{"id":55978,"date":"2012-04-04T13:23:37","date_gmt":"2012-04-04T13:23:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/04\/04\/mensagem-de-pascoa-do-bispo-de-aveiro\/"},"modified":"2012-04-04T13:23:37","modified_gmt":"2012-04-04T13:23:37","slug":"mensagem-de-pascoa-do-bispo-de-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-pascoa-do-bispo-de-aveiro\/","title":{"rendered":"Mensagem de P\u00e1scoa do bispo de Aveiro"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>&ldquo;Este &eacute; o dia do Senhor: alegremo-nos nele&rdquo; (<\/em><\/strong><em>Sal 118<strong>).<\/strong><\/em><\/p>\n<p>1.A mais bela de todas as manh&atilde;s &ndash; a manh&atilde; de P&aacute;scoa &ndash; n&atilde;o come&ccedil;ou com capas estendidas pelo ch&atilde;o da vida, com hossanas de multid&otilde;es em alegria e em festa nem, t&atilde;o pouco, com o testemunho corajoso e feliz dos disc&iacute;pulos.<\/p>\n<p>Como estava j&aacute; longe da mem&oacute;ria do povo e distante do cora&ccedil;&atilde;o dos disc&iacute;pulos a entrada de Jesus na sua cidade! A cruz e a morte tinham dispersado as multid&otilde;es e o medo tinha-se apoderado dos mais pr&oacute;ximos.<\/p>\n<p>A manh&atilde; de P&aacute;scoa come&ccedil;ou com uma estranha e singela palavra, cheia de compaix&atilde;o por parte de Jesus diante da tristeza preocupada de Maria, a mulher perdoada, que viu o sepulcro vazio<em>: &laquo;Mulher, porque choras?&raquo;<\/em> (Jo 20, 15).<\/p>\n<p>O primeiro gesto de Jesus ressuscitado e a sua primeira palavra, depois da ressurrei&ccedil;&atilde;o, &eacute; consolar; &eacute; olhar o nosso olhar; &eacute; chamar pelo nosso nome. Um dia, tempo vir&aacute;, em que <em>&laquo;Deus enxugar&aacute;, tamb&eacute;m, todas as l&aacute;grimas dos nossos olhos!&raquo; (Apoc 21, 4).<\/em><\/p>\n<p>Neste tempo de crise de civiliza&ccedil;&atilde;o, o mundo precisa da P&aacute;scoa de Jesus, para aprender a dar a vida por amor e nessa d&aacute;diva divina encontrar uma palavra que afague tantos dramas, um olhar que d&ecirc; luz a tantos olhares que as l&aacute;grimas turbam e o pecado magoa e uma vida que alimente de nova e renascida esperan&ccedil;a tantas vidas sem sentido, sem p&atilde;o, sem trabalho, sem horizonte e sem rumo.<\/p>\n<p>Que tamb&eacute;m nestes tempos de imperativa austeridade e de desiguais sacrif&iacute;cios lembremos o s&aacute;bio conselho afirmado em cada P&aacute;scoa judaica: &laquo;<em>em tempos de opress&atilde;o, n&atilde;o falte ao povo a esperan&ccedil;a da liberdade! Em tempos de liberdade, n&atilde;o se lhe apague a lembran&ccedil;a da escravid&atilde;o!&raquo;<\/em> <em>(Seder judaico).<\/em><\/p>\n<p>Depois da manh&atilde; de P&aacute;scoa, Jesus chamou, ao longo da hist&oacute;ria da Igreja, milhares e milhares de pessoas pelo seu nome. A todos os que chamou, tamb&eacute;m enviou em miss&atilde;o para transmitir a Boa Nova das bem-aventuran&ccedil;as. A P&aacute;scoa &eacute; a festa de todos e para todos!<\/p>\n<p>2.A ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus &eacute; porta de tempos novos e aurora de vit&oacute;ria e alegria pascal. Deste triunfo de Jesus Cristo sobre o pecado e sobre a morte, os ap&oacute;stolos, refeitos do medo inicial, d&atilde;o-nos testemunho vivo. A vida crist&atilde; nasce deste acontecimento sempre novo e desta inabal&aacute;vel certeza: <em>&laquo;Foi este Jesus que Deus ressuscitou, e disto n&oacute;s somos testemunhas&raquo; (At 2, 32).