{"id":55030,"date":"2012-02-02T11:23:24","date_gmt":"2012-02-02T11:23:24","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/02\/02\/mensagem-do-papa-bento-xvi-para-o-xx-dia-mundial-do-doente\/"},"modified":"2012-02-02T11:23:24","modified_gmt":"2012-02-02T11:23:24","slug":"mensagem-do-papa-bento-xvi-para-o-xx-dia-mundial-do-doente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-do-papa-bento-xvi-para-o-xx-dia-mundial-do-doente\/","title":{"rendered":"Mensagem do Papa Bento XVI para o XX Dia Mundial do Doente"},"content":{"rendered":"<p>&laquo;Levanta-te e vai, a tua f&eacute; te salvou!&raquo; (Lc 17, 19)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s,<\/p>\n<p>Por ocasi&atilde;o do Dia Mundial do Doente, que celebraremos no pr&oacute;ximo dia 11 de fevereiro de 2012, mem&oacute;ria da Bem-Aventurada Virgem de Lourdes, desejo renovar a minha proximidade espiritual a todos os enfermos que se encontram nos lugares de cura ou recebem os cuidados das fam&iacute;lias, enquanto manifesto a cada um deles a solicitude e o afeto da parte de toda a Igreja. No acolhimento generoso e amoroso de cada vida humana, sobretudo da fr&aacute;gil e doente, o crist&atilde;o expressa um aspeto importante do seu testemunho evang&eacute;lico, segundo o exemplo de Cristo, que se debru&ccedil;ou sobre os sofrimentos materiais e espirituais do homem para os curar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1. Neste ano, que constitui a prepara&ccedil;&atilde;o mais pr&oacute;xima para o solene Dia Mundial do Doente, que ser&aacute; celebrado na Alemanha no dia 11 de fevereiro de 2013 e que meditar&aacute; sobre a emblem&aacute;tica figura evang&eacute;lica do bom samaritano (cf. Lc 10, 29-37), gostaria de chamar a aten&ccedil;&atilde;o para os &laquo;Sacramentos de cura&raquo;, ou seja, o Sacramento da Penit&ecirc;ncia e da Reconcilia&ccedil;&atilde;o, e o Sacramento da Un&ccedil;&atilde;o dos Enfermos, que encontram o seu cumprimento natural na Comunh&atilde;o Eucar&iacute;stica.<\/p>\n<p>O encontro de Jesus com os dez leprosos, narrado no Evangelho de s&atilde;o Lucas (cf. Lc 17, 11-19), de maneira particular as palavras que o Senhor dirige a um deles: &laquo;Levanta-te e vai, a tua f&eacute; te salvou!&raquo; (v. 19), ajudam a tomar consci&ecirc;ncia acerca da import&acirc;ncia da f&eacute; para aqueles que, angustiados pelo sofrimento e pela enfermidade, se aproximam do Senhor. No encontro com Ele, podem experimentar realmente que quantos acreditam nunca est&atilde;o sozinhos! Com efeito, no seu Filho Deus n&atilde;o nos abandona &agrave;s nossas ang&uacute;stias e sofrimentos, mas est&aacute; pr&oacute;ximo de n&oacute;s, ajuda-nos a suport&aacute;-los e deseja curar profundamente o nosso cora&ccedil;&atilde;o (cf. Mc 2, 1-12).<\/p>\n<p>A f&eacute; daquele &uacute;nico leproso que, vendo-se purificado, cheio de admira&ccedil;&atilde;o e de alegria, contrariamente aos demais, vai imediatamente at&eacute; Jesus para lhe manifestar o pr&oacute;prio reconhecimento, deixa entrever que a sa&uacute;de readquirida &eacute; sinal de algo mais precioso do que a simples cura f&iacute;sica, pois constitui um sinal da salva&ccedil;&atilde;o que Deus nos concede atrav&eacute;s de Cristo; ela encontra express&atilde;o nas palavras de Jesus: a tua f&eacute; te salvou! Quem, no seu pr&oacute;prio sofrimento e