{"id":5477,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/processo-e-milagre\/"},"modified":"2018-03-06T14:02:28","modified_gmt":"2018-03-06T14:02:28","slug":"processo-e-milagre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/processo-e-milagre\/","title":{"rendered":"Processo e milagre"},"content":{"rendered":"<p>O processo que conduziu \u00e0 beatifica\u00e7\u00e3o de Alexandrina Maria da Costa, \u00abcanonizada\u00bb pelo povo como \u00abSantinha de Balasar\u00bb, foi iniciado oficialmente pela C\u00faria Arquiepiscopal de Braga, em 1967. J\u00e1 antes, em 1965, a convite do ent\u00e3o Arcebispo D. Francisco Maria da Silva, o P. Humberto Pascoal, que foi director espiritual da Alexandrina e o seu primeiro bi\u00f3grafo, tinha come\u00e7ado a tratar do assunto.  No decurso do processo foi registado o testemunho de quarenta e oito pessoas que conheceram a Alexandrina e a fase diocesana do mesmo encerrou em 1973, tendo toda a documenta\u00e7\u00e3o que lhe diz respeito passado para a respectiva Congrega\u00e7\u00e3o romana, onde, em 21 de Maio, foram abertas as duas caixas de escritos e testemunhos.   Em Dezembro de 1976 foram aprovados todos os escritos da Alexandrina. Em 1977 a Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9 deu o \u00abnada obsta\u00bb para tratar da causa.  O decreto de introdu\u00e7\u00e3o da causa de beatifica\u00e7\u00e3o na respectiva Congrega\u00e7\u00e3o romana foi assinado pelo P. Humberto Pascoal em 31 de Janeiro de 1983. Falecido este Sacerdote em 1985, passou a ocupar-se da causa o P. Lu\u00eds Fiora, Postulador Geral dos Salesianos. Em 1991 foi apresentado \u00e0 Congrega\u00e7\u00e3o para as Causas dos Santos, pelo Relator, um grosso volume chamado \u00abEstudo acerca das Virtudes\u00bb. Em 12 de Janeiro de 1996 a Alexan-drina foi declarada Vener\u00e1vel, pela Congrega\u00e7\u00e3o para as Causas dos Santos, mediante o decreto que se transcreve: \u00abNo dia 23 de Maio de 1995 realizou-se, com \u00eaxito feliz, a Reuni\u00e3o Peculiar dos Te\u00f3logos Consultores.  A seguir, Cardeais e Bispos, em Sess\u00e3o Ordin\u00e1ria, no dia 7 de Novembro do mesmo ano, sendo Relator da Causa o Ex.mo Senhor Arcebispo Pedro Alberti Ottorino, declararam que a serva de Deus Alexandrina Maria da Costa praticou, em grau her\u00f3ico, as virtudes teologais e as cardeais que lhe s\u00e3o anexas. Apresentada, finalmente, ao Sumo Pont\u00edfice Jo\u00e3o Paulo II uma cuidadosa rela\u00e7\u00e3o pelo abaixo assinado Pr\u00f3-Prefeito, Sua Santidade, recebendo e aprovando os votos da Congrega\u00e7\u00e3o para as Causas dos Santos, ordenou que fosse exarado o Decreto sobre a heroicidade das virtudes da Serva de Deus. O que, depois de fielmente observado, e tendo sido convocados, no presente dia, o Pr\u00f3-Prefeito, o Relator da Causa, o Secret\u00e1rio da Congrega\u00e7\u00e3o e os restantes que de costume devem ser convocados, e estando todos presentes, o Beat\u00edssimo Padre declarou: \u00abConsta, no caso presente e para o efeito de que se trata, que a Serva de Deus, Alexandrina Maria da Costa, Virgem secular, Membro da Associa\u00e7\u00e3o dos Cooperadores S.D.B, praticou, em grau her\u00f3ico, as virtudes teologais, F\u00e9, Esperan\u00e7a e Caridade, tanto para com Deus como para com o pr\u00f3ximo; bem como as virtudes cardeais, Prud\u00eancia, Justi\u00e7a, Fortaleza e Temperan\u00e7a e as que lhe s\u00e3o anexas.  