{"id":54474,"date":"2011-12-26T16:25:46","date_gmt":"2011-12-26T16:25:46","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/12\/26\/homilia-do-bispo-do-porto-no-dia-de-natal-2\/"},"modified":"2011-12-26T16:25:46","modified_gmt":"2011-12-26T16:25:46","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-no-dia-de-natal-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-no-dia-de-natal-2\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo do Porto no dia de Natal"},"content":{"rendered":"<p><strong>Natal de Cristo, Natal da Igreja, Natal do Mundo&hellip;<\/strong><\/p>\n<p>Amados irm&atilde;os, neste Natal de agora:<\/p>\n<p>1. De Deus e dos homens sempre se falou e muito, como continua a falar. &Eacute; uma espontaneidade inevit&aacute;vel, pois em torno de tais palavras se joga o que vivemos e esperamos, sofremos e novamente esperamos&hellip; N&atilde;o &eacute; por acaso que, mesmo na linguagem corrente, a palavra &ldquo;Deus&rdquo; escapa tantas vezes dos l&aacute;bios de quem cr&ecirc; e mesmo de quem diz n&atilde;o crer. Na generalidade das l&iacute;nguas, o voc&aacute;bulo &ldquo;Deus&rdquo; &#8211; ou equivalentes &ndash; teima em exprimir o inexprim&iacute;vel, desfazendo preven&ccedil;&otilde;es ou sufocos, mesmo os &ldquo;politicamente corretos&rdquo;. S&eacute;culos de maus exemplos totalit&aacute;rios e laicistas j&aacute; nos deviam ter convencido a todos de que a express&atilde;o religiosa &eacute; indissoci&aacute;vel da esperan&ccedil;a e de que, coibi-la, &eacute; um grave e in&uacute;til atentado &agrave; liberdade humana, que precisamente na sociedade se deve realizar, pessoal e comunitariamente, no m&uacute;tuo respeito das convic&ccedil;&otilde;es coexistentes.<\/p>\n<p>O sentimento religioso, universalmente expandido &ndash; e at&eacute; nalgumas contrafa&ccedil;&otilde;es dele -, busca etimologicamente algo ou algu&eacute;m a que nos liguemos ou &ldquo;religuemos&rdquo;, e isto desde as primeiras manifesta&ccedil;&otilde;es da humanidade que integramos. Sendo irrecus&aacute;vel como sentimento, &eacute; diversamente apreci&aacute;vel como concretiza&ccedil;&atilde;o. Na verdade, em seu nome se t&ecirc;m alcan&ccedil;ado altos n&iacute;veis de humanidade, mas tamb&eacute;m &ndash; ilegitimamente embora &ndash; se tem ro&ccedil;ado o contr&aacute;rio. Assim no passado e assim ainda no presente, na sobreviv&ecirc;ncia ou ressurg&ecirc;ncia de fanatismos v&aacute;rios.<\/p>\n<p>Como a pr&oacute;pria palavra indica, o &ldquo;fanatismo&rdquo;, pr&oacute;ximo do fantasmag&oacute;rico, toma o imagin&aacute;rio pelo real e as fantasias pela verdade. &Eacute; um despiste grave do sentimento religioso e uma proje&ccedil;&atilde;o indevida das nossas repetidas quimeras. Por isso mesmo, fere a verdade de cada um, dos outros e do pr&oacute;prio Deus, todas reduzidas a devaneios. Desconhecendo a quase tudo, facilmente oprime a quase todos, sen&atilde;o a todos mesmo.<\/p>\n<p>Da&iacute; que a religiosidade aut&ecirc;ntica se encontre melhor quer com a abstra&ccedil;&atilde;o filos&oacute;fica, como a herd&aacute;mos dos antigos gregos, por exemplo, quer e ainda mais com a simplicidade crente, como a ganh&aacute;mos da tradi&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica. Como no j&uacute;bilo de Cristo: &ldquo;Bendigo-te, &oacute; Pai, Senhor do C&eacute;u e da Terra, porque escondeste estas coisas aos s&aacute;bios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos&rdquo; (Lc 10, 21).<\/p>\n<p>A primeira, de consequ&ecirc;ncia em consequ&ecirc;ncia ou de causa em causa, desceu ou remontou do ou ao princ&iacute;pio de tudo; a segunda deixou-se surpreender por um apelo que evoluiu em promessa e se concluiu em encontro. Ouvimo-lo magnificamente h&aacute; pouco e dev&iacute;amos sab&ecirc;-lo de cor, quase como Credo resumido: &ldquo;Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais, pelos profetas. Nestes dias, que s&atilde;o os &uacute;ltimos, falou-nos por seu Filho, a quem fez herdeiro de todas as coisas e pelo qual tamb&eacute;m criou o universo&rdquo; (Hb 1, 1-2).