{"id":5430,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-ressurreicao-de-jesus-coragem-da-esperanca\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-ressurreicao-de-jesus-coragem-da-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-ressurreicao-de-jesus-coragem-da-esperanca\/","title":{"rendered":"A Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus: coragem da esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem de P\u00e1scoa do Bispo de Angra <!--more--> Os Meios de Comunica\u00e7\u00e3o Social t\u00eam falado muito do recente filme do australiano Gibson sobre \u00abA Paix\u00e3o de Cristo\u00bb. Tanta gente ficou fortemente impressionada com a viol\u00eancia do sofrimento de Cristo, que no filme resulta brutal, provocando sentimentos de verdadeira \u00abcompaix\u00e3o\u00bb. Mas brutal \u00e9 tamb\u00e9m o sofrimento de tantos irm\u00e3os nossos, por esse mundo fora e tamb\u00e9m ao p\u00e9 da nossa porta e, se calhar,  portas adentro: viol\u00eancia dom\u00e9stica, jovens desorientados, crian\u00e7as maltratadas, idosos abandonados, trabalhadores \u00abimigrantes\u00bb explorados&#8230;   A Paix\u00e3o de Cristo \u00e9 a paix\u00e3o da humanidade, que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de ontem. \u00c9 tamb\u00e9m de hoje. Basta lermos os jornais, ouvirmos a R\u00e1dio e abrirmos a Televis\u00e3o. Merece igualmente a nossa \u00abcompaix\u00e3o\u00bb o sofrimento dos crucificados da hist\u00f3ria, com quem Cristo se identifica e solidariza.  N\u00e3o basta, por\u00e9m, sentir compaix\u00e3o. \u00c9 preciso fazer, como o Bom Samaritano: parar, cuidar, encaminhar. E, sobretudo, dar esperan\u00e7a. A resposta de Deus \u00e0 Paix\u00e3o de Jesus e da humanidade \u00e9 a Ressurrei\u00e7\u00e3o. Ressuscitando Jesus, Deus abriu para a humanidade um caminho de vida com abund\u00e2ncia. Em Jesus Ressuscitado, a humanidade j\u00e1 venceu tudo o que a oprime.   A Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, que celebramos todos os anos em Domingo de P\u00e1scoa e todas as semanas na Eucaristia Dominical, \u00e9 o mist\u00e9rio central da f\u00e9 crist\u00e3 e o s\u00f3lido fundamento da esperan\u00e7a crist\u00e3, que n\u00e3o \u00e9 optimismo ing\u00e9nuo de quem n\u00e3o v\u00ea os problemas.  Trata-se de esperar, com confian\u00e7a, o que ainda n\u00e3o possu\u00edmos em plenitude, comprometendo-nos, com a firme certeza da fidelidade de Deus \u00e0 Sua Promessa de liberta\u00e7\u00e3o total e definitiva. Como esclarece S. Paulo, \u00ab\u00e9 em esperan\u00e7a que estamos salvos, pois ver o que se espera n\u00e3o \u00e9 esperan\u00e7a: quem espera o que j\u00e1 v\u00ea? Mas esperar o que n\u00e3o se v\u00ea \u00e9 esper\u00e1-lo com perseveran\u00e7a\u00bb (Rom 8, 24). Tamb\u00e9m n\u00f3s, com toda a cria\u00e7\u00e3o, como que sofremos as dores de parto, at\u00e9 que o mundo, pelo poder do Ressuscitado, d\u00ea \u00e0 luz, o Reino de Deus.  O an\u00fancio pascal da Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo n\u00e3o \u00e9 apenas garantia de salva\u00e7\u00e3o no al\u00e9m. \u00c9 compromisso no presente. O Papa apela continuamente a Igreja a \u00abfazer-se ao largo\u00bb, para o mar alto da vida humana. Quando insiste sobre a centralidade da Eucaristia na vida da Igreja, n\u00e3o est\u00e1 a convidar os cat\u00f3licos a se fecharem em si pr\u00f3prios, alheando-se dos problemas hodiernos da sociedade.   \u00abConsequ\u00eancia significativa da tens\u00e3o escatol\u00f3gica presente na Eucaristia \u2013 explica Ele &#8211; \u00e9 o est\u00edmulo que d\u00e1 \u00e0 nossa caminhada na hist\u00f3ria, lan\u00e7ando uma semente de activa esperan\u00e7a&#8230; para a edifica\u00e7\u00e3o de um mundo \u00e0 medida do homem e plenamente conforme ao des\u00edgnio de Deus. Muitos s\u00e3o os problemas que obscurecem o horizonte do nosso tempo. Basta pensar quanto seja urgente trabalhar pela paz, colocar s\u00f3lidas premissas de justi\u00e7a e solidariedade nas rela\u00e7\u00f5es entre os povos, defender a vida humana desde a concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao seu termo natural. E tamb\u00e9m que dizer das mil contradi\u00e7\u00f5es de um mundo \u201cglobalizado\u201d, onde parece que os mais d\u00e9beis, os mais pequenos e os mais pobres pouco podem esperar? \u00c9 neste mundo que tem de brilhar a esperan\u00e7a crist\u00e3! Foi tamb\u00e9m para isto que o Senhor quis ficar connosco na Eucaristia, inserindo nesta Sua presen\u00e7a sacrificial e comensal a promessa duma humanidade renovada pelo Seu amor&#8230;  A P\u00e1scoa de Cristo inclui, juntamente com a Paix\u00e3o e Morte, a Sua Ressurrei\u00e7\u00e3o&#8230; Por estar vivo e ressuscitado \u00e9 que Cristo pode tornar-Se \u201cp\u00e3o da vida\u201d, \u201cp\u00e3o vivo\u201d na Eucaristia&#8230; S.  Cirilo de Alexandria sublinhava que a participa\u00e7\u00e3o nos santos mist\u00e9rios \u201c\u00e9 uma verdadeira confiss\u00e3o e recorda\u00e7\u00e3o de que o Senhor morreu e voltou \u00e0 vida por n\u00f3s e em nosso favor\u201d&#8230;\u00bb (Ecclesisa de Eucharistia, 2003, nn. 20 e 14).  \u00abEste \u00e9 o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria\u00bb (Sl 117)! Assim se exprime a Iiturgia da Igreja, no Domingo de P\u00e1scoa, convidando-nos \u00e0 alegria e esperan\u00e7a, que nos v\u00eam da Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, possibilidade divina das impossibilidades humanas.  \u00abN\u00e3o sabeis que um pouco de fermento leveda toda a massa?&#8230; \u2013 adverte S. Paulo. Celebremos a festa, n\u00e3o com fermento velho, nem com fermento de mal\u00edcia, mas com os p\u00e3es \u00e1zimos da pureza e da verdade\u00bb (1 Cor 5, 6b-8). S\u00e3o tamb\u00e9m estes os meus votos, nesta P\u00e1scoa de 2004.     + Ant\u00f3nio, Bispo de Angra <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de P\u00e1scoa do Bispo de Angra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[154,169,275,314],"class_list":["post-5430","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-crianca","tag-diocese-de-angra","tag-pascoa","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5430","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5430"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5430\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5430"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5430"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5430"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}