{"id":55029,"date":"2012-02-02T11:03:47","date_gmt":"2012-02-02T11:03:47","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/02\/02\/vaticano-ii-portugal-o-mundo-e-a-convocacao-do-concilio\/"},"modified":"2012-02-02T11:03:47","modified_gmt":"2012-02-02T11:03:47","slug":"vaticano-ii-portugal-o-mundo-e-a-convocacao-do-concilio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vaticano-ii-portugal-o-mundo-e-a-convocacao-do-concilio\/","title":{"rendered":"Vaticano II: Portugal, o mundo e a convoca\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio"},"content":{"rendered":"<p>Entrevista a Paulo Fontes, investigador do Centro de Estudos de Hist\u00f3ria Religiosa da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa <!--more--> <\/p>\n<p>Paulo Fontes, investigador do Centro de Estudos de Hist&oacute;ria Religiosa da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, passa em revista a situa&ccedil;&atilde;o da sociedade e da Igreja Cat&oacute;lica em Portugal quando, h&aacute; 50 anos, o Papa Jo&atilde;o XXIII decidida convocar o Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II (1962-1965).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>ECCLESIA (E) &ndash; O Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II acontece num momento particular da hist&oacute;ria do mundo, num momento de grandes transforma&ccedil;&otilde;es sociais e pol&iacute;ticas&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>Paulo Fontes (PF) &ndash; <\/em>&Eacute; verdade. O II Conc&iacute;lio do Vaticano, quando se inicia, procura responder a uma quest&atilde;o que atravessava a Igreja Cat&oacute;lica desde o s&eacute;culo XIX, e de maneira particular ao longo do s&eacute;culo XX e no p&oacute;s-guerra mundial: como &eacute; que ela podia afirmar a sua presen&ccedil;a p&uacute;blica e pertin&ecirc;ncia num mundo que estava em processo de acentuada moderniza&ccedil;&atilde;o e que culturalmente parecia distanciar-se em muitos aspetos de uma Igreja que tradicionalmente tendia a aparecer aos olhos de muitos cidad&atilde;os e crentes como uma fortaleza.<\/p>\n<p>A intui&ccedil;&atilde;o do rec&eacute;m-eleito Jo&atilde;o XXIII, quando decidiu convocar o Conc&iacute;lio, em 1959, foi distinguir entre ser Papa, e portanto estar &agrave; frente da Igreja Cat&oacute;lica &agrave; escala universal, do facto de ser bispo de Roma &ndash; e da&iacute; ter convocado tamb&eacute;m um s&iacute;nodo romano. Por outro lado sentiu a necessidade de introduzir algumas mudan&ccedil;as na estrutura interna da Igreja, nomeadamente um novo Direito Can&oacute;nico, substituindo o que tinha sido aprovado em 1917.<\/p>\n<p>Na hist&oacute;ria dos 21 conc&iacute;lios este foi o primeiro em que a Igreja tem necessidade de se dizer a si mesma: o que &eacute;, o que pretende ser e o modo como se procura situar na sociedade. Nas sociedades de tipo tradicional, sacral, a Igreja tinha o seu lugar assegurado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &ndash; Podemos dizer que uma das singularidades do encontro foi o facto de pela primeira vez num conc&iacute;lio a Igreja ter refletido sobre a sua identidade, sobre a sua presen&ccedil;a e imagem no mundo?&nbsp; <\/em><\/p>\n<p><em>PF &ndash;<\/em> A Igreja sentiu a necessidade de refletir sobre a sua imagem do mundo e, sobretudo, sobre a sua identidade e miss&atilde;o. Precisou de se dizer a ela mesma como &eacute; que se entendia. O II Conc&iacute;lio do Vaticano traduziu aquilo a que o cardeal Etchegaray j&aacute; chamou uma &ldquo;revolu&ccedil;&atilde;o espiritual&rdquo;. Mas essa &ldquo;revolu&ccedil;&atilde;o espiritual&rdquo; resultou de um movimento de retorno &agrave; grande tradi&ccedil;&atilde;o da Igreja Cat&oacute;lica e &agrave;s suas primeiras fontes. A Igreja deixou de se ver a si mesma como uma sociedade perfeita que se contrap&otilde;e ao conjunto da sociedade, para se ver com o papel de ser luz e sal, mediadora e sinal de Jesus Cristo e da sua proposta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &ndash; O Conc&iacute;lio Vaticano II tamb&eacute;m incorpora, de alguma forma, a rea&ccedil;&atilde;o a uma sociedade que estava a mudar, a setores sociais que come&ccedil;aram a valorizar a liberdade de pensamento e a opor-se aos poderes tradicionais&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>PF &ndash; <\/em>Com certeza. O Conc&iacute;lio vai permitir resolver positivamente uma quest&atilde;o dilacerante na rela&ccedil;&atilde;o da Igreja Cat&oacute;lica com a modernidade: a afirma&ccedil;&atilde;o da liberdade individual.