{"id":54894,"date":"2012-01-27T13:42:00","date_gmt":"2012-01-27T13:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/01\/27\/instituir-uma-cultura-de-missao\/"},"modified":"2012-01-27T13:42:00","modified_gmt":"2012-01-27T13:42:00","slug":"instituir-uma-cultura-de-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/instituir-uma-cultura-de-missao\/","title":{"rendered":"Instituir uma cultura de miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Couto assume no domingo uma nova miss\u00e3o, como bispo de Lamego, e apresenta as suas prioridades em entrevista \u00e0 ECCLESIA <!--more--> <\/p>\n<p>D. Ant&oacute;nio Couto assume no dia 29 deste m&ecirc;s uma nova miss&atilde;o como bispo de Lamego, ap&oacute;s ter sido nomeado por Bento XVI a 19 de novembro de 2011. O prelado, de 59 anos, substitui no cargo D. Jacinto Botelho, bispo de Lamego desde o ano 2000, e apresenta as suas prioridades, em entrevista &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.<\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &ndash; Est&aacute; prestes a entrar na Diocese de Lamego. Como &eacute; que se vai apresentar a esta por&ccedil;&atilde;o do Povo de Deus?<\/em><\/p>\n<p><em>D. Ant&oacute;nio Couto (AC) &ndash; <\/em>Como sempre me tenho apresentado, quer aqui nas Igrejas portuguesas, nomeadamente em Braga, quer nos diversos continentes por onde tenho andado. Sempre o procurei fazer com a m&aacute;xima simplicidade e de uma forma afetiva, &eacute; importante que n&oacute;s possamos aparecer de forma mais pr&oacute;xima das pessoas, sempre fiz assim e tamb&eacute;m o irei fazer em Lamego.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; &Eacute; a dimens&atilde;o do Pastor preocupado com todas as ovelhas, desde as que est&atilde;o em primeiro plano &agrave;s mais humildes, aquelas que est&atilde;o mais esquecidas por vezes?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> A minha aten&ccedil;&atilde;o ser&aacute; para com todos sem exce&ccedil;&atilde;o, desde os doentes, as crian&ccedil;as, os idosos, o que vivem mais abandonados, que &eacute; aquilo que se pede a um pastor. Vou procurar passar pelas zonas onde existem pessoas solit&aacute;rias, visitar tudo o que houver, desde hospitais, escolas, centros e lares, institui&ccedil;&otilde;es que hoje acolhem uma parte substancial da sociedade portuguesa, e levar-lhes o calor e o amor da mensagem do Evangelho.<\/p>\n<p>&Eacute; obvio que n&atilde;o se pode descurar aqueles que s&atilde;o os principais agentes da pastoral, como sacerdotes, di&aacute;conos, seminaristas, religiosos, catequistas, toda as pessoas que trabalham nesta &aacute;rea. A minha ideia &eacute; mesmo p&ocirc;r a Igreja de Lamego toda em movimento, isto &eacute;, que cada pessoa tenha algo para fazer. Que todos aqueles que t&ecirc;m cora&ccedil;&atilde;o, m&atilde;os, vontade, intelig&ecirc;ncia e p&eacute;s para andar se ponham a caminho para levar aos outros aquilo que est&aacute; no Evangelho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; De que forma &eacute; que a sua liga&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;rea mission&aacute;ria poder&aacute; funcionar como mais-valia para a Diocese de Lamego?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Eu pretendo, antes de mais, contar com crist&atilde;os convictos e, como sabemos, ser crist&atilde;o tamb&eacute;m passa por ser mission&aacute;rio. A miss&atilde;o n&atilde;o &eacute; qualquer coisa que vem depois, faz parte da ess&ecirc;ncia do crist&atilde;o, que tanto deve estar aberto ao vizinho do lado como &agrave;quele que est&aacute; longe. Trata-se de uma experi&ecirc;ncia que eu vivo desde h&aacute; muito tempo, que me marcou e continua a marcar fortemente e espero encontrar em Lamego crist&atilde;os bem abertos e que estejam sempre a ver algu&eacute;m que est&aacute; &agrave; espera deles.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Para al&eacute;m desta dimens&atilde;o da miss&atilde;o, &eacute; tamb&eacute;m um homem da Palavra, que conhece a B&iacute;blia quase p&aacute;gina a p&aacute;gina. Como &eacute; que essa sensibilidade pelas Escrituras, pela for&ccedil;a que ali est&aacute; contida, poder&aacute; influenciar a sua presen&ccedil;a na Diocese?