{"id":54402,"date":"2011-12-20T11:56:14","date_gmt":"2011-12-20T11:56:14","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/12\/20\/chamados-a-marcar-este-tempo\/"},"modified":"2011-12-20T11:56:14","modified_gmt":"2011-12-20T11:56:14","slug":"chamados-a-marcar-este-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/chamados-a-marcar-este-tempo\/","title":{"rendered":"Chamados a Marcar este Tempo"},"content":{"rendered":"<p>Margarida Alvim, Funda\u00e7\u00e3o F\u00e9 e Coopera\u00e7\u00e3o <!--more--> <\/p>\n<p><em>&ldquo;Que este tempo que se abre diante de n&oacute;s, fique marcado concretamente pela justi&ccedil;a e pela paz.&rdquo;<\/em> Num tempo profundamente marcado pelo sentimento de crise, fal&ecirc;ncia, des&acirc;nimo e escurid&atilde;o, Bento XVI clama (como voz no deserto) por sinais de esperan&ccedil;a na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2012. Uma mensagem que tem como foco principal os jovens como agentes de mudan&ccedil;a, chamados a ser fermento de confian&ccedil;a no novo ano que come&ccedil;a.<\/p>\n<p>Este apelo &eacute; sem d&uacute;vida pertinente. N&atilde;o apenas pela coragem e idealismo pr&oacute;prios da juventude, aos quais o Papa apela. Mas tamb&eacute;m porque ser&atilde;o os jovens os principais protagonistas da Hist&oacute;ria ap&oacute;s esta crise. Hist&oacute;ria que se tem constru&iacute;do e que se constr&oacute;i de ex&iacute;lios e desertos, alternados com tempos de prosperidade, momentos de primavera e fases de profundo inverno.<\/p>\n<p>Os jovens s&atilde;o a classe et&aacute;ria mais afetada por um grande flagelo desta crise, o desemprego, atual e futuro. Muitos destes jovens, que no seu tempo de vida podem nunca ter experimentado s&eacute;rias dificuldades, enfrentam agora fam&iacute;lias com pais desempregados, com situa&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias, fam&iacute;lias desestruturadas que a crise ainda mais destabiliza. Mais do que voltar rapidamente ao que se tinha, sente-se a urg&ecirc;ncia de marcar este Tempo com mudan&ccedil;as estruturais profundas na sociedade, encontrando respostas <em>ajustadas<\/em> aos desafios atuais. Os principais protagonistas destas mudan&ccedil;as, ser&atilde;o precisamente estes jovens. &Eacute; urgente e pertinente um trabalho de reflex&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o deste grupo, estimulando a resposta e consolida&ccedil;&atilde;o das redes sociais em que est&atilde;o inseridos. Este acompanhamento passa sem d&uacute;vida pela Educa&ccedil;&atilde;o, que &eacute; antes de mais espa&ccedil;o de aten&ccedil;&atilde;o e abertura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Educar os Jovens para a Justi&ccedil;a e a Paz&rdquo; &eacute; o t&iacute;tulo da mensagem de Bento XVI, com uma aten&ccedil;&atilde;o especial &agrave;s fam&iacute;lias, &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es educativas, aos pol&iacute;ticos e aos media, para al&eacute;m dos pr&oacute;prios jovens. A educa&ccedil;&atilde;o como lugar de abertura &eacute; recorrentemente referida. Mais uma vez com tanta pertin&ecirc;ncia. De que forma &eacute; que todos estes meios educativos t&ecirc;m sido para os mais novos espa&ccedil;os de abertura? Espa&ccedil;os de encontro consigo pr&oacute;prios, com o outro, com o Mundo, na sua diversidade. Espa&ccedil;os de descoberta da sua verdade e da verdade da Humanidade que n&atilde;o se diz a si mesma, que n&atilde;o se soluciona por si pr&oacute;pria, que &eacute; por natureza aberta a uma realidade maior, que a transcende.<\/p>\n<p>Para ser construtores de Justi&ccedil;a e de Paz, &eacute; condi&ccedil;&atilde;o essencial conhecer e valorizar a condi&ccedil;&atilde;o humana em todas as suas dimens&otilde;es. Cada Pessoa, pelo que &eacute;, pelo que &eacute; chamada a ser, como ser que s&oacute; se define em rela&ccedil;&atilde;o com o outro, descobrindo a fraternidade. At&eacute; que ponto &eacute; que a nossa sociedade tem sido espa&ccedil;o de abertura para esta descoberta? Que processos e modelos de desenvolvimento t&ecirc;m sido implementados? Que estilos de vida t&ecirc;m vindo a ser promovidos? A grande frustra&ccedil;&atilde;o que parte da Humanidade atravessa atualmente, clama por h&aacute;bitos de consumo que n&atilde;o s&atilde;o agora poss&iacute;veis, por qualidade de vida que se anseia poder voltar a ter&hellip; ter menos e descobrir com criatividade o valor do ser e do estar &eacute; um desafio para as novas gera&ccedil;&otilde;es, que vivendo bem esta experi&ecirc;ncia, poder&atilde;o ser motores de sociedades mais justas e pac&iacute;ficas, onde todos t&ecirc;m um lugar ajustado, digno. A descoberta de novos modelos de sociedade ser&aacute; um processo educativo para todos, onde sem d&uacute;vida os jovens ser&atilde;o um motor. &ldquo;Educar a sociedade para a Justi&ccedil;a e Paz atrav&eacute;s dos Jovens&rdquo; poderia ser o t&iacute;tulo da Mensagem de Bento XVI.