{"id":54282,"date":"2011-12-13T15:30:00","date_gmt":"2011-12-13T15:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/12\/13\/crise-discernimento-e-compromisso\/"},"modified":"2011-12-13T15:30:00","modified_gmt":"2011-12-13T15:30:00","slug":"crise-discernimento-e-compromisso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/crise-discernimento-e-compromisso\/","title":{"rendered":"Crise, discernimento e compromisso"},"content":{"rendered":"<p>Nota Pastoral do Conselho Permanente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa <!--more--> <\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>1.<\/strong> <strong>A sociedade portuguesa vive uma conjuntura dif&iacute;cil, que afeta a generalidade dos seus membros<\/strong> e particularmente aqueles muitos que se viram privados de trabalho e de condi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas suficientes para o bem-estar pr&oacute;prio e dos seus.<\/p>\n<p>Fruto de causas internas e externas, que sucessivas an&aacute;lises t&ecirc;m caracterizado, a presente &ldquo;crise&rdquo; pode e deve ser ocasi&atilde;o de discernimento cr&iacute;tico sobre o que nos trouxe aqui e de compromissos concretos sobre o modo de coletivamente nos melhorarmos.<\/p>\n<p>T&ecirc;m sido assacadas responsabilidades ao excessivo endividamento p&uacute;blico e particular, ao aumento de despesa estatal e &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o geral das poupan&ccedil;as, bem como a um crescimento econ&oacute;mico insuficiente, pouco s&oacute;lido e socialmente desigual. Os financiamentos externos diminuem e exigem juros e contrapartidas dificilmente suport&aacute;veis. A economia e o investimento sofrem essas restri&ccedil;&otilde;es do financiamento e subsistem debilidades estruturais nos diversos setores, da agricultura &agrave; ind&uacute;stria e aos servi&ccedil;os. O desemprego reduz drasticamente as condi&ccedil;&otilde;es de vida de muitas fam&iacute;lias e particulares, a classe m&eacute;dia enfraquece e agudiza-se a despropor&ccedil;&atilde;o dos rendimentos. A resposta social do Estado &eacute; dificultada pela falta de meios financeiros, com redu&ccedil;&otilde;es previs&iacute;veis e preocupantes em diversos campos da seguran&ccedil;a social. A ajuda internacional entretanto pedida condiciona a decis&atilde;o interna e imp&otilde;e restri&ccedil;&otilde;es e prazos de &aacute;rduo cumprimento.<\/p>\n<p>Quer a n&iacute;vel estatal, quer no &acirc;mbito europeu em que nos inclu&iacute;mos, tentam-se respostas que, debatidas na opini&atilde;o p&uacute;blica, na concerta&ccedil;&atilde;o social e nos competentes &oacute;rg&atilde;os democr&aacute;ticos, visam ultrapassar estas e outras dificuldades. Mas nada se conseguir&aacute; de consistente e duradouro sem a consciencializa&ccedil;&atilde;o do que est&aacute; realmente em causa e do que necessariamente ter&aacute; de evoluir ou mesmo mudar na sociedade em geral e nas op&ccedil;&otilde;es concretas de cada um.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> <strong>Tal evolu&ccedil;&atilde;o ou mudan&ccedil;a liga-se &agrave; consci&ecirc;ncia e &agrave; responsabilidade dos cidad&atilde;os que somos, com os valores que reconhecermos e os comportamentos em que os concretizarmos<\/strong>. &Eacute; nesse sentido que &ndash; al&eacute;m de tudo o que as institui&ccedil;&otilde;es cat&oacute;licas v&atilde;o fazendo, por si ou em colabora&ccedil;&atilde;o com outras, p&uacute;blicas ou particulares, para minorar os efeitos negativos da presente crise &ndash; partilhamos agora com os nossos concidad&atilde;os aqueles princ&iacute;pios sociais que fundamentalmente assumimos.<\/p>\n<p>Como Igreja Cat&oacute;lica em Portugal n&atilde;o nos cabem as decis&otilde;es aut&oacute;nomas que competem ao Estado democr&aacute;tico, mas cabe-nos a partilha de convic&ccedil;&otilde;es e prop&oacute;sitos que todos os cidad&atilde;os devem aos seus concidad&atilde;os, no corpo vivo que &eacute; a na&ccedil;&atilde;o de n&oacute;s todos. Dando a Deus o que &eacute; de Deus, n&atilde;o nos eximimos a dar a C&eacute;sar o que &eacute; de C&eacute;sar, ou seja, a nossa concidadania franca e dispon&iacute;vel. Citemos o <em>Comp&ecirc;ndio da Doutrina Social da Igreja<\/em>: &ldquo;Os princ&iacute;pios permanentes da Doutrina Social da Igreja constituem os verdadeiros e pr&oacute;prios gonzos do ensinamento social cat&oacute;lico: trata-se do princ&iacute;pio da dignidade da pessoa humana [&hellip;], do bem comum, da subsidiariedade e da solidariedade&rdquo; (n&ordm; 160).