Mandou que este decreto se tornasse de direito p\u00fablico e ficasse exarado nas actas da Congrega\u00e7\u00e3o para as Causas dos Santos\u00bb. O  Arcebispo Primaz, D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga, constituiu, em 7 de Mar\u00e7o  de 2002, um tribunal encarregado de estudar a poss\u00edvel cura miraculosa, por interm\u00e9dio da Serva de Deus Alexandrina Maria da Costa, ap\u00f3s doze anos de sofrimento, de Maria Madalena Azevedo Gomes Fonseca, com resid\u00eancia actual na Avenida Dr. Carlos Bacelar, n.\u00ba 47,  Esmeriz, Vila Nova de Famalic\u00e3o.  Nascida em Ribeir\u00e3o, tamb\u00e9m no concelho de Vila Nova de Famalic\u00e3o, em 7 de Agosto de 1944, Maria Madalena Fonseca foi emigrante em Estrasburgo, Fran\u00e7a.  Pelo ano de 1983 come\u00e7ou a\u00ed a sofrer de hemiparesia direita, a ter dificuldades para movimentos finos, de press\u00e3o e de in\u00edcio da marcha. A situa\u00e7\u00e3o foi-se agravando e passou a ter epis\u00f3dios de desequil\u00edbrio. A certa altura sofreu um emagrecimento r\u00e1pido, chegando a pesar 33 quilogramas. Surgiu-lhe depois a rigidez muscular dos quatro membros, progressiva e incapacitante, e passou a ter altera\u00e7\u00f5es visuais, com diplopia e deforma\u00e7\u00e3o das imagens.  Consultou v\u00e1rios m\u00e9dicos no Hospital Pasteur de Colmar, no Hospital Civil de Estrasburgo, no Hospital de Santa Maria (em Lisboa), tendo-lhe sido diagnosticada doen\u00e7a de Parkinson.   Inv\u00e1lida, pediu a Deus a cura por intercess\u00e3o da Vener\u00e1vel Alexandrina, que tinha conhecido pessoalmente por volta do ano de 1951. Em 3 de Mar\u00e7o de 1995 sentiu-se, de repente, perfeitamente curada, o que foi confirmado por parte dos m\u00e9dicos que a tinham assistido e que n\u00e3o encontraram explica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica para a cura.  A partir de ent\u00e3o tem vindo a fazer a sua vida normal. Em Esmeriz, onde reside, cuida das lides de casa e de um quintal com 644 m2 em que cultiva legumes, flores e cria animais dom\u00e9sticos. Fizeram parte do tribunal que, na Arquidiocese de Braga, analisou este caso, o C\u00f3nego Doutor Manuel Fernando de Sousa e Silva, juiz delegado; P. Dr. Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Fernandes de Carvalho Arieiro, juiz delegado adjunto; C\u00f3nego Dr. Guilherme Frederico Malvar Fonseca, promotor de justi\u00e7a; P. Dr. Ant\u00f3nio de Oliveira Gomes, not\u00e1rio; P. Manuel Joaquim de Sousa Lobato, not\u00e1rio \u00abad casum\u00bb; Monsenhor Dr. Joaquim Mois\u00e9s Rebelo Quinteiro, vice-postulador  e colaborador do P. Pasquale Liberatore, actual postulador geral dos Salesianos e desta causa. Durante esta fase diocesana do processo a cura foi avaliada pelo m\u00e9dico Jo\u00e3o Rafael Garcia e por dois especialistas em neurologia, Jo\u00e3o Manuel Leite Ramalho  Fontes e Carolina Lobo de Almeida Garrett. De harmonia com o parecer que posteriormente emitiram os m\u00e9dicos da Santa S\u00e9, consideraram-na \u00abum facto que n\u00e3o se pode explicar natural ou cientificamente\u00bb. O processo documental foi fechado e lacrado na Casa Episcopal de Braga, em 1 de Outubro de 2002, durante uma sess\u00e3o presidida pelo Arcebispo D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga. No dia seguinte foi enviado para Roma e em 20 de Dezembro de 2003  foi promulgado o decreto que abriu caminho \u00e0 beatifica\u00e7\u00e3o, prevista para 25 de Abril.  Mons. Silva Ara\u00fajo <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O processo que conduziu \u00e0 beatifica\u00e7\u00e3o de Alexandrina Maria da Costa, \u00abcanonizada\u00bb pelo povo como \u00abSantinha de Balasar\u00bb, foi iniciado oficialmente pela C\u00faria Arquiepiscopal de Braga, em 1967. J\u00e1 antes, em 1965, a convite do ent\u00e3o Arcebispo D. Francisco Maria da Silva, o P. 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