{"id":5489,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/empresarios-cristaos-defendem-que-o-modelo-tradicional-de-familia-e-o-mais-eficaz\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"empresarios-cristaos-defendem-que-o-modelo-tradicional-de-familia-e-o-mais-eficaz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/empresarios-cristaos-defendem-que-o-modelo-tradicional-de-familia-e-o-mais-eficaz\/","title":{"rendered":"Empres\u00e1rios crist\u00e3os defendem que o modelo tradicional de fam\u00edlia \u00e9 o mais eficaz"},"content":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 de Empres\u00e1rios e Gestores (ACEGE) apresentou hoje na Assembleia da Rep\u00fablica o estudo &#8220;Fam\u00edlia e pol\u00edticas p\u00fablicas&#8221;, onde se afirma de forma clara que as fam\u00edlias biparentais s\u00e3o as mais capazes de promover um correcto desenvolvimento dos filhos. Segundo Jo\u00e3o Alberto Pinto Basto, presidente da AGECE, \u201co objectivo deste Estudo \u00e9 dar conta das consequ\u00eancias pessoais e sociais da eros\u00e3o da fam\u00edlia nuclear nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas\u201d.  Jorge L\u00edbano Monteiro, da mesma associa\u00e7\u00e3o, afirmou \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que \u201co estudo vem provar, com dados objectivos, que \u00e9 mais importante para o bem-estar dos filhos, para o seu sucesso escolar e para n\u00e3o perpetuar o ciclo de pobreza que as fam\u00edlias sejam biparentais\u201d. Realizado pelo Instituto de Estudos Pol\u00edticos da UCP, aponta para uma grande responsabilidade nas pol\u00edticas adoptada, penalizadoras da estrutura familiar, levando a que os jovens tenham cada vez mais problemas graves. O relat\u00f3rio parte da observa\u00e7\u00e3o da realidade portuguesa nos \u00faltimos trinta anos. Verifica o crescimento de tipologias familiares alternativas como a coabita\u00e7\u00e3o e monoparentalidade de m\u00e3es s\u00f3s. Em 1970, os nascimentos fora do casamento constitu\u00edam 7,2% do total dos nascimentos. Em 2000, essa percentagem aumentou para 22%. Neste mesmo ano, 85,5% das m\u00e3es s\u00f3s viviam abaixo ou ao n\u00edvel do limiar de pobreza. Estes e outros dados nacionais, ainda insuficientemente estudados, revelam grande similitude com a evolu\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia na Europa e nos EUA ao longo dos \u00faltimos 40 anos. O caso americano \u00e9 sem d\u00favida o mais estudado e discutido, sendo hoje consensuais os resultados a\u00ed observados. Por essa raz\u00e3o, o relat\u00f3rio passa ent\u00e3o em revista a experi\u00eancia americana. E essa experi\u00eancia \u00e9 impressionante. Em 1960, a percentagem de nascimentos fora do casamento era de 5,3%. Em 1999, essa percentagem passou para 33%.  Em 1999, 29% das m\u00e3es s\u00f3s tinham menos de 20 anos. Em 1985, 34% das fam\u00edlias monoparentais matriarcais estavam abaixo do limiar de pobreza, o que contrasta com apenas 6,7% das fam\u00edlias biparentais. O rendimento m\u00e9dio anual de uma fam\u00edlia biparental equivale a mais do dobro de uma fam\u00edlia monoparental originada pelo div\u00f3rcio e \u00e9 quatro vezes superior aos rendimentos m\u00e9dios auferidos por uma m\u00e3e solteira. Em 1996, mais de dois ter\u00e7os dos benefici\u00e1rios dos programas de aux\u00edlio a fam\u00edlias pobres com filhos eram mulheres solteiras \u00e0 altura do nascimento do primeiro filho, na sua maioria adolescentes. Quanto aos efeitos da coabita\u00e7\u00e3o e monoparentalidade sobre as crian\u00e7as, os dados s\u00e3o devastadores. Em 1988, quase metade (46%) das crian\u00e7as que viviam em fam\u00edlias monoparentais matriarcais viviam na pobreza, o que contrasta com os 9% das crian\u00e7as pobres relativas \u00e0s fam\u00edlias biparentais com os pais casados. A probabilidade de desist\u00eancia do ensino secund\u00e1rio \u00e9 de 37% para as crian\u00e7as nascidas fora do casamento, contra 13% para aquelas cujos pais se mant\u00eam casados. 72% dos adolescentes homicidas, 70% dos presos de longa dura\u00e7\u00e3o e 60% dos violadores s\u00e3o oriundos de lares sem pai.  \u201cQuando se diz, com cada vez mais frequ\u00eancia, que \u00e9 quase indiferente a estrutura da fam\u00edlia, estes dados \u2013 que s\u00e3o aceites unanimemente em termos acad\u00e9micos \u2013 prova que a fam\u00edlia tradicional tem maior capacidade\u201d, assegura Jorge L\u00edbano Monteiro. As conclus\u00f5es afirmam que o aumento de fam\u00edlias com um pai, uma m\u00e3e em que os filhos n\u00e3o convivem com o pai e a m\u00e3e ao mesmo tempo tem vindo a provocar nestas crian\u00e7as comportamento complicados e delinqu\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 de Empres\u00e1rios e Gestores (ACEGE) apresentou hoje na Assembleia da Rep\u00fablica o estudo &#8220;Fam\u00edlia e pol\u00edticas p\u00fablicas&#8221;, onde se afirma de forma clara que as fam\u00edlias biparentais s\u00e3o as mais capazes de promover um correcto desenvolvimento dos filhos. 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