar aos desafios da cultura. Somos chamados a compreender, acompanhar e iluminar este caminho da humanidade.<\/p>\n<p>Uma das nossas prioridades consiste em sermos capazes de perceber, iluminados pelo Esp&iacute;rito de Deus, aquilo que transporta em si dinamismos de futuro e ver que &eacute; a&iacute; que se deve centrar a nossa miss&atilde;o.<\/p>\n<p>Esta miss&atilde;o desenha-se agora na nossa Diocese com formas de renovado vigor que vos convido a viver com acrescido entusiasmo. Aproxima-se a celebra&ccedil;&atilde;o do Jubileu dos setenta e cinco anos da restaura&ccedil;&atilde;o da nossa Diocese. Viveremos este tempo que Deus nos concede como gra&ccedil;a e como b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o, em <strong><em>Miss&atilde;o Jubilar<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Sabemos todos quanto os caminhos a percorrer e a mobiliza&ccedil;&atilde;o pastoral que de toda a Comunidade diocesana se espera depende de n&oacute;s bispos, presb&iacute;teros e di&aacute;conos. Convoco-vos para, a exemplo de Isa&iacute;as e ao jeito de Jesus, tamb&eacute;m n&oacute;s &laquo;<em>proclamarmos um ano de gra&ccedil;a da parte do Senhor&raquo; (Is 61, 9 e Luc 4, 19).<\/em><\/p>\n<p>Sei e sinto que temos recebido muito como Diocese. S&atilde;o muitas as raz&otilde;es para agradecermos a Deus mas temos caminho pela frente e Deus continuar&aacute; a ser generoso com o seu povo. Tamb&eacute;m em voca&ccedil;&otilde;es, em alegria e em perseveran&ccedil;a de vida sacerdotal.<\/p>\n<p><strong><em>4. Da vitalidade da Igreja &agrave; generosidade da miss&atilde;o<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A vitalidade da nossa Igreja nasce primeiro da gra&ccedil;a de Deus que permitiu e tornou fecundos tantos anos de trabalho vivido e realizado ao longo do tempo, mas &eacute; tamb&eacute;m fruto laborioso do caminho de evangeliza&ccedil;&atilde;o e de renova&ccedil;&atilde;o continuamente retomado.<\/p>\n<p>Contemplemos e agrade&ccedil;amos a beleza da Igreja que somos e do minist&eacute;rio a que fomos chamados. A liturgia, concretamente a Missa Crismal, permite-nos passar para l&aacute; da nossa consci&ecirc;ncia individual e une-nos ao povo de Deus, &agrave;s fam&iacute;lias, a que demos acrescida aten&ccedil;&atilde;o nesta etapa pastoral, &agrave;s comunidades crist&atilde;s, aos consagrados (as), aos di&aacute;conos e ao presbit&eacute;rio desta Igreja de Aveiro.<\/p>\n<p>H&aacute; uma generosidade profunda dos sacerdotes &agrave; miss&atilde;o e dou gra&ccedil;as a Deus pelo trabalho agora feito no campo espec&iacute;fico da forma&ccedil;&atilde;o dos futuros sacerdotes, desde o Pr&eacute;-Semin&aacute;rio, ao Semin&aacute;rio e ao acompanhamento dos novos sacerdotes.<\/p>\n<p>&nbsp;Sa&uacute;do-vos, caros seminaristas, com particular afeto e dedicada esperan&ccedil;a. Sei quanto a vossa forma&ccedil;&atilde;o pede tempo e exige perseveran&ccedil;a. Alegramo-nos convosco e rezamos por v&oacute;s. Aqui estaremos de novo, com alegria, nesta S&eacute; para a institui&ccedil;&atilde;o de Minist&eacute;rios no pr&oacute;ximo dia 15.<\/p>\n<p>&Eacute; igualmente a pensar no nosso presbit&eacute;rio e sempre de olhos postos no futuro que vemos erguer, com &iacute;ntima alegria, a nossa Casa Sacerdotal. Deus concedeu-nos este dom de pertencermos a uma Igreja viva com um presbit&eacute;rio ativo, unido nesta comunh&atilde;o de irm&atilde;os de cora&ccedil;&atilde;o livre, generoso e dispon&iacute;vel para dilatar o horizonte do Semin&aacute;rio &agrave;queles que s&atilde;o chamados a fazer da idade, da aceita&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, da ora&ccedil;&atilde;o e da contempla&ccedil;&atilde;o a sua miss&atilde;o. O santu&aacute;rio de gratid&atilde;o que ali se levanta &eacute; obra de Deus por v&oacute;s desejada e para v&oacute;s edificada.<\/p>\n<p>Recordo com saudade e com gratid&atilde;o pela vida e pelo minist&eacute;rio os Padres Augusto Fernandes da Costa, Jo&atilde;o Paulo da Gra&ccedil;a Ramos, Viriato da Gra&ccedil;a Bodas, Agostinho Tavares Rebimbas e Ver&iacute;ssimo Lemos Peliz e o Di&aacute;cono Jos&eacute; Figueira da Silva e quantos, membros das nossas fam&iacute;lias, partiram ao encontro de Deus.<\/p>\n<p>Felicito os sacerdotes em jubileu sacerdotal de 50 anos, Padre Manuel Ant&oacute;nio Carvalhais, e de 25 anos, Padres Filipe Manuel da Silva Coelho, Lu&iacute;s Manuel Barbosa de Oliveira, Manuel Martins Sim&otilde;es Melo, Paulo Manuel Teixeira Gandarinho e Rog&eacute;rio Ant&oacute;nio da Cruz Oliveira. A nossa alegria estende-se &agrave;s suas fam&iacute;lias e comunidades.<\/p>\n<p>Convosco, irm&atilde;os sacerdotes, quero viver a alegria da vossa fidelidade e do vosso testemunho e dou gra&ccedil;as pelo dinamismo permanente que a miss&atilde;o de todos exige.<\/p>\n<p><strong><em>5.Uma prece de confian&ccedil;a<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Confiemos, irm&atilde;os e irm&atilde;s, a Maria, M&atilde;e de Deus e M&atilde;e da Igreja, e a Santa Joana Princesa, nossa Padroeira, esta Igreja que somos e os prop&oacute;sitos assumidos e horizontes sonhados para que a sua b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o, nos inspirem os caminhos de miss&atilde;o a percorrer com alegria e perseveran&ccedil;a.<\/p>\n<p>S&eacute; de Aveiro, 5 de abril de 2012<\/p>\n<p><em>D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, bispo de Aveiro<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1.Da voca&ccedil;&atilde;o &agrave; miss&atilde;o &ldquo;O esp&iacute;rito do Senhor est&aacute; sobre mim, porque o Senhor Me ungiu e me enviou (..)a proclamar um ano de gra&ccedil;a da parte do Senhor&rdquo; (Is 61, 1-9 e Lc 4, 16-21). Esta palavra de Isa&iacute;as, retomada por Jesus, na sinagoga da sua terra, &eacute; hoje proclamada e dirigida a cada [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[170,246],"class_list":["post-56014","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-aveiro","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56014","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56014"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56014\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56014"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56014"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56014"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}