{"id":54971,"date":"2012-01-29T18:01:00","date_gmt":"2012-01-29T18:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/01\/29\/homilia-de-d-antonio-couto-na-tomada-de-posse-da-diocese-de-lamego\/"},"modified":"2012-01-29T18:01:00","modified_gmt":"2012-01-29T18:01:00","slug":"homilia-de-d-antonio-couto-na-tomada-de-posse-da-diocese-de-lamego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-d-antonio-couto-na-tomada-de-posse-da-diocese-de-lamego\/","title":{"rendered":"Homilia de D. Ant\u00f3nio Couto na tomada de posse da Diocese de Lamego"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">&laquo;Eis que fa&ccedil;o novas todas as coisas&raquo; (Apocalipse 21,5), diz Deus. De tal modo novas, diz Deus, que ningu&eacute;m pode dizer: &laquo;J&aacute; o sabia&raquo; (Isa&iacute;as 48,7).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eis ent&atilde;o Jesus a entrar com os seus disc&iacute;pulos em Cafarnaum, na sinagoga deles, e ensinava e ordenava tudo de forma nova. T&atilde;o nova que inutilizava todas as compara&ccedil;&otilde;es e cataloga&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o era membro de nenhuma confraria, academia, partido, ordem profissional ou institui&ccedil;&atilde;o, que &agrave; partida lhe conferisse algum cr&eacute;dito, alguma autoridade. Nenhum cr&eacute;dito, nenhum curr&iacute;culo, nenhum diploma, o precedia. A sua autoridade come&ccedil;ava ali, no pr&oacute;prio ato de dizer ou de fazer. E as pessoas de Cafarnaum foram tomadas de tanto espanto, que tiveram de constatar logo ali que sa&iacute;a dos seus l&aacute;bios e das suas m&atilde;os um mundo novo, belo e bom, ordenado segundo as pautas da Cria&ccedil;&atilde;o. Um vendaval manso de gra&ccedil;a e de bondade encheu Cafarnaum, e transvazava como um perfume novo de amor e de louvor por toda a regi&atilde;o da Galileia e da miss&atilde;o. Saltava &agrave; vista que Cafarnaum n&atilde;o podia conter ou reter tamanha vaga de perfume e lume novo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As pessoas de Cafarnaum sabiam bem <span style=\"text-decoration: underline;\">o que<\/span> diziam os escribas, e <span style=\"text-decoration: underline;\">como<\/span> diziam os escribas. N&atilde;o eram sen&atilde;o repetidores, talvez mesmo apenas repetentes de pesadas e cansadas doutrinas que se arrastavam na torrente de uma velha e gasta tradi&ccedil;&atilde;o. Os escribas diziam, diziam, diziam, recitavam o vazio (Salmo 2,1), compraziam-se na sua pr&oacute;pria boca, nas suas pr&oacute;prias palavras (Salmo 49,14), e nada, nada, nada acontecia: nenhum calafrio na alma, nenhum rio nascia no deserto, ningu&eacute;m estremecia ou renascia. Mas Jesus come&ccedil;ou a falar, e as pessoas de Cafarnaum sentem um fr&eacute;mito, um estremecimento novo (Isa&iacute;as 66,2 e 5), assalta-as uma comovida emo&ccedil;&atilde;o, uma l&aacute;grima de alegria lhes acaricia o cora&ccedil;&atilde;o. Era como se acabassem de escutar aquela palavra &uacute;nica que h&aacute; tanto tempo se procura, palavra criadora que nos vai direitinha ao cora&ccedil;&atilde;o, a ternura de quem leva uma crian&ccedil;a pela m&atilde;o!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As pessoas de Cafarnaum sabiam bem <span style=\"text-decoration: underline;\">o que<\/span> eram, e <span style=\"text-decoration: underline;\">como<\/span> se faziam os exorcismos. Estavam muito em voga naquele tempo. Eram longos, estranhos, complicados, cheios de f&oacute;rmulas m&aacute;gicas e ritos esot&eacute;ricos. Mas Jesus diz uma palavra criadora: &laquo;Cala-te e sai desse homem&raquo;, e tudo fica de imediato resolvido!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Abre-se um debate. O primeiro de muitos que o Evangelho de Marcos vai abrir. &laquo;<span style=\"text-decoration: underline;\">O que &eacute; isto?