{"id":5476,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-beleza-o-requinte-e-o-heroismo-da-virtude-da-alexandrina\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-beleza-o-requinte-e-o-heroismo-da-virtude-da-alexandrina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-beleza-o-requinte-e-o-heroismo-da-virtude-da-alexandrina\/","title":{"rendered":"A beleza, o requinte e o hero\u00edsmo da virtude da Alexandrina"},"content":{"rendered":"<p>Ao ser interrogado frequentemente acerca da Alexandrina, eu costumo afirmar: \u00abNa minha j\u00e1 n\u00e3o breve vida sacerdotal abeirei-me de muita gente, de todas as categorias, mas nunca encontrei nenhuma (inclusive sacerdotes e religiosos) t\u00e3o humana e espiritualmente perfeita, sob todos os aspectos, como a Alexandrina. Nunca!\u00bb Recordando os frequentes contactos que tive com aquela alma de escol, iluminando-os com os conhecimentos asc\u00e9ticos que as leituras espirituais da minha vida sacerdotal me fornecem diariamente, n\u00e3o consigo descobrir nela a mais pequena sombra de imperfei\u00e7\u00e3o. Antes pelo contr\u00e1rio, descubro cada vez melhor a beleza, o requinte e o hero\u00edsmo da virtude da Alexandrina. Sinto-me cada vez mais levado a admirar a maravilhosa ac\u00e7\u00e3o da gra\u00e7a de Deus naquela alma.  Se eu tivesse de apontar a virtude em que ela mais se distinguiu, n\u00e3o saberia faz\u00ea-lo, porque n\u00e3o houve uma que brilhasse nela mais do que as outras: foi excelente em todas, numa harmonia perfeita. Mesmo naquelas que exteriormente foram mais provadas: por ex. na obedi\u00eancia \u00e0 Autoridade eclesi\u00e1stica e aos seus directores; na paci\u00eancia posta t\u00e3o rudemente \u00e0 prova quer pela doen\u00e7a, quer pelas pessoas que a visitavam de maneira importuna; na caridade para com o pr\u00f3ximo, sobretudo com os que lhe causavam grav\u00edssimos desgostos. A sua personalidade verdadeiramente gigante era escorada por um esp\u00edrito de humildade muito convicta e evidente que aflorava dos seus l\u00e1bios e mais ainda das suas atitudes interiores, como facilmente se pode deduzir da leitura atenta dos seu di\u00e1rios: por um total desapego da sua vontade, sempre ansiosa em buscar e cumprir a vontade de Deus \u00e0 custa da ren\u00fancia total dos seus desejos e gostos pessoais. Era verdadeiramente uma criatura consagrada de uma forma total ao seu Deus, em esp\u00edrito de imola\u00e7\u00e3o, para reparar as ofensas que lhe s\u00e3o continuamente dirigidas, e para salvar-lhe almas, todas as almas. Uma tal consagra\u00e7\u00e3o n\u00e3o se explica sem um grau eminente de amor de Deus: amor insaci\u00e1vel, ardoroso, avassalador. N\u00e3o saberia melhor definir esse amor do que aplicando-lhe o adjectivo \u00abser\u00e1fico\u00bb, no sentido mais completo da palavra. N\u00e3o encontro paralelo desse amor a n\u00e3o ser na vida dos grandes amantes de Deus, reconhecidos pela Autoridade da Igreja. Mais ainda que os factos, que podiam causar impress\u00e3o, foram estas virtudes s\u00f3lidas e excepcionais que me ligaram \u00e0 Alexandrina: foi delas que me ocupei e preocupei tomando, no devido tempo, a sua defesa \u00e0 custa de muitas amarguras. Foi igualmente o mesmo motivo que me levou a exigir que ditasse os seus sentimentos de alma, sem os quais teriam ficado ignoradas as suas riquezas espirituais nos seus aspectos mais \u00edntimos e, portanto, mais preciosos.   Turim (It\u00e1lia), 2 de Julho de 1965.  In fide (em f\u00e9). P. Humberto M. Pasquale, S. D. B  (Documento dactilografado do arquivo de Balasar) <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao ser interrogado frequentemente acerca da Alexandrina, eu costumo afirmar: \u00abNa minha j\u00e1 n\u00e3o breve vida sacerdotal abeirei-me de muita gente, de todas as categorias, mas nunca encontrei nenhuma (inclusive sacerdotes e religiosos) t\u00e3o humana e espiritualmente perfeita, sob todos os aspectos, como a Alexandrina. 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