<\/em><\/p>\n<p>A&iacute;, na P&aacute;scoa de Jesus, inicia-se o tempo da Igreja e todos n&oacute;s da&iacute; partimos em caminhada pascal, apoiados pelo testemunho daqueles que viram e acreditaram. E a exemplo dos disc&iacute;pulos, tornamo-nos, tamb&eacute;m n&oacute;s, sinais vivos deste mesmo poder da ressurrei&ccedil;&atilde;o que Deus coloca em a&ccedil;&atilde;o na Igreja.<\/p>\n<p>Os cinquenta dias que prolongam, na liturgia da Igreja, a P&aacute;scoa e dela fazem uma festa ininterrupta s&atilde;o dados aos crist&atilde;os para renovar as suas vidas e fortalecer a sua f&eacute; na ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus, de Quem s&atilde;o chamados a ser testemunhas.<\/p>\n<p>3. Vamos viver, na diocese de Aveiro, este tempo pascal em <strong><em>Caminhada<\/em><\/strong> de itiner&aacute;rio pastoral com as fam&iacute;lias para que, com a for&ccedil;a da vida, do amor e da f&eacute; nascida da P&aacute;scoa, as fam&iacute;lias da diocese se reconhe&ccedil;am no seu melhor e se valorizem no testemunho e na miss&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;Importa que cada fam&iacute;lia sinta o seu amor vivificado pela palavra de Deus, iluminado pela palavra da Igreja e alimentado pela palavra da vida. Sabemos bem quanto a fam&iacute;lia &eacute; para cada um de n&oacute;s um dom como ber&ccedil;o da vida, comunidade de amor, escola da f&eacute; e santu&aacute;rio da presen&ccedil;a e da a&ccedil;&atilde;o de Deus.<\/p>\n<p>&Eacute; nesta Igreja diocesana, fraternidade de fam&iacute;lias, que vemos confirmar a esperan&ccedil;a, para que se concretize em cada comunidade crist&atilde; este modo de sermos fam&iacute;lia de fam&iacute;lias e se ajude cada fam&iacute;lia a ser evangelizadora no mundo.<\/p>\n<p>Com este esp&iacute;rito pascal e nesta caminhada familiar tem renovado sentido fazer da P&aacute;scoa, prolongada celebra&ccedil;&atilde;o festiva em cada fam&iacute;lia ao longo de todo o tempo pascal, e viver, com acrescida alegria, os momentos maiores deste tempo como sejam a institui&ccedil;&atilde;o de minist&eacute;rios de Leitores e Ac&oacute;litos a caminho do Presbiterado, a Semana das voca&ccedil;&otilde;es, tantos outros sinais vis&iacute;veis do amor de Deus por n&oacute;s e de interpela&ccedil;&atilde;o para o nosso modo de acolher os chamamentos por Deus semeados no campo fecundo das fam&iacute;lias de Aveiro, a merecer resposta pronta e acrescida generosidade.<\/p>\n<p>No horizonte deste criativo modo de caminhar em fam&iacute;lia e com as fam&iacute;lias e quase j&aacute; no culminar do tempo pascal viveremos todos com alegria e entusiasmo, como Igreja diocesana, a <strong><em>Festa das Fam&iacute;lias,<\/em><\/strong> no dia 20 de maio, no Col&eacute;gio de Calv&atilde;o, em Vagos.<\/p>\n<p>Votos de feliz P&aacute;scoa, assim continuada em todo o tempo pascal e assim vivida em fam&iacute;lia e em Igreja, com fermento novo de um mundo melhor e com an&uacute;ncio festivo e pr&oacute;ximo de uma <strong><em>Igreja em Miss&atilde;o Jubilar<\/em><\/strong>!<\/p>\n<p>Aveiro, 3 de abril de 2012<\/p>\n<p><em>D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, bispo de Aveiro<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;Este &eacute; o dia do Senhor: alegremo-nos nele&rdquo; (Sal 118). 1.A mais bela de todas as manh&atilde;s &ndash; a manh&atilde; de P&aacute;scoa &ndash; n&atilde;o come&ccedil;ou com capas estendidas pelo ch&atilde;o da vida, com hossanas de multid&otilde;es em alegria e em festa nem, t&atilde;o pouco, com o testemunho corajoso e feliz dos disc&iacute;pulos. 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