{"id":54313,"date":"2011-12-23T10:21:00","date_gmt":"2011-12-23T10:21:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/12\/23\/natal-pelo-mundo-relatado-em-portugues\/"},"modified":"2011-12-23T10:21:00","modified_gmt":"2011-12-23T10:21:00","slug":"natal-pelo-mundo-relatado-em-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/natal-pelo-mundo-relatado-em-portugues\/","title":{"rendered":"Natal pelo mundo relatado em portugu\u00eas"},"content":{"rendered":"<p>Lisboa, 23 dez 2011 (Ecclesia) &ndash; Viver o Natal no Jap&atilde;o, no Burquina-Faso, em Timor-Leste, no meio de comunidades ind&iacute;genas no Brasil ou na cidade palestina de Bel&eacute;m &eacute; uma experi&ecirc;ncia que une, na sua diversidade, mission&aacute;rios de l&iacute;ngua portuguesa ao servi&ccedil;o da Igreja.<\/p>\n<p>O padre Marco Casquilho, da Sociedade Mission&aacute;ria da Boa Nova, refere ao seman&aacute;rio Ag&ecirc;ncia ECCLESIA que &ldquo;na &Aacute;sia, onde predominam religi&otilde;es como o budismo, confucionismo, islamismo e xinto&iacute;smo, o Natal &eacute; celebrado de modo distinto, com uma intensa vertente comercial&rdquo;.<\/p>\n<p>Em miss&atilde;o no Jap&atilde;o, este sacerdote sublinha que ali o dia 25 de dezembro n&atilde;o &eacute; feriado e que nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social nip&oacute;nicos o Natal &eacute; retratado como &ldquo;uma noite rom&acirc;ntica&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; imposs&iacute;vel estabelecer um paralelismo entre o Natal japon&ecirc;s e o Natal portugu&ecirc;s, mesmo se nos restringirmos aos crist&atilde;os. N&atilde;o h&aacute; missa do galo, nem cepo de natal, nem bacalhau ou polvo na ceia de natal, nem fritos natal&iacute;cios&rdquo;, relata.<\/p>\n<p>Ana Lu&iacute;sa dos Anjos Prego, religiosa das Franciscanas Mission&aacute;rias de Maria, recorda, por seu lado, o primeiro Natal que viveu no Burquina-Faso, em 1998, com 40 graus de temperatura.<\/p>\n<p>&ldquo;Foram cerca de tr&ecirc;s horas de celebra&ccedil;&atilde;o; ningu&eacute;m tinha pressa de ir embora para comer as rabanadas e os perus recheados, que nas mesas n&atilde;o existiam. (&hellip;) O Evangelho foi encenado t&atilde;o realisticamente que at&eacute; se ouviu o grito de dor de Maria dando &agrave; luz a Jesus! Coisa impens&aacute;vel para n&oacute;s, que estiliz&aacute;mos aquele nascimento como se de humano n&atilde;o se tratasse&rdquo;, indica.<\/p>\n<p>Ant&oacute;nio Fernandes, do Instituto Mission&aacute;rio da Consolata, fala da experi&ecirc;ncia vivida no Estado de Roraima, norte do Brasil, entre os povos Makuxi.<\/p>\n<p>&ldquo;O Natal fazia parte do ADN comunit&aacute;rio das diferentes comunidades. Toda a prepara&ccedil;&atilde;o inclusive o pres&eacute;pio eram tarefas comunit&aacute;ria. Era o tempo dos anci&atilde;os, ensinarem e transmitir o significado das dan&ccedil;as t&iacute;picas, gestos, s&iacute;mbolos, atividades, que faziam parte de um passado mais ou menos distante&rdquo;, destaca.<\/p>\n<p>Unic&eacute;ia Salgado de Oliveira, da Comunidade Can&ccedil;&atilde;o Nova (Brasil), fala do &ldquo;privil&eacute;gio&rdquo; de ter vivido durante tr&ecirc;s anos, na cidade de Bel&eacute;m, na qual, segundo a tradi&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, nasceu Jesus.<\/p>\n<p>&ldquo;V&aacute;rios povos de todas as ra&ccedil;as, l&iacute;nguas e cores d&atilde;o as m&atilde;os e unidos num s&oacute; cora&ccedil;&atilde;o manifestam a alegria do maior acontecimento de todos os tempos, o nascimento do Salvador do mundo&rdquo;, assinala.<\/p>\n<p>Frei Manuel Rito, mission&aacute;rio capuchinho em Timor, afirma que, &ldquo;em contraste com os apelativos consumistas do ocidente de estrelas nas pra&ccedil;as e de montras repletas, a grande atra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e competitiva deste pa&iacute;s oriental &eacute; a apresenta&ccedil;&atilde;o de pres&eacute;pios nas ruas em todas cidades e aldeias&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;O pres&eacute;pio &eacute; o grande sinal que distingue e marca nos timorenses este tempo de Natal. Em todos os bairros, em todas as ruas de pequenas ou grandes localidades, mesmo em plena estrada distante e isolada, os jovens montam a estrutura do pres&eacute;pio t&atilde;o s&oacute;lida que fica de uns anos para outros, decorando-a com figuras do artesanato local e mesmo com montagem el&eacute;trica, prevendo que a luz el&eacute;trica possa talvez um dia passar por ali&rdquo;, revela.<\/p>\n<p>Para Gon&ccedil;alo Cardoso, diretor do Museu de Arte Sacra e Etnologia, em F&aacute;tima, o pres&eacute;pio &eacute; &ldquo;alvo de v&aacute;rias assimila&ccedil;&otilde;es nos diversos pontos geogr&aacute;ficos do mundo&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;A diversidade e reciprocidade de perspetivas e assimila&ccedil;&otilde;es vai melhorar cada pres&eacute;pio e a partir dele projetar o valor da diferen&ccedil;a que enriquece a humanidade&rdquo;, escreve, no <a href=\"pesquisa.pl?dossier=4\" target=\"_blank\">dossier de Natal<\/a>.<\/p>\n<p><em>OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa, 23 dez 2011 (Ecclesia) &ndash; Viver o Natal no Jap&atilde;o, no Burquina-Faso, em Timor-Leste, no meio de comunidades ind&iacute;genas no Brasil ou na cidade palestina de Bel&eacute;m &eacute; uma experi&ecirc;ncia que une, na sua diversidade, mission&aacute;rios de l&iacute;ngua portuguesa ao servi&ccedil;o da Igreja. 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