{"id":54482,"date":"2011-12-27T12:10:25","date_gmt":"2011-12-27T12:10:25","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/12\/27\/homilia-do-bispo-de-braganca-miranda-na-noite-de-natal\/"},"modified":"2011-12-27T12:10:25","modified_gmt":"2011-12-27T12:10:25","slug":"homilia-do-bispo-de-braganca-miranda-na-noite-de-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-braganca-miranda-na-noite-de-natal\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Bragan\u00e7a-Miranda na noite de Natal"},"content":{"rendered":"<p><strong>A Luz e a beleza da Esperan&ccedil;a<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Car&iacute;ssimos Presb&iacute;teros, P&aacute;rocos da Cidade<\/p>\n<p>Ac&oacute;litos da Catedral<\/p>\n<p>Coro da Catedral<\/p>\n<p>Irm&atilde;os e Irm&atilde;s<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&laquo;N&atilde;o temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que &eacute; Cristo Senhor&raquo; (Lc 2, 10-11).<\/p>\n<p>1. Desde o in&iacute;cio do Ano lit&uacute;rgico, o convite constante &eacute; &agrave; alegria: &laquo;Alegrai-vos sempre no Senhor: Novamente vos digo: Alegrai-vos&raquo;. Pensando bem, devemos admitir que a alegria &eacute; uma palavra-chave do l&eacute;xico crist&atilde;o. Do Antigo Testamento, com a alegria de Deus e do homem na cria&ccedil;&atilde;o, ao Apocalipse, com a promessa da alegria sem sombras, um rio pleno de alegria percorre a B&iacute;blia.<\/p>\n<p>Alegria de Deus pela cria&ccedil;&atilde;o, a tal ponto que, vendo a beleza do mundo e especialmente da criatura humana, a pupila de Deus, <em>dizem os rabinos<\/em>, se dilatou, at&eacute; fazer escorrer uma l&aacute;grima de extrema alegria divina e de prazer divino. A alegria &eacute; ao mesmo tempo uma realidade interior e uma manifesta&ccedil;&atilde;o exterior do abra&ccedil;o de Deus &agrave; humanidade.<\/p>\n<p>S. Le&atilde;o Magno, pregava assim para a festa do Natal do Senhor: &laquo;o nosso salvador, car&iacute;ssimos, nasceu <em>hodie<\/em> (hoje); alegremo-nos. N&atilde;o h&aacute; lugar para a tristeza no dia em nasce a vida, uma vida que destr&oacute;i o medo da morte e doa a alegria e a esperan&ccedil;a da eternidade. Nenhum est&aacute; exclu&iacute;do desta felicidade&hellip;&raquo;.<\/p>\n<p>Hoje contemplamos o pres&eacute;pio, Maria e Jos&eacute; e o menino Jesus. A alegria de que se fala n&atilde;o &eacute; mero sentimento passageiro fruto de uma emo&ccedil;&atilde;o e de uma exalta&ccedil;&atilde;o moment&acirc;nea; &eacute; uma realidade profunda que procede da certeza de termos sido salvos e de sabermo-nos em paz com o Deus da Paz. Esta intimidade de Deus determina a alegria aut&ecirc;ntica e inaugura verdadeira festa que n&atilde;o conhece ocaso. Somos, portanto, servidores da alegria! No Natal, &laquo;tudo a rir se doura, de inocente luz&raquo; como escreveu Guerra Junqueiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. A Liturgia de hoje concentra-nos no essencial do cristianismo. De facto, o ponto de partida do cristianismo e por consequ&ecirc;ncia da Igreja, n&atilde;o s&atilde;o as Escrituras, mas &eacute; Jesus Cristo. A nossa f&eacute; tem a ver com a vida, com o nascimento de uma crian&ccedil;a, o menino Jesus, e com a vit&oacute;ria definitiva sobre a morte com a cruz e a P&aacute;scoa do jovem-adulto, Jesus Cristo. &laquo;Nele &eacute; que estava a Vida de tudo o que veio a existir. E a Vida era a Luz dos homens&raquo; (Jo 1,4).