{"id":56005,"date":"2012-04-05T12:37:53","date_gmt":"2012-04-05T12:37:53","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/04\/05\/homilia-do-bispo-de-leiria-fatima-na-missa-crismal-3\/"},"modified":"2012-04-05T12:37:53","modified_gmt":"2012-04-05T12:37:53","slug":"homilia-do-bispo-de-leiria-fatima-na-missa-crismal-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-leiria-fatima-na-missa-crismal-3\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Leiria-F\u00e1tima na Missa Crismal"},"content":{"rendered":"<p><strong>O sacerdote, o culto e a cultura<\/strong><\/p>\n<p>A Quinta-feira Santa &eacute; um grande dia festivo para todo o Povo de Deus que celebra tr&ecirc;s dons preciosos que o Senhor Jesus lhe deixou em testamento perene: a eucaristia, o sacerd&oacute;cio ministerial e o mandamento novo do amor, a caridade! &Eacute; tamb&eacute;m um dia extraordin&aacute;rio para os sacerdotes. &Eacute; a festa anual do nosso sacerd&oacute;cio que re&uacute;ne todo o presbit&eacute;rio diocesano com o bispo na celebra&ccedil;&atilde;o da missa crismal. Sa&uacute;do pois festivamente todos os fi&eacute;is aqui&nbsp; reunidos &ndash; leigos, consagrados, seminaristas -, mas de modo particular os sacerdotes a quem quero testemunhar a minha profunda comunh&atilde;o fraterna, parafraseando Santo Agostinho: &ldquo;Para v&oacute;s sou bispo; convosco sou sacerdote&rdquo;.<\/p>\n<p>Cada um de n&oacute;s, caros irm&atilde;os padres, percorre hoje, com a mente e o cora&ccedil;&atilde;o, o pr&oacute;prio caminho que o levou ao sacerd&oacute;cio e, em seguida, o pr&oacute;prio itiner&aacute;rio do seu sacerd&oacute;cio que &eacute;, sem d&uacute;vida, um percurso de vida e de servi&ccedil;o a Deus e aos homens.<\/p>\n<p>Todos recordamos, com grata emo&ccedil;&atilde;o, o dia e a hora em que, ap&oacute;s o canto das Ladainhas prostrados por terra, o bispo imp&ocirc;s as m&atilde;os sobre cada um de n&oacute;s, em profundo sil&ecirc;ncio, transmitindo-nos o dom santo e sublime do sacerd&oacute;cio.<\/p>\n<p>Todos recordamos hoje os companheiros de caminho, de modo particular, os que este ano celebram o seu jubileu a quem endere&ccedil;amos os nossos parab&eacute;ns e ainda os que desde o ano passado partiram para a casa eterna do Pai.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O padre, sentinela da humanidade e dignidade do homem<\/strong><\/p>\n<p>Celebramos esta festa do nosso sacerd&oacute;cio dentro do Ano Pastoral diocesano, que tem como lema &ldquo;Testemunhas de Cristo no mundo&rdquo;, e por ocasi&atilde;o do 50&ordm; anivers&aacute;rio da abertura do II Conc&iacute;lio do Vaticano cujo prop&oacute;sito, segundo a bula convocat&oacute;ria do Papa Jo&atilde;o XXIII, era &ldquo;p&ocirc;r o mundo moderno em contacto com a for&ccedil;a vivificante do Evangelho&rdquo; e, nesta linha, p&ocirc;r a Igreja em di&aacute;logo com o mundo para realizar a sua miss&atilde;o salv&iacute;fica. O Conc&iacute;lio queria uma Igreja mais pr&oacute;xima do mundo e um mundo mais pr&oacute;ximo do Evangelho. Eis porque a nossa medita&ccedil;&atilde;o de hoje sobre o sacerd&oacute;cio se situa nesta perspetiva.<\/p>\n<p>A Palavra de Deus proclamada &eacute; iluminadora a este respeito. A homilia de Jesus na sinagoga&nbsp; de Nazar&eacute; tem a mesma import&acirc;ncia que o serm&atilde;o da montanha em S. Mateus. &Eacute;, de facto, o programa do Reino de Deus que Jesus vem inaugurar na hist&oacute;ria. N&oacute;s podemos aplicar ao momento da ordena&ccedil;&atilde;o sacerdotal as palavras de Isa&iacute;as citadas por Jesus: &ldquo;O Esp&iacute;rito do Senhor est&aacute; sobre mim, consagrou-me com a un&ccedil;&atilde;o e enviou-me&#8230;&rdquo;. <em>Compreendemos que, pelo minist&eacute;rio ordenado, somos sacerdotes com Cristo para a realiza&ccedil;&atilde;o do Reino de Deus no mundo e para o mundo, neste tempo concreto em que vivemos<\/em>.