{"id":55942,"date":"2012-04-03T12:38:44","date_gmt":"2012-04-03T12:38:44","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/04\/03\/renascenca-75-anos-de-historia-e-de-relacao-com-a-sociedade-portuguesa\/"},"modified":"2012-04-03T12:38:44","modified_gmt":"2012-04-03T12:38:44","slug":"renascenca-75-anos-de-historia-e-de-relacao-com-a-sociedade-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/renascenca-75-anos-de-historia-e-de-relacao-com-a-sociedade-portuguesa\/","title":{"rendered":"Renascen\u00e7a: 75 Anos de Hist\u00f3ria e de rela\u00e7\u00e3o com a sociedade portuguesa"},"content":{"rendered":"<p>Nelson Ribeiro, diretor de programas, RR <!--more--> <\/p>\n<p align=\"left\">A ideia de cria&ccedil;&atilde;o de uma Emissora Cat&oacute;lica em Portugal nasceu no in&iacute;cio dos anos 30 do s&eacute;culo XX quando os sacerdotes Magalh&atilde;es Costa e Domingos Bastos publicaram diversos artigos no Di&aacute;rio do Minho, nos quais defenderam a import&acirc;ncia da Igreja Cat&oacute;lica possuir um ve&iacute;culo capaz de levar a sua voz a milhares de portugueses em simult&acirc;neo. O projeto come&ccedil;ou a ganhar forma, a partir de 1933, pela m&atilde;o do Pe. Lopes da Cruz que, a partir desta data, e durante seis anos, assumiu a responsabilidade de redigir uma p&aacute;gina da revista cat&oacute;lica Renascen&ccedil;a, onde, todas as quinzenas, escrevia com o objetivo de tornar poss&iacute;vel o nascimento da Emissora Cat&oacute;lica. N&atilde;o tardou muito at&eacute; come&ccedil;ar a receber as primeiras ofertas provenientes de leitores, incluindo de membros da Hierarquia da Igreja.<\/p>\n<p>As emiss&otilde;es di&aacute;rias regulares iniciaram-se a 1 de janeiro de 1937 e, embora o Pe. Lopes da Cruz tivesse deixado claro que estas n&atilde;o se destinavam &#8220;apenas a transmitir longos serm&otilde;es&#8221;, a preocupa&ccedil;&atilde;o de contribuir para o aprofundamento da f&eacute; dos ouvintes esteve presente desde o primeiro momento. A oficializa&ccedil;&atilde;o da esta&ccedil;&atilde;o, enquanto organismo da Ac&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica, veio posteriormente a ocorrer a 10 de abril de 1938, tendo-se seguido anos de grandes dificuldades financeiras, fruto do contexto originado pela II Guerra Mundial. N&atilde;o obstante os mais diversos contratempos, o Pe. Lopes da Cruz n&atilde;o desanimou na sua miss&atilde;o, tendo prosseguido com as campanhas de angaria&ccedil;&atilde;o de fundos que tornaram vi&aacute;vel o crescimento da Renascen&ccedil;a que, nos anos 50, seria um dos s&oacute;cios fundadores da RTP.<\/p>\n<p>A partir do final dos anos 60, e ao longo do per&iacute;odo marcelista, a Renascen&ccedil;a ficou conhecida por transmitir diversos programas inovadores pelo facto de abordarem quest&otilde;es sociais que habitualmente estavam afastadas das ondas hertzianas e que o Estado Novo procurava manter invis&iacute;veis nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. No entanto, seria ap&oacute;s a revolu&ccedil;&atilde;o do 25 de Abril de 1974 que a esta&ccedil;&atilde;o entraria numa fase de grande afirma&ccedil;&atilde;o na sociedade portuguesa. Durante o PREC, o controlo da Emissora Cat&oacute;lica transformou-se num palco central da luta ideol&oacute;gica que ent&atilde;o se travava no pa&iacute;s. Tal tornou-se sobretudo vis&iacute;vel a partir de maio de 1975 quando a Renascen&ccedil;a foi ocupada por elementos da extrema-esquerda, que passaram a controlar a emiss&atilde;o &agrave; revelia da