{"id":54621,"date":"2012-01-04T16:09:40","date_gmt":"2012-01-04T16:09:40","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/01\/04\/musica-ha-surdos-a-cantar-com-o-corpo-no-coro-da-universidade-catolica\/"},"modified":"2012-01-04T16:09:40","modified_gmt":"2012-01-04T16:09:40","slug":"musica-ha-surdos-a-cantar-com-o-corpo-no-coro-da-universidade-catolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/musica-ha-surdos-a-cantar-com-o-corpo-no-coro-da-universidade-catolica\/","title":{"rendered":"M\u00fasica: H\u00e1 surdos a cantar com o corpo no coro da Universidade Cat\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<p>\u00abAo princ\u00edpio pode pensar-se que a liga\u00e7\u00e3o entre surdos e m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o imediata. Mas tem sido um sucesso\u00bb, diz maestro <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 04 jan 2011 (Ecclesia) &ndash; O coro da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa (UCP), em Lisboa, acolhe pessoas surdas que cantam com o corpo, substituindo a voz que lhes falta por gestos e coreografias que exprimem o alfabeto musical dos ritmos, notas e poemas.<\/p>\n<p>A admiss&atilde;o de deficientes auditivos come&ccedil;ou h&aacute; um ano, e segundo o maestro, S&eacute;rgio Peixoto, tem conseguido resultados positivos: &ldquo;Ao princ&iacute;pio pode pensar-se que a liga&ccedil;&atilde;o entre surdos e m&uacute;sica n&atilde;o &eacute; t&atilde;o imediata. Mas tem sido um sucesso&rdquo;, afirmou ao programa ECCLESIA na RTP-2, transmitido a 28 de dezembro.<\/p>\n<p>&ldquo;Ao explicarem-me que o objetivo era mostrar a arte das pessoas surdas, em paralelo com a dos ouvintes, fiquei com muita curiosidade. Estamos todos no mesmo mundo, s&oacute; que de formas diferentes&rdquo;, conta Cl&aacute;udia Veiga, coralista deficiente auditiva.<\/p>\n<p>Num mundo sem sons apuram-se os outros sentidos: &ldquo;N&atilde;o sei o ritmo nem as notas mas sinto a vibra&ccedil;&atilde;o em mim e percebo se ela &eacute; r&aacute;pida ou lenta e que sentimento transmite. O que eu n&atilde;o fa&ccedil;o ideia &eacute; o que as pessoas est&atilde;o a cantar&rdquo;, diz D&eacute;bora Carmo.<\/p>\n<p> <object style=\"float: right;\" width=\"348\" height=\"281\" data=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/w9-kaSvyYAE<param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/w9-kaSvyYAE\" \/><param name=\"vspace\" value=\"5\" \/><\/object> &ldquo;Os surdos podem ter uma m&uacute;sica de luzes, movimento e gestos. &Eacute; uma m&uacute;sica visual&rdquo;, explica por seu lado Patr&iacute;cia Carmo.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o tenho acesso direto &agrave; m&uacute;sica mas fa&ccedil;o do poema a minha m&uacute;sica&rdquo;, acrescenta.<\/p>\n<p>Joana Pereira, uma das tutoras do curso de L&iacute;ngua Gestual Portuguesa da UCP, explica que entre os coristas deficientes auditivos h&aacute; um grupo que adapta os poemas das composi&ccedil;&otilde;es &ldquo;&agrave; vida dos surdos e &agrave; forma como sentem as coisas, de acordo com a sua l&iacute;ngua e cultura&rdquo;.<\/p>\n<p>Alexandre Castro Caldas, diretor do Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, entidade respons&aacute;vel pela licenciatura, explica que para os surdos &ldquo;a capacidade de lidar com a m&uacute;sica &eacute; algo interior&rdquo;, particularidade que se manifesta nos ensaios e nas atua&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&ldquo;Tenho de ter em aten&ccedil;&atilde;o que os surdos seguem o ritmo&rdquo;, observa o maestro, real&ccedil;ando que a sua batuta tem de ser seguida por todos os elementos do coro, o que por vezes exige gestos espec&iacute;ficos para ouvintes e deficientes auditivos.<\/p>\n<p>O reitor da UCP, Manuel Braga da Cruz, considera que esta &eacute; uma das atividades representativas do &ldquo;esp&iacute;rito&rdquo; da Universidade, que quer &ldquo;integrar a diferen&ccedil;a e fazer da diversidade uma for&ccedil;a&rdquo;.<\/p>\n<p>A diretora executiva do Coro, Rita Ferreira, gostava de mostrar a iniciativa a n&iacute;vel internacional mas falta o financiamento: &ldquo;Estamos a tentar arranjar mecenas que nos ajudem a levar este projeto mais longe; os nossos coralistas, ouvintes e n&atilde;o ouvintes, merecem que seja apresentado porque &eacute; inovador em termos mundiais&rdquo;.<\/p>\n<p>O acolhimento dos deficientes auditivos no coro constitui uma tentativa de aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; sociedade: &ldquo;A comunidade surda luta, alerta e diz &lsquo;olhem para n&oacute;s, somos pessoas como voc&ecirc;s&rsquo;. &Eacute; preciso uma adapta&ccedil;&atilde;o de parte a parte&rdquo;, assinala D&eacute;bora Carmo.<\/p>\n<p>&ldquo;Eu sei relacionar-me com as pessoas e escrevo na l&iacute;ngua da comunidade maiorit&aacute;ria; eles &eacute; que n&atilde;o sabem a minha&#8221;, vinca Cl&aacute;udia Veiga.<\/p>\n<p>&ldquo;A dificuldade n&atilde;o &eacute; minha mas da sociedade, que deve estar preparada para n&oacute;s&rdquo;, prossegue.<\/p>\n<p>Uma reivindica&ccedil;&atilde;o que nem sempre acontece: a comunica&ccedil;&atilde;o pode ser &ldquo;cansativa&rdquo; e &#8220;stressante&rdquo; se o interlocutor &ldquo;n&atilde;o tiver vontade&rdquo; e n&atilde;o &ldquo;fizer esfor&ccedil;o&rdquo;, refere Patr&iacute;cia Carmo, que em casa s&oacute; &lsquo;fala&rsquo; linguagem gestual porque o marido tamb&eacute;m &eacute; deficiente auditivo, &agrave; semelhan&ccedil;a do filho do casal.<\/p>\n<p><em>PTE\/RJM<\/em><\/p>\n<p>[[v,d,,]]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abAo princ\u00edpio pode pensar-se que a liga\u00e7\u00e3o entre surdos e m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o imediata. 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