{"id":5523,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-pastoral-de-jovens-na-missao-da-igreja\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-pastoral-de-jovens-na-missao-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-pastoral-de-jovens-na-missao-da-igreja\/","title":{"rendered":"A Pastoral de Jovens na Miss\u00e3o da Igreja"},"content":{"rendered":"<p>Orienta\u00e7\u00f5es para os jovens de Braga <!--more--> A Pastoral de Jovens na Miss\u00e3o da Igreja  Durante tr\u00eas anos a Arquidiocese empenhou-se num Programa Pastoral estruturado no sentido de conhecer o mundo juvenil para lhe oferecer um sentido. Tratou-se de criar consci\u00eancia de viver com os jovens e para os jovens. Passado este tri\u00e9nio, importa delinear uma estrat\u00e9gia pastoral que congregue as reflex\u00f5es efectuadas e determine as op\u00e7\u00f5es pastorais a seguir. J\u00e1 tive a oportunidade, em Nota Pastoral, de apontar a forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 como a linha de conduta no contexto tradicionalista em que estamos envolvidos e sem a consci\u00eancia e maturidade da f\u00e9 que as actuais circunst\u00e2ncias exigem. Da\u00ed que a Pastoral de Jovens, como todos os outros sectores, se deva comprometer com a evangeliza\u00e7\u00e3o do mundo juvenil. Na verdade, h\u00e1 sempre o risco de se deixar envolver em actividades com o intuito de atrair e que podem distrair do essencial. \u00c9 f\u00e1cil correr o risco de propor ac\u00e7\u00f5es de interven\u00e7\u00e3o sem a consequente base de motiva\u00e7\u00e3o doutrinal, espiritual e eclesial. Importa, por isso, fazer com que os jovens se comprometam com Cristo, para que, posteriormente, se comprometam na miss\u00e3o da Igreja dum modo consciente e correspons\u00e1vel. Louvo a iniciativa do Departamento Arquidiocesano de Pastoral de Jovens e espero que, at\u00e9 orienta\u00e7\u00f5es diferentes, todas as par\u00f3quias e movimentos aceitem este caminho como programa diocesano para a pastoral juvenil. Os resultados acontecer\u00e3o como consequ\u00eancia deste acolhimento. Estamos a percorrer o itiner\u00e1rio delineado. Importa dar-lhe continuidade e manifestar a paix\u00e3o pelos jovens. Com o Papa digo aos jovens, \u00e0s par\u00f3quias e aos movimentos: \u201cFazei-vos ao largo\u201d e percorrei caminhos de catequese e evangeliza\u00e7\u00e3o.  + Jorge Ferreira da Costa Ortiga, Arc. Primaz   LEITURA DA REALIDADE  1. Principais resultados do Inqu\u00e9rito com maior relev\u00e2ncia S\u00f3cio-Pastoral Come\u00e7amos estas linhas de orienta\u00e7\u00e3o a partir de uma leitura da realidade, para isso lan\u00e7amos m\u00e3os dos resultados do Inqu\u00e9rito realizado na nossa Arquidiocese, que nos diz que os nossos jovens possuem uma forte associa\u00e7\u00e3o entre naturalidade e resid\u00eancia. Fort\u00edssima presen\u00e7a da fam\u00edlia enquanto espa\u00e7o em que praticamente todos os jovens vivem. Condi\u00e7\u00f5es de prov\u00e1vel boa integra\u00e7\u00e3o na comunidade de resid\u00eancia. Sintomas de coes\u00e3o social e cultural, possivelmente geradora de uma efectiva press\u00e3o social. Sub-cultura, identidade regional. N\u00e3o obstante, h\u00e1 indicadores de mobilidade geogr\u00e1fica e de variedade de origens, com prov\u00e1veis consequ\u00eancias no sentido de criarem j\u00e1 alguma significativa diversidade cultural, e respectivos efeitos, principalmente em alguns meios e ambientes.  