enfermidade, invoca o Senhor, est&aacute; convicto de que o Seu amor nunca o abandona, e que tamb&eacute;m o amor da Igreja, prolongamento no tempo da Sua obra salv&iacute;fica, jamais desfalece. A cura f&iacute;sica, express&atilde;o da salva&ccedil;&atilde;o mais profunda, revela deste modo a import&acirc;ncia que o homem, na sua integridade de alma e corpo, reveste para o Senhor. De resto, cada Sacramento expressa e p&otilde;e em pr&aacute;tica a proximidade do pr&oacute;prio Deus que, de modo absolutamente gratuito, &laquo;nos toca por meio de realidades materiais&#8230; que Ele assume ao seu servi&ccedil;o, fazendo deles instrumentos do encontro entre n&oacute;s e Ele mesmo&raquo; (Homilia, Santa Missa Crismal, 1 de abril de 2010). &laquo;Aqui, torna-se vis&iacute;vel a unidade entre cria&ccedil;&atilde;o e reden&ccedil;&atilde;o. Os sacramentos s&atilde;o express&atilde;o da corporeidade da nossa f&eacute;, que abra&ccedil;a corpo e alma, isto &eacute;, o homem inteiro&raquo; (Homilia, Santa Missa Crismal, 21 de abril de 2011).<\/p>\n<p>A tarefa principal da Igreja &eacute;, sem d&uacute;vida, o an&uacute;ncio do Reino de Deus, &laquo;mas precisamente este mesmo an&uacute;ncio deve revelar-se um processo de cura: &ldquo;&#8230;tratar os cora&ccedil;&otilde;es torturados&rdquo; (Is 61, 1)&raquo; (Ibidem), em conformidade com a fun&ccedil;&atilde;o confiada por Jesus aos seus disc&iacute;pulos (cf. Lc 9, 1-2; Mt 10, 1.5-14; e Mc 6, 7-13). Por conseguinte, o bin&oacute;mio entre sa&uacute;de f&iacute;sica e renova&ccedil;&atilde;o das dilacera&ccedil;&otilde;es da alma ajuda-nos a compreender melhor os &laquo;Sacramentos de cura&raquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Il Sacramento da Penit&ecirc;ncia esteve com frequ&ecirc;ncia no centro da reflex&atilde;o dos Pastores da Igreja, precisamente devido &agrave; sua grande import&acirc;ncia no caminho da vida crist&atilde;, uma vez que &laquo;toda a efic&aacute;cia da Penit&ecirc;ncia consiste em restituir-nos &agrave; gra&ccedil;a de Deus e em unir-nos a Ele numa amizade perfeita&raquo; (Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, n. 1.468). Dando continuidade ao an&uacute;ncio de perd&atilde;o e de reconcilia&ccedil;&atilde;o feito ressoar por Jesus, a Igreja n&atilde;o cessa de convidar a humanidade inteira a converter-se e a crer no Evangelho. Ela faz seu o apelo do ap&oacute;stolo Paulo: &laquo;Em nome de Cristo&#8230; sejamos embaixadores: atrav&eacute;s de n&oacute;s, &eacute; o pr&oacute;prio Deus quem exorta. Suplicamo-vos, em nome de Jesus Cristo: deixai-vos reconciliar com Deus&raquo; (2 Cor 5, 20). Ao longo da sua vida, Jesus anuncia e torna presente a miseric&oacute;rdia do Pai. Ele veio n&atilde;o para condenar, mas para perdoar e salvar, para incutir esperan&ccedil;a tamb&eacute;m na obscuridade mais profunda do sofrimento e do pecado, para conceder a vida eterna; deste modo, no Sacramento da Penit&ecirc;ncia, na &laquo;medicina da confiss&atilde;o&raquo;, a experi&ecirc;ncia do pecado n&atilde;o degenera em desespero, mas encontra o Amor que perdoa e transforma (cf. Jo&atilde;o Paulo II, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica p&oacute;s-sinodal Reconciliatio et paenitentia, 31).