<\/p>\n<p>O sacerd&oacute;cio &eacute; na verdade um &ldquo;sacramento social&rdquo;, como lhe chamou Jo&atilde;o Paulo II, sacramento da compaix&atilde;o de Deus pela humanidade. O sacerdote &eacute; escolhido dentre os homens e constitu&iacute;do para o bem dos homens, para curar as chagas dos cora&ccedil;&otilde;es atribulados, proclamar a liberta&ccedil;&atilde;o dos males que escravizam o homem, para o consolar no meio das m&uacute;ltiplas afli&ccedil;&otilde;es e da solid&atilde;o. Em s&iacute;ntese, trata-se de levar aos homens a ternura e a miseric&oacute;rdia, o perd&atilde;o e a reconcilia&ccedil;&atilde;o, a fraternidade, a verdade e a liberdade, a esperan&ccedil;a e a alegria que Jesus lhes oferece atrav&eacute;s do nosso minist&eacute;rio e da nossa vida.<\/p>\n<p>&Eacute; um servi&ccedil;o grande e fundamental em rela&ccedil;&atilde;o a cada pessoa e ao mundo pois toca as ra&iacute;zes da exist&ecirc;ncia humana sobre a terra, os fundamentos da nossa humanidade e dignidade e ningu&eacute;m pode substituir-nos nessa miss&atilde;o. <em>S&oacute; o padre cuida, deste modo, da sa&uacute;de e da beleza espirituais da sociedade e do mundo.<\/em> N&atilde;o basta s&oacute; a prosperidade econ&oacute;mica. &Eacute; importante que isto seja dito, para n&atilde;o cedermos &agrave; tenta&ccedil;&atilde;o de nos sentirmos sup&eacute;rfluos ou in&uacute;teis. &ldquo;N&oacute;s somos mais necess&aacute;rios que nunca, porque Cristo &eacute; mais necess&aacute;rio que nunca&rdquo; &ndash; afirmou Jo&atilde;o Paulo II.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O culto e a cultura<\/strong><\/p>\n<p>O sacerdote n&atilde;o deve permanecer sempre num &acirc;mbito puramente sacral, fechado no per&iacute;metro do templo. N&atilde;o poder&aacute; servir bem os homens alheando-se da sua vida e do seu ambiente. Ele deve ir ao encontro do mundo. A sua palavra &eacute; um testemunho que deve chegar a todas as encruzilhadas da hist&oacute;ria, &agrave;s pra&ccedil;as da cidade e confrontar-se com a cultura. Hoje, &eacute; uma urg&ecirc;ncia evangelizar a cultura contempor&acirc;nea porque &eacute; ela que determina os modos de pensar, que prop&otilde;e os modelos de comportamento e inspira os modos de ver a realidade. Limito-me&nbsp; a sublinhar tr&ecirc;s aspetos mais prementes.<\/p>\n<p>Antes de mais, &eacute; importante que o sacerdote entre no mundo e se d&ecirc; conta da &ldquo;perda (ou eros&atilde;o) da mem&oacute;ria&rdquo; como fen&oacute;meno t&iacute;pico da sociedade em que vivemos. A cultura p&oacute;s moderna, na &acirc;nsia de viver sofregamente o instante imediato, corre o risco de &ldquo;n&atilde;o recordar&rdquo;, de perder as pr&oacute;prias ra&iacute;zes, a sua matriz crist&atilde;. Goethe dizia que a l&iacute;ngua materna da Europa &eacute; o cristianismo. Hoje fala-se cada vez mais ingl&ecirc;s, mas esquece-se que na base desta e doutras l&iacute;nguas e culturas da Europa est&aacute; uma vis&atilde;o crist&atilde; quase esquecida na sua totalidade e at&eacute; apagada. <em>Eis ent&atilde;o a import&acirc;ncia do recordar a beleza e a riqueza da f&eacute; crist&atilde; geradora do melhor humanismo, do recordar que entre o c&eacute;u e a terra h&aacute; um canal de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p>&ldquo;Recordar&rdquo; &eacute; um termo muito belo que quer dizer &ldquo;reportar ao cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;. A este prop&oacute;sito desejaria citar as palavras de Bernanos, grande escritor cat&oacute;lico franc&ecirc;s, que na sua obra <em>La France contre les Robots <\/em>escrevia: &ldquo;Uma civiliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o rui como um edif&iacute;cio. Dir-se-ia mais exatamente que se esvazia, pouco a pouco, da sua subst&acirc;ncia at&eacute; que s&oacute; resta a casca&rdquo;.