Sinais claros de mobilidade social ascendente e mudan\u00e7a cultural inter-gera\u00e7\u00f5es em curso, actualmente, e a continuar no futuro pr\u00f3ximo. Rela\u00e7\u00e3o globalmente positiva com os outros, designadamente com os pais. Prefer\u00eancia n\u00edtida de inter-ac\u00e7\u00e3o com os coet\u00e2neos. Presen\u00e7as muito pouco significativas dos professores e dos padres no universo das interac\u00e7\u00f5es dos jovens. Baixa participa\u00e7\u00e3o em associa\u00e7\u00f5es e pouca confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Sinais de alguma preocupa\u00e7\u00e3o face ao futuro. Matriz cultural cat\u00f3lica bem acentuada. Sintomas de individualismo e subjectivismo no campo religioso. Reconfigura\u00e7\u00e3o de posi\u00e7\u00f5es e perten\u00e7as religiosas. A maior frequ\u00eancia de perten\u00e7a a associa\u00e7\u00f5es verifica-se em grupos religiosos, e a Igreja Cat\u00f3lica \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o em que mais inquiridos depositam muita confian\u00e7a. Imagem globalmente positiva da Igreja, e, simultaneamente, expectativa de que a Igreja acompanhe a \u2018evolu\u00e7\u00e3o dos tempos\u2019. Diversidade de situa\u00e7\u00f5es face \u00e0 escola e ao trabalho. Quase metade dos inquiridos trabalhadores n\u00e3o t\u00eam contrato de trabalho definitivo (sem termo).  Limita\u00e7\u00e3o de formas e significados dos tempos livres, tendo a televis\u00e3o a posi\u00e7\u00e3o preponderante na ocupa\u00e7\u00e3o dos tempos livres.  Principais conclus\u00f5es s\u00f3cio-pastorais 2. O catolicismo \u00e9 elemento integrante do patrim\u00f3nio e na identidade cultural. Deveria avaliar-se a for\u00e7a da press\u00e3o social nos modos de pensar e viver dos jovens, designadamente no que respeita \u00e0 religi\u00e3o, e quais os seus efeitos. Neste contexto, merece aten\u00e7\u00e3o o que respeita \u00e0 integra\u00e7\u00e3o das pessoas que t\u00eam posi\u00e7\u00f5es ou caracter\u00edsticas diferentes da maioria. Conv\u00e9m dar aten\u00e7\u00e3o aos efeitos da mobilidade social ascendente e da mudan\u00e7a cultural inter-gera\u00e7\u00f5es no processo da socializa\u00e7\u00e3o religiosa, e na integra\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o dos jovens nas comunidades crist\u00e3s locais. Devem avaliar-se as potencialidades da forte presen\u00e7a da fam\u00edlia na vida dos jovens, a par da prov\u00e1vel limita\u00e7\u00e3o da capacidade educativa de os pais transmitirem os seus valores e concep\u00e7\u00f5es de vida aos filhos, sobretudo quando \u00e9 maior a diferen\u00e7a de n\u00edveis de escolaridade entre uns e outros. H\u00e1 condi\u00e7\u00f5es que justificam a necessidade de uma forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 que d\u00ea sentido e crit\u00e9rios \u00e0 participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, e do cultivo da esperan\u00e7a que leve a combater os ind\u00edcios observados de inquieta\u00e7\u00e3o face ao futuro. \u00c9 aconselh\u00e1vel que se integre na forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 dos jovens e na pr\u00e1tica dos grupos de jovens o exerc\u00edcio do discernimento evang\u00e9lico cont\u00ednuo sobre o catolicismo existente no meio em que se vive, e sobre o modo como cada um vive a sua condi\u00e7\u00e3o, voca\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o de crist\u00e3o na Igreja e no mundo. H\u00e1 necessidade de assegurar uma maior integra\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel dos jovens na vida e na miss\u00e3o da Igreja; neste sentido, merecem uma an\u00e1lise cuidada as raz\u00f5es e as consequ\u00eancias do facto de, segundo os resultados deste inqu\u00e9rito, as tarefas ou actividades a que mais jovens se dedicam nas Par\u00f3quias serem de natureza lit\u00fargica. Dado que os grupos juvenis paroquiais s\u00e3o os que congregam o maior n\u00famero de jovens na Igreja, devem merecer um especial cuidado e apoio pastoral. \u00c9 conveniente avaliar continuamente at\u00e9 que ponto est\u00e3o adequados aos seus destinat\u00e1rios, nos conte\u00fados e nas formas, os processos de catequese e forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 dos jovens, assim como a coordena\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios actores que interv\u00eam nesse processo. H\u00e1 uma clara necessidade de propostas, agentes, espa\u00e7os, actividades e m\u00e9todos de pastoral de jovens diversificados, com criatividade e qualidade, exigindo-se educadores com forma\u00e7\u00e3o actualizada. Deveria ser refor\u00e7ada a forma\u00e7\u00e3o humana, doutrinal e espiritual dos jovens para a miss\u00e3o. Deveria dar-se aten\u00e7\u00e3o ao modo como est\u00e3o a fazer-se a forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e o acompanhamento pastoral aos jovens na passagem para o estado de casados (namoro, prepara\u00e7\u00e3o para o matrim\u00f3nio, e acompanhamento e integra\u00e7\u00e3o dos casais novos), na entrada no mundo do trabalho, e no in\u00edcio do pleno exerc\u00edcio dos direitos e obriga\u00e7\u00f5es da cidadania.  