<\/p>\n<p>Deus, &laquo;rico de miseric&oacute;rdia&raquo; (Ef 2, 4), como o pai da par&aacute;bola evang&eacute;lica (cf. Lc 15, 11-32), n&atilde;o fecha o cora&ccedil;&atilde;o a nenhum dos seus filhos, mas espera por eles, procura-os e alcan&ccedil;a-os onde a rejei&ccedil;&atilde;o da comunh&atilde;o aprisiona no isolamento e na divis&atilde;o, chamando-os a reunir-se ao redor da sua mesa, na alegria da festa do perd&atilde;o e da reconcilia&ccedil;&atilde;o. O momento do sofrimento, no qual poderia surgir a tenta&ccedil;&atilde;o de se abandonar ao des&acirc;nimo e ao desespero, pode transformar-se assim em tempo de gra&ccedil;a para voltar a si mesmo e, como o filho pr&oacute;digo da par&aacute;bola, reconsiderar a pr&oacute;pria vida, reconhecendo os pr&oacute;prios erros e fracassos, sentindo a saudade do abra&ccedil;o do Pai e repercorrendo o caminho rumo &agrave; sua Casa. No seu grande amor, Ele vigia sempre e de qualquer modo sobre a nossa exist&ecirc;ncia, e espera-nos para oferecer a cada um dos filhos que volta para Ele, o dom da plena reconcilia&ccedil;&atilde;o e da alegria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. Da leitura dos Evangelhos sobressai claramente o modo como Jesus sempre demonstrou uma aten&ccedil;&atilde;o particular para com os enfermos. Ele n&atilde;o s&oacute; convidou os seus disc&iacute;pulos a curar as feridas dos mesmos (cf. Mt 10, 8; Lc 9, 2; 10, 9), mas tamb&eacute;m instituiu para eles um Sacramento espec&iacute;fico: a Un&ccedil;&atilde;o dos Enfermos. A Carta de Tiago d&aacute; testemunho da presen&ccedil;a deste gesto sacramental j&aacute; na primeira comunidade crist&atilde; (cf. 5, 14-16): mediante a Un&ccedil;&atilde;o dos Enfermos, acompanhada pela ora&ccedil;&atilde;o dos presb&iacute;teros, a Igreja inteira recomenda os doentes ao Senhor sofredor e glorificado, a fim de que alivie as suas penas e os salve, ali&aacute;s, exorta-os a unir-se espiritualmente &agrave; paix&atilde;o e &agrave; morte de Cristo, para contribuir deste modo para o bem do Povo de Deus.<\/p>\n<p>Tal Sacramento leva-nos a contemplar o d&uacute;plice mist&eacute;rio do Monte das oliveiras, onde Jesus se encontrou dramaticamente diante do caminho que lhe fora indicado pelo Pai, a senda da Paix&atilde;o, do supremo gesto de amor, e aceitou-a. Naquela hora de prova&ccedil;&atilde;o, Ele &eacute; o mediador, &laquo;transportando em si mesmo, assumindo em si pr&oacute;prio o sofrimento e a paix&atilde;o do mundo, transformando-os em clamor a Deus, levando-os diante dos olhos e at&eacute; &agrave;s m&atilde;os de Deus, e assim conduzindo-os realmente at&eacute; ao momento da Reden&ccedil;&atilde;o&raquo; (Lectio divina, Encontro com o Clero de Roma, 18 de fevereiro de 2010). Mas &laquo;o Horto das Oliveiras &eacute;&#8230; inclusive o lugar a partir do qual Ele subiu ao Pai, tornando-se assim o lugar da Reden&ccedil;&atilde;o&#8230; Este d&uacute;plice mist&eacute;rio do Monte das Oliveiras tamb&eacute;m est&aacute; sempre &ldquo;ativo&rdquo; no &oacute;leo sacramental da Igreja&#8230; sinal da bondade de Deus que nos toca&raquo; (Homilia, Santa Missa Crismal, 1 de abril de 2010). Na Un&ccedil;&atilde;o dos Enfermos, a mat&eacute;ria sacramental do &oacute;leo &eacute;-nos oferecida por assim dizer, &laquo;como medicamento de Deus&#8230; que agora nos torna seguros da sua bondade e deve revigorar-nos e consolar, mas ao mesmo tempo aponta para al&eacute;m do momento da enfermidade, para a cura definitiva, a ressurrei&ccedil;&atilde;o (cf. Tg 5, 14)&raquo; (Ibid.).