{"id":55013,"date":"2012-01-31T18:08:16","date_gmt":"2012-01-31T18:08:16","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/01\/31\/saude-e-esperanca-para-jovens-especiais\/"},"modified":"2012-01-31T18:08:16","modified_gmt":"2012-01-31T18:08:16","slug":"saude-e-esperanca-para-jovens-especiais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saude-e-esperanca-para-jovens-especiais\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade e esperan\u00e7a para jovens especiais"},"content":{"rendered":"<p>O Carlos gosta de ler e escrever, a Deolinda de cantar e fazer colares, o Eug&eacute;nio de ir &agrave; nata&ccedil;&atilde;o e jogar futebol, a Ana Paula de fazer teatro: quatro jovens que est&atilde;o no Instituto da Imaculada onde lhes &eacute; dada a oportunidade de progredir, fazer o percurso escolar que numa escola poderia ser mais dif&iacute;cil. S&atilde;o jovens que t&ecirc;m defici&ecirc;ncia mental, s&atilde;o surdos ou autistas&hellip;<\/p>\n<p>Esta &eacute; uma comunidade de 7 religiosas que h&aacute; mais de 70 anos est&aacute; instalada nos Prazeres, em Lisboa, e lida com crian&ccedil;as e jovens especiais: surdos-mudos, autistas e com problemas mentais. Al&eacute;m do tratamento adequado, as Franciscanas da Imaculada proporcionam momentos de afeto e alegria.<\/p>\n<p>A Irm&atilde; Ana Rosa do Esp&iacute;rito Santo, de 67 anos, &eacute; a diretora do Instituto e tornou-se ao longo dos tempos a m&atilde;e de todo este grande projeto. De h&aacute;bito castanho, len&ccedil;o branco e sorriso t&iacute;mido, fala sobre esta casa como uma &ldquo;grande fam&iacute;lia&rdquo; de pessoas especiais, as irm&atilde;s, professores e t&eacute;cnicas e &ldquo;os meus meninos&rdquo; :&ldquo;Fazem aqui a escolaridade desde a pr&eacute;-prim&aacute;ria num percurso longo porque o ritmo n&atilde;o &eacute; o mesmo, tem de haver muita insist&ecirc;ncia&rdquo;.<\/p>\n<p>Esta religiosa e professora do ensino especial sublinha que o objetivo principal &eacute;, no futuro, eles se tornarem o mais independente poss&iacute;vel para serem e se sentirem &uacute;teis na sociedade.<\/p>\n<p>A perseveran&ccedil;a e o testemunho que &eacute; preciso para trabalhar com estes jovens tem de ser grande porque &ldquo;eles percebem tudo, se estamos tristes ou contentes, se somos amigos ou n&atilde;o. Isso s&oacute; se aprende nesta escola de afetos&rdquo;, como revela &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.<\/p>\n<p>O importante &eacute; apoiar a cada passo e valorizar o que os jovens v&atilde;o fazendo &ldquo;sempre e sempre mais, &eacute; nisso que apostamos&rdquo;, acrescenta a irm&atilde; diretora.<\/p>\n<p>O Instituto da Imaculada acolhe 65 jovens, dos quais 22 permanecem de segunda a sexta-feira em regime interno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Os momentos<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Depois de percorrer um corredor comprido e visitar algumas salas de atividades ocupacionais onde se faz barro, pinturas e colares abre-se a porta de outra sala de onde surge um misto de lamentos e gritos. S&atilde;o jovens com paralisia total, uns no ch&atilde;o, outros em cadeiras de rodas, todos de olhar disperso.<\/p>\n<p>A Irm&atilde; Gra&ccedil;a &eacute; uma das pessoas que faz terapia da fala: &ldquo;Nenhum deles fala mas todos comunicam comigo e sei quando est&atilde;o felizes&rdquo;, conta esta religiosa que passa os dias sem os contar mas ali encontrou a sua miss&atilde;o, porque &ldquo;estas crian&ccedil;as s&atilde;o as mais necessitadas&rdquo;.