OBJECTIVOS DA PASTORAL DE JOVENS  3. Depois de termos analisado a nossa realidade, vamos debru\u00e7ar-nos sobre aquilo que a pastoral de jovens \u00e9 chamada a realizar, sobre os seus objectivos, que podemos j\u00e1 antever como a op\u00e7\u00e3o por Cristo, numa rela\u00e7\u00e3o coerente entre a f\u00e9 professada e a vida, no seio da Igreja, testemunhando Deus no mundo.  Os objectivos da Pastoral de jovens  4. Os nossos Bispos deixaram-nos, nas Bases para a Pastoral Juvenil, uma defini\u00e7\u00e3o daquilo que \u00e9 a pastoral de jovens, dizendo que esta \u00e9 \u201ca ac\u00e7\u00e3o da Igreja com os jovens, na evangeliza\u00e7\u00e3o e na educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, em ordem \u00e0 op\u00e7\u00e3o por Jesus Cristo, \u00e0 maturidade humana e crist\u00e3 da f\u00e9 e ao compromisso eclesial, apost\u00f3lico e social. Este laborat\u00f3rio de f\u00e9, na express\u00e3o de Jo\u00e3o Paulo II, quando desenvolvido nas suas m\u00e1ximas possibilidades, \u00e9 uma escola de vida. Ajudar\u00e1 os jovens a descobrirem respostas de f\u00e9 para as suas interroga\u00e7\u00f5es mais profundas e a assumirem-se como protagonistas da sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria e da nova evangeliza\u00e7\u00e3o, exercendo o apostolado, de modo particular, entre os outros jovens\u201d .  5. A miss\u00e3o dos agentes de pastoral de jovens dever\u00e1 ser a de animar e propiciar a cada jovem um encontro pessoal e comunit\u00e1rio com Jesus Cristo. A pastoral de jovens tem, pois, uma clara dimens\u00e3o educativa que pede uma aten\u00e7\u00e3o especial ao crescimento pessoal harm\u00f3nico de todas as potencialidades que o jovem possui. Na pastoral de jovens procura-se a educa\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e integral da pessoa. Por isso, a educa\u00e7\u00e3o h\u00e1-de atender \u00e0s faculdades da intelig\u00eancia e da vontade, por meio das quais se procura conhecer Deus, o Seu projecto salv\u00edfico e a Sua Igreja, ao mesmo tempo que se auxilia cada jovem a cultivar o dom\u00ednio de si mesmo, para que possa agir com liberdade e responsabilidade. Este processo educativo h\u00e1-de desenvolver-se nas seguintes dimens\u00f5es: individual, social ou de grupo e transcendental, na sua rela\u00e7\u00e3o com Deus. Para conseguir tudo isto, a Pastoral de Jovens deve : &#8211; Favorecer a maturidade pessoal do jovem, que lhe permita vencer o subjectivismo e descobrir uma esperan\u00e7a nova na fortaleza e sabedoria de Deus; &#8211; Promover a rela\u00e7\u00e3o entre os diversos membros da comunidade crist\u00e3, de modo a que os valores humanos e crist\u00e3os nela presentes sejam conhecidos, estimados e vividos; &#8211; Cuidar a forma\u00e7\u00e3o do pensamento religioso do jovem, para que ele seja capaz de mostrar a conex\u00e3o dos mist\u00e9rios da f\u00e9 entre si e destes com o fim \u00faltimo do homem; &#8211; Favorecer uma a experi\u00eancia de f\u00e9 e ensin\u00e1-lo a assumir as responsabilidades que dela derivam; &#8211; Conhecer os problemas imediatos da vida quotidiana e auxiliar os jovens na passagem para o mundo do trabalho e da participa\u00e7\u00e3o social; &#8211; Permitir que os jovens assumam as responsabilidades de viver a f\u00e9 segundo a sua situa\u00e7\u00e3o actual, que por vezes \u00e9 muito dif\u00edcil.  O jovem encontra Cristo, e por Ele a Sant\u00edssima Trindade. 