<\/p>\n<p>A Doutrina Social da Igreja sistematiza, de h&aacute; mais de um s&eacute;culo para c&aacute;, muitas reflex&otilde;es e posicionamentos sobre v&aacute;rios campos da sociedade e da economia, coincidindo em boa parte com o que a racionalidade humana em geral tem conclu&iacute;do e consignado sobre esses t&oacute;picos nas mais solenes declara&ccedil;&otilde;es internacionais. Desta significativa coincid&ecirc;ncia podemos n&oacute;s, portugueses e outros, tirar a indispens&aacute;vel ilumina&ccedil;&atilde;o e o maior est&iacute;mulo para quanto o momento exige e n&atilde;o dispensa. Como &ldquo;princ&iacute;pios&rdquo; que s&atilde;o, devem estar sempre presentes em tudo o que se decida de concreto, a n&iacute;vel p&uacute;blico ou particular, para construirmos um futuro verdadeiramente humano e n&atilde;o trocarmos aut&ecirc;nticas medidas por meros expedientes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> <strong>A<\/strong><strong> dignidade &ndash; e dignifica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica &ndash; de cada pessoa humana &eacute; o princ&iacute;pio e tamb&eacute;m o fim duma sociedade propriamente dita<\/strong>. &ldquo;Sociedade&rdquo;, isto &eacute;, comunh&atilde;o de destino e companhia entre todos, que s&oacute; em conjunto se podem realizar, sem dispensar ou ultrapassar ningu&eacute;m e com particular aten&ccedil;&atilde;o aos mais fracos e vulner&aacute;veis. &Eacute; em fun&ccedil;&atilde;o deles &ndash; como de todos &ndash; e da sua irredut&iacute;vel dignidade que a sociedade se constitui e aperfei&ccedil;oa, assim mesmo se qualificando.<\/p>\n<p>Na presente conjuntura nacional, &eacute; em torno deste primeiro princ&iacute;pio que se devem definir e avaliar as pol&iacute;ticas concretas, por mais exigentes que sejam. Legisladores e governantes, empres&aacute;rios e gestores, fam&iacute;lias e cidad&atilde;os, todos devemos ter em primeir&iacute;ssima conta a dignidade das pessoas que somos e os outros igualmente s&atilde;o, sobretudo os que veem tal dignidade contrariada na pr&aacute;tica ou obviada no futuro. Insistamos: A qualidade das decis&otilde;es e das pol&iacute;ticas afere-se prioritariamente com este crit&eacute;rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4. O segundo princ&iacute;pio valoriza o bem comum<\/strong>, ou seja, o conjunto de condi&ccedil;&otilde;es e meios de toda a ordem &ndash; materiais, sociais, culturais, espirituais&hellip; &ndash; que permitam a realiza&ccedil;&atilde;o plena de cada um dos membros da sociedade que justa e organicamente constitu&iacute;mos.<\/p>\n<p>Como o primeiro, tamb&eacute;m este princ&iacute;pio, sendo teoricamente luminoso, &eacute; praticamente exigente. Na verdade, d&aacute; a cada um de n&oacute;s, aos corpos sociais interm&eacute;dios e ao Estado um objetivo concreto e avali&aacute;vel, nas &aacute;reas complementares da cidadania. Ano ap&oacute;s ano, or&ccedil;amento ap&oacute;s or&ccedil;amento, programa ap&oacute;s programa, trata-se de prever e avaliar a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es referidas, para a valoriza&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria e alheia: &ndash; Temos ou previsivelmente teremos maiores possibilidades de viver f&iacute;sica e psiquicamente bem, de constituir e manter estavelmente as fam&iacute;lias e a renova&ccedil;&atilde;o geracional, de acompanhar idosos e doentes, de proporcionar escolaridade e forma&ccedil;&atilde;o permanente, de desenvolver a economia, acrescentar o emprego e garantir a ecologia, de avan&ccedil;ar cientifica e tecnologicamente, de alargar a cultura e o esp&iacute;rito?