{"id":54227,"date":"2011-12-09T12:28:02","date_gmt":"2011-12-09T12:28:02","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/12\/09\/homilia-do-bispo-do-porto-na-solenidade-da-imaculada-conceicao-de-nossa-senhora-e-ordenacao-de-32-diaconos\/"},"modified":"2011-12-09T12:28:02","modified_gmt":"2011-12-09T12:28:02","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-solenidade-da-imaculada-conceicao-de-nossa-senhora-e-ordenacao-de-32-diaconos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-solenidade-da-imaculada-conceicao-de-nossa-senhora-e-ordenacao-de-32-diaconos\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo do Porto na solenidade da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora e ordena\u00e7\u00e3o de 32 di\u00e1conos"},"content":{"rendered":"<p>&Agrave; luz nov&iacute;ssima de Cristo: a Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o de Maria e o servi&ccedil;o humilde dos di&aacute;conos<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Irm&atilde;os car&iacute;ssimos:<\/p>\n<p>1. Nas atuais circunst&acirc;ncias &ndash; pessoais e coletivas, eclesiais at&eacute; &ndash; poder&iacute;amos continuar, como no trecho do G&eacute;nesis, h&aacute; pouco escutado: &ldquo;N&atilde;o fui eu, foi a mulher; n&atilde;o fui eu, foi a serpente&hellip;&rdquo;. Todos temos consci&ecirc;ncia dum mal que nos precede e extravasa, ou reciprocamente atinge. N&atilde;o somos o que gostar&iacute;amos de ser, nem suportamos o que somos, s&oacute; por n&oacute;s.<\/p>\n<p>Dificilmente escutamos um notici&aacute;rio ou lemos uma an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o pare&ccedil;am um &ldquo;cap&iacute;tulo de culpas&rdquo;, sobretudo alheias. Estranhamente, por&eacute;m, fica-nos um resto, quase um dep&oacute;sito, dif&iacute;cil de digerir, qual remorso ou mal-estar: queiramos ou n&atilde;o, estamos sempre implicados. Um atavismo pesado, quase enjoativo, permanece e d&oacute;i.<\/p>\n<p>Sabemos como alguma modernidade nos tentou apaziguar disso mesmo, atribuindo-o a alegadas doutrinas de submiss&atilde;o ou aliena&ccedil;&atilde;o. Sabemos como se sucederam propostas de emancipa&ccedil;&atilde;o individual ou geral, insistentes no contr&aacute;rio, ou seja, na irresponsabilidade em rela&ccedil;&atilde;o aos outros e, ainda mais, a um grande &ldquo;outro&rdquo;, que s&oacute; poderia ser fantasmag&oacute;rico ou tirano&hellip;<\/p>\n<p>Sabemos. Sabemos e sofremos tudo isto, por consider&aacute;veis &ldquo;raz&otilde;es&rdquo;, at&eacute; certo ponto. Mas a quest&atilde;o permanece: &#8211; Porque nos sentimos t&atilde;o pouco &agrave; vontade, quando um Outro, realmente outro, nos procura e lhe ouvimos o rumor dos passos no jardim? Porque alienamos &ndash; agora sim! &ndash; a resposta que lhe hav&iacute;amos de dar por n&oacute;s, mesmo que ainda renitentes da culpa e da sincera confiss&atilde;o?<\/p>\n<p>Realmente, tanto tempo a somar desculpas aumentou-nos muito o seu peso mal descarregado. Nunca se agigantaram como hoje as culpas alheias e nunca se assumiram t&atilde;o pouco as pr&oacute;prias. Com o perigo de dar ainda mais raz&atilde;o &agrave; antiga senten&ccedil;a do &ldquo;quem n&atilde;o vive como pensa acaba por pensar como vive&rdquo;.<\/p>\n<p>Alguma coisa sobra, ainda assim, de pr&eacute;vio e subjacente, que n&atilde;o nos deixar&aacute; completamente descansados, agora ou depois.