6. A juventude \u00e9 a fase da exist\u00eancia humana em que o projecto de vida aparece como algo necess\u00e1rio. Quando isso n\u00e3o acontece, ou seja, a aus\u00eancia de um projecto de vida leva \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o total, ao sem sentido da vida. Para que o projecto de vida seja alcan\u00e7ado pelo jovem crist\u00e3o \u00e9 preciso propor a beleza d\u2019Aquele que \u00e9 a Vida e fonte de vida, capaz de, em Si, renovar todas as coisas . Esta proposta, a ser feita em estilo catecumenal e com as respectivas etapas, deve entender-se, primeiramente, como a inser\u00e7\u00e3o progressiva do jovem no mist\u00e9rio de Cristo e na comunidade da Igreja, sacramento universal de salva\u00e7\u00e3o, por meio da f\u00e9, celebrada ou a celebrar nos tr\u00eas Sacramentos de Inicia\u00e7\u00e3o. Este caminho realiza-se atrav\u00e9s da proposta de Cristo, da ades\u00e3o a Ele e da aprendizagem de toda a vida crist\u00e3, mediante a escuta da Palavra e a celebra\u00e7\u00e3o sacramental.  Assim, o jovem, profundamente transformado \u00e9 introduzido numa nova condi\u00e7\u00e3o de vida, e, morto para o pecado, come\u00e7a uma vida nova em ordem a uma realiza\u00e7\u00e3o plena do seu existir; incorporado em Cristo, experimenta uma mudan\u00e7a radical, pois agora participa da vida trinit\u00e1ria e est\u00e1 inserido na Igreja. Esta mudan\u00e7a substancial implica o assumir existencialmente a condi\u00e7\u00e3o de filho de Deus em Jesus Cristo . Nesta caminhada, \u00e9 o pr\u00f3prio Esp\u00edrito Santo que auxilia e permite que cada crente clame \u201cAbba, Pai\u201d .  O Jovem encontra a Igreja, comunidade de f\u00e9  7. Este caminho realiza-se por meio da f\u00e9 e no seio da comunidade eclesial, onde o jovem responde progressivamente ao Deus que Se revela, por meio da \u201cobedi\u00eancia da f\u00e9\u201d , pela qual se entrega livremente a Deus, dando a resposta positiva \u00e0 verdade revelada. \u201cPara que se preste essa f\u00e9, exigem-se a gra\u00e7a pr\u00e9via e adjuvante de Deus e os aux\u00edlios internos do Esp\u00edrito Santo, que move o cora\u00e7\u00e3o e converte-o a Deus, abre os olhos da mente e d\u00e1 \u2018a todos suavidade no consentir e crer na verdade\u2019. A fim de tornar sempre mais profunda a compreens\u00e3o da Revela\u00e7\u00e3o, o mesmo Esp\u00edrito Santo aperfei\u00e7oa continuamente a f\u00e9 por meio de seus dons\u201d .  Embora Deus pe\u00e7a a cada um uma resposta individual, \u00e9 na comunidade que se realiza o seguimento de Jesus Cristo. A pastoral de jovens deve, pois, suscitar nos jovens aquela ades\u00e3o eclesial capaz de os tornar membros activos na miss\u00e3o da Igreja. Uma ades\u00e3o l\u00facida e serena que saiba ver, com objectividade e equil\u00edbrio, as luzes e as sombras da Igreja que formamos. A Igreja, sujeito do Credo, \u00e9 tamb\u00e9m aquela que nos permite, com propriedade, professar a f\u00e9 e descobrir a sua dimens\u00e3o comunit\u00e1ria.  O Jovem descobre a sua voca\u00e7\u00e3o 8. A partir do reconhecimento da Igreja como espa\u00e7o de salva\u00e7\u00e3o e de viv\u00eancia da voca\u00e7\u00e3o pessoal \u00e0 santidade, o jovem descobre o seu chamamento espec\u00edfico no conjunto e diversidade das voca\u00e7\u00f5es eclesiais; \u201ctanto as que entraram a fazer parte da Igreja, quanto aos novos dons do Esp\u00edrito: a consagra\u00e7\u00e3o religiosa na vida mon\u00e1stica e na vida apost\u00f3lica, a voca\u00e7\u00e3o laical, o carisma dos institutos seculares, as sociedades da vida apost\u00f3lica, as voca\u00e7\u00f5es ao matrim\u00f3nio, as v\u00e1rias formas laicais de agrega\u00e7\u00e3o-associa\u00e7\u00e3o coligadas aos institutos religiosos, as voca\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias, as novas formas de vida consagrada\u201d . O jovem olha a santidade como caminho poss\u00edvel, que se realiza numa voca\u00e7\u00e3o concreta que urge descobrir atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o e do discernimento. Assim, a pastoral de jovens deve ser sin\u00f3nimo de abertura a novas possibilidades e atitudes de resposta ao chamamento e de escolha discernida do caminho concreto de santifica\u00e7\u00e3o. O