<\/em><\/p>\n<p><em>AC <\/em>&ndash;&Eacute; verdade que eu dedico muito tempo &agrave; Palavra de Deus, ao estudo, &agrave; escuta, medita&ccedil;&atilde;o e ora&ccedil;&atilde;o. Para mim, n&atilde;o basta conhecer o que est&aacute; escrito na B&iacute;blia porque, como diz S&atilde;o Paulo, a Palavra de Deus &eacute; um poder, &eacute; algo que atua, e para isso n&oacute;s temos tamb&eacute;m que a anunciar aos outros. Antes de partirmos para a parte do ensino e da prega&ccedil;&atilde;o, temos de transmitir o Evangelho aos outros, com toda a for&ccedil;a e carinho, e isto &eacute; algo que eu pretendo fazer aqui ou preparar outras pessoas para que tamb&eacute;m o fa&ccedil;am.<\/p>\n<p>&Eacute; preciso conhecer o Senhor da Escritura, que se esconde nas s&iacute;labas, nos sons, na fon&eacute;tica, porque &eacute; ele que eu pretendo levar &agrave;s pessoas e n&atilde;o o texto, que por si s&oacute; n&atilde;o fala e pode ser deitado fora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Vai ao encontro de uma popula&ccedil;&atilde;o com uma pr&aacute;tica religiosa intensa mas de car&aacute;ter tradicional, n&atilde;o muito estruturada em termos do conhecimento das realidades da f&eacute;. Faz parte dos seus objetivos transmitir &agrave;s pessoas uma f&eacute; mais esclarecida?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> Hoje estamos num tempo de forma&ccedil;&atilde;o, fala-se dela a todos os n&iacute;veis, desde a forma&ccedil;&atilde;o permanente, e &eacute; evidente que a Igreja tamb&eacute;m tem de se servir desse meio. As crian&ccedil;as j&aacute; t&ecirc;m um ritmo de forma&ccedil;&atilde;o permanente, quase semanal, que &eacute; a Catequese, mas os jovens e adultos t&ecirc;m poucas coisas e os idosos n&atilde;o t&ecirc;m quase nada. &Eacute; preciso p&ocirc;r toda a gente em forma&ccedil;&atilde;o e penso que a Igreja tem de abrir os olhos para esta realidade.<\/p>\n<p>&Eacute; preciso pegar na Palavra de Deus e na cultura da Igreja, coloc&aacute;-la ao servi&ccedil;o de todos, no cora&ccedil;&atilde;o de todos, e para isso precisamos de agir de maneira diferente. Eu n&atilde;o sei se conseguirei fazer as coisas de outra maneira, mas penso que com a ajuda de outras pessoas poderemos todos saborear uma nova maneira de ser Igreja e de ser Miss&atilde;o.<\/p>\n<p>&Agrave;s vezes, as pessoas afastam-se da Igreja porque t&ecirc;m vergonha, porque t&ecirc;m uma ideia menos correta do que ela significa. Mas quando perceberem o que &eacute; feito, quer em termos de escuta da Palavra quer em termos de din&acirc;mica social e caritativa, penso que elas se doar&atilde;o a estas causas e &eacute; um pouco isso que eu quero ajudar a fazer.<\/p>\n<p>S&atilde;o Paulo dizia que a caridade &eacute; inventiva at&eacute; ao infinito e essa &eacute; uma caracter&iacute;stica essencial para todos aqueles que hoje fazem parte de din&acirc;micas como a Palavra de Deus, a Miss&atilde;o e sobretudo da Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; O facto da diocese de Lamego ter neste momento um clero jovem e numeroso, quando comparado com outras regi&otilde;es do pa&iacute;s, poder&aacute; ser de alguma forma uma mais-valia para a concretiza&ccedil;&atilde;o destes projetos?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash; <\/em>Eu pretendo que todos se coloquem neste servi&ccedil;o, sacerdotes, agentes pastorais e leigos, com a devida forma&ccedil;&atilde;o, ningu&eacute;m deve ficar de fora. Que todos possam ajudar a formar uma rede grande de atividade pastoral.<\/p>\n<p>Penso que j&aacute; passou o tempo em que bastava o padre falar do cimo do altar para as pessoas na Igreja ouvirem e tentarem fazer. Hoje n&oacute;s temos de ir ter com as pessoas, onde vivem, e falar-lhes atrav&eacute;s de uma dimens&atilde;o muito pessoal, tocando o cora&ccedil;&atilde;o de cada um. Ser&aacute; por a&iacute; que n&oacute;s ganharemos as pessoas, muito mais at&eacute; do que atrav&eacute;s de discursos, porventura bonitos.<\/p>\n<p>&Eacute; isto que eu pretendo fazer nesta diocese, que, apesar de n&atilde;o ser muito povoada para o tamanho que tem, dizem-me que conta neste momento com cerca de 144 mil pessoas. Tocar no cora&ccedil;&atilde;o de toda esta gente vai ser obra, s&oacute; uma pessoa n&atilde;o chega, preciso da ajuda de todos para levarmos mesmo isto ao s&iacute;tio onde as pessoas s&atilde;o sens&iacute;veis, porque s&oacute; assim &eacute; que a comunidade se tornar&aacute; mais aberta, mais din&acirc;mica e mais viva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Esse n&uacute;mero das 144 mil pessoas ainda poderia ser reduzido, uma vez que temos assistido a uma desertifica&ccedil;&atilde;o desta regi&atilde;o, sobretudo jovens que saem bastante desta zona. Trata-se de uma quest&atilde;o humana e social mas tamb&eacute;m &eacute; um desafio para a Igreja?