<\/p>\n<p>A soma acrescentada e at&eacute; certo ponto verific&aacute;vel destes e outros itens conexos d&aacute;-nos o bem comum aut&ecirc;ntico, que procuramos no equil&iacute;brio geral dos seus fatores e na qualidade humana e humanizante das respetivas conquistas. E se, na atual conjuntura, o bem comum portugu&ecirc;s nos induz a consci&ecirc;ncia mais clara do muito que lhe falta ou pode at&eacute; recuar, tamb&eacute;m nos deve mobilizar para responder prioritariamente &agrave;quilo que de modo algum pode esperar. &Eacute; este o caso fundamental do trabalho e do emprego, base indispens&aacute;vel de sobreviv&ecirc;ncia e dignifica&ccedil;&atilde;o humana; a sua garantia &eacute; urgente, mesmo exigindo mais criatividade e solidariedade pr&aacute;tica para chegar a todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>5. O terceiro princ&iacute;pio a ter em conta &eacute; o da subsidiariedade<\/strong>. Refere&#8209;se, antes de mais, &agrave; realidade social que constitu&iacute;mos, enquanto seres essencialmente interdependentes. De facto, a nossa interdepend&ecirc;ncia pode e deve ser pedagogicamente considerada, estimulando a contribui&ccedil;&atilde;o de cada um para o todo social, nos diversos patamares da sociabilidade que nos define. Somos pessoas entre pessoas, familiares com familiares, empresas com empresas, institui&ccedil;&otilde;es com institui&ccedil;&otilde;es&hellip; Assim mesmo constitu&iacute;mos um todo politicamente organizado, que n&atilde;o pode nem deve reter nos &oacute;rg&atilde;os de topo a espontaneidade e a iniciativa social.<\/p>\n<p>Bem pelo contr&aacute;rio, os corpos superiores da sociedade devem ir em aux&iacute;lio (<em>subsidium<\/em>) e est&iacute;mulo dos corpos interm&eacute;dios, para que estes realizem por si tudo quanto j&aacute; possam ou inovem em benef&iacute;cio do conjunto. Do Estado &ndash; ou dos organismos internacionais &ndash; a cada fam&iacute;lia e corpo interm&eacute;dio, h&aacute; uma escala social a respeitar sem iludir patamar algum. E nem a escassez de recursos deve omitir tal subsidiariedade geral, pois isso redundaria em desmotiva&ccedil;&atilde;o e desist&ecirc;ncia, exatamente o contr&aacute;rio do que o pa&iacute;s requer agora.<\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; mobiliza&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica sem pedagogia subsidi&aacute;ria; n&atilde;o h&aacute; dinamiza&ccedil;&atilde;o social sem respeito e est&iacute;mulo pelo que cada corpo social interm&eacute;dio pode e deve fazer. Destaque-se em particular, pelas provas j&aacute; dadas na presente conjuntura, a import&acirc;ncia dos apoios familiares e das institui&ccedil;&otilde;es particulares de solidariedade social, t&atilde;o esclarecedoras do que uma sociedade pode resolver dinamicamente e tanto mais quanto for respeitado e refor&ccedil;ado o princ&iacute;pio da subsidiariedade, do topo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s bases do edif&iacute;cio social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>6. Ainda um quarto princ&iacute;pio se h&aacute; de ter em conta, intrinsecamente complementar do precedente, ou seja, o da solidariedade<\/strong>. Mais uma vez, as convic&ccedil;&otilde;es s&atilde;o fundamentais para garantir atitudes pr&aacute;ticas consequentes, oficiais ou particulares<\/p>\n<p>A solidariedade concretiza-se numa atitude permanente e geral de partilha: o que alguns det&ecirc;m em vez dos outros &eacute; o que precisamente t&ecirc;m para os outros, pois toda a propriedade tem dimens&atilde;o social. Nada obtemos inteiramente s&oacute;s, de nada fru&iacute;mos legitimamente s&oacute;s. Pode dizer-se que esta &eacute; uma lei geral da vida, que agora se revela porventura mais clara e exigente. E n&atilde;o s&oacute; no plano interpessoal, mas tamb&eacute;m entre na&ccedil;&otilde;es e continentes.<\/p>\n<p>Solidariedade que n&atilde;o atropela o princ&iacute;pio anterior da subsidiariedade, pois n&atilde;o confisca para o coletivo aquilo que particularmente pode ser ganho e valorizado; mas lembra constantemente ao particular &ndash; individual ou nacional que seja &ndash; que a cria&ccedil;&atilde;o &eacute; bem comum de todos e para todos e os ganhos pr&oacute;prios s&oacute; se fruem em pleno quando tamb&eacute;m se partilham.<\/p>\n<p>Na enc&iacute;clica <em>Caritas in Veritate<\/em>, que h&aacute; dois anos dedicou &agrave; presente situa&ccedil;&atilde;o internacional, o Papa Bento XVI resume sugestivamente a rela&ccedil;&atilde;o entre os dois princ&iacute;pios, com muita aplica&ccedil;&atilde;o estatal ou particular: &ldquo;O princ&iacute;pio da subsidiariedade h&aacute; de ser mantido estritamente ligado com o princ&iacute;pio da solidariedade e vice-versa, porque, se a subsidiariedade sem a solidariedade decai no particularismo social, a solidariedade sem a subsidiariedade decai no assistencialismo que humilha o sujeito necessitado&rdquo; (n&ordm; 58).