<\/span>&raquo;, perguntam as pessoas de Cafarnaum, que nunca tinham visto tanto e t&atilde;o novo e t&atilde;o prodigioso ensinamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas &eacute; apenas o come&ccedil;o da jornada deste maravilhoso ANUNCIADOR do Evangelho de Deus (Marcos 1,14). Logo a abrir o seu Evangelho, Marcos ensina-nos que a jornada iniciada naquele primeiro s&aacute;bado em Cafarnaum salta os clich&eacute;s habituais, e vai de madrugada a madrugada, de modo a deixar j&aacute; bem &agrave; vista aquela outra sempre primeira madrugada da Ressurrei&ccedil;&atilde;o! Jesus come&ccedil;a de manh&atilde; na sinagoga; caminha depois 30 metros para sul, e entra, pelo meio-dia, na casa de Pedro e levanta da febre para o servi&ccedil;o do Evangelho a sogra de Pedro; &agrave; tardinha, j&aacute; sol-posto, primeiro dia da semana, toda a cidade de Cafarnaum est&aacute; reunida diante da porta daquela casa, para ouvir Jesus e ver curados por Ele os seus doentes; de madrugada, muito cedo, Jesus sai sozinho para rezar, e os disc&iacute;pulos correm a procur&aacute;-lo para o trazer de volta a Cafarnaum, pois, dizem eles, todas as pessoas o querem ver e ter. Ningu&eacute;m o quer perder.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desconcertante reviravolta. Jesus diz aos seus disc&iacute;pulos at&oacute;nitos: &laquo;VAMOS a outros lugares, &agrave;s aldeias vizinhas, para que TAMB&Eacute;M ali ANUNCIE (<em>k&ecirc;r&yacute;ss&ocirc;<\/em>) o Evangelho&raquo; (Marcos 1,38). Com este gr&aacute;vido dizer, Jesus deixa claro que ANUNCIAR o Evangelho enche por completo o seu programa e o seu caminho. Com aquele &laquo;<span style=\"text-decoration: underline;\">vamos<\/span>&raquo; [&laquo;<span style=\"text-decoration: underline;\">vamos<\/span> a outros lugares&raquo;], Jesus desinstala e agrafa a si os seus disc&iacute;pulos para este trabalho de AN&Uacute;NCIO do Evangelho seja a quem for, seja onde for. Com aquele &laquo;<span style=\"text-decoration: underline;\">tamb&eacute;m<\/span>&raquo; inclusivo [&laquo;para que <span style=\"text-decoration: underline;\">tamb&eacute;m<\/span> ali anuncie o Evangelho&raquo;], Jesus classifica como AN&Uacute;NCIO do Evangelho todos os afazeres da inteira jornada de Cafarnaum: ensinar, libertar, acolher, curar, recriar: &eacute; esta a toada do AN&Uacute;NCIO do Evangelho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ANUNCIAR (<em>k&ecirc;r&yacute;ss&ocirc;<\/em>) &eacute; ent&atilde;o o afazer de Jesus. E qual &eacute; a primeira nota que soa quando Jesus <span style=\"text-decoration: underline;\">se diz<\/span> com o verbo ANUNCIAR? &Eacute;, sem d&uacute;vida, a sua completa vincula&ccedil;&atilde;o ao Pai, de quem &eacute; o arauto, o mensageiro, o ANUNCIADOR. Pura transpar&ecirc;ncia do Pai, de quem diz e faz o que ouviu dizer (Jo&atilde;o 7,16-17; 8,26.38.40; 14,24; 17,8) e viu fazer (Jo&atilde;o 5,19; 17,4). Recebendo todo o amor fontal do Pai, bebendo da torrente cristalina do amor fontal do Pai (Salmo 110,7; cf. 1 Reis 17,4), Jesus, o Filho, &eacute; pura transpar&ecirc;ncia do Pai, e pode, com toda a verdade dizer a Filipe: Filipe, &laquo;quem me v&ecirc;, v&ecirc; o Pai&raquo; (Jo&atilde;o 14,9). &Eacute; mesmo aqui que reside a sua verdadeira AUTORIDADE e a verdadeira NOVIDADE do seu MODO novo de dizer e de fazer, que se chama ANUNCIAR.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A primeira nota de todo o ANUNCIADOR ou Arauto ou Mensageiro n&atilde;o assenta na capacidade deste, mas na sua fidelidade &Agrave;quele que lhe confia a mensagem que deve anunciar. &Eacute; em Seu nome que diz <span style=\"text-decoration: underline;\">o que<\/span> diz, que diz <span style=\"text-decoration: underline;\">como<\/span> diz. No Enviado &eacute; o Rosto do Enviante que se deve ver em contraluz ou filigrana pura. No Enviado ou Mensageiro ou Anunciador &eacute; verdadeiramente Deus que visita o seu povo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pertinho de Deus, cheio de Deus, Jesus leva Deus aos seus irm&atilde;os. &Eacute; esta a Autoridade de Jesus. Ele &eacute; o profeta &laquo;como Mois&eacute;s&raquo;, mais do que Mois&eacute;s, com a boca repleta