<\/p>\n<p>O Natal n&atilde;o &eacute; uma simples recorda&ccedil;&atilde;o, mas &eacute; uma profecia &uacute;nica. Natal n&atilde;o &eacute; uma festa sentimental, &eacute; a maior convers&atilde;o da hist&oacute;ria. A luz que irradia desta festa &eacute; o abra&ccedil;o de Deus aos homens. O que se pensava imposs&iacute;vel aconteceu. Natal &eacute;, por isso, a possibilidade do imposs&iacute;vel. Deus visitou o seu povo e fez-se carne no seu filho doado ao mundo. Viver o Natal &eacute; ultrapassar qualquer imobilismo que o medo da crise pudesse causar.<\/p>\n<p>Na celebra&ccedil;&atilde;o do Natal proclamamos solenemente: &laquo;O Verbo fez-se carne&raquo; e renova-se a esperan&ccedil;a no cora&ccedil;&atilde;o. Para os crist&atilde;os a esperan&ccedil;a &eacute; o encontro com Jesus Cristo. Nele, a carne da nossa fragilidade encontra-se com a beleza de Deus. Ele pr&oacute;prio fazendo-se homem quis amar-nos com um cora&ccedil;&atilde;o de carne e o seu cora&ccedil;&atilde;o continua a bater de amor por todos. O Natal, ainda antes das t&atilde;o necess&aacute;rias e urgentes medidas econ&oacute;micas, impele-nos a mudar o cora&ccedil;&atilde;o e a sermos construtores da justi&ccedil;a e da paz.<\/p>\n<p>Convido todas as pessoas de boa vontade e de cora&ccedil;&atilde;o sincero a dar luz &agrave; esperan&ccedil;a na vida quotidiana. A pessoa humana &eacute; o &uacute;nico ser vivo que espera. Ningu&eacute;m est&aacute; exclu&iacute;do da Esperan&ccedil;a. Neste Natal d&ecirc; uma luz &agrave; Esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>&laquo;Porque, pela sua encarna&ccedil;&atilde;o, Ele, o Filho de Deus, uniu-se de certo modo a cada homem. Trabalhou com m&atilde;os humanas, pensou com uma intelig&ecirc;ncia humana, agiu com uma vontade humana, amou com um cora&ccedil;&atilde;o humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-se verdadeiramente um de n&oacute;s, semelhante a n&oacute;s em tudo, exceto no pecado&raquo; (GS 22).<\/p>\n<p>O tempo do Advento-Natal &ndash; <em>adventus<\/em> (tradu&ccedil;&atilde;o do grego <em>parous&iacute;a<\/em> ou tamb&eacute;m <em>epiph&aacute;neia<\/em>),&nbsp; <em>Adventus<\/em>, <em>Natale<\/em>, <em>Epiphania<\/em> exprimem a mesma realidade fundamental &ndash; Deus em n&oacute;s.<\/p>\n<p>&laquo;Quem &eacute; que ainda consegue viver o Natal na sua dimens&atilde;o de mist&eacute;rio, de evento de f&eacute;?&raquo; [E. BIANCHI] Enfim existe uma ideologia do Natal e tudo concorre a que n&atilde;o se escandalize ou se maravilhe mais, n&atilde;o se ponham as perguntas, n&atilde;o nos sintamos interpelados. Caros irm&atilde;os e irm&atilde;s, o problema n&atilde;o &eacute; esperar ou desesperar, ser otimistas ou pessimistas, mas encontrar fundamento para a Esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Na tradi&ccedil;&atilde;o judaica h&aacute; um antigo poema chamado &laquo;as quatro noites&raquo;, as quais s&atilde;o: a primeira &eacute; a noite da cria&ccedil;&atilde;o; a segunda &eacute; a noite da elei&ccedil;&atilde;o, do sacrif&iacute;cio e da alian&ccedil;a com Abra&atilde;o; a terceira noite que Israel nunca esquecer&aacute; &eacute; aquela do &Ecirc;xodo, que para n&oacute;s &eacute; a figura da P&aacute;scoa; a quarta &eacute; a noite em que a humanidade espera o Messias, que para n&oacute;s &eacute; a noite em que se manifestou o Salvador, qual luz do mundo.