<\/p>\n<p>As sociedades do s&eacute;culo XIX, suced&acirc;neas das chamadas revolu&ccedil;&otilde;es liberais, como a que ocorreu em Portugal, v&atilde;o colocar o problema de saber como &eacute; poss&iacute;vel que o valor da liberdade de pensamento, religi&atilde;o e consci&ecirc;ncia se compagine com uma institui&ccedil;&atilde;o que se considera deposit&aacute;ria de uma verdade revelada, onde nem todas as opini&otilde;es s&atilde;o aceit&aacute;veis. &Eacute; a afirma&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio da autoridade em contraponto ao princ&iacute;pio da liberdade.<\/p>\n<p>Esta tens&atilde;o manteve-se desde uma atitude mais condenat&oacute;ria das liberdades do mundo moderno, como foi o caso do Papa Pio IX, at&eacute; uma maior abertura que se foi dando, por exemplo, com a desloca&ccedil;&atilde;o do movimento cat&oacute;lico para o seu centro espec&iacute;fico e religioso, secundarizando outras quest&otilde;es, como a pol&iacute;tica.<\/p>\n<p>Quando se chegou ao Conc&iacute;lio foi poss&iacute;vel reconhecer o valor da liberdade religiosa e de consci&ecirc;ncia, definidas positivamente, atrav&eacute;s da declara&ccedil;&atilde;o <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/archive\/hist_councils\/ii_vatican_council\/documents\/vat-ii_decl_19651207_dignitatis-humanae_po.html\" target=\"_blank\">Dignitatis Humanae<\/a>, a &uacute;ltima a ser aprovada, significativamente com quase uma centena de votos contra. Ningu&eacute;m pode ser constrangido a fazer o que n&atilde;o considere correto e justo ou que n&atilde;o esteja conforme &agrave; sua consci&ecirc;ncia, seja no plano individual seja no social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &ndash; Como &eacute; que Portugal acolheu a convoca&ccedil;&atilde;o do Conc&iacute;lio? Parto do princ&iacute;pio de que, pelas caracter&iacute;sticas pol&iacute;ticas do pa&iacute;s, a na&ccedil;&atilde;o n&atilde;o aguardava com grande expectativa e entusiasmo uma renova&ccedil;&atilde;o profunda na Igreja&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>PF &ndash;<\/em> O episcopado portugu&ecirc;s ter&aacute; participado da surpresa com que os episcopados em geral foram confrontados com o an&uacute;ncio de Jo&atilde;o XXIII. E depois surpreendeu-se com a din&acirc;mica que o Conc&iacute;lio rapidamente assumiu ao decidir tomar em m&atilde;os o seu destino, recusando as propostas que vinham &ldquo;pr&eacute;-fabricadas&rdquo; da C&uacute;ria Romana, onde se pensava que os bispos iam apenas aprov&aacute;-las. Na primeira sess&atilde;o essas sugest&otilde;es foram postas de lado e foi estabelecida outra metodologia de trabalho.<\/p>\n<p>A Igreja portuguesa vivia muitos dos dinamismos de renova&ccedil;&atilde;o que atravessavam a Igreja universal, ao n&iacute;vel dos movimentos b&iacute;blico, lit&uacute;rgico e dos leigos. Da parte dos setores mais empenhados e esclarecidos havia a aspira&ccedil;&atilde;o &agrave; mudan&ccedil;a na Igreja e na sociedade portuguesa. O ano de 1958-59 foi de grave crise nas rela&ccedil;&otilde;es entre o Estado portugu&ecirc;s e a Igreja Cat&oacute;lica, que ficou bastante confinada a uma posi&ccedil;&atilde;o defensiva, aproveitando a mudan&ccedil;a de pontificado. Na hist&oacute;ria da Igreja ocidental foi uma novidade o ex&iacute;lio for&ccedil;ado de um bispo, D. Ant&oacute;nio Ferreira Gomes, que esteve praticamente 10 anos sem poder regressar &agrave; sua diocese [Porto].<\/p>\n<p>No episcopado havia sensibilidades diferentes. O laicado, por seu lado, estava j&aacute; fortemente empenhado no processo de mudan&ccedil;a e reformas ao n&iacute;vel da sociedade. Mas o eclodir das guerras em &Aacute;frica contribuiu bastante para fechar novamente a sociedade portuguesa num discurso aut&aacute;rcico. Esses setores laicais viram-se tamb&eacute;m bastante limitados no seu raio de a&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &ndash; Podemos dizer que o di&aacute;logo entre a Igreja e o mundo que o Conc&iacute;lio queria refor&ccedil;ar era assegurado em Portugal pelos grupos da A&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica, presentes enquanto Igreja em diversos grupos sociais?