{"id":54714,"date":"2012-01-11T13:51:44","date_gmt":"2012-01-11T13:51:44","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/01\/11\/porto-encontro-com-manoel-de-oliveira-siza-vieira-valter-hugo-mae-jaime-rocha-e-joao-duque-foi-memoravel\/"},"modified":"2012-01-11T13:51:44","modified_gmt":"2012-01-11T13:51:44","slug":"porto-encontro-com-manoel-de-oliveira-siza-vieira-valter-hugo-mae-jaime-rocha-e-joao-duque-foi-memoravel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/porto-encontro-com-manoel-de-oliveira-siza-vieira-valter-hugo-mae-jaime-rocha-e-joao-duque-foi-memoravel\/","title":{"rendered":"Porto: Encontro com Manoel de Oliveira, Siza Vieira, Valter Hugo M\u00e3e, Jaime Rocha e Jo\u00e3o Duque foi \u00abmemor\u00e1vel\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>\u00ab\u00c9 preciso continuarmos a ligar f\u00e9 e raz\u00e3o, a arte e o sagrado, o invis\u00edvel e o vis\u00edvel\u00bb, diz diretor da Pastoral da Cultura da diocese <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 11 jan 2012 (Ecclesia) &ndash; O diretor da Pastoral da Cultura da diocese do Porto qualifica de &ldquo;memor&aacute;vel&rdquo; o col&oacute;quio &lsquo;Ver o invis&iacute;vel e dizer o indiz&iacute;vel&rsquo;, que na sexta-feira reuniu em Serralves um cineasta, dois escritores, um arquiteto e um te&oacute;logo.<\/p>\n<p>A &ldquo;iniciativa pioneira e arriscada&rdquo; realizada no museu de arte contempor&acirc;nea portuense marcou mais uma etapa no trabalho que a Igreja Cat&oacute;lica tem vindo a desenvolver com artistas do Porto em torno da arte e do sagrado&rdquo;, explica Joaquim Azevedo em texto publicado hoje no site do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.<\/p>\n<p>Perante um audit&oacute;rio &ldquo;quase cheio&rdquo; decorreram duas mesas redondas: na primeira tomaram parte o poeta Jaime Rocha e o te&oacute;logo Jo&atilde;o Duque, que substituiu o previamente anunciado pintor J&uacute;lio Pomar.<\/p>\n<p>No segundo painel participaram o arquiteto Siza Vieira, o escritor Valter Hugo M&atilde;e e o realizador Manoel de Oliveira, &ldquo;uma das surpresas&rdquo; da tarde.<\/p>\n<p>&ldquo;O cinema &eacute; a express&atilde;o do diz&iacute;vel, a m&uacute;sica mostra o invis&iacute;vel. O invis&iacute;vel, para mim, s&atilde;o os sentimentos. &Eacute; a alma, o nosso esp&iacute;rito. &Eacute; por ai que a gente vive, pelo invis&iacute;vel&rdquo;, afirmou o cineasta de 103 anos que a Igreja Cat&oacute;lica distinguiu em 2007 com o Pr&eacute;mio &Aacute;rvore da Vida &ndash; Padre Manuel Antunes.<\/p>\n<p>O realizador mencionou a espiritualidade que pressente na Casa de Ch&aacute; de Le&ccedil;a e na igreja de Marco de Canaveses, &ldquo;duas obras excecionais de Siza Vieira&rdquo;: a arquitetura da primeira &ldquo;abre para o infinito, para o transcendente&rdquo; e a porta da segunda sugere a vida depois da morte.<\/p>\n<p>&ldquo;A porta, alt&iacute;ssima, parece ser a porta para o c&eacute;u, e quando se entra o Cristo aparece &agrave; esquerda na parte detr&aacute;s do altar, onde de uma esp&eacute;cie de chamin&eacute; desce uma luz, vinda de cima. &Eacute; uma outra esp&eacute;cie de absoluto, que abre para o al&eacute;m da morte&rdquo;, observou.<\/p>\n<p>Valter Hugo M&atilde;e, a prop&oacute;sito da cria&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria, afirmou: &ldquo;Escrevo para dizer o que n&atilde;o sei; escrever &eacute; ir &agrave; procura do que n&atilde;o sei, do melhor que eu posso ser&rdquo;.<\/p>\n<p>O col&oacute;quio &ldquo;deambulou em torno do ato e do tempo de criar, do modo e da fun&ccedil;&atilde;o do processo criativo&rdquo;, relata Joaquim Azevedo, diretor do Centro Regional do Porto da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa.<\/p>\n<p>O poeta &ldquo;d&aacute; vida&rdquo; ao sofrimento e &ldquo;narra o que est&aacute; para l&aacute; das coisas, escavando no seu interior&rdquo;, apontou Jaime Rocha.<\/p>\n<p>Depois de acentuar que &ldquo;o poeta n&atilde;o produz, d&aacute; vida&rdquo;, Jo&atilde;o Duque real&ccedil;ou que invis&iacute;vel e indiz&iacute;vel est&atilde;o presentes na obra de arte, na qual &eacute; poss&iacute;vel encontrar a finalidade da exist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; entrando no sentido das coisas que vamos dando a ver a outros esse sentido e descobrindo, continuamente, o que n&atilde;o se v&ecirc;, mas que est&aacute; l&aacute; para que o vejamos&rdquo;, disse o teol&oacute;go.<\/p>\n<p>Joaquim Azevedo considera que a iniciativa &ldquo;valeu a pena&rdquo; e refere que no in&iacute;cio de 2013 &ldquo;haver&aacute; mais&rdquo;: &ldquo;&Eacute; preciso continuarmos a ligar f&eacute; e raz&atilde;o, a arte e o sagrado, o invis&iacute;vel e o vis&iacute;vel, afinal t&atilde;o juntos e t&atilde;o separados, continuar a perscrutar o sentido destes dias cr&iacute;ticos&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;A Pastoral da Cultura da Diocese do Porto continuar&aacute; a ser uma promotora deste encontro, uma sementeira de novos poss&iacute;veis e de um horizonte mais humano para a nossa vida&rdquo;, assinala o <a href=\"http:\/\/www.snpcultura.org\/vimos_o_invisivel_dissemos_o_indizivel.html\" target=\"_blank\">texto<\/a>.<\/p>\n<p><em>RJM<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00ab\u00c9 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