chamamento \u00e9 \u00fanico, as respostas s\u00e3o variadas. Estas concretizam-se na viv\u00eancia das diferentes voca\u00e7\u00f5es que devem, inequivocamente, ser propostas em diversos momentos da pastoral de jovens, pois assim esta pastoral conseguir\u00e1 ajudar cada jovem a identificar a voca\u00e7\u00e3o pessoal a que Deus o chama. Tamb\u00e9m deve ser tida em conta a participa\u00e7\u00e3o dos jovens, como dos crist\u00e3os em geral, no mundo e nas suas organiza\u00e7\u00f5es. Que o jovem saiba discernir, \u00e0 luz do Evangelho, qual o teor e a validade dos projectos humanos, em ordem a um compromisso efectivo e construtivo da causa comum, atrav\u00e9s do seu compromisso na vida associativa, partid\u00e1ria e profissional.   Os agentes 9. A Pastoral de jovens ocupa a aten\u00e7\u00e3o de toda a Igreja, onde se destacam os pastores, os pais e educadores, e demais membros da comunidade eclesial. Dentro desta comunidade, percebemos que os agentes e respons\u00e1veis da pastoral de jovens devem ser testemunhas de f\u00e9, pois na sua ac\u00e7\u00e3o pastoral o testemunho \u00e9 essencial e permite, em virtude da sua pr\u00f3pria natureza, mostrar mais palpavelmente a realidade da f\u00e9, a vitalidade da verdade da f\u00e9, a proximidade de Jesus Cristo. Gra\u00e7as ao testemunho, a Igreja, que envia cada agente, poder\u00e1 afirmar diante da pessoa de hoje a for\u00e7a e a beleza da f\u00e9. Por isso, o agente de pastoral de jovens deve ter sentido comunit\u00e1rio, que prov\u00e9m de uma clara ades\u00e3o e seguimento de Jesus Cristo. A identidade do agente vem, pois, definida n\u00e3o s\u00f3 pela sua personalidade de crist\u00e3o, igual a todos os baptizados, mas tamb\u00e9m, e sobretudo, pela sua miss\u00e3o espec\u00edfica na Igreja. O agente pastoral deve possuir uma clara identidade eclesial, porque n\u00e3o se situa perante a Igreja como algo que est\u00e1 fora ou diante dela, ou como uma institui\u00e7\u00e3o que aponta apenas direitos e deveres. Mais, pelo Baptismo, cada crist\u00e3o, e o animador com mais consci\u00eancia, \u00e9 constitu\u00eddo membro do Corpo de Cristo, da Sua Igreja. Ou seja, sente-se implicado, participa da sua vida como algo pr\u00f3prio, identifica-se com ela como um membro que a integra, que a constitui. Experimenta o seu ser Igreja como algo que faz parte da sua f\u00e9. Isto \u00e9 de extrema import\u00e2ncia, porque h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o muito estreita entre a concep\u00e7\u00e3o de Igreja e a pastoral de jovens. Com agentes que n\u00e3o se sentem Igreja, que t\u00eam ou vivem uma deficiente concep\u00e7\u00e3o da mesma, a pastoral de jovens est\u00e1 condenada ao fracasso.  10. Deve ter capacidade de di\u00e1logo, pois cada vez mais s\u00e3o precisos agentes com convic\u00e7\u00f5es profundas que, em di\u00e1logo com o mundo e em linguagem percebida pelo mundo, anunciem com alegria a gra\u00e7a que receberam e querem tamb\u00e9m, por sua vez, transmitir: a f\u00e9 em Jesus Cristo. Precisa de ter as compet\u00eancias necess\u00e1rias, que lhe v\u00eam da forma\u00e7\u00e3o que, \u201cpartindo da profiss\u00e3o de f\u00e9 baptismal, deve oferecer uma exposi\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e sistem\u00e1tica dos conte\u00fados fundamentais da f\u00e9 e da vida crist\u00e3. Deve colocar ao seu alcance uma forma\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica que ajude a consolidar a f\u00e9 recebida, proporcione certezas b\u00e1sicas dessa f\u00e9 e o prepare para ser testemunha e transmissor da mesma. A tarefa de comunicar a f\u00e9 recebida \u00e9 realizada nas comunidades concretas de cada agente de pastoral, onde, preferencialmente, se deve realizar tamb\u00e9m a sua forma\u00e7\u00e3o. Ao fim e ao cabo a forma\u00e7\u00e3o visa uma s\u00edntese de f\u00e9, n\u00e3o no papel ou simplesmente na cabe\u00e7a, mas no cora\u00e7\u00e3o. Trata-se de todos nos deixarmos ser encontrados por Cristo, para sermos verdadeiros disc\u00edpulos\u201d . Para que o