<\/em><\/p>\n<p><em>PF &ndash;<\/em> At&eacute; ao Conc&iacute;lio podemos dizer que os grandes dinamismos em Portugal passavam em boa parte pela A&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica, embora houvesse j&aacute; novas din&acirc;micas a trabalhar na Igreja, porque ela tem a caracter&iacute;stica de ser supranacional.<\/p>\n<p>O cardeal Cerejeira [cardeal-patriarca de Lisboa] foi sempre muito reticente &agrave; vinda de todos os movimentos de origem estrangeira, com o argumento de que a A&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica Portuguesa supria as necessidades. Foi o que aconteceu com movimentos t&atilde;o d&iacute;spares como a Legi&atilde;o de Maria, Opus Dei, Casais de Nossa Senhora, Graal e Movimento dos Industriais e Dirigentes do Trabalho. Estes grupos implantaram-se no pa&iacute;s a partir de outras dioceses que n&atilde;o a de Lisboa. Isto porque havia na tradi&ccedil;&atilde;o portuguesa o acentuar de uma rela&ccedil;&atilde;o umbilical entre identidade nacional e identidade crist&atilde;. O paradigma de que Portugal &eacute; um pa&iacute;s cat&oacute;lico que contribui para a civiliza&ccedil;&atilde;o ocidental crist&atilde; reativou-se a partir do eclodir das guerras em &Aacute;frica. Os setores mais cr&iacute;ticos, que se vinham distanciando publicamente da situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica criada pelo Estado Novo, nomeadamente em torno da cr&iacute;tica ao corporativismo de Estado e &agrave; falta de liberdades c&iacute;vicas e pol&iacute;ticas, n&atilde;o s&oacute; relativamente aos cat&oacute;licos mas aos cidad&atilde;os em geral, ficaram bastante acantonados e limitados na sua a&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Os protagonismos e a evolu&ccedil;&atilde;o desses setores v&atilde;o ser muito diferenciados. Podemos dizer que todos, cada um &agrave; sua maneira, participaram ativamente em processos de transforma&ccedil;&atilde;o e moderniza&ccedil;&atilde;o da sociedade portuguesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &ndash; O Conc&iacute;lio acabar&aacute; por dar raz&atilde;o e for&ccedil;a a alguns grupos que em Portugal reivindicavam este g&eacute;nero de mudan&ccedil;as na Igreja Cat&oacute;lica&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>PF &ndash;<\/em> Sim, ganharam espa&ccedil;o de liberdade na medida em que a A&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica contribuiu para o reconhecimento do apostolado dos leigos. Ela come&ccedil;ou por ser, na linguagem de Pio XI, &ldquo;participa&ccedil;&atilde;o no apostolado hier&aacute;rquico da Igreja&rdquo;, tornando-se depois, na terminologia de Pio XII, &ldquo;colabora&ccedil;&atilde;o com o apostolado hier&aacute;rquico da Igreja&rdquo;, para finalmente se considerar que h&aacute; um apostolado espec&iacute;fico e &ldquo;oficial&rdquo; dos leigos &ndash; &eacute; assim que Paulo VI o vai designar para o diferenciar de outras formas de apostolado dos leigos que se impuseram por si mesmas.<\/p>\n<p>H&aacute; uma pl&ecirc;iade de movimentos, muitos deles j&aacute; existentes nos anos 30 a 50, que ganharam espa&ccedil;o e reconhecimento dentro deste paradigma da diversidade, liberdade e pluralidade interna &agrave; Igreja, que se afirmou exteriormente no confronto e na possibilidade de proposta no interior das sociedades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &ndash; Ap&oacute;s o Conc&iacute;lio a Igreja deparou-se com tempos de alguma perplexidade e confus&atilde;o&#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>PF &ndash;<\/em> Uma das perplexidades est&aacute; ligada &agrave; internacionaliza&ccedil;&atilde;o da Igreja Cat&oacute;lica, de que o Conc&iacute;lio veio ser imagem e express&atilde;o. A abertura do Conc&iacute;lio &eacute; de uma riqueza extraordin&aacute;ria, com os mais de 2300 padres conciliares num cortejo de tr&ecirc;s km, com pessoas de todo o mundo e de todas as cores, com as mais diferentes vestes lit&uacute;rgicas, com cat&oacute;licos latinos e de tradi&ccedil;&atilde;o oriental, com bispos de &Aacute;frica, &Aacute;sia e Am&eacute;rica e com pastores das Igrejas protestantes convidados.