{"id":54990,"date":"2012-01-27T11:51:00","date_gmt":"2012-01-27T11:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/01\/27\/humanizar-a-morte-nos-hospitais-2\/"},"modified":"2012-01-27T11:51:00","modified_gmt":"2012-01-27T11:51:00","slug":"humanizar-a-morte-nos-hospitais-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/humanizar-a-morte-nos-hospitais-2\/","title":{"rendered":"Humanizar a morte nos hospitais"},"content":{"rendered":"<p>\u00abA Morte e o Morrer entre o deslugar e o lugar. Preced\u00eancia da Antropologia para uma \u00c9tica da Hospitalidade e Cuidados paliativos\u00bb \u00e9 o t\u00edtulo do trabalho de doutoramento do padre Jos\u00e9 Nuno, capel\u00e3o do Hospital de S\u00e3o Jo\u00e3o, no Porto. Este sacerdote deseja que o seu novo trabalho \u201cajude a recuperar a humanidade da morte no hospital, porque a morte humanamente acolhida e vivida \u00e9 a maior fonte de uma espiritualidade sadia\u201d. <!--more--> <\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &#8211; Qual o objetivo desta investiga&ccedil;&atilde;o?<br \/>Padre Jos&eacute; Nuno (JN) &#8211;<\/em> O objetivo do trabalho foi tentar compreender o sofrimento do nosso tempo na rela&ccedil;&atilde;o com a morte &#8211; o sofrimento dos que morrem, o dos familiares que os acompanham ou que fogem, o dos profissionais de sa&uacute;de que se veem a bra&ccedil;os com uma realidade para que n&atilde;o s&atilde;o formados em hospitais que n&atilde;o foram preparados para ser o lugar de morrer da maioria.<\/p>\n<p><em>AE &#8211; O Hospital transforma-se, progressivamente, num local para &ldquo;o morrer&rdquo;?<br \/>JN &#8211;<\/em> De facto, &eacute; no hospital que morrem mais de 60% dos portugueses, j&aacute; de h&aacute; v&aacute;rios anos a esta parte. O processo de transfer&ecirc;ncia come&ccedil;a a delinear-se na d&eacute;cada de setenta do s&eacute;c. XX, segundo os dados estat&iacute;sticos que estudei j&aacute; aquando da elabora&ccedil;&atilde;o da tese de mestrado, em 2004. Primeiro no Sul, a&nbsp; acentuar-se depois tamb&eacute;m no Centro e Norte do pa&iacute;s. &Agrave; primeira vista, &eacute; um dado positivo: as pessoas t&ecirc;m acesso a cuidados de sa&uacute;de, morrem assistidas, as fam&iacute;lias n&atilde;o se veem s&oacute;s com o seu doente sem saber o que fazer. Mas eu via o outro lado desta realidade &#8211; via como as coisas se passavam de facto e compreendi que esta vis&atilde;o s&oacute; positiva n&atilde;o dizia a realidade toda, porventura n&atilde;o dizia o principal da realidade. H&aacute; muito sofrimento por dizer. Por isso me dediquei a esta causa, convicto como estou &#8211; cada vez mais! &#8211; que ela &eacute; causa maior de muito do mal-estar da sociedade dos nossos dias.<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Que contributo oferece, com este trabalho, &agrave; assist&ecirc;ncia espiritual nos Hospitais?<br \/>JN &#8211;<\/em> Esta quest&atilde;o impos-se-me como priorit&aacute;ria, pois humanizar &eacute; evangelizar: o Evangelho o que nos pede, antes de mais, &eacute; que sejamos dignos de viver como homens, que vivamos humanamente. E se n&atilde;o morremos humanamente, n&atilde;o podemos viver humanamente. N&atilde;o se vive bem numa sociedade em que se morre mal &#8211; N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel viver humanamente numa sociedade em que se morre desumamente. Qual a miss&atilde;o da Igreja diante da realidade como eu a conheci? N&atilde;o valia a pena gastar-me exclusivamente a aben&ccedil;oar e a consolar as v&iacute;timas &#8211; e todos s&atilde;o v&iacute;timas, n&atilde;o apenas os doentes que morriam, nesta encruzilhada existencial e civilizacional que vivemos em que a morte n&atilde;o cabe &#8211; sem, ao mesmo tempo dar o melhor de mim na tentativa de humanizar a morte. Espero que este trabalho ajude a recuperar a humanidade da morte no Hospital, porque a morte humanamente acolhida e vivida &eacute; a maior fonte de uma espiritualidade sadia. O meu compromisso com esta causa considero-o absolutamente parte da minha miss&atilde;o como capel&atilde;o hospitalar.<\/p>\n<p><em>PR<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abA Morte e o Morrer entre o deslugar e o lugar. 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