Hierarquia da Igreja. Durante a ocupa&ccedil;&atilde;o, que se arrastou durante v&aacute;rios meses, foram transmitidos conte&uacute;dos antieclesiais, levando a que em muitas cidades do pa&iacute;s milhares de pessoas se manifestassem a favor da devolu&ccedil;&atilde;o da Renascen&ccedil;a &agrave; Igreja. Os sucessivos governos provis&oacute;rios manifestaram uma total incapacidade de retirar os ocupantes do interior da esta&ccedil;&atilde;o pelo que, em novembro de 1975, o ent&atilde;o primeiro-ministro Pinheiro de Azevedo ordenou a coloca&ccedil;&atilde;o de explosivos nos emissores da Buraca, dado ter sido a &uacute;nica forma que encontrou para silenciar os ocupantes. A programa&ccedil;&atilde;o, j&aacute; sob o controlo da Igreja, seria posteriormente retomada em janeiro de 1976.<\/p>\n<p>A Renascen&ccedil;a havia-se, ent&atilde;o, transformado num s&iacute;mbolo da luta ideol&oacute;gica contra os que pretendiam instaurar um regime coletivista em Portugal. Tal contribuiu de forma decisiva para que esta&ccedil;&atilde;o tivesse ganho uma enorme credibilidade e ades&atilde;o por parte da maioria dos portugueses, tendo passado a ser l&iacute;der de audi&ecirc;ncia pouco depois de ter voltado a emitir. Ali&aacute;s, at&eacute; ao in&iacute;cio dos anos 90, a Renascen&ccedil;a permaneceu como a &uacute;nica esta&ccedil;&atilde;o nacional n&atilde;o controlada pelo Estado, dado n&atilde;o ter sido abrangida pelo decreto de nacionaliza&ccedil;&atilde;o das emissoras de r&aacute;dio publicado em dezembro de 1975. Desta forma, os anos 80 ficaram marcados pela afirma&ccedil;&atilde;o da Emissora Cat&oacute;lica como uma voz independente na sociedade portuguesa e pela transmiss&atilde;o de programas de enorme sucesso junto da audi&ecirc;ncia, com destaque para o &ldquo;Despertar&rdquo; apresentado por Ant&oacute;nio Sala e Olga Cardoso.<\/p>\n<p>Paralelamente, e antevendo a pulveriza&ccedil;&atilde;o do mercado com novos esta&ccedil;&otilde;es, bem como o adensar do fen&oacute;meno da segmenta&ccedil;&atilde;o, a Renascen&ccedil;a criou outros canais de r&aacute;dio destinados a diferentes p&uacute;blicos. Fruto dessa estrat&eacute;gia, em 1987 surgiu a RFM, atualmente a esta&ccedil;&atilde;o l&iacute;der em Portugal, e em 1998 foi a vez de come&ccedil;ar a emitir a MEGA FM, hoje em dia MEGA Hits, destinada a um p&uacute;blico jovem entre os 15 e os 24 anos. Mais recentemente, em 2008, foi lan&ccedil;ada a R&aacute;dio Sim, destinada ao p&uacute;blico s&eacute;nior. Nos &uacute;ltimos anos o Grupo tem investido fortemente na sua presen&ccedil;a online, com a cria&ccedil;&atilde;o de webr&aacute;dios, webtvs, e um jornal digital (P&aacute;gina Um).<\/p>\n<p align=\"left\"><em>Nelson Ribeiro, diretor de programas, RR<\/em><\/p>\n<p align=\"left\"><em>Autor da obra &lsquo;A R&aacute;dio Renascen&ccedil;a e o 25 de Abril&rsquo;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nelson Ribeiro, diretor de programas, RR<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[92],"class_list":["post-55942","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-25-de-abril"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55942","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55942"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55942\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55942"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55942"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55942"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}