{"id":55199,"date":"2012-02-14T12:19:23","date_gmt":"2012-02-14T12:19:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/02\/14\/mensagem-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-para-a-quaresma-2012\/"},"modified":"2012-02-14T12:19:23","modified_gmt":"2012-02-14T12:19:23","slug":"mensagem-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-para-a-quaresma-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-do-cardeal-patriarca-de-lisboa-para-a-quaresma-2012\/","title":{"rendered":"Mensagem do cardeal-patriarca de Lisboa para a Quaresma 2012"},"content":{"rendered":"<p>Introdu&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p>A Quaresma &eacute; o tempo lit&uacute;rgico que nos convida a situar a nossa vida crist&atilde; no essencial da sua verdade: a de peregrinos do C&eacute;u, na humildade da nossa fragilidade e na coragem da nossa fidelidade. Experimentamos j&aacute; uma realidade que ainda n&atilde;o possu&iacute;mos completamente. O desejo da plenitude &eacute; o motor da nossa fidelidade. S&oacute; no C&eacute;u viveremos plenamente a P&aacute;scoa de Jesus; mas ela &eacute; j&aacute; a realidade decisiva da nossa vida. Em cada Quaresma, que o mesmo &eacute; dizer em cada P&aacute;scoa, somos chamados a viver com uma fidelidade renovada esta semente de eternidade que foi semeada em n&oacute;s pelo Esp&iacute;rito de Cristo ressuscitado. &Eacute; assim que o Santo Padre come&ccedil;a a sua Mensagem: &ldquo;A Quaresma oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida crist&atilde;: o amor. Com efeito, este &eacute; um tempo prop&iacute;cio para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunit&aacute;rio de f&eacute;. Trata-se de um percurso marcado pela ora&ccedil;&atilde;o e pela partilha, pelo sil&ecirc;ncio e pelo jejum, com a esperan&ccedil;a de viver a alegria pascal&rdquo;.<\/p>\n<p>A Mensagem de Bento XVI &eacute; muito bela; devemos todos partir dela para a viv&ecirc;ncia sincera da nossa Quaresma. Esta minha mensagem n&atilde;o pretende ser &ldquo;outra mensagem&rdquo;, ao lado da do Santo Padre. Quanto muito, posso considerar alguns dos desafios que nos lan&ccedil;a, situando-os nas realidades concretas da nossa Igreja Diocesana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A seguran&ccedil;a da nossa f&eacute;<\/p>\n<p>1. A f&eacute; &eacute; uma atitude que cresce e se aprofunda, &agrave; medida que nos leva a entrar em comunh&atilde;o pessoal com Cristo e, por Ele, com Deus Trindade Sant&iacute;ssima. A Quaresma tem de ser tempo de aprofundamento da f&eacute;, pessoal e comunit&aacute;ria. O Santo Padre afirma: &ldquo;Os mestres espirituais lembram que, na vida de f&eacute;, quem n&atilde;o avan&ccedil;a, recua&rdquo;. A firmeza ou a fragilidade da nossa f&eacute; tem a&iacute; a sua origem. Quem n&atilde;o vive a f&eacute;, torna-a mais fraca, menos segura, mais exposta &agrave;s d&uacute;vidas; quem progride na f&eacute;, torna-a mais s&oacute;lida, atitude inabal&aacute;vel, que vive a d&uacute;vida como um desafio, e enfrenta, sem vacilar, as diversas compreens&otilde;es da vida que, hoje mais do que nunca, nos s&atilde;o dirigidas pelas vozes do mundo. A fragilidade da f&eacute; &eacute; a sua rotina, &eacute; a tibieza nos sentimentos, &eacute; a sua redu&ccedil;&atilde;o a tradi&ccedil;&otilde;es, que se v&atilde;o esfarelando no embate com as vozes do mundo.