<\/p>\n<p>Lutar contra esta &ldquo;desmemoriza&ccedil;&atilde;o&rdquo; &eacute; fazer frente &agrave; cultura do vazio de ideais e valores, &agrave; cultura do ef&eacute;mero e do provis&oacute;rio, da superficialidade e da banalidade, para propor de novo a &eacute;tica, a moral, o Dec&aacute;logo, a espiritualidade. Assistimos &agrave; expans&atilde;o de um deserto espiritual e moral na cultura e na sociedade, que revela n&atilde;o s&oacute; a falta de &eacute;tica, mas tamb&eacute;m a falta de est&eacute;tica, de beleza, de estilo e de dignidade. Eis aqui um segundo aspeto premente.<\/p>\n<p><em>&Eacute; importante voltar a propor os valores perante o vazio espiritual atual. Os dez mandamentos permanecem sempre v&aacute;lidos para a rela&ccedil;&atilde;o do homem com Deus e com os outros homens,<\/em> n&atilde;o obstante sejam violados todos os dias. Permanecem como uma advert&ecirc;ncia clara e precisa e &eacute; nossa miss&atilde;o lembr&aacute;-lo. &ldquo;N&atilde;o vos afadigueis em pensar para onde vai o mundo, mas sim para onde &eacute; preciso que v&oacute;s vades, para n&atilde;o calcardes cinicamente a vossa consci&ecirc;ncia, para n&atilde;o vos envergonhardes da moralidade atrai&ccedil;oada&rdquo;, escreve o fil&oacute;sofo italiano, Benedetto Croce, consciente do grande risco de se renunciar a uma moralidade necess&aacute;ria.<\/p>\n<p>Uma terceira e &uacute;ltima considera&ccedil;&atilde;o diz respeito &agrave; tenta&ccedil;&atilde;o dos extremismos que amea&ccedil;am atingir e fragmentar a sociedade: o primeiro &eacute; o relativismo, o sincretismo que dissolve a nossa identidade e nega a possibilidade de alcan&ccedil;ar e partilhar verdades e valores universais; o outro &eacute; o fundamentalismo que defende os seus valores e exclui todo o di&aacute;logo. N&atilde;o devemos renunciar &agrave; nossa peculiar identidade; mas, por outro lado, n&atilde;o podemos rejeitar o di&aacute;logo. <em>O<\/em> <em>cristianismo &eacute; por natureza di&aacute;logo, abertura ao outro, respeito do outro no mundo plural em que vivemos: di&aacute;logo com o mundo, com a cultura, com todos os homens e mulheres de boa vontade.<\/em><\/p>\n<p><em>Este &eacute; um campo aberto &agrave; nossa miss&atilde;o de padres para este tempo. Pede-nos um grande investimento de ousadia, de criatividade e de aut&ecirc;ntica convers&atilde;o pastoral, para que a Igreja seja sal da terra e luz do mundo e n&atilde;o uma Igreja fechada em si mesma, de costas voltada para o mundo.<\/em> Come&ccedil;&aacute;mos a abrir caminho neste ano pastoral. Nos encontros com os grupos socioprofissionais em cada vigararia tenho encontrado abertura, apre&ccedil;o e entusiasmo por esta iniciativa que parece corresponder a um anseio e a uma necessidade sentida.<\/p>\n<p>&nbsp;A presen&ccedil;a e a miss&atilde;o dos crist&atilde;os no mundo requerem por&eacute;m que sejamos capazes de sair de n&oacute;s mesmos e de estabelecer pontes e criar la&ccedil;os com a sociedade nas suas variadas express&otilde;es; e tamb&eacute;m exige uma boa forma&ccedil;&atilde;o cultural dos padres que lhes permita fazer a s&iacute;ntese entre f&eacute; e cultura para ajudar os fi&eacute;is a ler a realidade complexa atual, a discernir os sinais dos tempos, a estar neste mundo como crist&atilde;os.<em> Outrora, o padre era uma figura de refer&ecirc;ncia cultural.&nbsp; Hoje, com a democratiza&ccedil;&atilde;o do ensino, a s&oacute;lida forma&ccedil;&atilde;o cultural do presb&iacute;tero torna-se ainda mais necess&aacute;ria para a sua miss&atilde;o e para a sua estatura humana e espiritual &agrave; altura do nosso tempo.