animador, ap\u00f3stolo, exer\u00e7a bem a sua miss\u00e3o precisa ainda de conhecer bem as op\u00e7\u00f5es pastorais da Arquidiocese e sintonizar com elas. Deve estar dotado das compet\u00eancias m\u00ednimas em ci\u00eancias sociais para ser capaz de fazer uma an\u00e1lise das caracter\u00edsticas do mundo juvenil. Possuir conhecimentos b\u00e1sicos de psicologia e de pedagogia da idade juvenil. Deve tamb\u00e9m conhecer as t\u00e9cnicas de anima\u00e7\u00e3o e din\u00e2micas de grupo, bem como o uso indispens\u00e1vel dos meios de comunica\u00e7\u00e3o utiliz\u00e1veis na sua miss\u00e3o. Por \u00faltimo, deve ter vontade de caminhar com os jovens, conversando com eles sobre as suas viv\u00eancias pessoais, os seus sentimentos, tudo o que envolve a sua exist\u00eancia, a fim de poder ilumin\u00e1-la com a luz que vem do Evangelho e ajudar o jovem a encontrar-se com Cristo, a partir da sua pr\u00f3pria vida.   Um Caminho partilhado\u2026  11. Depois de fazermos uma leitura da realidade e de vermos aquilo que a pastoral de jovens \u00e9 chamada a realizar, debru\u00e7amo-nos sobre o caminho que, em Igreja, queremos realizar para conseguirmos realizar a nossa miss\u00e3o junto e com os jovens. O projecto de Pastoral de jovens deve ter as seguintes linhas transversais, que acompanham todas as actividades:  \u2013 Acompanhamento pessoal: posicionar-se na situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de cada jovem; \u2013 Acompanhamento de grupo: ver a realidade concreta em que vivem; \u2013 Presen\u00e7a na comunidade paroquial: a Par\u00f3quia como comunidade de refer\u00eancia deve ser viva, mission\u00e1ria e evangelizadora para e com os jovens; \u2013 Coordena\u00e7\u00e3o diocesana: os grupos devem integrar-se numa pastoral de conjunto, respeitando a especificidade de cada um e do Movimento ao qual porventura perten\u00e7a, mas que os fa\u00e7a sentir e ser Igreja.  12. Bases de trabalho em que deve assentar a Pastoral de jovens: &#8211; Conv\u00edvio: o ponto de partida \u00e9 o jovem na sua situa\u00e7\u00e3o concreta; &#8211; Forma\u00e7\u00e3o: que o jovem seja capaz de dar raz\u00f5es da sua esperan\u00e7a ; &#8211; Celebra\u00e7\u00e3o e Ora\u00e7\u00e3o: A Boa Nova descoberta e celebrada na Comunidade interpela e transforma; &#8211; Compromisso e ac\u00e7\u00e3o: que cada jovem v\u00e1 assumindo responsabilidades concretas, em Igreja, aceitando as suas consequ\u00eancias.  13. Como vimos, as mudan\u00e7as operadas em torno dos jovens s\u00e3o significativas, obrigando-nos a criar propostas que v\u00e3o de acordo com as suas aspira\u00e7\u00f5es, sendo sempre s\u00e9rias e responsabilizadoras. Assim, n\u00e3o podemos come\u00e7ar um projecto de pastoral, s\u00e9rio e respons\u00e1vel, sem bases de trabalho, porque seria algo desenquadrado, mas trabalhar com os jovens, dando-lhes protagonismo e responsabilidade. Entre a realidade que temos e a meta h\u00e1 um vasto caminho a percorrer que ter\u00e1 de ser cumprido para levar o jovem a um encontro pessoal com Cristo e a uma integra\u00e7\u00e3o numa vida crist\u00e3 adulta, na comunidade.  As Etapas Etapa Um: Convocat\u00f3ria 14. Convocar \u00e9 ir ao encontro, chamar, oferecer, propor e n\u00e3o esperar, de forma passiva, que venham ter connosco. Esta etapa destina-se a: &#8211; Jovens em atitude de busca &#8211; Jovens que terminaram o percurso catequ\u00e9tico paroquial &#8211; Jovens que foram crist\u00e3os e que, ap\u00f3s um tempo de abandono, querem voltar \u00e0 Comunidade  Objectivos:  &#8211; Suscitar atitudes de convers\u00e3o, de espanto perante a beleza de Deus.  &#8211; Levar a que cada jovem queira conhecer Jesus Cristo e o Seu projecto de Salva\u00e7\u00e3o.   Etapa Dois: Proposta Crist\u00e3 15. Esta etapa tem como destinat\u00e1rios aqueles jovens interessados na Mensagem de Jesus Cristo e que necessitem de orienta\u00e7\u00e3o para passar \u00e0 fase de forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3.  