<\/p>\n<p>Para a descoberta do seu papel na constru&ccedil;&atilde;o da &ldquo;cidade dos homens&rdquo;, s&atilde;o t&atilde;o importantes experi&ecirc;ncias fortes de abertura ao outro, diferente de mim. Experi&ecirc;ncias em que cada um se confronta consigo pr&oacute;prio e com a sua realidade, com a realidade humana e da Humanidade. Experi&ecirc;ncias de esvaziamento, em que se ganha a chave da Liberdade, sublinhada por Bento XVI. Liberdade de nos percebermos n&atilde;o como seres absolutos, cheios de respostas eficientes para o mundo, mas sim como seres em constru&ccedil;&atilde;o, limitados, muitas vezes sem solu&ccedil;&otilde;es, mas com capacidade de ver para al&eacute;m das dificuldades e tribula&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A FEC (Funda&ccedil;&atilde;o F&eacute; e Coopera&ccedil;&atilde;o, ONGD da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa) rev&ecirc;-se no apelo de Bento XVI para o novo ano. Atrav&eacute;s da Rede de Voluntariado Mission&aacute;rio, a FEC tem h&aacute; mais de 10 anos o privil&eacute;gio de acompanhar experi&ecirc;ncias de voluntariado internacional que envolvem todos os anos centenas de jovens. O voluntariado revela-se como espa&ccedil;o privilegiado para esta abertura, pela integra&ccedil;&atilde;o em projetos que promovem a justi&ccedil;a junto de comunidades mais vulner&aacute;veis, mas que sobretudo promovem a reflex&atilde;o e a procura dessa justi&ccedil;a na vida de cada um dos volunt&aacute;rios. Tem vindo tamb&eacute;m a ser cada vez mais preocupa&ccedil;&atilde;o da FEC, atrav&eacute;s da Rede F&eacute; e Desenvolvimento, a promo&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os de reflex&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o que contribuam para uma participa&ccedil;&atilde;o mais informada e ativa dos crist&atilde;os na sociedade, com especial aten&ccedil;&atilde;o aos movimentos de jovens.<\/p>\n<p>Num tempo de dura realidade em Portugal &eacute; importante n&atilde;o nos fecharmos em n&oacute;s pr&oacute;prios, &eacute; urgente perceber que a crise que atravessamos est&aacute; intimamente relacionada com rela&ccedil;&otilde;es <em>desajustadas<\/em>, connosco pr&oacute;prios, com os outros, com a natureza, com o Mundo. Conhecer outras realidades, outros pontos de partida para a vida, outras formas de estar, outras necessidades, fazem-nos sair de n&oacute;s e acordar para o significado transcendente da justi&ccedil;a, de que Bento XVI fala. Justi&ccedil;a que &eacute; muito mais que <em>a conven&ccedil;&atilde;o contratualista, de rela&ccedil;&otilde;es humanas de direitos e deveres, mas antes e sobretudo rela&ccedil;&otilde;es de gratuidade, miseric&oacute;rdia e comunh&atilde;o, inscritas na identidade profunda do ser humano. <\/em>Eis a Marca que somos desafiados a deixar neste Tempo!<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"left\"><em>Margarida Alvim, Rede F&eacute; e Desenvolvimento, Funda&ccedil;&atilde;o F&eacute; e Coopera&ccedil;&atilde;o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Margarida Alvim, Funda\u00e7\u00e3o F\u00e9 e Coopera\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[120,165,210,329],"class_list":["post-54402","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-bento-xvi","tag-dia-mundial-da-paz","tag-fec","tag-voluntariado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54402","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54402"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54402\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54402"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54402"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54402"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}