<\/p>\n<p>Pela primeira vez o Conc&iacute;lio p&ocirc;de ser filmado e retransmitido pelas televis&otilde;es, dando a imagem da universalidade da Igreja. Os bispos ganham consci&ecirc;ncia que t&ecirc;m responsabilidade n&atilde;o apenas como pastores &agrave; frente de uma diocese, mas que s&atilde;o, com o Papa, respons&aacute;veis de uma Igreja universal. Isso criou-lhes perplexidades e conferiu-lhes responsabilidades novas quando retornaram &agrave;s suas diocese de origem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &ndash; Ainda h&aacute; riquezas a explorar sobre o Conc&iacute;lio, 50 anos ap&oacute;s a sua abertura?<\/em><\/p>\n<p><em>PF &ndash;<\/em> Penso que sim. A partir de uma leitura hist&oacute;rica, e colocando-me como observador, creio que muitas das afirma&ccedil;&otilde;es dos textos conciliares est&atilde;o hoje, em grande medida, por concretizar.<\/p>\n<p>Valeria a pena, por exemplo, voltar a uma pedagogia da f&eacute; a partir da leitura dos sinais dos tempos. No mundo onde a tend&ecirc;ncia para a seculariza&ccedil;&atilde;o se aprofundou, o mesmo acontecendo com a valoriza&ccedil;&atilde;o da pluralidade na sociedade, e em que a Igreja Cat&oacute;lica se afirma como uma proposta, como disse Bento XVI quando esteve em Portugal, &eacute; fundamental que essa proposta seja acompanhada de uma convic&ccedil;&atilde;o e capacidade profunda dos crentes que se reveem no catolicismo de serem os sinais de esperan&ccedil;a que dizem afirmar perante o mundo. A convic&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os de que Jesus &eacute; o caminho, a verdade e a vida tem de traduzir-se em gestos e palavras de esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Nunca como hoje precisamos, &agrave; escala nacional e mundial, de leituras renovadas capazes de apontar caminhos novos, porque estamos, do ponto de vista civilizacional, em situa&ccedil;&otilde;es de extrema gravidade e fragilidade. A Igreja Cat&oacute;lica e as outras confiss&otilde;es religiosas s&atilde;o chamadas a pensar e a dar um testemunho s&eacute;rio e fundamentado de propostas novas. A Santa S&eacute; n&atilde;o se tem eximido a faz&ecirc;-lo, por exemplo quanto &agrave; crise financeira internacional, como j&aacute; antes o tinha feito sobre o desencadear de alguns dos &uacute;ltimos conflitos e guerras &agrave; escala internacional. Desse ponto de vista o Conc&iacute;lio est&aacute; sempre em processo de atualiza&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o. Assim os crist&atilde;os queiram e estejam dispostos a estud&aacute;-lo, aprofund&aacute;-lo e lev&aacute;-lo &agrave; pr&aacute;tica atrav&eacute;s da uma vida centrada no essencial, que &eacute; essa pessoa de Jesus, onde reconhecem o Cristo com o qual pretendem identificar-se.<\/p>\n<p><em>PTE\/RJM<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"> <object width=\"425\" height=\"350\" data=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/8rxSHwZIGOE<param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/8rxSHwZIGOE\" \/><\/object> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista a Paulo Fontes, investigador do Centro de Estudos de Hist\u00f3ria Religiosa da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[118,120,168,187,217,332],"class_list":["post-55029","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-apostolado-dos-leigos","tag-bento-xvi","tag-diocese-da-guarda","tag-diocese-do-porto","tag-graal","tag-opus-dei"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55029","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55029"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55029\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55029"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55029"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55029"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}