Objectivos: &#8211; Experimentar Jesus Cristo como algu\u00e9m pr\u00f3ximo e amigo;  &#8211; Suscitar uma sincera convers\u00e3o a Cristo; &#8211; Suscitar uma op\u00e7\u00e3o inicial pelo Evangelho; &#8211; Optar pelos valores do Reino.  Aqui o grupo tem uma fun\u00e7\u00e3o imprescind\u00edvel, por ser um ve\u00edculo de maturidade, no qual o jovem procura, analisa e ensaia as novas atitudes de mudan\u00e7a pessoal e social que interagem no seu contexto, o qual dever\u00e1 ser aberto, respons\u00e1vel, plural e encarnado na realidade. Partindo da proposta de Jesus Cristo \u2013 o Reino de Deus \u2013, suscitar no jovem raz\u00f5es de busca de sentido da pr\u00f3pria vida, para aderir \u00e0 causa do Reino.   Etapa Tr\u00eas: Forma\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 de Estilo Catecumenal (Inicia\u00e7\u00e3o Crist\u00e3) 16. Esta \u00e9 a etapa mais demorada e destina-se a todos os jovens que, tendo percorrido as etapas anteriores, queiram chegar \u00e0 maturidade na f\u00e9.  Objectivos: &#8211; Conhecer Jesus Cristo; &#8211; Iniciar-se na celebra\u00e7\u00e3o e na ora\u00e7\u00e3o; &#8211; Comprometer-se; &#8211; Inserir-se na Igreja, atrav\u00e9s da Comunidade paroquial.  N\u00e3o nos tornamos crentes se n\u00e3o descobrimos em Cristo o sentido da nossa vida, o centro da exist\u00eancia humana. Por isso, educar na f\u00e9, significa capacitar as pessoas para entrar em projectos com conte\u00fados precisos e objectivos. Atrav\u00e9s de ac\u00e7\u00f5es diversificadas \u2013 como sejam catequeses, celebra\u00e7\u00f5es, momentos de encontro, de estudo e de ora\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e9 necess\u00e1rio motivar o grupo para ser uma pequena comunidade, laborat\u00f3rio da f\u00e9, onde as atitudes adoptadas por cada um demonstrem um crescimento humano \u2013 sustentado pela gratuidade, pelo di\u00e1logo e pela partilha \u2013 e crist\u00e3o com a abertura ao Esp\u00edrito, \u00e0 f\u00e9, \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, ao servi\u00e7o, \u00e0 fraternidade e ao compromisso.  Ao longo deste crescimento \u00e9 necess\u00e1rio que o jovem tamb\u00e9m reconhe\u00e7a que a Igreja \u00e9 \u201csacramento de salva\u00e7\u00e3o\u201d e amadure\u00e7a o seu desenvolvimento at\u00e9 criar a consci\u00eancia de que ser Igreja \u00e9 uma tarefa comum de todos os baptizados.  Etapa Quatro: Fim do Caminho 17. Esta etapa destina-se a jovens adultos na f\u00e9 e integrados na Comunidade eclesial, que tenham percorrido um caminho de crescimento na f\u00e9, no seio de um grupo crist\u00e3o. Objectivos:  &#8211; Acompanhar o jovem na inser\u00e7\u00e3o na Comunidade, descobrindo a concretiza\u00e7\u00e3o da sua voca\u00e7\u00e3o &#8211; Dotar o jovem de elementos que o capacitem para continuar a forma\u00e7\u00e3o na f\u00e9 &#8211; Capacitar para uma leitura crente da realidade &#8211; Acompanhar cada jovem nas op\u00e7\u00f5es sociais ou pol\u00edticas.    Como caminhar? 18. Perante esta proposta de caminhada temos de apostar na anima\u00e7\u00e3o dos grupos para que as exig\u00eancias deste projecto sejam concretizadas. O bom \u00eaxito da mesma passa pelo fazer um acompanhamento pessoal e qualificado aos jovens, possibilitando-lhes animadores preparados e bem formados, capazes de os contagiarem pela f\u00e9 e de os acompanhar e amparar. Tamb\u00e9m aqui a miss\u00e3o dos p\u00e1rocos \u00e9 imprescind\u00edvel. Sabendo que a anima\u00e7\u00e3o \u00e9 o instrumento privilegiado para resolver a fun\u00e7\u00e3o educativa que incluiu o crescimento na f\u00e9, tem de se alargar a outras tarefas como seja o caso do acompanhamento, da instru\u00e7\u00e3o, em suma, \u00e0 inicia\u00e7\u00e3o da vida crist\u00e3.  Pelo que acabamos de ver, sentimos a necessidade de formar urgentemente os agentes de pastoral de jovens, atrav\u00e9s de ac\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, integradas, tanto quanto poss\u00edvel, na Escola de Agentes de Pastoral.   