{"id":55496,"date":"2012-03-06T11:17:47","date_gmt":"2012-03-06T11:17:47","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/03\/06\/d-gabriel-de-sousa-1912-2012\/"},"modified":"2012-03-06T11:17:47","modified_gmt":"2012-03-06T11:17:47","slug":"d-gabriel-de-sousa-1912-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/d-gabriel-de-sousa-1912-2012\/","title":{"rendered":"D. Gabriel de Sousa, 1912-2012"},"content":{"rendered":"<p>A 17 de mar&ccedil;o de 1912 nascia Joaquim de Sousa, no lugar das Cavadas, freguesia de S&atilde;o Cosme de Besteiros, concelho de Paredes, Porto. &Oacute;rf&atilde;o desde tenra idade, fez os estudos human&iacute;sticos no Mosteiro Beneditino de Samos, na Galiza, de 1924 a 1926, quando regressou &agrave; comunidade de Singeverga, em Portugal, onde viria a assumir o nome de Gabriel.<\/p>\n<p>Como monge e sacerdote, padre Gabriel foi sempre observante, um discreto mas fiel colaborador dos superiores, quer do padre Ant&oacute;nio Coelho, quer de D. Ildefonso Santos Silva, quer do primeiro Abade de Singeverga, D. Pl&aacute;cido Ferreira de Carvalho.<\/p>\n<p>Fr. Gabriel de Sousa foi o primeiro monge a emitir os votos solenes em Singeverga, dentro da Congrega&ccedil;&atilde;o da Anuncia&ccedil;&atilde;o, a 21\/03\/1933; foi ordenado sacerdote a 29\/07\/1934.<\/p>\n<p>D. Gabriel de Sousa, com 38 anos de idade, foi eleito, ao primeiro escrut&iacute;nio, 2.&ordm; Abade de Singeverga (08\/11\/1948), cargo vital&iacute;cio que o levaria a atravessar com preocupa&ccedil;&atilde;o o agitado per&iacute;odo do Conc&iacute;lio Vaticano II e a pedir a resigna&ccedil;&atilde;o abacial (09\/12\/1966) ap&oacute;s 18 anos e trinta dias de governo mon&aacute;stico.<\/p>\n<p>Foi ele quem, n&atilde;o tendo estudado em universidades, procurou enriquecer, intelectualmente, a comunidade de Singeverga enviando monges a estudar em diversos campos do saber eclesi&aacute;stico, convencido de que se nenhum monge &eacute; uma enciclop&eacute;dia, o mosteiro deve ser uma enciclop&eacute;dia de s&aacute;bios. De facto, enviou monges a estudar em Lovaina, Paris, Roma, Monserrate, Salamanca, W&uuml;rtsburgo. Guiava-o a ideia de multiplicar os mosteiros beneditinos em Portugal e animava-o o sonho de restaurar a antiga Congrega&ccedil;&atilde;o Beneditina Portuguesa.<\/p>\n<p>Embalado pelo entusiasmo da Liturgia e vendo nisso uma &uacute;til forma de apostolado beneditino, fundou a revista lit&uacute;rgica beneditina &ldquo;Ora &amp; Labora&rdquo; (1954-1980), de que foi primeiro diretor, criando tamb&eacute;m, em formato pequeno, o &ldquo;Mensageiro de S. Bento\/Omnes Unum&rdquo; (1954-1966).<\/p>\n<p>Participou em v&aacute;rios Cap&iacute;tulos Gerais da Congrega&ccedil;&atilde;o da Anuncia&ccedil;&atilde;o a que Singeverga est&aacute; ligada, tomou parte nos Congressos da Confedera&ccedil;&atilde;o dos Abades Beneditinos em Roma. Ao mesmo tempo, gostava de assistir como diretor os Oblatos Beneditinos Seculares, empenhava-se em confer&ecirc;ncias e prega&ccedil;&otilde;es, retiros ao clero de v&aacute;rias dioceses e aos bispos portugueses.<\/p>\n<p>Como vice-postulador, cuidava dos processos de beatifica&ccedil;&atilde;o de Fr. Bernardo de Vasconcelos, seu antigo companheiro de Samos, da beata Irm&atilde; Maria do Divino Cora&ccedil;&atilde;o, da hoje tamb&eacute;m beata Alexandrina de Balazar, do padre Am&eacute;rico de Aguiar, fundador do Gaiato e ainda seu primo carnal. Tamb&eacute;m foi ele o encarregado pela Nunciatura Apost&oacute;lica, em fins de 1953, de organizar a federa&ccedil;&atilde;o dos institutos religiosos em Portugal (CNIR\/CNIRF), que teve a sua primeira assembleia-geral em 28\/05\/1954, e, como primeiro Presidente (1954-58), preparou o II Congresso dos Religiosos (Lisboa, 3-13\/04\/ 1958).<\/p>\n<p>Como abade em&eacute;rito de Singeverga, aceitou trabalhar em Luanda como secret&aacute;rio da Confer&ecirc;ncia Episcopal de Angola (1967-70); depois, na metr&oacute;pole, esteve no Col&eacute;gio de Lamego (1970), teve resid&ecirc;ncia na igreja do Bonfim, Porto (1970-79), onde fundou o &ldquo;Boletim Paroquial do Bonfim&rdquo; (1961-80) e aproveitou para fazer pesquisas beneditinas nos diversos arquivos do pa&iacute;s. Foi capel&atilde;o do Bom Pastor, casa de Ermesinde (1979-82), reitor da Capela-Igreja de S. Crispim, Porto (1982-1996). Ap&oacute;s as obras de restauro do Mosteiro de S. Bento da Vit&oacute;ria, onde tantos trabalhos realizara nos anos duma entusiasmada juventude, ali veio fixar-se (1990), falecendo a 23\/01\/1998. O seu corpo jaz no talh&atilde;o dos monges no cemit&eacute;rio paroquial de Roriz, sepultado a 25\/I\/1998, precisamente no dia em que Singeverga celebrava 106 anos da sua funda&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>(&hellip;) Tal &eacute; a biografia e a obra deste monge beneditino ilustre, que bem o podemos classificar como o maior expoente da historiografia beneditina em Portugal na &eacute;poca moderna e apontar aos monges atuais como exemplo de trabalho cultural.<\/p>\n<p>Pela dignidade do seu cargo de abade de Singeverga, pela sua craveira intelectual e por todo este vasto trabalho hist&oacute;rico, Dom Gabriel foi, em vida, reconhecido como verdadeiro homem de cultura.<\/p>\n<p align=\"left\"><em>(Biografia baseada em trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o do padre Geraldo Coelho Dias, a ser publicado)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 17 de mar&ccedil;o de 1912 nascia Joaquim de Sousa, no lugar das Cavadas, freguesia de S&atilde;o Cosme de Besteiros, concelho de Paredes, Porto. &Oacute;rf&atilde;o desde tenra idade, fez os estudos human&iacute;sticos no Mosteiro Beneditino de Samos, na Galiza, de 1924 a 1926, quando regressou &agrave; 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