<\/p>\n<p>A firmeza da f&eacute; &eacute; um dom do Esp&iacute;rito Santo, o dom da fortaleza, o que nos recorda que s&oacute; conduzidos por Ele crescemos na f&eacute; e que este crescimento nos aproxima mais de Deus e da plenitude da vida. A f&eacute; &eacute; para ser vivida, na ousadia da liberdade e da vida, e n&atilde;o para ser guardada no cofre das mem&oacute;rias de fam&iacute;lia. Sempre que dizemos &ldquo;eu creio&rdquo;, afirmamos a nossa decis&atilde;o de vida, a sua compreens&atilde;o e o itiner&aacute;rio para atingir a sua plenitude. A firmeza da f&eacute; foi a for&ccedil;a dos m&aacute;rtires, o desafio dos santos, levou &agrave; coer&ecirc;ncia da vida, vivida na l&oacute;gica da f&eacute;, da Palavra de Deus, da Palavra da Igreja, dos mandamentos do Senhor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A persist&ecirc;ncia da esperan&ccedil;a<\/p>\n<p>2. A verdade da Quaresma reside na sinceridade com que nos relacionamos com Jesus Cristo, cuja P&aacute;scoa celebramos. Como diz o Santo Padre: &ldquo;O fruto do acolhimento de Cristo &eacute; uma vida edificada segundo as tr&ecirc;s virtudes teologais&rdquo;. &Agrave; firmeza da f&eacute;, junta-se a persist&ecirc;ncia da esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Vivem da esperan&ccedil;a aqueles que j&aacute; experimentaram a realidade definitiva da P&aacute;scoa de Jesus, inaugura&ccedil;&atilde;o da vida definitiva; e, porque j&aacute; a experimentaram, desejam a sua plenitude. A esperan&ccedil;a &eacute; persist&ecirc;ncia no que j&aacute; se tem, como fruto da nossa uni&atilde;o a Cristo, e desejo de aprofundar essa vida nova. O pr&oacute;prio esfor&ccedil;o de fidelidade est&aacute; ligado &agrave; esperan&ccedil;a. S&oacute; o Esp&iacute;rito Santo pode alimentar em n&oacute;s esse desejo de plenitude.<\/p>\n<p>Num momento particularmente dif&iacute;cil que estamos a viver, s&atilde;o muitas as vozes a tentar suscitar a esperan&ccedil;a. N&oacute;s, os crist&atilde;os, queremos viver a esperan&ccedil;a teologal, isto &eacute;, aquela que s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel com a for&ccedil;a do Esp&iacute;rito, que nos faz desejar a plenitude da vida em Cristo. Esta esperan&ccedil;a teologal engloba todas as realidades da nossa vida presente, que ganham em Cristo um sentido novo. A esperan&ccedil;a &eacute; a virtude que nos ajuda a viver toda a realidade humana &agrave; luz da P&aacute;scoa de Jesus. A esperan&ccedil;a exprime a f&eacute; no concreto da vida presente. S&oacute; a esperan&ccedil;a teologal nos ajuda a n&atilde;o &ldquo;desesperar&rdquo; quando o sofrimento nos bate &agrave; porta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A primazia da caridade<\/p>\n<p>3. S&atilde;o Paulo afirma que, nesta vida presente, em que, unidos a Cristo, vivemos j&aacute; as &ldquo;prim&iacute;cias&rdquo; do Reino dos C&eacute;us, permanecem a f&eacute;, a esperan&ccedil;a e a caridade, mas que a maior &eacute; a caridade, a &uacute;nica que permanecer&aacute; no Reino definitivo (cf. 1Cor. 13, 8.13). Viver unido a Cristo &eacute; uma experi&ecirc;ncia de caridade: o amor com que Deus nos ama no Seu Filho e, com a for&ccedil;a do amor de Deus, o amor com que nos amamos uns aos outros. A f&eacute; e a esperan&ccedil;a s&atilde;o experi&ecirc;ncia do amor pr&oacute;prias da nossa situa&ccedil;&atilde;o de peregrinos do Reino dos C&eacute;us. Quando o crist&atilde;o diz &ldquo;eu creio&rdquo;, no fundo ele diz: &ldquo;eu amo&rdquo; a Deus em Quem acredito; quando diz &ldquo;eu espero&rdquo;, ele diz: eu desejo deixar-me amar, e desejo amar de uma maneira cada vez mais generosa e total. &Eacute; a caridade, vivida e desejada, que d&aacute; densidade &agrave; f&eacute; e &agrave; esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O amor dos irm&atilde;os<\/p>\n<p>4. O amor de Deus e o amor dos irm&atilde;os, para os crist&atilde;os, s&atilde;o um &uacute;nico amor, que &eacute; infundido no nosso cora&ccedil;&atilde;o pelo Esp&iacute;rito Santo. Quem ama a Deus, ama os irm&atilde;os. Se isso n&atilde;o acontecer, &eacute; porque o nosso amor a Deus n&atilde;o &eacute; sincero. A f&eacute; e a esperan&ccedil;a exprimem-se, tamb&eacute;m, no amor fraterno.