<\/p>\n<p>S. Jo&atilde;o da Cruz canta este mist&eacute;rio: &laquo;<em>A corrente que desta fonte vem &eacute; forte poderosa, eu o sei bem, mesmo de noite&hellip; De l&aacute; est&aacute; chamando as criaturas, que nela se saciam &agrave;s escuras, porque &eacute; de noite. Aquela viva fonte que desejo, neste p&atilde;o de vida j&aacute; a vejo, mesmo de noite<\/em>&raquo;.<\/p>\n<p>No Natal celebramos o mist&eacute;rio do Verbo que se fez homem, o qual faz a vontade do Pai, como leremos com solenidade na missa do dia: &ldquo;o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus&rdquo; (Jo 1,1). Esta atitude de contempla&ccedil;&atilde;o, amor, disponibilidade e prontid&atilde;o para fazer a vontade do Pai faz parte da pr&oacute;pria natureza de Jesus Cristo. Nisto se cumpre o mist&eacute;rio total de Cristo, assim a via que parte de Bel&eacute;m procede inevitavelmente at&eacute; ao G&oacute;lgota, vai da manjedoura at&eacute; &agrave; cruz &ndash; da estrela natal&iacute;cia ao sol da P&aacute;scoa.<\/p>\n<p>Fazemos mem&oacute;ria da primeira vinda (o passado), antecipamos a segunda vinda (o futuro), e fazemo-lo com a celebra&ccedil;&atilde;o de hoje (o presente).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. &laquo;<em>Amigo, neste Natal do Senhor quero v&ecirc;-lo<\/em>!&raquo;. Assim disse Francisco de Assis, no in&iacute;cio de dezembro de 1223, voltando-se para o amigo Giovanni Velita, um propriet&aacute;rio rico de Greccio. Francisco explicou ao seu amigo o que queria dizer &ldquo;<em>ver<\/em>&rdquo; o Natal. Daquela compreens&atilde;o nasceu o pres&eacute;pio como &eacute; conhecido na cultura crist&atilde;, na piedade e na arte dos pa&iacute;ses latinos. Francisco &eacute; um crente com um cora&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;a. Os antigos diziam: &laquo;<em>para quem acredita tudo &eacute; prova, para quem n&atilde;o acredita nenhuma prova basta<\/em>&raquo;.<\/p>\n<p>A sua f&eacute; &ldquo;<em>v&ecirc;<\/em>&rdquo; o que cr&ecirc;; mas ele sentia uma &ldquo;lacuna&rdquo; na representa&ccedil;&atilde;o do nascimento do Filho de Deus. Gra&ccedil;as &agrave;s suas peregrina&ccedil;&otilde;es a Roma, ele conhecia o nascimento representado nos mosaicos das grandes bas&iacute;licas, mas n&atilde;o lhe bastava. Por isso, criou uma imagem viva do Menino de Bel&eacute;m, feito de carne, de um olhar, um gemido, um sorriso e, ao mesmo tempo, pediu um sacerdote para celebrar na noite a Eucaristia. E isto ainda hoje se pode ver, no fresco da gruta do Pres&eacute;pio em Greccio, pr&oacute;ximo de Rieti em It&aacute;lia.<\/p>\n<p>&laquo;<em>Nenhum sacerdote, nenhum te&oacute;logo estava junto da manjedoura de Bel&eacute;m. Todavia toda a teologia crist&atilde; tem a sua origem no milagre de todos os milagres, no facto que Deus se fez homem<\/em>&raquo;, observava Bonhoeffer.