das palavras de Deus (Deuteron&oacute;mio 18,18). E n&atilde;o s&oacute; a boca, mas tamb&eacute;m as m&atilde;os e o cora&ccedil;&atilde;o. Bem diferente dos escribas e dos falsos profetas e do povo rebelde no deserto. Estes dispensam a Palavra de Deus. O que querem ter na boca &eacute; p&atilde;o e carne. O que recolheu menos, no deserto, diz-nos o extraordin&aacute;rio relato do Livro dos N&uacute;meros 11,31-35, recolheu 4500 kg de carne de codorniz. E come&ccedil;aram a meter a carne &agrave; boca com tamanha avidez, que morreram de n&aacute;usea. Foram encontrados mortos, ainda com a carne entre os dentes, por mastigar (N&uacute;meros 11,33). V&ecirc;-se que &eacute; urgente libertar o cora&ccedil;&atilde;o, as m&atilde;os, a boca. Vive-se da Palavra. Morre-se de n&aacute;usea.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Car&iacute;ssimos irm&atilde;os mais pequeninos, jovens amigos, car&iacute;ssimos pais, car&iacute;ssimos idosos e doentes, car&iacute;ssimos catequistas, ac&oacute;litos, leitores, cooperadores na miss&atilde;o da evangeliza&ccedil;&atilde;o e da caridade, ilustres autoridades, car&iacute;ssimos seminaristas, car&iacute;ssimos religiosos e religiosas, car&iacute;ssimos di&aacute;conos e sacerdotes, Senhores Bispos, Senhor D. Jacinto, Senhor N&uacute;ncio Apost&oacute;lico, Senhor Cardeal Patriarca, e todos v&oacute;s que comigo pisais hoje este ch&atilde;o de generoso vinho e de amendoeiras em flor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Numa p&aacute;gina sublime do Livro dos N&uacute;meros (17,17-26), Deus ordena a Mois&eacute;s que recolha as varas de comando dos chefes das doze tribos de Israel, para, de entre eles, escolher um que exer&ccedil;a o sacerd&oacute;cio em Israel. Em cada vara foi escrito o nome da respetiva tribo. Por ordem de Deus, o nome de Levi foi substitu&iacute;do pelo de Aar&atilde;o. As doze varas foram colocadas, ao entardecer, na presen&ccedil;a de Deus, na Tenda do Encontro. Na manh&atilde; seguinte, todos puderam ver que da vara de Aar&atilde;o tinham desabrochado folhas verdes, flores em bot&atilde;o, flores abertas e frutos maduros (N&uacute;meros 17,23). Dos frutos &eacute; dito o nome: am&ecirc;ndoas! Vara de amendoeira em flor e fruto, que, por ordem de Deus, ficar&aacute; para sempre na sua presen&ccedil;a, diante do Propiciat&oacute;rio (cf. Hebreus 9,4), entre Deus e o povo, para impedir que o pecado do povo chegue a Deus, e para facilitar que o perd&atilde;o de Deus chegue ao povo. J&aacute; ningu&eacute;m estranhar&aacute; agora que o candelabro (<em>m<sup>e<\/sup>n&ocirc;rah<\/em>) que, noite e dia,\/ ardia\/ na presen&ccedil;a de Deus, estivesse ornamentado com flores de amendoeira (&Ecirc;xodo 25,31-35; 37,20-22). E tamb&eacute;m j&aacute; ningu&eacute;m estranhar&aacute; que a tradi&ccedil;&atilde;o judaica tardia refira que a vara do Messias havia de ser de madeira&hellip; de amendoeira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A&iacute; est&atilde;o as coordenadas exatas do lugar do sacerdote e do bispo: entre Deus e o povo. Mais concretamente: pertinho de Deus, mas de um Deus que faz car&iacute;cias ao seu povo, um Deus que ama e que perdoa; pertinho do povo, o suficiente para lhe entregar esta car&iacute;cia de Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Queridos filhos e irm&atilde;os, pais e m&atilde;es que Deus me deu nesta dorida e querida Diocese de Lamego. Quero muito ver o vosso rosto. J&aacute; sabeis que trago not&iacute;cias de Deus. E que conto muito com cada um de v&oacute;s, para levar a todos os lugares e a todas as pessoas desta bela Diocese este vendaval de gra&ccedil;a e de bondade que um dia Jesus desencadeou em Cafarnaum.<\/p>\n<p>Seja Louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!<\/p>\n<p><em>D. Ant&oacute;nio Couto, bispo de Lamego<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&laquo;Eis que fa&ccedil;o novas todas as coisas&raquo; (Apocalipse 21,5), diz Deus. 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