{"id":54682,"date":"2012-01-10T12:29:19","date_gmt":"2012-01-10T12:29:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/01\/10\/saude-utentes-devem-comparticipar-sns\/"},"modified":"2012-01-10T12:29:19","modified_gmt":"2012-01-10T12:29:19","slug":"saude-utentes-devem-comparticipar-sns","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saude-utentes-devem-comparticipar-sns\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade: Utentes devem comparticipar SNS"},"content":{"rendered":"<p>\u00abQue haja a coragem\u00bb de explicar que taxas moderadoras s\u00e3o um \u00abpagamento parcial das despesas\u00bb, considera Daniel Serr\u00e3o <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 10 jan 2012 (Ecclesia) &ndash; O desaparecimento do Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de (SNS) s&oacute; pode ser evitado se os utentes comparticiparem os seus custos, considera o m&eacute;dico Daniel Serr&atilde;o, membro honor&aacute;rio da Academia Pontif&iacute;cia para a Vida (Vaticano).<\/p>\n<p>&ldquo;Sem participa&ccedil;&atilde;o dos cidad&atilde;os nos custos o SNS &eacute; financeiramente insustent&aacute;vel e ser&aacute; autodestru&iacute;do&rdquo;, escreve o perito na &aacute;rea da bio&eacute;tica em artigo publicado na edi&ccedil;&atilde;o de hoje do seman&aacute;rio Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.<\/p>\n<p>O especialista sublinha que este &ldquo;copagamento&rdquo; deve estar &ldquo;relacionado com a despesa provocada com o uso do ambulat&oacute;rio ou do hospital e indexado aos rendimentos do cidad&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Por exemplo, se o detentor da maior fortuna em Portugal for tratado num hospital p&uacute;blico e provocar uma despesa de cem mil euros pagar&aacute; a totalidade&rdquo;, mas &ldquo;se um sem abrigo estiver internado um m&ecirc;s, para tratamento de uma patologia grave, e provocar a mesma despesa, cem mil euros, n&atilde;o pagar&aacute; nada&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>O texto recorda que as taxas moderadoras foram lan&ccedil;adas para &ldquo;moderar o abuso da ida ao SNS&rdquo;, n&atilde;o pretendendo ser &ldquo;uma forma encapotada de criar uma receita&rdquo; que atenuasse as &ldquo;dificuldades de financiamento&rdquo;, que &ldquo;sempre existiram&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Por respeito &agrave; verdade que &eacute; devida aos cidad&atilde;os afirmo, sem receio de ser contraditado, que o SNS nunca recebeu do Estado o financiamento necess&aacute;rio para cobrir as despesas que tinha de fazer para atender gratuitamente os cidad&atilde;os que diariamente o procuravam&rdquo;, frisa o investigador.<\/p>\n<p>O Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de, lembra, &ldquo;transformou todos os cidad&atilde;os, ricos, remediados e pobres, em benefici&aacute;rios do Estado&rdquo;, mas os atuais d&eacute;fices tornaram-no incapaz de honrar o compromisso de prestar &ldquo;cuidados de sa&uacute;de gerais, universais e gratuitos (ou tendencialmente gratuitos)&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Foi reconhecido, desde o in&iacute;cio, que sendo o Estado a pagar, as despesas do SNS ficavam cativas das disponibilidades financeiras do Estado e n&atilde;o do custo real das presta&ccedil;&otilde;es aos cidad&atilde;os&rdquo;, indica Daniel Serr&atilde;o.<\/p>\n<p>O Governo, sob orienta&ccedil;&atilde;o da troika formada pelo Banco Central Europeu, Uni&atilde;o Europeia e Fundo Monet&aacute;rio Internacional, decidiu &ldquo;usar o pagamento das ditas taxas moderadoras, n&atilde;o para moderar o consumo por parte dos utentes mas para obter algum financiamento&rdquo;, <a href=\"noticia.pl?&amp;id=89039\">observa<\/a>.<\/p>\n<p>&ldquo;Pode n&atilde;o haver outra solu&ccedil;&atilde;o. Mas que haja a coragem de explicar aos cidad&atilde;os que n&atilde;o &eacute; uma taxa moderadora mas um pagamento parcial das despesas que o cidad&atilde;o faz quando &eacute; tratado no SNS&rdquo;, assinala o m&eacute;dico que recebeu o Pr&eacute;mio Nacional de Sa&uacute;de 2010.<\/p>\n<p>Para Daniel Serr&atilde;o, com a comparticipa&ccedil;&atilde;o dos custos segundo os rendimentos do utente &ldquo;nenhum cidad&atilde;o ficaria sem cuidados de sa&uacute;de por n&atilde;o ter dinheiro para os pagar&rdquo;, j&aacute; que o direito aos cuidados m&eacute;dicos &ldquo;continua garantido&rdquo; a todas as pessoas, &ldquo;independentemente da sua capacidade financeira&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Os cuidados prestados ter&atilde;o sempre custos, que ser&atilde;o bem conhecidos e p&uacute;blicos e constar&atilde;o de uma fatura pr&oacute;-forma. Para os cidad&atilde;os estes custos ir&atilde;o ser de zero a 100 %&rdquo;, acrescenta o especialista que em 2008 foi agraciado com a Gr&atilde;-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada pelo presidente da Rep&uacute;blica, Cavaco Silva.<\/p>\n<p><em>RJM<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abQue haja a coragem\u00bb de explicar que taxas moderadoras s\u00e3o um \u00abpagamento parcial das despesas\u00bb, considera Daniel Serr\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-54682","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54682","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54682"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54682\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54682"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54682"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54682"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}