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. N&oacute;s, crist&atilde;os, sabemos &ndash; por n&oacute;s e para os outros &ndash; que estamos finalmente aqui, na incarna&ccedil;&atilde;o do Verbo e a partir dela. Como o ouvimos tamb&eacute;m: &ldquo;E o Verbo fez-se carne e habitou entre n&oacute;s. Nos vimos a sua gl&oacute;ria, gl&oacute;ria que Lhe vem do Pai como Filho Unig&eacute;nito, cheio de gra&ccedil;a e de verdade&rdquo;. Sendo indispens&aacute;vel isto mesmo &ndash; que o pr&oacute;prio Deus se dissesse e &ldquo;fizesse&rdquo; neste mundo -, para contrariar de vez qualquer ilus&atilde;o ou despiste da nossa parte.<\/p>\n<p>Deus disse-se na &ldquo;carne&rdquo;, ou seja, na humanidade que quis compartilhar connosco, ganha no seio virginal de Maria, que s&oacute; para tal fora criada. E tudo muito concretamente, no menino que nasceu, cresceu, trabalhou, sofreu e morreu. A realidade humana &ndash; esta mesma que &eacute; a nossa e de todos, particularmente dos mais pobres e fr&aacute;geis, como Ele quis ser deveras. Uma antiga medita&ccedil;&atilde;o via na cruz do G&oacute;lgota a mesma madeira do Pres&eacute;pio, muito acertando nesse ponto&hellip;<\/p>\n<p>Por mais que levant&aacute;ssemos &ldquo;pal&aacute;cios&rdquo; para Deus, o seu leito seria sempre o de Bel&eacute;m e o seu trono o que Lhe deram na cruz. O lugar de Deus &eacute; irrecusavelmente o da humanidade, como ela foi e continua ser, tamb&eacute;m nos dias dif&iacute;ceis que vivemos. Como lugar de compaix&atilde;o, da sua parte, pois faz sua a nossa fraqueza; como, lugar de esperan&ccedil;a, da parte nossa, pois a&iacute; mesmo O podemos encontrar e &agrave; sua gl&oacute;ria. S&atilde;o Paulo tinha na cruz de Cristo &ldquo;toda a sua gl&oacute;ria&rdquo; e, j&aacute; no s&eacute;culo II, Santo Ireneu p&ocirc;de resumir tudo assim: &ldquo;A gl&oacute;ria de Deus &eacute; o homem vivo e a vida do homem &eacute; a vis&atilde;o de Deus&rdquo;.<\/p>\n<p>Irm&atilde;os e irm&atilde;s: Olhai de novo agora, e s&oacute; a esta luz, o pres&eacute;pio que tendes em casa, ou que ainda ireis a tempo de montar. Acorrei-lhe como os pastores e os magos, ouvi o c&acirc;ntico dos anjos: &ldquo;Gl&oacute;ria a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados&rdquo;. Ficai a&iacute; por momentos; depois partireis diferentes. Dai uma oportunidade ao C&eacute;u, como este se oferece na Terra.<\/p>\n<p>Deus disse-Se desse modo. Baldados os nossos esfor&ccedil;os de O forjar, foi a vez do pr&oacute;prio Deus se revelar, na promessa finalmente cumprida. Em luminoso passo duma exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica, Bento XVI comenta assim, aludindo ao pr&oacute;logo evang&eacute;lico que h&aacute; pouco ouvimos: &ldquo;O evangelista Jo&atilde;o contempla o Verbo desde o seu estar junto de Deus, passando pelo fazer-se carne, at&eacute; ao regresso ao seio do Pai, levando consigo a nossa pr&oacute;pria humanidade, que assumiu para sempre. Neste sair do Pai e voltar ao Pai, Ele apresenta-se-nos como o &lsquo;Narrador&rsquo; de Deus. De facto, o Filho &ndash; afirma Santo Ireneu de Li&atilde;o &ndash; &lsquo;&eacute; o Revelador do Pai&rsquo;. Jesus de Nazar&eacute; &eacute;, por assim dizer, o &lsquo;exegeta&rsquo; de Deus&hellip;&rdquo; (Verbum Domini, n&ordm; 90).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. E aqui encontramos a Igreja, carne e corpo que Cristo ressuscitado continua a ter no mundo, para concretizar em cada tempo e espa&ccedil;o a compaix&atilde;o divina por toda e qualquer pessoa. Noutra exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica p&oacute;s-sinodal, Bento XVI lembrara, a prop&oacute;sito, que j&aacute; &ldquo;a antiguidade crist&atilde; designava com as mesmas palavras &ndash; corpus Christi &ndash; o corpo nascido da Virgem Maria, o corpo eucar&iacute;stico e o corpo eclesial de Cristo&rdquo; (Sacramentum Caritatis, n&ordm; 15).