<\/p>\n<p>Este Sacramento merece hoje uma maior considera&ccedil;&atilde;o, quer na reflex&atilde;o teol&oacute;gica, quer na obra pastoral em favor dos doentes. Valorizando os conte&uacute;dos da ora&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica que se adaptam &agrave;s diversas situa&ccedil;&otilde;es humanas ligadas &agrave; doen&ccedil;a e n&atilde;o s&oacute; quando o doente est&aacute; no fim da pr&oacute;pria vida (cf. Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, n. 1.514), a Un&ccedil;&atilde;o dos Enfermos n&atilde;o deve ser considerada como que &laquo;um sacramento menor&raquo; em rela&ccedil;&atilde;o aos demais. A aten&ccedil;&atilde;o e a cura pastoral pelos enfermos, se por um lado &eacute; sinal da ternura de Deus por aqueles que se encontram no sofrimento, por outro traz benef&iacute;cio espiritual tamb&eacute;m aos sacerdotes e a toda a comunidade crist&atilde;, na consci&ecirc;ncia de que o que fazemos aos mais pequeninos, &eacute; ao pr&oacute;prio Jesus que o fazemos (cf. Mt 25, 40).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. A prop&oacute;sito dos &laquo;Sacramentos de cura&raquo;, santo Agostinho afirma: &laquo;Deus cura todas as tuas enfermidades. Portanto, n&atilde;o temas: todas as tuas enfermidades ser&atilde;o curadas&#8230; Tu s&oacute; deves permitir que Ele te cure e n&atilde;o deves rejeitar as suas m&atilde;os&raquo; (Exposi&ccedil;&atilde;o sobre o Salmo 102, 5: PL 36, 1319-1320). Trata-se de meios preciosos da Gra&ccedil;a de Deus, que ajudam o doente a conformar-se cada vez mais plenamente com o Mist&eacute;rio da Morte e Ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo. Juntamente com estes dois Sacramentos, gostaria de sublinhar tamb&eacute;m a import&acirc;ncia da Eucaristia. Recebida no momento da doen&ccedil;a ela contribui, de maneira singular, para realizar tal transforma&ccedil;&atilde;o, associando aquele que se alimenta do Corpo e do Sangue de Jesus, &agrave; oferenda que Ele fez de si mesmo ao Pai, para a salva&ccedil;&atilde;o de todos. Toda a comunidade eclesial, e as comunidades paroquiais em particular, prestem aten&ccedil;&atilde;o para garantir a possibilidade de se aproximarem com frequ&ecirc;ncia da Comunh&atilde;o sacramental &agrave;queles que, por motivos de sa&uacute;de ou de idade, n&atilde;o podem acorrer aos lugares de culto. Deste modo, a estes irm&atilde;os e irm&atilde;s &eacute; oferecida a possibilidade de revigorar a rela&ccedil;&atilde;o com Cristo crucificado e ressuscitado, participando com a sua vida oferecida por amor a Cristo, na miss&atilde;o da pr&oacute;pria Igreja. Nesta perspetiva, &eacute; importante que os sacerdotes que exercem a sua obra delicada nos hospitais, nas casas de cura e nas habita&ccedil;&otilde;es dos doentes se sintam verdadeiros &laquo;&ldquo;ministros dos enfermos&rdquo;, sinal e instrumento da compaix&atilde;o de Cristo, que deve alcan&ccedil;ar cada homem assinalado pelo sofrimento&raquo; (Mensagem para o XVIII Dia Mundial do Doente, 22 de novembro de 2009).