{"id":54926,"date":"2012-01-26T00:18:14","date_gmt":"2012-01-26T00:18:14","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/01\/26\/humanizar-a-morte-nos-hospitais\/"},"modified":"2012-01-26T00:18:14","modified_gmt":"2012-01-26T00:18:14","slug":"humanizar-a-morte-nos-hospitais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/humanizar-a-morte-nos-hospitais\/","title":{"rendered":"Humanizar a morte nos hospitais"},"content":{"rendered":"<p>Padre Jos\u00e9 Nuno, capel\u00e3o, dedica investiga\u00e7\u00e3o aos \u00faltimos momentos da vida, que os portugueses passam cada vez menos em casa <!--more--> <\/p>\n<p>Porto, 26 jan 2012 (Ecclesia) &ndash; O padre Jos&eacute; Nuno, capel&atilde;o do Hospital de S&atilde;o Jo&atilde;o, Porto, defende a necessidade de humanizar a morte nestas institui&ccedil;&otilde;es, nas quais a maioria dos portugueses acaba os seus dias e onde existe &ldquo;muito sofrimento por dizer&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o se vive bem numa sociedade em que se morre mal&rdquo;, refere em entrevista concedida &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA, a respeito do trabalho de doutoramento sobre este tema, que apresenta hoje.<\/p>\n<p>Para este especialista, &ldquo;n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel viver humanamente numa sociedade em que se morre desumamente&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o valia a pena gastar-me exclusivamente a aben&ccedil;oar e a consolar as v&iacute;timas &#8211; e todos s&atilde;o v&iacute;timas, n&atilde;o apenas os doentes que morriam, nesta encruzilhada existencial e civilizacional que vivemos em que a morte n&atilde;o cabe &#8211; sem, ao mesmo tempo dar o melhor de mim na tentativa de humanizar a morte&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>Enquanto capel&atilde;o, o sacerdote cat&oacute;lico acompanhou a &ldquo;transfer&ecirc;ncia&rdquo; dos momentos finais da vida para o ambiente hospitalar, frisando que &eacute; ali que &ldquo;morrem mais de 60% dos portugueses, j&aacute; de h&aacute; v&aacute;rios anos a esta parte&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;&Agrave; primeira vista, &eacute; um dado positivo: as pessoas t&ecirc;m acesso a cuidados de sa&uacute;de, morrem assistidas, as fam&iacute;lias n&atilde;o se veem s&oacute;s com o seu doente sem saber o que fazer, mas eu via o outro lado desta realidade &#8211; via como as coisas se passavam de facto e compreendi que esta vis&atilde;o s&oacute; positiva n&atilde;o dizia a realidade toda, porventura n&atilde;o dizia o principal da realidade&rdquo;, alerta o padre Jos&eacute; Nuno.<\/p>\n<p>&ldquo;Dediquei-me a esta causa, convicto como estou &#8211; cada vez mais &#8211; que ela &eacute; causa maior de muito do mal-estar da sociedade dos nossos dias&rdquo;, acrescenta.<\/p>\n<p>O investigador, autor de uma tese de mestrado sobre esta mat&eacute;ria em 2004, fala de um processo que se come&ccedil;a a delinear na d&eacute;cada de 70 do s&eacute;culo XX, de sul para norte de Portugal.<\/p>\n<p>Este sacerdote deseja que o seu novo trabalho &ldquo;ajude a recuperar a humanidade da morte no hospital, porque a morte humanamente acolhida e vivida &eacute; a maior fonte de uma espiritualidade sadia&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;O objetivo do trabalho foi tentar compreender o sofrimento do nosso tempo na rela&ccedil;&atilde;o com a morte &#8211; o sofrimento dos que morrem, o dos familiares que os acompanham ou que fogem, o dos profissionais de sa&uacute;de que se veem a bra&ccedil;os com uma realidade para que n&atilde;o s&atilde;o formados em hospitais que n&atilde;o foram preparados para ser o lugar de morrer da maioria&rdquo;, indica o padre Jos&eacute; Nuno.<\/p>\n<p>Para este respons&aacute;vel, a quest&atilde;o &eacute; &ldquo;priorit&aacute;ria&rdquo;, tamb&eacute;m para a Igreja Cat&oacute;lica, &ldquo;pois humanizar &eacute; evangelizar&rdquo;.<\/p>\n<p>A tese &lsquo;A Morte e o Morrer entre o deslugar e o lugar. Preced&ecirc;ncia da Antropologia para uma &Eacute;tica da Hospitalidade e Cuidados paliativos&rsquo; vai ser apresentada &agrave;s 15h30, no campus da Foz da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa (UCP), no Porto.<\/p>\n<p>O j&uacute;ri das provas p&uacute;blicas vai ter a presid&ecirc;ncia do reitor da UCP, Manuel Braga da Cruz, contando com a presen&ccedil;a do espanhol Diego Gr&aacute;cia, especialista em antropologia m&eacute;dica e bio&eacute;tica, bem como Daniel Serr&atilde;o, para al&eacute;m de D. Manuel Clemente, bispo do Porto; Ant&oacute;nio Ferreira, presidente do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o do Hospital S&atilde;o Jo&atilde;o e Ana Sofia Carvalho, diretora do Instituto de Bio&eacute;tica da UCP.<\/p>\n<p>O trabalho do <a href=\"http:\/\/www.hsjoao.min-saude.pt\/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=27985\">capel&atilde;o do Hospital de S&atilde;o Jo&atilde;o<\/a> foi orientado pelo padre Arnaldo de Pinho, professor da UCP e diretor do seu Centro de Estudos do Pensamento Portugu&ecirc;s, e Walter Osswald, investigador e docente universit&aacute;rio na &aacute;rea da bio&eacute;tica.<\/p>\n<p><em>PR\/OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Jos\u00e9 Nuno, capel\u00e3o, dedica investiga\u00e7\u00e3o aos \u00faltimos momentos da vida, que os portugueses passam cada vez menos em 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