{"id":55196,"date":"2012-02-14T11:36:35","date_gmt":"2012-02-14T11:36:35","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/02\/14\/portugal-igreja-catolica-deve-ser-mais-solidaria-e-menos-clerical-diz-antigo-bispo-de-aveiro\/"},"modified":"2012-02-14T11:36:35","modified_gmt":"2012-02-14T11:36:35","slug":"portugal-igreja-catolica-deve-ser-mais-solidaria-e-menos-clerical-diz-antigo-bispo-de-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/portugal-igreja-catolica-deve-ser-mais-solidaria-e-menos-clerical-diz-antigo-bispo-de-aveiro\/","title":{"rendered":"Portugal: Igreja Cat\u00f3lica deve ser mais solid\u00e1ria e menos clerical, diz antigo bispo de Aveiro"},"content":{"rendered":"<p>O \u00abproblema\u00bb das par\u00f3quias e dioceses \u00abn\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de n\u00fameros e territ\u00f3rios\u00bb mas dos \u00abbairrismos ferrugentos\u00bb, sublinha D. Ant\u00f3nio Marcelino <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 14 fev 2012 (Ecclesia) &ndash; A Igreja em Portugal deve ser mais solid&aacute;ria com as dioceses mais pobres, e a sua reorganiza&ccedil;&atilde;o, imposta pela diminui&ccedil;&atilde;o populacional no interior, tem de ser menos clerical e contrariar interesses instalados, sustenta o antigo bispo de Aveiro.<\/p>\n<p>Na Igreja Cat&oacute;lica subsistem comunidades &ldquo;ricas com meios e recursos de sobra e onde se esbanja, e outras empobrecidas de pessoas e de meios, onde cada dia tudo se torna mais dif&iacute;cil, e onde a solidariedade se devia sentir&rdquo;, escreve D. Ant&oacute;nio Marcelino em texto publicado na edi&ccedil;&atilde;o de hoje do Seman&aacute;rio Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.<\/p>\n<p>A quebra da popula&ccedil;&atilde;o no interior, onde h&aacute; &ldquo;dioceses com menos popula&ccedil;&atilde;o que grandes par&oacute;quias das zonas urbanas&rdquo;, implica a exist&ecirc;ncia de comunidades &ldquo;desertas&rdquo; que, por causa da baixa das voca&ccedil;&otilde;es ao sacerd&oacute;cio, s&atilde;o &ldquo;mal servidas por padres que correm&rdquo;.<\/p>\n<p>Nas dioceses e par&oacute;quias com poucos habitantes &ldquo;manter ou edificar comunidades vivas, com uma popula&ccedil;&atilde;o residente diminuta, envelhecida e pouco dada a &ldquo;novidades&rdquo; na religi&atilde;o, parece pesadelo ou ideal sem consist&ecirc;ncia&rdquo;, observa o bispo em&eacute;rito de Aveiro.<\/p>\n<p>&ldquo;H&aacute; par&oacute;quias j&aacute; anexadas e padres ao servi&ccedil;o de v&aacute;rias, que, todas juntas, nem sempre somam mil habitantes&rdquo;, o que para D. Ant&oacute;nio Marcelino &eacute; &ldquo;uma solu&ccedil;&atilde;o fora do tempo&rdquo; que est&aacute; &ldquo;cheia de novos problemas, sobretudo no que se refere ao equil&iacute;brio humano e espiritual dos padres e &agrave; dificuldade de satisfazer direitos e deveres dos crist&atilde;os&rdquo;.<\/p>\n<p>O sacerdote est&aacute; &ldquo;pronto para celebrar muitas missas&rdquo; mas falta-lhe tempo &ldquo;para rezar, estudar, acolher, educar na f&eacute;, e abrir horizontes de vida, &agrave;queles a quem sempre foram fechados&rdquo;, refere.<\/p>\n<p>O respons&aacute;vel salienta a dificuldade em reorganizar a Igreja Cat&oacute;lica por causa das resist&ecirc;ncias e interesses instalados, como sucedeu aquando da cria&ccedil;&atilde;o de seis novas dioceses no s&eacute;culo XX, que &ldquo;nunca foi pac&iacute;fica&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;O problema das par&oacute;quias e das dioceses, grandes ou pequenas, n&atilde;o &eacute; quest&atilde;o de n&uacute;meros e territ&oacute;rios&rdquo;, mas dos &ldquo;bairrismos ferrugentos, da mentalidade de quem preside, das press&otilde;es corporativas, da pouca liberdade de participa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, frisa.<\/p>\n<p>Por isso, explica, &ldquo;o que se inova &eacute; tirado a ferros, e logo se fecham portas, n&atilde;o venha a&iacute; a tenta&ccedil;&atilde;o de mais novidades pastorais&rdquo;, que s&atilde;o raras porque &ldquo;na maioria dos casos&rdquo; n&atilde;o se &ldquo;vai al&eacute;m de uma pastoral de conserva&ccedil;&atilde;o, sempre com base no padre&rdquo;.<\/p>\n<p>O &ldquo;zelo e o bom senso&rdquo; s&atilde;o &ldquo;apenas privil&eacute;gio de alguns enquanto que os leigos continuam &ldquo;sem voz&rdquo;, aponta D. Ant&oacute;nio Marcelino, que reclama a constitui&ccedil;&atilde;o de equipas &ldquo;com lugar de direito&rdquo; aos fi&eacute;is que n&atilde;o sejam padres ou tenhas votos religiosos.<\/p>\n<p>Entre as propostas para a renova&ccedil;&atilde;o das comunidades o prelado indica a cria&ccedil;&atilde;o de &ldquo;unidades pastorais de esp&iacute;rito conciliar e pr&aacute;tica sinodal&rdquo;, &ldquo;abertura a novos minist&eacute;rios e a experi&ecirc;ncias v&aacute;lidas, j&aacute; testadas noutras zonas&rdquo;, &ldquo;programa&ccedil;&atilde;o realista&rdquo; e &ldquo;reflex&atilde;o aberta&rdquo; com &ldquo;gente que conhe&ccedil;a, pense e deixe pensar&rdquo;.<\/p>\n<p>A reorganiza&ccedil;&atilde;o das estruturas motivada pela redu&ccedil;&atilde;o dos habitantes tamb&eacute;m est&aacute; a ser encarada pelo Estado, havendo &ldquo;vantagem de alguma reflex&atilde;o em comum&rdquo;, embora as decis&otilde;es da Igreja devam ser diferentes das do poder pol&iacute;tico que, segundo o prelado, tem optado por &ldquo;medidas de solu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pac&iacute;fica&rdquo;.<\/p>\n<p><em>RJM<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00abproblema\u00bb das par\u00f3quias e dioceses \u00abn\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de n\u00fameros e territ\u00f3rios\u00bb mas dos \u00abbairrismos ferrugentos\u00bb, sublinha D. 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