<\/p>\n<p>E, juntando estes dois princ&iacute;pios com o do bem comum, o <em>Comp&ecirc;ndio da Doutrina Social<\/em> da Igreja agrega assim v&aacute;rios passos do magist&eacute;rio: &ldquo;O ensinamento social da Igreja exorta a reconhecer a fun&ccedil;&atilde;o social de qualquer forma de posse privada, com a clara refer&ecirc;ncia &agrave;s imprescind&iacute;veis consequ&ecirc;ncias do bem comum. O homem n&atilde;o deve jamais considerar as coisas que legitimamente possui como exclusivamente suas, mas tamb&eacute;m como comuns, neste sentido: que possam ser &uacute;teis n&atilde;o s&oacute; a si, mas tamb&eacute;m aos outros&rdquo; (n&ordm; 178).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>7. Esta breve recorda&ccedil;&atilde;o e partilha de princ&iacute;pios quis apenas oferecer &agrave; sociedade portuguesa um contributo te&oacute;rico-pr&aacute;tico para a reflex&atilde;o que se imp&otilde;e<\/strong>.<\/p>\n<p>Fomos atingidos por uma grave crise que, sendo econ&oacute;mica e social, n&atilde;o deixa de ser cultural e de convic&ccedil;&otilde;es. Por isso mesmo, al&eacute;m da indispens&aacute;vel a&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios corpos sociais e pol&iacute;ticos, requer aprofundamento e at&eacute; mudan&ccedil;a no que a cada um mova como expectativa ou ideal, para a vida pr&oacute;pria e alheia. E, se o esquecimento dos princ&iacute;pios acima enunciados acompanhou negativamente o nosso percurso recente, a sua recupera&ccedil;&atilde;o mais convicta dar&aacute; maior defini&ccedil;&atilde;o e &acirc;nimo ao que temos de fazer agora, para um Portugal de todos e para todos.<\/p>\n<p>Significa isto a consci&ecirc;ncia refor&ccedil;ada de que somos um todo nacional e como que um &ldquo;eu&rdquo; coletivo, em que nada se far&aacute; sem corresponsabilidade forte, compromisso de pessoas e grupos e solidariedade pr&aacute;tica, para salvaguardar e acrescentar um bem verdadeiramente comum. &Eacute; o Estado o primeiro &oacute;rg&atilde;o dinamizador do bem comum, mas &eacute; a sociedade no seu todo que o deve vivificar constantemente. Neste momento, os sacrif&iacute;cios que nos s&atilde;o pedidos e as exig&ecirc;ncias que nos s&atilde;o apresentadas s&atilde;o de todos para todos, sem dispensar ningu&eacute;m.<\/p>\n<p>Aproximando&#8209;se a celebra&ccedil;&atilde;o do Natal de Jesus, desejamos:<\/p>\n<p>&ndash; agradecer e felicitar as pessoas e institui&ccedil;&otilde;es que, no seu dia a dia ou em certas ocasi&otilde;es, promovem a&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;o aos mais necessitados;<\/p>\n<p>&ndash; urgir que se converta tudo o que &eacute; idolatria do lucro, ostenta&ccedil;&atilde;o e despesismo, em estilos de vida s&oacute;bria, em que a partilha seja regra de vida e n&atilde;o uma exce&ccedil;&atilde;o reservada a generosos;<\/p>\n<p>&ndash; pedir que o esp&iacute;rito de fraternidade, a que esta quadra especialmente nos convida, tenha concretiza&ccedil;&otilde;es na ajuda a pessoas necessitadas ou a institui&ccedil;&otilde;es que as servem;<\/p>\n<p>&ndash; recordar que os crist&atilde;os s&atilde;o aliados naturais dos d&eacute;beis e pobres e que est&atilde;o ao seu lado como seus defensores, amigos e servidores, pois para quem tem f&eacute;, ajudar os outros &eacute; servir Jesus Cristo e amar o pr&oacute;prio Deus.<\/p>\n<p>Assim, desejar &laquo;Boas Festas&raquo; ser&aacute; muito mais que uma frase da praxe social; ser&aacute; um prop&oacute;sito de contribuir para que todos tenham vida e vida em abund&acirc;ncia.<\/p>\n<p>F&aacute;tima, 13 de dezembro de 2011<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota Pastoral do Conselho Permanente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,147,168,191,267,314],"class_list":["post-54282","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-diocese-da-guarda","tag-economia","tag-natal","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54282","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54282"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54282\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54282"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54282"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54282"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}