<\/em><\/p>\n<p>Um te&oacute;logo russo ortodoxo e leigo, Pavel Evdokimov, falando da liturgia, escreve que n&oacute;s constru&iacute;mos catedrais com portais bel&iacute;ssimos que isolam a &aacute;rea sagrada.&nbsp; Dentro est&aacute; a perfei&ccedil;&atilde;o e a beleza do culto, a plenitude;&nbsp; l&aacute; fora est&aacute; a pra&ccedil;a com os seus ru&iacute;dos e com&eacute;rcios, com o riso e as l&aacute;grimas, as alegrias e as dores, at&eacute; com as blasf&eacute;mias, com tudo o que faz parte da exist&ecirc;ncia quotidiana. Seria necess&aacute;rio, por&eacute;m, um portal aberto atrav&eacute;s do qual o vento do Esp&iacute;rito pudesse sair do templo para ir em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; pra&ccedil;a e torn&aacute;-la fecunda levando luz, beleza, perfume, esperan&ccedil;a; depondo uma semente de eternidade mesmo onde tudo &eacute; profano, secular, a semente da santidade no mundo. &ldquo;A f&eacute;, a ora&ccedil;&atilde;o e a justi&ccedil;a devem andar abra&ccedil;adas&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>&ldquo;Quereis oferecer-vos a Deus?&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>A liturgia da Quinta-feira Santa &eacute; um momento especial no qual somos convidados a renovar e reavivar em n&oacute;s a gra&ccedil;a sacramental do sacerd&oacute;cio e o &ldquo;sim&rdquo; do nosso acolhimento e da nossa entrega total. &Eacute; tamb&eacute;m uma ocasi&atilde;o para o fazermos em &iacute;ntima liga&ccedil;&atilde;o com a espiritualidade da mensagem de F&aacute;tima neste ano da comemora&ccedil;&atilde;o do centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es. A formula&ccedil;&atilde;o da renova&ccedil;&atilde;o das nossas promessas &eacute; traduzida esplendidamente pela pergunta de Nossa Senhora aos Pastorinhos &ldquo;Quereis oferecer-vos a Deus?&rdquo; para colaborar mesmo com os vossos sofrimentos no seu des&iacute;gnio sobre o mundo? Sim, tamb&eacute;m n&oacute;s que suportamos &ldquo;o cansa&ccedil;o do dia e o seu calor&rdquo;(Mt 20, 12) nos m&uacute;ltiplos afazeres na vinha do Senhor ouvimos hoje esta mesma pergunta acompanhada pela mesma promessa consoladora &ldquo;a gra&ccedil;a de Deus ser&aacute; o vosso conforto&rdquo;. Tal como os pastorinhos, tamb&eacute;m n&oacute;s queremos dizer um sim de entrega inteira, sem reservas, ao Senhor, sendo todos de Deus, todos de Jesus e da sua Igreja.<\/p>\n<p>A Virgem Sant&iacute;ssima, m&atilde;e sol&iacute;cita dos sacerdotes, nos assista e ajude a dar esta resposta de total obla&ccedil;&atilde;o da nossa vida sacerdotal: Totus tuus! Todo teu, Senhor, nas m&atilde;os de Maria Imaculada! Todo teu pelo Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado de Maria!&nbsp;<\/p>\n<p>Catedral de Leiria, 5 de abril de 2012<\/p>\n<p><em>D. Ant&oacute;nio Marto, bispo de Leiria-F&aacute;tima<\/em><em><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sacerdote, o culto e a cultura A Quinta-feira Santa &eacute; um grande dia festivo para todo o Povo de Deus que celebra tr&ecirc;s dons preciosos que o Senhor Jesus lhe deixou em testamento perene: a eucaristia, o sacerd&oacute;cio ministerial e o mandamento novo do amor, a caridade! &Eacute; tamb&eacute;m um dia extraordin&aacute;rio para os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[177,199,203,207,246],"class_list":["post-56005","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-leiria-fatima","tag-espiritualidade","tag-europa","tag-fatima","tag-liturgia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56005","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56005"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56005\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56005"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56005"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56005"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}