<\/p>\n<p>Foi deste real&iacute;ssimo sentimento que a teologia concluiu o &ldquo;pecado original&rdquo;, mesmo antes de o designar assim. N&atilde;o: do mais &iacute;ntimo sabemos que n&atilde;o nascemos para remorsos sem nome, nem para eternas desculpas. Tudo nos grita, do mais fundo de n&oacute;s mesmos, que fomos criados para mais e melhor, n&oacute;s e o mundo que arrastamos, para bem ou para mal.<\/p>\n<p>Os primeiros tra&ccedil;os com que a humanidade se ilustrou nas paredes das antigas cavernas devolviam j&aacute; &agrave; natureza uma cor e um movimento que ultrapassavam a rudeza com que a sofriam e lhe auguravam maior conveni&ecirc;ncia. Os fil&oacute;sofos ordenaram depois o que aparecia contradit&oacute;rio ou confuso. A poesia e as artes movem-se sempre do que &eacute; para o que pode ser &#8211; ou poderia ter sido, n&atilde;o fora um n&atilde;o sei qu&ecirc;, t&atilde;o nebuloso como real.<\/p>\n<p>Culpas pessoais, certamente. Mas sobre um fundo que alguma vez come&ccedil;ou, originalmente negativo. E assim demoradamente est&aacute;vamos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Mais vale, como realmente valeu, o incans&aacute;vel projeto divino. O trecho da Carta aos Ef&eacute;sios, tamb&eacute;m ouvido, inultrapass&aacute;vel na clareza do cristianismo inicial, cantava-nos h&aacute; pouco: &ldquo;Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, [&hellip;] n&rsquo;Ele nos escolheu, antes da cria&ccedil;&atilde;o do mundo, para sermos santos e irrepreens&iacute;veis, em caridade, na sua presen&ccedil;a&rdquo;. Sabia o autor deste hino, confessamo-lo agora todos n&oacute;s: a nossa verdade est&aacute; a&iacute; mesmo, no sonho em que Deus nos sonhou, &ldquo;na sua presen&ccedil;a&rdquo; e n&atilde;o fugidos ou escondidos d&rsquo;Ele. Na verdade, como perguntava um outro autor do s&eacute;culo I: &ldquo; &ndash; Que mundo poderia acolher um desertor de Deus? [&hellip;] &#8211; Em que lugar, portanto, poderia algu&eacute;m refugiar-se para escapar &Agrave;quele que tudo abrange?&rdquo; (S. Clemente de Roma, Carta aos Cor&iacute;ntios).<\/p>\n<p>Reconhe&ccedil;amos ent&atilde;o, reconhe&ccedil;amos e confessemos, sem hesitar nas palavras recebidas da tradi&ccedil;&atilde;o eclesial, t&atilde;o conformes, ali&aacute;s, com o sentimento universal: n&atilde;o estamos, s&oacute; por n&oacute;s n&atilde;o estamos, como Deus nos quer; estamos, em Cristo estaremos, onde Deus nos espera, como &ldquo;filhos no Filho&rdquo; e nova cria&ccedil;&atilde;o realizada. &ldquo;Santos e irrepreens&iacute;veis&rdquo;, por a&ccedil;&atilde;o da gra&ccedil;a restauradora e plenificante. Finalmente assim, como em Maria Imaculada come&ccedil;ou a ser, em fun&ccedil;&atilde;o do Filho que teria.<\/p>\n<p>E n&atilde;o nos desculpemos; mas, sofrendo o que mal herd&aacute;mos e infelizmente arrastamos, abramo-nos &agrave; gra&ccedil;a que nos refaz agora. Atrevamo-nos at&eacute; a cantar, mas neste sentido apenas, a arriscada estrofe do prec&oacute;nio pascal: &ldquo;Oh necess&aacute;rio pecado de Ad&atilde;o, que foi destru&iacute;do pela morte de Cristo! Oh ditosa culpa, que nos mereceu t&atilde;o grande Redentor!&rdquo;.<\/p>\n<p>Como isto foi e como come&ccedil;ou, sabemo-lo tamb&eacute;m; por isso mesmo o celebramos hoje, na Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o da Virgem Santa Maria, Padroeira de Portugal. Foi na terra que estas coisas aconteceram, a partir do C&eacute;u. N&atilde;o podia ser doutro modo, pois o &ldquo;p&oacute; da terra&rdquo; &eacute; a nossa mat&eacute;ria comum.