<\/p>\n<p>A conforma&ccedil;&atilde;o com o Mist&eacute;rio pascal de Cristo, realizada tamb&eacute;m mediante a pr&aacute;tica da Comunh&atilde;o espiritual, adquire um significado totalmente particular, quando e Eucaristia &eacute; administrada e acolhida como vi&aacute;tico. Naquele momento da exist&ecirc;ncia ressoam de modo ainda mais incisivo as palavras do Senhor: &laquo;Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e Eu ressuscit&aacute;-lo-ei no &uacute;ltimo dia&raquo; (Jo 6, 54). Com efeito a Eucaristia, principalmente como vi&aacute;tico, &eacute; &mdash; segundo a defini&ccedil;&atilde;o de santo In&aacute;cio de Antioquia &mdash; &laquo;rem&eacute;dio de imortalidade, ant&iacute;doto contra a morte&raquo; (Carta aos Ef&eacute;sios, 20: PG 5, 661), sacramento da passagem da morte para a vida, deste mundo para o Pai, que a todos espera na Jerusal&eacute;m celeste.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. O tema desta Mensagem para o XX Dia Mundial do Doente: &laquo;Levanta-te e vai, a tua f&eacute; te salvou!&raquo;, visa tamb&eacute;m o pr&oacute;ximo &laquo;Ano da F&eacute;&raquo;, que ter&aacute; in&iacute;cio a 11 de outubro de 2012, ocasi&atilde;o prop&iacute;cia e preciosa para redescobrir a for&ccedil;a e a beleza da f&eacute;, para aprofundar os seus conte&uacute;dos e para a testemunhar na vida de todos os dias (cf. Carta Apost&oacute;lica Porta fidei, 11 de outubro de 2011). Desejo encorajar os doente e quantos sofrem a encontrar sempre uma &acirc;ncora segura na f&eacute;, alimentada pela escuta da Palavra de Deus, da ora&ccedil;&atilde;o pessoal e dos Sacramentos, enquanto convido os Pastores a permanecerem cada vez mais dispon&iacute;veis &agrave; sua celebra&ccedil;&atilde;o para os enfermos. Segundo o exemplo do Bom Pastor e como guias do rebanho que lhes foi confiado, os presb&iacute;teros sejam repletos de alegria, atentos aos mais fr&aacute;geis, aos simples, aos pecadores, manifestando a miseric&oacute;rdia infinita de Deus com as palavras tranquilizadoras da esperan&ccedil;a (cf. Santo Agostinho, Carta 95, I: PL 33, 351-352).<\/p>\n<p>&Agrave;queles que trabalham no mundo da sa&uacute;de, assim como &agrave;s fam&iacute;lias que nos seus pr&oacute;prios entes queridos veem a Face sofredora do Senhor Jesus, renovo o meu agradecimento e o da Igreja a fim de que, na compet&ecirc;ncia profissional e no sil&ecirc;ncio, muitas vezes inclusive sem mencionar o nome de Cristo, manifestam-no concretamente (cf. Homilia na Santa Missa Crismal, 21 de abril de 2011).<\/p>\n<p>A Maria, M&atilde;e de Miseric&oacute;rdia e Sa&uacute;de dos Enfermos, elevemos o nosso olhar confiante e a nossa prece; a sua compaix&atilde;o materna, vivida ao lado do Filho agonizante na Cruz, acompanhe e sustenha a f&eacute; e a esperan&ccedil;a de cada pessoa enferma e sofredora ao longo do caminho de cura das feridas do corpo e do esp&iacute;rito.<\/p>\n<p>A todos asseguro a minha recorda&ccedil;&atilde;o orante, enquanto concedo a cada um uma especial B&ecirc;n&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica.<\/p>\n<p>Vaticano, 20 de novembro de 2011, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.<\/p>\n<p><em>BENEDICTUS PP XVI<\/em><\/p>\n<p><em>&copy; Copyright 2011 &#8211; Libreria Editrice Vaticana<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&laquo;Levanta-te e vai, a tua f&eacute; te salvou!&raquo; (Lc 17, 19) &nbsp; Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, Por ocasi&atilde;o do Dia Mundial do Doente, 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