{"id":56011,"date":"2012-04-05T13:57:11","date_gmt":"2012-04-05T13:57:11","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/04\/05\/mensagem-de-pascoa-do-bispo-de-angra-4\/"},"modified":"2012-04-05T13:57:11","modified_gmt":"2012-04-05T13:57:11","slug":"mensagem-de-pascoa-do-bispo-de-angra-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-pascoa-do-bispo-de-angra-4\/","title":{"rendered":"Mensagem de P\u00e1scoa do bispo de Angra"},"content":{"rendered":"<p><strong>P&aacute;scoa da ressurrei&ccedil;&atilde;o: a coragem da esperan&ccedil;a<\/strong><\/p>\n<p>1. P&aacute;scoa &eacute; &laquo;passagem&raquo;: da morte &agrave; vida, da Paix&atilde;o &agrave; Ressurrei&ccedil;&atilde;o. O Calv&aacute;rio, que culmina com a Morte na Cruz, &eacute; caminho que conduz &agrave; vit&oacute;ria da vida. S&atilde;o estas duas faces da mesma moeda, que definem o &laquo;Mist&eacute;rio Pascal&raquo;, na sua inteireza: a Paix&atilde;o desemboca na Ressurrei&ccedil;&atilde;o; n&atilde;o h&aacute; Ressurrei&ccedil;&atilde;o sem Paix&atilde;o.<\/p>\n<p>&laquo;Ad augusta per angusta&raquo; &#8211; diziam os antigos: s&oacute; se chega a coisas sublimes por caminhos estreitos. O que equivale a dizer: tudo o que vale custa. Nada se consegue sem sacrif&iacute;cio. Foi assim com Cristo, o prot&oacute;tipo do homem perfeito. Ser&aacute; assim para todo o disc&iacute;pulo, que segue os &laquo;passos&raquo; do Mestre.<\/p>\n<p>A P&aacute;scoa de Jesus &eacute;, pois, mensagem de esperan&ccedil;a. Esperan&ccedil;a certa no futuro, apesar das dificuldades e contrariedades da vida e da hist&oacute;ria. Mesmo no meio de todos os sacrif&iacute;cios, que n&atilde;o s&atilde;o finalidade em si mesmos, mas caminho para uma vida renovada. Como nos garante Cristo Crucificado e Ressuscitado: o que aconteceu &agrave; &laquo;Cabe&ccedil;a&raquo; ser&aacute; tamb&eacute;m o destino do &laquo;Corpo&raquo;. &laquo;O Seu caminho &eacute; tamb&eacute;m o nosso caminho&raquo;.<\/p>\n<p>Portanto, o rumo est&aacute; tra&ccedil;ado. O &laquo;Mist&eacute;rio Pascal&raquo; aponta a meta e indica o caminho para l&aacute; chegar. Sem &laquo;rumo&raquo; &eacute; que n&atilde;o se chega a lado nenhum. Bem diz o prov&eacute;rbio: &laquo;para um veleiro sem rumo, n&atilde;o h&aacute; ventos favor&aacute;veis&raquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. A Ressurrei&ccedil;&atilde;o constitui um novo tipo de presen&ccedil;a de Jesus, no meio dos Seus: uma presen&ccedil;a real, mas invis&iacute;vel &ndash; espiritual &#8211; que se realiza, precisamente, atrav&eacute;s do Esp&iacute;rito Santo, que Jesus prometeu enviar e envia, como protagonista da miss&atilde;o de implantar na terra o Reino de Deus: Reino de Justi&ccedil;a, Amor e Paz.<\/p>\n<p>Reino &laquo;j&aacute;&raquo; presente e atuante, no mundo em que vivemos, mas &laquo;ainda n&atilde;o&raquo; completamente realizado. Por isso &eacute; objeto de esperan&ccedil;a, que compromete, aqui e agora, sob a a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo, o grande dom do Ressuscitado, que os a&ccedil;orianos veneram, particularmente, no Tempo Pascal. Efetivamente, a Igreja nasce em Pentecostes. Torna-se sinal e instrumento, Sacramento do Reino, precisamente, pelo poder do Esp&iacute;rito Santo, que re&uacute;ne os homens dispersos numa s&oacute; fam&iacute;lia.<\/p>\n<p>Nesse sentido, podemos dizer, com toda a propriedade, que &eacute; o Esp&iacute;rito Santo que mais une os a&ccedil;orianos, na riqueza da sua diversidade. &Eacute; uma comunh&atilde;o espiritual, que se exprime atrav&eacute;s da vida comunit&aacute;ria, para a qual muito tem contribu&iacute;do a Igreja Cat&oacute;lica. Na realidade, foi &aacute; volta da Igreja e com a Igreja que o povoamento se foi realizando e organizando comunitariamente.<\/p>\n<p>At&eacute; podemos dizer que a Diocese foi a primeira experi&ecirc;ncia de Autonomia. A n&iacute;vel eclesi&aacute;stico &ndash; &eacute; verdade &ndash; mas com grande impacto na sociedade. Al&eacute;m do resto, pensemos, por exemplo, na a&ccedil;&atilde;o do Semin&aacute;rio Episcopal &ndash; a celebrar, este ano, 150 anos de funda&ccedil;&atilde;o &ndash; que deu um contributo significativo &agrave; ideia dos A&ccedil;ores, como um todo.<\/p>\n<p>Evidentemente, a recente experi&ecirc;ncia de Autonomia contribuiu para consolidar e aprofundar a unidade a&ccedil;oriana. Basta pensar nas facilidades de transportes entre as Ilhas e na melhoria da comunica&ccedil;&atilde;o social, nomeadamente a R&aacute;dio e a TV.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. Por isso, olhamos com alguma apreens&atilde;o para a perspetiva de elimina&ccedil;&atilde;o de&nbsp; programas regionais de R&aacute;dio e de Televis&atilde;o, que t&ecirc;m garantido a informa&ccedil;&atilde;o sobre o que se passa nas paragens mais rec&ocirc;nditas das Ilhas. N&atilde;o podemos reduzir os A&ccedil;ores s&oacute; &agrave;s Ilhas com mais popula&ccedil;&atilde;o. Que o Esp&iacute;rito Santo a todos ilumine!<\/p>\n<p>D&ecirc; o necess&aacute;rio discernimento a quem tem de decidir! E empenho criativo a todos n&oacute;s cidad&atilde;os, para colaborarmos ativamente na solu&ccedil;&atilde;o dos problemas, que s&atilde;o de todos n&oacute;s. Com a certeza de que, ap&oacute;s a tempestade vem a bonan&ccedil;a e depois do inverno, a primavera. &Eacute; o sentido da P&aacute;scoa crist&atilde;.<\/p>\n<p>Feliz P&aacute;scoa, na esperan&ccedil;a que nos vem de Cristo Crucificado e Ressuscitado!<\/p>\n<p><em>D. Ant&oacute;nio Sousa braga, bispo de Angra<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P&aacute;scoa da ressurrei&ccedil;&atilde;o: a coragem da esperan&ccedil;a 1. P&aacute;scoa &eacute; &laquo;passagem&raquo;: da morte &agrave; vida, da Paix&atilde;o &agrave; Ressurrei&ccedil;&atilde;o. O Calv&aacute;rio, que culmina com a Morte na Cruz, &eacute; caminho que conduz &agrave; vit&oacute;ria da vida. 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