{"id":5474,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/de-balasar-para-o-mundo\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"de-balasar-para-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/de-balasar-para-o-mundo\/","title":{"rendered":"De Balasar para o mundo"},"content":{"rendered":"<p>\u00abQuem conhece a Alexandrina fica fascinado com ela. Recebo cartas de todo o mundo com pedido de imagens e rel\u00edquias\u00bb, afirmava h\u00e1 meses o Pe. Pasquale Liberatore, recentemente falecido e que foi postulador salesiano. Um dos aspectos surpreendentes na Alexandrina \u00e9 a dimens\u00e3o universal insistentemente atribu\u00edda \u00e0 sua mensagem. Tudo nela tem alcance mundial: se acontece em Balasar, \u00e9 para se projectar no mundo.  J\u00e1 em 22 de Novembro de 1937, quando ela era conhecida apenas um reduzi-d\u00edssimo e fechado c\u00edrculo de familiares e amigos, Jesus lhe afirmava: \u00abEu quero que, logo ap\u00f3s a tua morte, a tua vida seja conhecida, e h\u00e1-de o ser, farei que o seja. Chegar\u00e1 aos confins do mundo (\u2026)\u00bb Um dia, durante um \u00eaxtase da Paix\u00e3o, estava ela no ch\u00e3o sob o peso da cruz, dois homens tentaram levant\u00e1-la, mas n\u00e3o conseguiram. Ela pesava mais ou menos 34 quilos. \u00c0 pergunta do director espiritual sobre quanto pesava a cruz que carregava, esclareceu que ela tinha um \u00abpeso mundial\u00bb. A consagra\u00e7\u00e3o ao Imaculado Cora\u00e7\u00e3o de Maria de que foi mensageira n\u00e3o foi a da R\u00fassia ou de Portugal, nem a da Cristandade, foi a do mundo. Isso est\u00e1 bem claro nas palavras de Jesus proferidas em 29 de Maio de 1942: \u00abAve, Maria, M\u00e3e de Jesus!   Honra, gl\u00f3ria e triunfo para o seu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o!   Ave, Maria, M\u00e3e de Jesus, M\u00e3e de todo o universo!  Quem n\u00e3o querer\u00e1 pertencer \u00e0 M\u00e3e de Jesus, \u00e0 Senhora da Vit\u00f3ria?  O mundo vai ser consagrado todo ao seu Materno Cora\u00e7\u00e3o! Guarda, Virgem pura, guarda, Virgem M\u00e3e, em teu Cora\u00e7\u00e3o Sant\u00edssimo, todos os filhos teus!\u00bb Veja-se o alcance universal atribu\u00eddo \u00e0 vida da Alexandrina nestas espantosas frases: \u00abMinha filha, escola de toda a humanidade! &#8230; Quanto deve ela aprender nesta escola:  Escola da vida de Cristo, escola da ci\u00eancia do Alt\u00edssimo!  \u00c9 aqui que aprendem os pequenos, os grandes, os ignorantes e os s\u00e1bios.  \u00c9 nesta escola que se aprende a sofrer e a amar.\u00bb (15\/4\/49) E ainda esta outra cita\u00e7\u00e3o, de teor semelhante ao da precedente, mas onde ela \u00e9 chamada \u00abdoutora das ci\u00eancias divinas\u00bb e, pelo seu extraordin\u00e1rio empenho em favor das almas, chamada tamb\u00e9m \u00abredentora\u00bb e \u00abnova salvadora da humanidade\u00bb (sem preju\u00edzo, entenda-se, de Redentor haver s\u00f3 um): \u00abVem o Jardineiro divino ao seu jardim a ver as maravilhas que nele operou e o fruto de tantas canseiras.  Vem o Rei ao pal\u00e1cio da sua esposa, o Redentor divino \u00e0 sua redentora, \u00e0 nova salvadora da humanidade.  As minhas maravilhas em ti n\u00e3o ficam ocultas, n\u00e3o consinto no seu escondimento.   H\u00e3o-de brilhar! S\u00e3o a minha gl\u00f3ria; s\u00e3o salva\u00e7\u00e3o das almas.  Tudo ser\u00e1 conhecido, minha doutora das ci\u00eancias divinas, tudo ser\u00e1 conhecido no livro da tua vida. \u00c9s a hero\u00edna do amor, a hero\u00edna da dor, a hero\u00edna da repara\u00e7\u00e3o, a hero\u00edna dos combates, a rainha dos hero\u00edsmos.\u00bb 18-5-1945 Nos derradeiros meses da vida terrena da Alexandrina, as for\u00e7as abandonaram-na de tal modo que ela deixou de poder ditar os seus di\u00e1rios. O texto que se segue \u00e9 do \u00faltimo di\u00e1rio, quando estava na \u00ab\u00faltima, tremenda fase\u00bb (como a classificou Jesus); \u00e9 muito belo, tem um final altamente po\u00e9tico e onde ela \u00e9 chamada \u00abluz e farol do mundo\u00bb: \u00abNuma ang\u00fastia lancinante (eu, Alexandrina) repeti os meus actos de f\u00e9: \u201cCreio, Jesus, creio que foi para mim o vosso nascimento, a vossa morte, o vosso calv\u00e1rio. Creio, Jesus, creio!\u201d Os meus abismos s\u00e3o t\u00e3o negros e profundos que s\u00f3 um Deus podia penetrar neles. Foi assim que Jesus fez. Desceu \u00e0 minha profundeza, trouxe \u00e0 superf\u00edcie e iluminou o meu pobre ser com uns raiozinhos da sua luz: \u201cVem c\u00e1, minha filha, luz e farol do mundo!  Tu que \u00e9s treva inigual\u00e1vel, \u00e9s luz que brilha, farol que tudo ilumina.  A treva \u00e9 para ti, a luz \u00e9 para as almas. Vem c\u00e1, luz de quem Eu sou luz, farol de quem Eu sou farol! N\u00e3o posso Eu fazer-te brilhar com o Meu brilho?  N\u00e3o posso Eu fazer que sejas farol como Eu sou farol?\u201d  (2\/9\/55)  Jos\u00e9 Ferreira <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abQuem conhece a Alexandrina fica fascinado com ela. Recebo cartas de todo o mundo com pedido de imagens e rel\u00edquias\u00bb, afirmava h\u00e1 meses o Pe. Pasquale Liberatore, recentemente falecido e que foi postulador salesiano. Um dos aspectos surpreendentes na Alexandrina \u00e9 a dimens\u00e3o universal insistentemente atribu\u00edda \u00e0 sua mensagem. 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