{"id":54351,"date":"2011-12-16T11:56:07","date_gmt":"2011-12-16T11:56:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/12\/16\/moradores-do-aleixo-foram-subalternizados\/"},"modified":"2011-12-16T11:56:07","modified_gmt":"2011-12-16T11:56:07","slug":"moradores-do-aleixo-foram-subalternizados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/moradores-do-aleixo-foram-subalternizados\/","title":{"rendered":"Moradores do Aleixo foram \u00absubalternizados\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Habitantes est\u00e3o \u00abapreensivos\u00bb mas \u00abserenos\u00bb, diz p\u00e1roco <!--more--> <\/p>\n<p>Porto, 16 dez 2011 (Ecclesia) &ndash; O p&aacute;roco de Lordelo de Ouro, par&oacute;quia portuense onde se localizam as torres do bairro do Aleixo, afirmou hoje que os moradores foram relegados para segundo plano quando a C&acirc;mara decidiu implodir os pr&eacute;dios.<\/p>\n<p>&ldquo;Penso que as pessoas foram subalternizadas a outros valores. E a Igreja n&atilde;o pode ver isso com bons olhos&rdquo;, disse &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA o padre Domingos Oliveira, a prop&oacute;sito do destino dos terrenos onde se situam as torres, a primeira das quais foi implodida perto do meio-dia.<\/p>\n<p>&ldquo;S&oacute; sei o que vem nos jornais &ndash; pelos vistos &eacute; para implementar apartamentos com alguma qualidade de vida&rdquo;, referiu o sacerdote, acrescentando que est&atilde;o &ldquo;a marginalizar-se pessoas&rdquo; por causa de &ldquo;interesses&rdquo; que, apesar de &ldquo;leg&iacute;timos&rdquo;, teriam de ser travados por estarem em causa &ldquo;fam&iacute;lias que n&atilde;o deveriam ser obrigadas a sair&rdquo;.<\/p>\n<p>O sacerdote considera que com a implos&atilde;o das cinco torres &ldquo;perde-se um trabalho de dezenas de anos de integra&ccedil;&atilde;o das pessoas, que tinham uma rela&ccedil;&atilde;o de vizinhan&ccedil;a umas com as outras e agora v&atilde;o ser dispersas&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;S&atilde;o pessoas sacrificadas porque algumas delas, as mais idosas, foram deslocadas da zona ribeirinha para o Lordelo h&aacute; cerca de 40 anos, pelo que &eacute; a sua segunda desloca&ccedil;&atilde;o a que s&atilde;o obrigadas&rdquo;, referiu.<\/p>\n<p>O respons&aacute;vel disse que os habitantes est&atilde;o &ldquo;apreensivos mas serenos&rdquo; face &agrave; decis&atilde;o, que tamb&eacute;m traz vantagens: &ldquo;&Eacute; uma nova oportunidade que se d&aacute; &agrave;s pessoas para refazerem a sua vida. Elas est&atilde;o com esperan&ccedil;a de que, indo para outros locais, possam viver num ambiente mais saud&aacute;vel&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Temos de reconhecer que as pessoas estavam cansadas do ambiente do Aleixo, e foi isso que fez com que esta decis&atilde;o n&atilde;o fosse mais contestada&rdquo;, apontou o sacerdote, para quem &ldquo;o problema maior&rdquo; do bairro &ldquo;&eacute; o tr&aacute;fico e o consumo de droga&rdquo;.<\/p>\n<p>A&nbsp;par&oacute;quia de Lordelo do Ouro abrange igualmente uma &aacute;rea nobre, com resid&ecirc;ncias de gama m&eacute;dia-alta, mas os habitantes n&atilde;o se misturam: &ldquo;O problema da toxicodepend&ecirc;ncia mete medo a toda a gente. E por isso tem sido dif&iacute;cil que as pessoas com mais capacidade financeira se comprometam com aquele ambiente&rdquo;.<\/p>\n<p>A autarquia nunca contactou a par&oacute;quia durante o processo: &ldquo;A C&acirc;mara tem os seus &oacute;rg&atilde;os e as suas decis&otilde;es s&atilde;o leg&iacute;timas. Se nos quisessem ouvir, ter&iacute;amos tido muito gosto em dar o nosso parecer. Nesta fase respeitamos a decis&atilde;o e desejamos que as pessoas sejam ajudadas a integrar-se&rdquo;.<\/p>\n<p>Depois de mencionar o &ldquo;esfor&ccedil;o&rdquo; do munic&iacute;pio para criar &ldquo;condi&ccedil;&otilde;es&rdquo; no bairro do Aleixo, &ldquo;embora seja dif&iacute;cil, ali ou em qualquer outro local, tirar h&aacute;bitos de vida&rdquo;, o padre Domingos Oliveira real&ccedil;ou que o futuro dos habitantes deve passar pelo &ldquo;associativismo&rdquo;, atrav&eacute;s do qual &ldquo;muitos problemas se atenuam&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;A C&acirc;mara est&aacute; a fazer um bom trabalho quando procura fomentar as comiss&otilde;es de moradores nos bairros para onde as pessoas agora se deslocam. Talvez seja este o caminho, para n&atilde;o termos daqui a algum tempo outros bairros sem saber o que se lhe h&atilde;o de fazer, como a este&rdquo;, concluiu.<\/p>\n<p>O presidente da C&acirc;mara Municipal do Porto, Rui Rio, disse hoje que &ldquo;a primeira prioridade&rdquo; dos seus mandatos &eacute; &ldquo;a coes&atilde;o social&rdquo;, especialmente ao n&iacute;vel da &ldquo;habita&ccedil;&atilde;o&rdquo;, em que &ldquo;havia muitos bairros em muito mau estado&rdquo;.<\/p>\n<p>Alguns est&atilde;o a ser reabilitados e outros &ldquo;n&atilde;o t&ecirc;m solu&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel&rdquo;, como &eacute; o caso do Aleixo, &ldquo;menos grave&rdquo; que o bairro S&atilde;o Jo&atilde;o de Deus, mas ainda assim &ldquo;muito mau&rdquo;, afirmou aos microfones da <a href=\"http:\/\/www.rtp.pt\/noticias\/index.php?t=Rui-Rio-rejeita-acusacoes-de-cedencia-a-interesses-economicos-no-Bairro-do-Aleixo.rtp&amp;headline=46&amp;visual=9&amp;article=510081&amp;tm=8\" target=\"_blank\">Antena 1<\/a>.<\/p>\n<p><em>Atualizada &agrave;s 12h07.<\/em><\/p>\n<p><em>RJM<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Habitantes est\u00e3o \u00abapreensivos\u00bb mas \u00abserenos\u00bb, diz 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