Forma\u00e7\u00e3o pretendida 19. \u00c9 preciso que esta forma\u00e7\u00e3o ajude a alcan\u00e7ar os seguintes objectivos: &#8211; Discernimento de carismas, ajudando o agente na descoberta pessoal da capacidade para anima\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o juvenil; &#8211; Obten\u00e7\u00e3o das qualifica\u00e7\u00f5es e compet\u00eancias especificas para a Pastoral de jovens.  Metodologia: &#8211; Fundamenta\u00e7\u00e3o Te\u00f3rica: Aprofundamento das bases da F\u00e9, conhecimentos do projecto de Pastoral de jovens e do seu lugar dentro da miss\u00e3o da Igreja e da forma\u00e7\u00e3o de agentes de pastoral de jovens e animadores. Dotar dos conhecimentos indispens\u00e1veis, na \u00e1rea teol\u00f3gica, espiritual e das ci\u00eancias humanas, que permitam ao agente de pastoral de jovens realizar o melhor poss\u00edvel a sua miss\u00e3o. &#8211; Realiza\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica: Comunica\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias e reflex\u00e3o sobre eles, trabalho de din\u00e2micas, elabora\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de projectos.   A pastoral de jovens \u00e9 uma miss\u00e3o da Igreja 20. Para que o trabalho Pastoral tenha sucesso \u00e9 necess\u00e1rio que seja bem estruturado. Para al\u00e9m dos jovens e dos animadores \u00e9 preciosa a colabora\u00e7\u00e3o dos Arcipreste e P\u00e1rocos. A presen\u00e7a permanente do arcipreste e dos p\u00e1rocos nas ac\u00e7\u00f5es da pastoral de jovens, como animadores dos animadores e dos jovens, \u00e9 incontorn\u00e1vel para que se alcance o pleno desenvolvimento desta miss\u00e3o. Para isso deve ser conhecido e trabalhado o Programa Pastoral diocesano a n\u00edvel arciprestal e paroquial. \u00c9 tamb\u00e9m uma urg\u00eancia o dotar a Equipa Arciprestal de Jovens com elementos preparados pastoralmente para este trabalho, procurando estar atentos \u00e0s suas solicita\u00e7\u00f5es.   Os Movimentos 21. Os movimentos juvenis fomentam uma indiscut\u00edvel riqueza no seguimento de Jesus, na vida da Igreja e na busca de respostas aos desafios que os tempos actuais apresentam. Para que continuem esta dif\u00edcil tarefa \u00e9 necess\u00e1rio que considerem a realidade pastoral nos seus planos de trabalho, estando integrados e empenhados na vida pastoral diocesana numa atitude de partilha rec\u00edproca de carismas.  Conclus\u00e3o 22. Este documento que temos entre m\u00e3os foi elaborado com o objectivo de ajudar todos os agentes de pastoral de jovens a realizar a sua miss\u00e3o. Faz uma clara op\u00e7\u00e3o pela forma\u00e7\u00e3o dos jovens e dos animadores, pelo que seria muito \u00fatil ter presente os documentos diocesanos Forma\u00e7\u00e3o Permanente de Sacerdotes e Leigos e Forma\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 na Arquidiocese, onde se podem encontrar mais indica\u00e7\u00f5es e sugest\u00f5es sobre o modo como essa forma\u00e7\u00e3o, nomeadamente a dos animadores, pode e deve ser realizada. Mais do que modos concretos de agir, o objectivo que presidiu a este documento foi o de criar uma base comum, onde todos nos possamos encontrar e, respeitando a especificidade de cada um, intensificar o ser Igreja, tendo como meta Aquele que \u00e9 tudo em todos (Cf 1Cr 15,28).   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Orienta\u00e7\u00f5es para os jovens de Braga<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[127,172,193,206,237,268,280,285,294,326],"class_list":["post-5523","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-catequese","tag-diocese-de-braga","tag-educacao","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-nova-evangelizacao","tag-pastoral-juvenil","tag-patrimonio","tag-sacramentos","tag-vida-consagrada"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5523","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5523"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5523\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5523"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5523"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5523"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}