{"id":54159,"date":"2011-12-05T13:17:17","date_gmt":"2011-12-05T13:17:17","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/12\/05\/homilia-do-bispo-de-braganca-miranda-na-missa-dos-25-anos-da-paroquia-de-sao-tiago-braganca\/"},"modified":"2011-12-05T13:17:17","modified_gmt":"2011-12-05T13:17:17","slug":"homilia-do-bispo-de-braganca-miranda-na-missa-dos-25-anos-da-paroquia-de-sao-tiago-braganca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-braganca-miranda-na-missa-dos-25-anos-da-paroquia-de-sao-tiago-braganca\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Bragan\u00e7a-Miranda na missa dos 25 anos da par\u00f3quia de S\u00e3o Tiago, Bragan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong>&laquo;Sem o Domingo n&atilde;o podemos viver&raquo;<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>25 anos da Par&oacute;quia de S. Tiago &ndash; Bragan&ccedil;a<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>04.12.2011<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ex.cia Rev.ma D. Ant&oacute;nio Jos&eacute; Rafael<br \/>C&oacute;n. Adelino Paes, Dig.mo Vig&aacute;rio Geral<br \/>Pe. Jos&eacute; Carlos Martins, Dig.mo P&aacute;roco<br \/>Senhor Presidente da C&acirc;mara Municipal de Bragan&ccedil;a<\/p>\n<p>Caros Irm&atilde;os e Irm&atilde;s<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1. In&iacute;cio do Evangelho de Jesus Cristo. In&iacute;cio de uma Boa not&iacute;cia, ou melhor, in&iacute;cio da alegre not&iacute;cia &ndash; Jesus &eacute; o Cristo, o Filho de Deus.<\/p>\n<p>Celebrar as bodas de Prata da cria&ccedil;&atilde;o desta Par&oacute;quia de S. Tiago &eacute; tempo oportuno para recome&ccedil;ar. Recome&ccedil;ar de que coisa? De uma Boa not&iacute;cia. N&atilde;o podemos recome&ccedil;ar do pessimismo, dos problemas, da ilus&atilde;o. N&oacute;s recome&ccedil;amos sempre das boas not&iacute;cias de Deus. Hoje somo convidados &agrave; continuidade na novidade. A continuidade e a novidade n&atilde;o se contrap&otilde;em. A continuidade n&atilde;o &eacute; mera repeti&ccedil;&atilde;o e a novidade n&atilde;o &eacute; nenhuma rotura. Queremos viver na continuidade din&acirc;mica para a renova&ccedil;&atilde;o constante do cora&ccedil;&atilde;o e da Igreja no seguimento do seu &uacute;nico Senhor. Queremos escutar a Esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Esta comunidade est&aacute; sob a prote&ccedil;&atilde;o de S, Tiago. Isto interpela-nos a sermos pessoas que est&atilde;o em estado permanente de peregrina&ccedil;&atilde;o. O homem crist&atilde;o est&aacute; sempre em viagem, isto &eacute;, sempre &agrave; procura. O caminho de S. Tiago pode ser a met&aacute;fora da nossa vida e da rela&ccedil;&atilde;o com Cristo.<\/p>\n<p>&laquo;<em>Sine dominico non possumus<\/em>!&raquo; Sem o Domingo do Senhor, sem o Dia do Senhor n&atilde;o podemos viver: assim responderam no ano 304 alguns crist&atilde;os de Abitinia, atual Tun&iacute;sia, quando, surpreendidos na celebra&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica dominical, que estava proibida. Eles foram conduzidos ante o juiz, que lhe perguntou por que, no Domingo, haviam celebrado a fun&ccedil;&atilde;o religiosa crist&atilde;, sabendo que isso implicava castigo de morte. &laquo;<em>Sine dominico non possumus<\/em>&raquo;. N&atilde;o h&aacute; par&oacute;quia sem Domingo nem Domingo sem par&oacute;quia.<\/p>\n<p>A palavra <em>Paroik&iacute;a<\/em> significa estar entre as casas. Mais tarde, com a influ&ecirc;ncia do cristianismo, o termo assumiu um significado &lsquo;m&iacute;stico&rsquo;, e por isso, se passou a entender como o peregrino, aquele que reside em situa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;estrangeiro&rdquo;, longe da pr&oacute;pria casa. &laquo;<em>Toda a terra estrangeira &eacute; sua p&aacute;tria e toda a p&aacute;tria lhes &eacute; estrangeira<\/em>&raquo;(1). A par&oacute;quia&nbsp;&eacute; a Igreja na sua tradu&ccedil;&atilde;o espacial e quotidiana.