<\/p>\n<p>Na terra &ndash; que devia ser jardim &ndash; fomos procurados um dia, a&iacute; mesmo nos escondendo dum Deus que tem&iacute;amos, porque n&atilde;o am&aacute;vamos, antes o tendo por concorrente da nossa pseudo-liberdade. Na terra, na bendita terra de Nazar&eacute; da Galileia, Deus nos voltou a procurar, n&rsquo;Aquela jovem que trazia em si a plena juventude do mundo, infinitamente capacitada para acolher a nova cria&ccedil;&atilde;o, de que era tamb&eacute;m o primeiro fruto.<\/p>\n<p>Soa assim, na magn&iacute;fica narra&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Lucas, t&atilde;o po&eacute;tica para ser ainda mais verdadeira: &ldquo;Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: &lsquo;Ave, cheia de gra&ccedil;a, o Senhor est&aacute; contigo!&rsquo;&rdquo;. Plenitude de gra&ccedil;a significa totalidade divina e divinizante, acolhida e consentida, como no cora&ccedil;&atilde;o de Maria, assim mesmo &ldquo;imaculada&rdquo;. A&iacute; sim e s&oacute; a&iacute;, p&ocirc;de nascer o homem novo: Jesus, Filho de Maria, o homem novo nascido na nova terra que Maria concentrava.<\/p>\n<p>E, sem desculpas mal adiantadas, existe por fim um cora&ccedil;&atilde;o coincidente: &ldquo;Eis a escrava do Senhor; fa&ccedil;a-se em mim segundo a tua palavra&rdquo;. Por Maria, Deus p&ocirc;de dizer-se no mundo, no Verbo Incarnado, em que finalmente nos ouvimos e reencontramos. N&rsquo;Ele, o Sol radioso de que Maria foi aurora, em imaculada concei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. Deixemo-nos recriar tamb&eacute;m, amados irm&atilde;os e irm&atilde;s, pois a gra&ccedil;a original de Maria &eacute; ainda a gra&ccedil;a batismal dos crentes. E retomemos o trecho da Carta aos Ef&eacute;sios, com especial incid&ecirc;ncia nos que a seguir ser&atilde;o ordenados di&aacute;conos: &ldquo;Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que [&hellip;] n&rsquo;Ele nos escolheu, antes da cria&ccedil;&atilde;o do mundo, para sermos santos e irrepreens&iacute;veis, em caridade, na sua presen&ccedil;a&rdquo;.<\/p>\n<p>A palavra-chave &eacute; agora &ldquo;caridade&rdquo;. A caridade de Maria, a &ldquo;cheia de gra&ccedil;a&rdquo; foi total, que assim a recebeu e manteve. Caridade total e em benef&iacute;cio de todos, pois s&oacute; assim poderia nascer Aquele que reinaria &ldquo;sem fim&rdquo;. Nada disto seria abarc&aacute;vel pela simples compreens&atilde;o duma jovem nazarena; mas tudo seria correspondido por um cora&ccedil;&atilde;o &ldquo;imaculado&rdquo; e isento de quanto de Deus n&atilde;o fosse.<\/p>\n<p>Ent&atilde;o tudo come&ccedil;ava no Cora&ccedil;&atilde;o Imaculado de Maria. Agora tudo continuar&aacute; tamb&eacute;m, car&iacute;ssimos ordinandos, no vosso cora&ccedil;&atilde;o entregue a Deus, para servi&ccedil;o humilde do pr&oacute;ximo. Continuam a ser realidades imensas, da pura ordem da gra&ccedil;a; mas continuam a passar por cora&ccedil;&otilde;es humanos, como os vossos, dispon&iacute;veis para a recria&ccedil;&atilde;o de todas as coisas em Cristo. Agradecei-as e cumpri-as.<\/p>\n<p>&#8211; E que havemos n&oacute;s de esperar do diaconado na Diocese do Porto, como na Igreja em geral? Certamente, n&atilde;o colmatar&aacute; a falta de sacerdotes, que teremos de resolver ainda, com muita ora&ccedil;&atilde;o e empenho. Mas permitir&aacute;, com o tempo, recentrar os presb&iacute;teros no que lhes &eacute; mais espec&iacute;fico e tanto urge, sobretudo quanto &agrave; Eucaristia e &agrave; Reconcilia&ccedil;&atilde;o, de que s&oacute; eles s&atilde;o ministros, bem como na santifica&ccedil;&atilde;o do Povo de Deus.