<\/p>\n<p>Tertuliano sintetizou em tr&ecirc;s breves palavras o mist&eacute;rio da beleza e da vida de Cristo (o do Bel&eacute;m e o do calv&aacute;rio, porque o mist&eacute;rio pascal inclui tamb&eacute;m a encarna&ccedil;&atilde;o do Verbo): <em>caro salutis cardo<\/em> (a carne &eacute; o eixo da salva&ccedil;&atilde;o) [&laquo;<em>De Resurrectione Mortuorum<\/em> 8&raquo;, <em>CCL<\/em> 2, 931]. De facto, o Pai quer salvar a humanidade atrav&eacute;s da carne do Filho, o fundamento da P&aacute;scoa da nossa salva&ccedil;&atilde;o. O Senhor fazendo-se homem quis amar-nos com um cora&ccedil;&atilde;o de carne! A Eucaristia &eacute;, j&aacute;, semeada em Bel&eacute;m, casa do p&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. Diante do pres&eacute;pio podemos dizer que a f&eacute; nasce do amor, isto &eacute;, da capacidade de um olhar novo que vem do sentir-se muito amados por Deus. Maria e Jos&eacute; fizeram a experi&ecirc;ncia do que Jo&atilde;o escreveu na sua primeira carta: &laquo;O que existia desde o princ&iacute;pio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contempl&aacute;mos e as nossas m&atilde;os tocaram relativamente ao Verbo da Vida, de facto, a Vida manifestou-se; n&oacute;s vimo-la, dela damos testemunho e anunciamos-vos a Vida eterna que estava junto do Pai e que se manifestou a n&oacute;s &#8211; o que n&oacute;s vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que tamb&eacute;m v&oacute;s estejais em comunh&atilde;o connosco. E n&oacute;s estamos em comunh&atilde;o com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo&raquo; (1Jo 1,1-3).<\/p>\n<p>O mist&eacute;rio do Natal &eacute; um mist&eacute;rio de pobreza, de simplicidade e de alegria, tudo o que &eacute; pobre, simples e humilde e por isso n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil de compreender para quem tem os olhos da f&eacute;. A simplicidade da f&eacute; ilumina toda a vida e faz-nos aceitar com docilidade as grandes coisas de Deus. Experimentamos como a alegria perfeita &eacute; poss&iacute;vel tamb&eacute;m neste mundo, apesar dos sofrimentos e das dores de cada dia.<\/p>\n<p>Uma vida sem reconhecimento &eacute; uma vida triste, dif&iacute;cil, que ignora o prazer e a beleza do dom, que acredita que tudo seja sempre devido, e antes de se alegrar pelo que possui, vive na raiva por aquilo que pensa que lhe foi retirado.<\/p>\n<p>Caros irm&atilde;os e amigos: a n&oacute;s foi-nos dada a alegria de poder dizer obrigado, de voltar a descobrir as palavras m&aacute;gicas que tornam a vida mais leve, os gestos de fineza e de aten&ccedil;&atilde;o que ultrapassam as tens&otilde;es mais duras e abre a janela do encontro [Cf. D. Caldirola, Confessioni di un prete, 23].<\/p>\n<p>O Senhor fazendo-se homem, quis amar-nos com um cora&ccedil;&atilde;o de carne! [Cf. Bento XVI, Audi&ecirc;ncia geral 02.12.2009]<\/p>\n<p><em>D. Jos&eacute; Cordeiro, bispo de Bragan&ccedil;a-Miranda<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Luz e a beleza da Esperan&ccedil;a &nbsp; Car&iacute;ssimos Presb&iacute;teros, P&aacute;rocos da Cidade Ac&oacute;litos da Catedral Coro da Catedral Irm&atilde;os e Irm&atilde;s &nbsp; &laquo;N&atilde;o temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que &eacute; Cristo Senhor&raquo; (Lc 2, 10-11). 1. Desde o in&iacute;cio do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[173,267],"class_list":["post-54482","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-braganca-miranda","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54482","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54482"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54482\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54482"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54482"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54482"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}