{"id":54288,"date":"2011-12-13T12:17:40","date_gmt":"2011-12-13T12:17:40","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/12\/13\/japao-um-natal-romantico-com-frango-frito\/"},"modified":"2011-12-13T12:17:40","modified_gmt":"2011-12-13T12:17:40","slug":"japao-um-natal-romantico-com-frango-frito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/japao-um-natal-romantico-com-frango-frito\/","title":{"rendered":"Jap\u00e3o: Um Natal rom\u00e2ntico com frango frito"},"content":{"rendered":"<p>Padre Marco Casquilho, Sociedade Mission\u00e1ria da Boa Nova <!--more--> <\/p>\n<p>Na Europa, Am&eacute;rica e &Aacute;frica, o Natal &eacute; uma festa familiar, marcada por tonalidades crist&atilde;s. Na &Aacute;sia, onde predominam religi&otilde;es como o budismo, confucionismo, islamismo e xinto&iacute;smo, o Natal &eacute; celebrado de modo distinto, com uma intensa vertente comercial.<\/p>\n<p><span>No Jap&atilde;o, o dia 25 de dezembro n&atilde;o &eacute; feriado. A maior parte dos japoneses trabalha neste dia. O anivers&aacute;rio do nascimento de Jesus, n&atilde;o &eacute; pois celebrado pela maior parte dos japoneses. Apenas os crist&atilde;os japoneses o celebram. Ora, o n&uacute;mero de crist&atilde;os japoneses n&atilde;o excede um por cento da popula&ccedil;&atilde;o total do Jap&atilde;o. Tamb&eacute;m os crist&atilde;os japoneses, na sua grande maioria, trabalham nos dias 24 e 25 de dezembro. Por esta raz&atilde;o, as missas da vig&iacute;lia de Natal s&atilde;o celebradas geralmente pelas 18 ou 19 horas. Talvez a Arquidiocese de Nagasaki seja uma exce&ccedil;&atilde;o e eventualmente se celebre, numa ou noutra par&oacute;quia, a tradicional Missa do Galo. <\/span><\/p>\n<p><span>N&atilde;o obstante, todos os japoneses celebram no dia 23 de dezembro, o anivers&aacute;rio do atual Imperador. Curiosamente a maior parte das pessoas desconhece que o primeiro nome de Sua Majestade &eacute; Akihito. Todos se referem a ele como o Imperador Heisei (que pode ser traduzido literalmente como regresso &agrave; paz). Esta celebra&ccedil;&atilde;o do anivers&aacute;rio do imperador &eacute; t&atilde;o importante que ela marca o calend&aacute;rio financeiro do pa&iacute;s. Cada vez que levantamos dinheiro numa caixa multibanco (ATM), a data colocada no recibo &eacute; uma refer&ecirc;ncia &agrave; reg&ecirc;ncia de Sua Majestade. Em vez de 2011 surge um 23. Esta data&ccedil;&atilde;o corresponde ao per&iacute;odo Heisei, que se iniciou em 1989, e marca o n&uacute;mero de anos desde que o Tennou (o Imperador dos C&eacute;us) ascendeu ao trono imperial.<\/span><\/p>\n<p><span>O Natal japon&ecirc;s n&atilde;o &eacute; pois um feriado nacional, uma festa familiar ou a comemora&ccedil;&atilde;o do nascimento de Jesus. O Natal japon&ecirc;s &eacute; essencialmente comercial. Todas as grandes lojas, empresas e departamentos comerciais ostentam decora&ccedil;&otilde;es natal&iacute;cias. Algumas fam&iacute;lias crist&atilde;s e n&atilde;o-crist&atilde;s, eventualmente, montam, em suas casas, &aacute;rvores de Natal. Os pres&eacute;pios talvez se restrinjam apenas &agrave;s igrejas cat&oacute;licas. <\/span><\/p>\n<p><span>Na tarde dos dias 24 e 25 de dezembro, milhares de pessoas, regressando do trabalho, aguardam pacientemente, em filas organizadas, a oportunidade para comprarem o bolo de Natal. <\/span><\/p>\n<p><span>Desde 1970, ap&oacute;s uma campanha bem sucedida da cadeia de fast-food, Kentucky Fried Chicken (KFC), tornou-se tradi&ccedil;&atilde;o comer frango frito no Natal. Algumas crian&ccedil;as japonesas passaram a acreditar que o aut&ecirc;ntico Pai Natal &eacute; o Coronel Sanders, imagem comercial do KFC.