<\/p>\n<p>Compreende-se, assim, que o Santo Padre, ao desafiar-nos para uma Quaresma vivida na profunda uni&atilde;o a Jesus Cristo, ponha o acento no amor fraterno. Este n&atilde;o &eacute; redut&iacute;vel a esquemas impessoais de solidariedade; &eacute; amor de uma pessoa por outra, que se olham de frente, que se conhecem em toda a sua realidade. Noutro texto, o Santo Padre disse que a caridade fraterna &eacute; &ldquo;um cora&ccedil;&atilde;o que v&ecirc;&rdquo;. Quando olhamos para o nosso irm&atilde;o com o cora&ccedil;&atilde;o, quando ele nos comove, ele torna-se o nosso pr&oacute;ximo. No fundo &eacute; ter para com os nossos irm&atilde;os a mesma atitude que a f&eacute; nos leva a ter com Jesus Cristo: olh&aacute;-lo de frente, como o outro que vem ao meu encontro, tentando perceber quem &eacute; e o que faz por mim. Ou&ccedil;amos o Santo Padre: &ldquo;&eacute; um convite a fixar o nosso olhar no outro, a come&ccedil;ar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a n&atilde;o se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irm&atilde;os&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Olhar toda a realidade dos nossos irm&atilde;os<\/p>\n<p>5. Pode acontecer que quando estamos sobretudo sens&iacute;veis &agrave;s necessidades materiais, ignoremos a verdade espiritual do nosso irm&atilde;o, a sua necessidade de convers&atilde;o &agrave; f&eacute; e &agrave; esperan&ccedil;a. Um falso sentido de respeito pela intimidade do outro, a perda da no&ccedil;&atilde;o do que &eacute; verdadeiramente bom ou mesmo a perda da no&ccedil;&atilde;o da diferen&ccedil;a do bem e do mal, podem dispensar-nos de, ao olharmos para o nosso irm&atilde;o, o amarmos em toda a sua realidade. Se a fonte do nosso amor fraterno &eacute; o amor com que Deus nos ama, a ajuda material aos irm&atilde;os pode ser ocasi&atilde;o do an&uacute;ncio do amor de Deus e de convite &agrave; convers&atilde;o. Eu posso matar a fome aos meus irm&atilde;os, mas n&atilde;o ficarei bem com a consci&ecirc;ncia se nada fizer para os ajudar a recuperar espiritualmente o caminho da vida. A caridade fraterna impele-me tanto a socorrer os meus irm&atilde;os nas necessidades materiais como a ajud&aacute;-los a descobrir Jesus Cristo e o amor de Deus. E isto &eacute; mais poss&iacute;vel se a nossa ajuda for fruto da caridade que aprendemos com Jesus Cristo. A caridade vivida &eacute; sempre o an&uacute;ncio da salva&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A f&eacute;, a esperan&ccedil;a e a caridade, e o an&uacute;ncio da salva&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p>6. Convido-vos, pois, na sequ&ecirc;ncia do Santo Padre, a vivermos esta Quaresma ao ritmo das tr&ecirc;s virtudes teologais: a f&eacute;, a esperan&ccedil;a e a caridade, o que exige de n&oacute;s uma coer&ecirc;ncia com a profundidade sobrenatural da vida em uni&atilde;o com Cristo, de cuja P&aacute;scoa vivemos, e que nos preparamos para celebrar. Convido-vos a mergulhar no mist&eacute;rio de Deus, Trindade Sant&iacute;ssima e a arrastarmos para essa comunh&atilde;o as pessoas a quem amamos com um amor que tem a sua fonte em Deus.<\/p>\n<p>Como dissemos, a caridade fraterna &eacute; sempre an&uacute;ncio de Jesus Cristo, que ao transformar o nosso cora&ccedil;&atilde;o, fez dele &ldquo;um cora&ccedil;&atilde;o que v&ecirc;&rdquo;. O Patriarcado de Lisboa aceitou o convite do Santo Padre, atrav&eacute;s do Pontif&iacute;cio Conselho para a Promo&ccedil;&atilde;o da Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o, para participar num programa de evangeliza&ccedil;&atilde;o com outras onze cidades europeias, entre as quais aquelas que organizaram o Congresso Internacional para a Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o. Para n&oacute;s, Diocese de Lisboa, a participa&ccedil;&atilde;o neste programa de Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o ser&aacute; ocasi&atilde;o de reavivar a mem&oacute;ria do que foi o ICNE entre n&oacute;s.