<\/p>\n<p>Para tal, &eacute; oportun&iacute;ssima a corresponsabiliza&ccedil;&atilde;o eclesial e a expans&atilde;o do diaconado, cumprindo a indica&ccedil;&atilde;o do Conc&iacute;lio, h&aacute; quase meio s&eacute;culo dada. &#8211; E &ldquo;permanente&rdquo; porqu&ecirc;? Porque permanente h&aacute; de ser a dimens&atilde;o diaconal da Igreja, quer internamente, quer no servi&ccedil;o dos pobres de todas as pobrezas. &Eacute; esta dimens&atilde;o que o diaconado simboliza e ativa, pela gra&ccedil;a pr&oacute;pria dum grau espec&iacute;fico do sacramento da Ordem, este mesmo que ides receber.<\/p>\n<p>Na comunidade crist&atilde; e nas vossas ocupa&ccedil;&otilde;es correntes, profissionais e sociais tamb&eacute;m, sereis sinais vivos e ativos daquele Cristo que assim mesmo se definiu um dia e t&atilde;o particularmente vos define agora. Car&iacute;ssimos di&aacute;conos de aqui a pouco: Lede e relede sempre, muitas vezes pela vossa vida fora, estas palavras de Cristo que t&atilde;o particularmente, t&atilde;o sacramentalmente, vos caracterizam e h&atilde;o de caracterizar mais e mais: &ldquo;&hellip; o que for maior entre v&oacute;s seja como o menor, e aquele que mandar, como aquele que serve. [&hellip;] Eu estou no meio de v&oacute;s como aquele que serve [= como um di&aacute;cono]&rdquo; (Lc 22, 26-27).<\/p>\n<p>Car&iacute;ssimos: Se vos vou ordenar daqui a momentos &eacute; unicamente para que a Igreja do Porto possa ter em v&oacute;s sinais vivos e ativos desta atitude de Cristo. Para que pela vossa humildade, disponibilidade e servi&ccedil;o a todos, sobretudo aos pobres, as comunidades crist&atilde;s cres&ccedil;am nesta dimens&atilde;o essencial em rela&ccedil;&atilde;o ao mundo. Nada mais, realmente, sem distra&ccedil;&otilde;es nem derivas.<\/p>\n<p>E, concluindo com palavras recentes do Papa Bento XVI, dirigidas precisamente aos di&aacute;conos, assim vos consagro e envio: &ldquo;N&atilde;o deixeis de prestar uma aten&ccedil;&atilde;o particular &agrave;s pessoas mental ou fisicamente doentes, &agrave;s pessoas mais fr&aacute;geis e aos mais pobres das vossas comunidades. Que a vossa caridade se fa&ccedil;a criativa! [&hellip;] Como Santo Est&ecirc;v&atilde;o, S&atilde;o Louren&ccedil;o e S&atilde;o Vicente, di&aacute;conos e m&aacute;rtires, esfor&ccedil;ai-vos por reconhecer e encontrar Cristo na Eucaristia e nos pobres. Este servi&ccedil;o do altar e da caridade levar-vos-&aacute; a amar o encontro com o Senhor presente no altar e nos pobres. Ent&atilde;o estareis preparados para dar a vossa vida por Ele at&eacute; &agrave; morte&rdquo; (Africae Munus, n&ordm; 116).&nbsp;<\/p>\n<p>Rebrilhar&aacute; em v&oacute;s a luz de Cristo: essa mesma que em Maria foi alvor; essa mesma que em v&oacute;s ser&aacute; servi&ccedil;o!<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 8 de dezembro de 2011<\/p>\n<p><em>D. Manuel Clemente<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&Agrave; luz nov&iacute;ssima de Cristo: a Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o de Maria e o servi&ccedil;o humilde dos di&aacute;conos &nbsp; Irm&atilde;os car&iacute;ssimos: 1. 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