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash; <\/em>Penso que ser&aacute; um desafio para todos, para a Igreja, para as inst&acirc;ncias da pol&iacute;tica, para todas as institui&ccedil;&otilde;es, ser&aacute; com certeza um problema ver uma zona que se vai desertificando e ficando cada vez mais envelhecida e enfraquecida. Penso que o espa&ccedil;o de Lamego, como qualquer outro do pa&iacute;s, seria muito mais equilibrado se tivesse crian&ccedil;as, jovens, adultos e idosos. Se ficar uma mancha muito sobrecarregada e outra mais dilu&iacute;da, e refiro-me a qualquer idade, &eacute; evidente que a popula&ccedil;&atilde;o fica desequilibrada e isso nota-se mesmo na sa&uacute;de mental, afetiva, e porventura &eacute; isso que n&oacute;s estamos hoje a viver.<\/p>\n<p>Mesmo em Braga, h&aacute; algumas par&oacute;quias pequeninas, com sessenta ou setenta idosos e depois duas ou tr&ecirc;s crian&ccedil;as, um ou outro jovem, que se calhar saem de manh&atilde; para a escola e v&atilde;o para longe, de autocarro ou de carro, e que regressam j&aacute; de noite, n&atilde;o t&ecirc;m peso sequer. Penso que em Lamego h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es id&ecirc;nticas e isto, &agrave; partida, &eacute; dif&iacute;cil de combater, n&atilde;o vamos sequer tentar isso, vamos &eacute; mostrar &agrave;s pessoas que mesmo assim podemos fazer uma vida muito mais bela e mais feliz, a partir daquilo que Deus nos d&aacute;.<\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; aqui nenhum programa pol&iacute;tico, o grande programa h&aacute; de ser ditado por Deus e eu acredito que ele nos saber&aacute; dizer como nos deveremos comportar junto das diversas pessoas que aparecerem. N&atilde;o h&aacute; solu&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas para estes problemas mas h&aacute; pessoas com cora&ccedil;&atilde;o, com m&atilde;os, com l&iacute;ngua, que n&oacute;s deveremos abordar com a mesma alegria e dinamismo.<\/p>\n<p>Vamos tamb&eacute;m despertar os jovens para poderem estar atentos a isto e visitarem os mais idosos, levando-lhes carinho e for&ccedil;a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Tem refor&ccedil;ado a import&acirc;ncia da Igreja ir ao encontro das pessoas mas, no que diz respeito a escutar as pessoas, a Igreja ainda tem muitas vezes o tique de ensinar tudo e nada ter a aprender&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash;<\/em> &Eacute; verdade, hoje &eacute; preciso muito ouvir as pessoas, essa ser&aacute; uma das &aacute;reas em que talvez teremos de investir mais tempo. N&atilde;o se trata apenas de ter uma p&aacute;gina pronta para ler ou ditar &agrave;s pessoas, fazer um ditado com o Evangelho. Jesus nunca fez isso &agrave;s pessoas, ele entregou-se &agrave;s pessoas, foi ter com doentes, com velhinhos, com crian&ccedil;as, e isso implica um investimento de tempo diferente.<\/p>\n<p>Como n&oacute;s sabemos hoje, se os bispos e sacerdotes estiverem afogados em atividades burocr&aacute;ticas ou em outras celebra&ccedil;&otilde;es que j&aacute; est&atilde;o marcadas poucas hip&oacute;teses ter&atilde;o de p&ocirc;r em pr&aacute;tica esta din&acirc;mica de aproxima&ccedil;&atilde;o. &Eacute; uma das coisas que eu vou tentar corrigir tamb&eacute;m na minha vida, &agrave;s vezes ficamos muito presos nos livros e nas coisas j&aacute; preparadas e irei tentar desfazer-me um pouco disso para ter mais tempo para as pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Tendo em conta que estamos a poucos dias da sua entrada em Lamego e a grande expectativa e curiosidade criada em redor deste acontecimento, em poucas palavras, o que &eacute; que as pessoas podem esperar de si?<\/em><\/p>\n<p><em>AC &ndash; <\/em>Podem esperar que eu lhes leve o Evangelho de Jesus Cristo e o m&aacute;ximo de humanidade, de simplicidade, de liberdade e de caridade. Depois, no meio disto tudo, est&aacute; obviamente a presen&ccedil;a de Deus. Espero que quando as pessoas vierem ao meu encontro, n&atilde;o seja apenas uma rela&ccedil;&atilde;o bilateral, entre duas partes, mas que vejam uma terceira pessoa, que &eacute; Cristo.<\/p>\n<p>Se eu conseguir fazer isso, a minha vida ser&aacute; transparente at&eacute; ao ponto de, em mim, poderem ver refer&ecirc;ncias de um caminho verdadeiro. Se apenas me virem a mim, mesmo que vejam o melhor de mim, nunca ver&atilde;o grande coisa.<\/p>\n<p><em>PTE\/JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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