<\/span><\/p>\n<p><span>Nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social nip&oacute;nicos, o Natal &eacute; retratado como uma noite rom&acirc;ntica. Por isso, muitos casais de namorados japoneses fazem reserva no restaurante. Os homens oferecem presentes &agrave;s suas amadas. Habitualmente, elegem presentes engra&ccedil;adinhos (kawaii), tais como peluches, flores, len&ccedil;os, an&eacute;is&#8230; Existem tamb&eacute;m H&oacute;teis do Amor (Love Hotel), cujos quartos e corredores ostentam s&iacute;mbolos natal&iacute;cios e oferecem promo&ccedil;&otilde;es nesta &eacute;poca. <\/span><\/p>\n<p><span>&Eacute; imposs&iacute;vel estabelecer um paralelismo entre o Natal japon&ecirc;s e o Natal portugu&ecirc;s, mesmo se nos restringirmos aos crist&atilde;os. N&atilde;o h&aacute; missa do galo, nem cepo de natal, nem bacalhau ou polvo na ceia de natal, nem fritos natal&iacute;cios, nem can&ccedil;&otilde;es de natal&#8230; Haver&aacute; provavelmente presentes natal&iacute;cios, mas estes s&atilde;o apenas dados &agrave;s crian&ccedil;as. <\/span><\/p>\n<p><span>&Eacute; imposs&iacute;vel estabelecer um paralelismo entre o Natal japon&ecirc;s e o Natal ocidental, mesmo se nos restringirmos &agrave; dimens&atilde;o comercial. Algumas mulheres ocidentais (americanas, inglesas, alem&atilde;s&#8230;), casadas com japoneses, quando tentam recriar nas suas casas um Natal perfeito (convidando a fam&iacute;lia do marido, montando uma bel&iacute;ssima &aacute;rvore de natal, oferecendo uma consoada com comida e bebida em abund&acirc;ncia, cantando can&ccedil;&otilde;es natal&iacute;cias &agrave; beira da lareira e incentivando a troca de presentes&#8230;) s&atilde;o olhadas com desconfian&ccedil;a e os seus esfor&ccedil;os podem n&atilde;o recolher grandes aplausos. Na cultura japonesa n&atilde;o &eacute; h&aacute;bito apresentar refei&ccedil;&otilde;es numa quantidade que exceda o apetite dos convidados. Os japoneses n&atilde;o gostam de estragar comida ou bebida. Talvez mesmo oferecer peru n&atilde;o seja boa ideia, pois das poucas vezes que o comem &eacute; quando visitam a divers&atilde;o Parque Jur&aacute;ssico no parque tem&aacute;tico Universal Studio Japan (USJ) em Osaka. Quanto &agrave;s can&ccedil;&otilde;es de Natal o &uacute;nico modo de se obter participa&ccedil;&atilde;o dos convidados &eacute; recriar uma noite de Karaoke, com as letras das m&uacute;sicas exibidas num televisor em katakana. Relativamente aos presentes provavelmente todos achar&atilde;o bastante estranho que se troquem presentes e talvez n&atilde;o os abram mesmo no momento da festa natal&iacute;cia, mas nas suas pr&oacute;prias casas.<\/span><\/p>\n<p><em><span>Padre Marco Casquilho, Sociedade Mission&aacute;ria da Boa Nova<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Marco Casquilho, Sociedade Mission\u00e1ria da Boa Nova<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[168,203,267],"class_list":["post-54288","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-diocese-da-guarda","tag-europa","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54288","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54288"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54288\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54288"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54288"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54288"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}