{"id":54690,"date":"2012-01-10T14:46:42","date_gmt":"2012-01-10T14:46:42","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/01\/10\/suica-mudancas-socioeconomicas-dificultam-emigracao-portuguesa\/"},"modified":"2012-01-10T14:46:42","modified_gmt":"2012-01-10T14:46:42","slug":"suica-mudancas-socioeconomicas-dificultam-emigracao-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/suica-mudancas-socioeconomicas-dificultam-emigracao-portuguesa\/","title":{"rendered":"Su\u00ed\u00e7a: Mudan\u00e7as socioecon\u00f3micas dificultam emigra\u00e7\u00e3o portuguesa"},"content":{"rendered":"<p>O coordenador nacional da Pastoral das Miss&otilde;es na Su&iacute;&ccedil;a diz que a maioria dos emigrantes portugueses que entram atualmente no pa&iacute;s encontra &ldquo;grandes dificuldades&rdquo;, devido a um mercado de trabalho &ldquo;saturado&rdquo; e cada vez mais competitivo.&nbsp;<\/p>\n<p>Radicado em territ&oacute;rio helv&eacute;tico h&aacute; mais de uma d&eacute;cada, o padre Alo&iacute;sio Ara&uacute;jo, em declara&ccedil;&otilde;es &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA,&nbsp;elege a ades&atilde;o dos su&iacute;&ccedil;os ao espa&ccedil;o Schengen, em 2008, e a crise econ&oacute;mica que afeta a Europa como pontos de viragem para uma na&ccedil;&atilde;o que at&eacute; h&aacute; bem pouco tempo era vista como um destino ideal para quem procurava novas oportunidades de vida.<\/p>\n<p>&ldquo;Quem est&aacute; c&aacute; h&aacute; bastantes anos est&aacute; bem, mas hoje com a abertura das fronteiras aos pa&iacute;ses da Comunidade Europeia, chegam n&atilde;o s&oacute; portugueses mas tamb&eacute;m pessoas dos pa&iacute;ses de Leste ou do norte da Europa, que procuram emprego, n&atilde;o encontram ou trabalham precariamente, porque o mercado est&aacute; saturado e os sal&aacute;rios tamb&eacute;m desceram&rdquo;, real&ccedil;a.<\/p>\n<p>Segundo aquele respons&aacute;vel, nesta situa&ccedil;&atilde;o est&atilde;o &ldquo;perto de 11 mil portugueses&rdquo; que entraram em territ&oacute;rio su&iacute;&ccedil;o &ndash; s&oacute; no &uacute;ltimo ano &ndash; e que diariamente &ldquo;t&ecirc;m batido &agrave; porta das miss&otilde;es portuguesas, em busca de alimenta&ccedil;&atilde;o e dormida&rdquo;.<\/p>\n<p>O sacerdote admite que, neste momento, &ldquo;n&atilde;o h&aacute; capacidade de resposta&rdquo; para atender a todos os pedidos de ajuda.<\/p>\n<p>&ldquo;Encaminhar algu&eacute;m, as fam&iacute;lias fazem e as miss&otilde;es tamb&eacute;m, mas passado um ou dois meses, torna-se muito complicado&rdquo;, aponta.<\/p>\n<p>Apesar de todas estas dificuldades, que &ldquo;preocupam as autoridades locais e a pr&oacute;pria Confer&ecirc;ncia Episcopal Su&iacute;&ccedil;a&rdquo;, a comunidade portuguesa na regi&atilde;o continua a crescer.<\/p>\n<p>Os &uacute;ltimos dados revelados pelo governo helv&eacute;tico apontam para a exist&ecirc;ncia de 205 mil emigrantes portugueses no pa&iacute;s, n&uacute;mero que, segundo o padre Alo&iacute;sio Ara&uacute;jo, dever&aacute; ser um pouco mais alto, &agrave; volta dos &ldquo;220 mil&rdquo;, j&aacute; que &ldquo;muitos n&atilde;o est&atilde;o registados&rdquo; nos servi&ccedil;os.<\/p>\n<p>&ldquo;Ao longo deste ano, a administra&ccedil;&atilde;o central vai realizar um novo recenseamento junto da popula&ccedil;&atilde;o su&iacute;&ccedil;a e de todos os emigrantes para chegar a n&uacute;meros mais concretos&rdquo;, adianta o coordenador nacional da Pastoral das Miss&otilde;es, para quem a Su&iacute;&ccedil;a &eacute; hoje uma aut&ecirc;ntica &ldquo;Babil&oacute;nia de culturas&rdquo;.<\/p>\n<p>Neste ambiente global, os emigrantes mais jovens s&atilde;o aqueles que t&ecirc;m tido menos problemas de integra&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que chegam com &ldquo;cursos t&eacute;cnicos ou superiores&rdquo; e &ldquo;sabem o que est&atilde;o &agrave; procura&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Nestes &uacute;ltimos meses, tive v&aacute;rios encontros com gente jovem que chegou de Portugal, enfermeiros, arquitetos, m&uacute;sicos, uns j&aacute; encontraram emprego, outros est&atilde;o &agrave; espera, gente com forma&ccedil;&atilde;o, que vem ao nosso encontro e que nos valoriza muito&rdquo;, acrescenta o sacerdote.