<\/p>\n<p>E hoje como sempre, mas particularmente nas atuais circunst&acirc;ncias, s&oacute; assim se &ldquo;legitima&rdquo; uma Igreja que o queira realmente ser, como corpo de Cristo no mundo e para o mundo. Lembremos o que foi dito, como nossa &uacute;nica qualifica&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel: &ldquo;Por isto &eacute; que todos conhecer&atilde;o que sois meus disc&iacute;pulos: se vos amardes uns aos outros&rdquo; (Jo 13, 35). E sem medo nem demoras em alargar o pres&eacute;pio, porque de alargar se trata, como o mesmo Jesus adianta, vers&iacute;culos depois e com toda a solenidade: &ldquo;Em verdade, em verdade vos digo: quem cr&ecirc; em mim far&aacute; tamb&eacute;m as obras que eu realizo; e far&aacute; obras maiores do que estas, porque eu vou para o Pai, e o que pedirdes em meu nome eu o farei, de modo que, no Filho, se manifeste a gl&oacute;ria do Pai&rdquo; (Jo 14, 12-13).<\/p>\n<p>Pe&ccedil;amos ent&atilde;o, amados irm&atilde;os, pe&ccedil;amos intensamente ao Pai, que a obra de Cristo continue em n&oacute;s e se desdobre em mil e uma atitudes de solidariedade, justi&ccedil;a e paz junto de quem mais sofra no corpo ou na alma as presentes vicissitudes. A f&eacute; com que celebramos esta grande solenidade manifesta-se necessariamente numa caridade ainda maior. Como j&aacute; o escreveu um dos primeiros disc&iacute;pulos de Cristo, quase em desafio que perdura, face a qualquer espiritualismo ocioso e desincarnado: &ldquo;mostra-me ent&atilde;o a tua f&eacute; sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha f&eacute;&rdquo; (Tg 2, 18).<\/p>\n<p>&#8211; Gra&ccedil;as a Deus e muitas, pois em tantas comunidades e pessoas se manifestam a gl&oacute;ria de Deus e a caridade de Cristo, que o Esp&iacute;rito derrama nos cora&ccedil;&otilde;es e atrav&eacute;s deles (cf. Rm 5, 5)! Amados irm&atilde;os, &eacute; em v&oacute;s que rebrilha hoje a luz de Bel&eacute;m, nos pres&eacute;pios vivos em que vos ofereceis aos pobres, aos doentes, aos s&oacute;s e a todas as fragilidades do mundo. Por vezes, t&atilde;o ou mais fr&aacute;geis do que esses mesmos a quem socorreis; mas assim aconteceu com o pr&oacute;prio Deus, que, contrariamente a todas as previs&otilde;es, quis nascer menino e pobre, para nos engrandecer e enriquecer a todos (cf. 2 Co 8, 9)!<\/p>\n<p>E, se ainda se pede que &ldquo;seja Natal todos os dias&rdquo;, estejamos cert&iacute;ssimos de que isso mesmo deseja Deus, s&oacute; dependendo de n&oacute;s que aconte&ccedil;a de facto, continuando a incarna&ccedil;&atilde;o do seu Verbo. Valha como prova esta exclama&ccedil;&atilde;o clar&iacute;ssima do Ap&oacute;stolo: &ldquo;Completo na minha carne o que falta &agrave;s tribula&ccedil;&otilde;es de Cristo, pelo seu Corpo, que &eacute; a Igreja&rdquo; (Cl 1, 28); e, atrav&eacute;s da Igreja, pelo mundo inteiro, certamente, a cuja salva&ccedil;&atilde;o ela se destina.<\/p>\n<p>&#8211; Maria, M&atilde;e de Cristo do pres&eacute;pio &agrave; cruz, nos ensine estas coisas, como sucederam nela e com ela. Jos&eacute;, que as adotou de cora&ccedil;&atilde;o inteiro, nos ensine a guard&aacute;-las tamb&eacute;m. E, como os pastores da altura, partamos, glorificando e louvando a Deus por tudo o que vimos e ouvimos (cf. Lc 2, 20). Perto ou mais longe, est&atilde;o muitos &agrave; nossa espera!<\/p>\n<p><em>D. Manuel Clemente, bispo do Porto<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Natal de Cristo, Natal da Igreja, Natal do Mundo&hellip; Amados irm&atilde;os, neste Natal de agora: 1. 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