<\/p>\n<p>Este programa tem a sua sede na Catedral e no minist&eacute;rio do Bispo diocesano. Tem como primeira concretiza&ccedil;&atilde;o o an&uacute;ncio da nossa f&eacute;, para as pessoas do nosso tempo, no realismo humano da nossa popula&ccedil;&atilde;o. Ser&aacute; prioritariamente dirigido aos catec&uacute;menos, &agrave;s fam&iacute;lias, aos jovens, aos intervenientes na cultura, aos obreiros da solidariedade e aos respons&aacute;veis pela constru&ccedil;&atilde;o da comunidade.<\/p>\n<p>Outras duas formas de an&uacute;ncio completar&atilde;o este programa: uma proposta atual da mensagem de Santo Agostinho, anunciando a f&eacute; crist&atilde; aos que n&atilde;o t&ecirc;m f&eacute;, e uma leitura do Evangelho de Marcos.<\/p>\n<p>Para as comunidades crist&atilde;s, o an&uacute;ncio ser&aacute; completado com outras duas iniciativas: viv&ecirc;ncia do mist&eacute;rio da reconcilia&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do Sacramento da Penit&ecirc;ncia, e a partilha fraterna. A caminhada na f&eacute; sup&otilde;e sempre o abandono ao amor misericordioso de Deus expresso no minist&eacute;rio da Igreja, que perdoa e reconduz os filhos pr&oacute;digos &agrave; intimidade com o Pai.<\/p>\n<p>A partilha fraterna do que temos, para ajudar os que t&ecirc;m menos, entre n&oacute;s tem j&aacute; a longa tradi&ccedil;&atilde;o da &ldquo;Ren&uacute;ncia Quaresmal&rdquo;. Este ano pensaremos sobretudo naqueles irm&atilde;os das nossas comunidades que foram mais atingidos pela atual crise. O resultado desta partilha engrossar&aacute; o nosso Fundo Diocesano &ldquo;Igreja Solid&aacute;ria&rdquo;, mas encontraremos formas de ligar mais ao concreto, garantindo que cada comunidade possa destinar aquilo que recolhe aos necessitados da pr&oacute;pria comunidade, sem esquecer que a verdadeira dimens&atilde;o desta fam&iacute;lia de irm&atilde;os &eacute; a Diocese, e que uma organiza&ccedil;&atilde;o diocesana, garantida pela Caritas, &eacute; conveniente e necess&aacute;ria.<\/p>\n<p>Espero que este programa interesse toda a Diocese, quer mobilizando para as atividades diocesanas, quer encontrando formas de fazer ecoar em cada comunidade o que se passa no cora&ccedil;&atilde;o da Diocese.<\/p>\n<p>N&atilde;o esque&ccedil;amos que s&oacute; haver&aacute; Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o se o nosso an&uacute;ncio tiver um novo ardor, e se ousar novos m&eacute;todos e novas express&otilde;es. &Eacute; preciso ir al&eacute;m das nossas rotinas pastorais e voltar a encarnar a ousadia da Igreja apost&oacute;lica. Esta Quaresma tem mesmo de ser, para todos n&oacute;s, ocasi&atilde;o de convers&atilde;o. Cristo, que continua a querer salvar todos os homens, precisa da nossa ousadia, porque O queremos seguir e partilhar com Ele a miss&atilde;o, nesta sociedade que parece ter-se afastado tanto d&rsquo;Ele e do Seu Evangelho.<\/p>\n<p>Lisboa, 7 de fevereiro de 2012, Festa das Cinco Chagas do Senhor<\/p>\n<p><em>D. Jos&eacute; Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu&ccedil;&atilde;o A Quaresma &eacute; o tempo lit&uacute;rgico que nos convida a situar a nossa vida crist&atilde; no essencial da sua verdade: a de peregrinos do C&eacute;u, na humildade da nossa fragilidade e na coragem da nossa fidelidade. Experimentamos j&aacute; uma realidade que ainda n&atilde;o possu&iacute;mos completamente. 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