<\/p>\n<p>Um fator que tem ajudado a mudar o perfil do emigrante portugu&ecirc;s na Su&iacute;&ccedil;a e que contribuiu para o rejuvenescimento da pr&oacute;pria comunidade crist&atilde;, a n&iacute;vel local.<\/p>\n<p>&ldquo;As nossas comunidades cresceram muito, a igrejas est&atilde;o cheias de jovens, os su&iacute;&ccedil;os at&eacute; t&ecirc;m esta express&atilde;o: Nas igrejas su&iacute;&ccedil;as vemos cabelos brancos e nas portuguesas s&oacute; temos cabelos escuros e novos&rdquo;, confidencia o padre Alo&iacute;sio Ara&uacute;jo, que acompanha 15 miss&otilde;es espalhadas pelo pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Presta tamb&eacute;m servi&ccedil;o pastoral em cinco par&oacute;quias do cant&atilde;o de Lucerna, na parte alem&atilde; do territ&oacute;rio su&iacute;&ccedil;o, a pouco mais de 100 quil&oacute;metros da capital Berna.<\/p>\n<p>S&atilde;o muitas as fam&iacute;lias que chegam com crian&ccedil;as em idade escolar e que procuram depois a miss&atilde;o para terem catequese em l&iacute;ngua portuguesa.<\/p>\n<p>Os pais, por sua vez, procuram integrar-se no quotidiano das par&oacute;quias, emprestando os seus talentos aos diversos projetos que a Igreja vai desenvolvendo.<\/p>\n<p>&ldquo;Aqui na miss&atilde;o de Lucerna temos um organista e ensaiador portugu&ecirc;s, formado em dire&ccedil;&atilde;o de orquestra, que depois de acabar o curso em Portugal fez um mestrado em S&atilde;o Petersburgo, na R&uacute;ssia, e depois seguiu para a Su&iacute;&ccedil;a em busca de trabalho, e est&aacute; c&aacute; h&aacute; cerca de um ano e meio&rdquo;, exemplifica o sacerdote.<\/p>\n<p>Natural da arquidiocese de Braga, o mission&aacute;rio portugu&ecirc;s chegou &agrave; Su&iacute;&ccedil;a atrav&eacute;s de um convite do bispo auxiliar da diocese de Lausana, para responder &agrave; escassez de pastores que afetava algumas comunidades daquele cant&atilde;o, situado na parte franc&oacute;fona do territ&oacute;rio helv&eacute;tico.<\/p>\n<p>Depois de sete anos de miss&atilde;o, assumiu o cargo de coordenador nacional da Pastoral das Migra&ccedil;&otilde;es, preparando-se agora para iniciar um segundo mandato, integrado numa equipa com 19 sacerdotes, cinco portugueses e os restantes provenientes de outros pa&iacute;ses de l&iacute;ngua oficial portuguesa.<\/p>\n<p>Mostrando-se &ldquo;apaixonado pelo pa&iacute;s&rdquo; e pelas pessoas que tem a seu cargo, o padre Alo&iacute;sio Ara&uacute;jo espera que o futuro permita &agrave; Igreja portuguesa continuar a ajudar os emigrantes a integrarem-se no &ldquo;mundo desconhecido&rdquo;, especialmente atrav&eacute;s do &ldquo;acolhimento, da forma&ccedil;&atilde;o e da celebra&ccedil;&atilde;o da f&eacute;&rdquo;.<\/p>\n<p>Com o intuito de promover o conhecimento da realidade migrat&oacute;ria dos portugueses, a Obra Cat&oacute;lica Portuguesa de Migra&ccedil;&otilde;es (OCPM) promove entre 20 e 22 de janeiro o 12&ordm; encontro de forma&ccedil;&atilde;o de agentes sociopastorais das migra&ccedil;&otilde;es, que contar&aacute; a presen&ccedil;a do subsecret&aacute;rio do Conselho Pontif&iacute;cio para os Migrantes e Itinerantes.<\/p>\n<p>O f&oacute;rum, que marca tamb&eacute;m o in&iacute;cio das comemora&ccedil;&otilde;es dos 50 anos da funda&ccedil;&atilde;o da OCPM, conta com a parceria da Ag&ecirc;ncia ECCLESIA e da Caritas Portuguesa.<\/p>\n<p><em>JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O coordenador nacional da Pastoral das Miss&otilde;es na Su&iacute;&ccedil;a diz que a maioria dos emigrantes portugueses que entram atualmente no pa&iacute;s encontra &ldquo;grandes dificuldades&rdquo;, devido a um mercado de trabalho &ldquo;saturado&rdquo; e cada vez mais competitivo.&nbsp; Radicado em territ&oacute;rio helv&eacute;tico 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