<\/p>\n<p>Esta agita&ccedil;&atilde;o contrasta com a serenidade das cores e m&uacute;sica da sala &ldquo;snoezelen&rdquo;. O vermelho, o amarelo e o azul predominam, existe um colch&atilde;o de &aacute;gua, luzes e colunas que formam bolhas de &aacute;gua ao som de acordes calmos. &Eacute; um espa&ccedil;o para relaxar os jovens atrav&eacute;s de &ldquo;est&iacute;mulos auditivos, visuais e t&aacute;cteis onde cada um tem a liberdade de escolher onde se sente melhor e assim acalmar,&rdquo; como explicou a terapeuta T&acirc;nia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Espiritualidade &eacute; ponto de ordem<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A vertente espiritual &eacute; tamb&eacute;m alimentada pelas irm&atilde;s que se juntam com os meninos em momentos de ora&ccedil;&atilde;o.  &ldquo;Uma vez por m&ecirc;s h&aacute; missa c&aacute; no Instituto e os que podem preparam-se na confiss&atilde;o para depois comungar&rdquo;, conta a irm&atilde; Ana Rosa.<\/p>\n<p>Muitos jovens parecem &ldquo;alheios da realidade&rdquo; mas gostam destes momentos porque &ldquo;sentem a espiritualidade de outra forma&rdquo;.<\/p>\n<p>Existe mesmo um grupo formado para cantar nas eucaristias. A guitarra d&aacute; os primeiros acordes e os 14 jovens perfilam-se para ensaiar, os bra&ccedil;os balan&ccedil;am ao ritmo da m&uacute;sica, as vozes afinam-se. &ldquo;Eles gostam de cantar e isso sente-se&rdquo;, confessa a diretora do Instituto.<\/p>\n<p>&Agrave; portaria a partir das cinco da tarde encontramos a irm&atilde; Esperan&ccedil;a que nunca pensou trabalhar com estas crian&ccedil;as especiais &#8211; &ldquo;Quando entrei para religiosa e as ouvi a cantar a 186 vozes diferentes assustei-me, agora j&aacute; sei como &eacute;&rdquo;, brinca.<\/p>\n<p>&Agrave; entrada do edif&iacute;cio situa-se a capela, pequena e silenciosa, visitada muitas vezes por pais e filhos. Ali as religiosas rezam pelos &ldquo;seus meninos&rdquo; e esperam que o futuro lhes seja sorridente, &ldquo;que haja sempre algu&eacute;m que os acompanhe neste trabalho para, um dia, serem e se sentirem &uacute;teis na sociedade,&rdquo; revela a irm&atilde; Ana Rosa.<\/p>\n<p>&ldquo;Tentamos ser a imagem de Deus na terra, dando-lhes todo o afeto, porque, apesar das suas limita&ccedil;&otilde;es, eles entendem como Deus &eacute; bom e gostam&rdquo;, finaliza.<\/p>\n<p>Dia ap&oacute;s dia o Instituto da Imaculada d&aacute; a m&atilde;o &agrave;quelas crian&ccedil;as e jovens com necessidades especiais e atrav&eacute;s do seu carisma faz com que sejam felizes.<\/p>\n<p>A ordem das Irm&atilde;s Franciscanas da Imaculada nasceu em 1876, em Espanha, atrav&eacute;s do carisma de Francisca Pascual Domenech, mas rapidamente se espalhou pelo mundo. Hoje encontram-se comunidades em Espanha, Venezuela, Peru, Chile, Puerto Rico, It&aacute;lia, &Iacute;ndia e Portugal.<\/p>\n<p><em>SN<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Carlos gosta de ler e escrever, a Deolinda de cantar e fazer colares, o Eug&eacute;nio de ir &agrave; nata&ccedil;&atilde;o e jogar futebol, a Ana Paula de fazer teatro: quatro jovens que est&atilde;o no Instituto da Imaculada onde lhes &eacute; dada a oportunidade de progredir, fazer o percurso escolar que numa escola poderia ser mais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[199],"class_list":["post-55013","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55013","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55013"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55013\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55013"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55013"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55013"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}