<\/p>\n<p>&laquo;As par&oacute;quias representam, de algum modo, a Igreja vis&iacute;vel estabelecida em todo o mundo. Por consequ&ecirc;ncia, deve cultivar-se no esp&iacute;rito e no modo de agir dos fi&eacute;is e dos sacerdotes a vida lit&uacute;rgica da par&oacute;quia e a sua rela&ccedil;&atilde;o com o Bispo, e trabalhar para que flores&ccedil;a o sentido da comunidade paroquial, especialmente na celebra&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria da missa dominical&raquo;(2).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. Nos in&iacute;cios, a Igreja edificou-se &agrave; volta da C&aacute;tedra do Bispo e com a expans&atilde;o das comunidades multiplicaram-se as Dioceses. Quando o cristianismo se difundiu nas aldeias, aquelas por&ccedil;&otilde;es do povo de Deus foram confiadas aos Presb&iacute;teros. A Igreja pode assim aproximar-se das casas das pessoas, sem quebrar a unidade da Diocese &agrave; volta do Bispo e do &uacute;nico Presbit&eacute;rio com ele. A Par&oacute;quia, sendo uma op&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica e pastoral da Igreja, n&atilde;o &eacute; apenas uma circunscri&ccedil;&atilde;o administrativa e reparti&ccedil;&atilde;o funcional da Diocese, mas &eacute; a forma hist&oacute;rica privilegiada da localiza&ccedil;&atilde;o da Igreja particular. A par&oacute;quia &eacute; &laquo;o n&uacute;cleo fundamental na vida quotidiana da Diocese&raquo;(3). A Par&oacute;quia deve ser uma casa aberta &agrave; Esperan&ccedil;a. Esta igreja &eacute; chamada a ser a casa de Deus na cidade dos homens, cuja refer&ecirc;ncia matriz &eacute; a igreja Catedral (<em>Domus Ecclesiae<\/em>) para a cidade de Bragan&ccedil;a e para a Diocese de Bragan&ccedil;a-Miranda. E, amanh&atilde; queremos iniciar um tempo novo na Catedral. Ser&aacute; com os jovens e juntamente com eles queremos escutar a Esperan&ccedil;a no 1&ordm; encontro de Lectio Divina.<\/p>\n<p>Por isso, a Igreja pede que o p&aacute;roco, como o Bom e Belo Pastor: &laquo;esforce-se por conhecer os fi&eacute;is confiados ao seu cuidado; para isso, visite as suas fam&iacute;lias, partilhando sobretudo das suas preocupa&ccedil;&otilde;es, ang&uacute;stias e lutos e confortando-os no Senhor e, se tiverem faltado em quaisquer pontos, corrija-os prudentemente; auxilie com grande caridade os doentes, particularmente os que est&atilde;o pr&oacute;ximos da morte, confortando-os solicitamente com os sacramentos e encomendando a Deus as suas almas; acompanhe com peculiar dilig&ecirc;ncia os pobres, os aflitos, os solit&aacute;rios e os emigrantes e os que padecem dificuldades especiais; trabalhe ainda por que os c&ocirc;njuges e os pais perseverem no cumprimento dos pr&oacute;prios deveres, e fomente o incremento da vida crist&atilde; na fam&iacute;lia&raquo;(4).<\/p>\n<p>&laquo;A comunh&atilde;o eclesial, embora possua sempre uma dimens&atilde;o universal, encontra a sua express&atilde;o mais imediata e vis&iacute;vel na <em>Par&oacute;quia: <\/em>esta &eacute; a &uacute;ltima localiza&ccedil;&atilde;o da Igreja; &eacute;, em certo sentido, <em>a pr&oacute;pria Igreja que vive no meio das casas dos seus filhos e das suas filhas<\/em>&raquo;(5). A Igreja n&atilde;o &eacute; um movimento, mas uma comunidade que re&uacute;ne todos os crentes em Cristo sem distin&ccedil;&atilde;o, para que todos celebrem a sua f&eacute;, esperan&ccedil;a e caridade. A par&oacute;quia &eacute; a c&eacute;lula base da Igreja, n&atilde;o &eacute; apenas uma divis&atilde;o administrativa da Diocese, mas um espa&ccedil;o eclesial na qual a Igreja se d&aacute; como <em>o todo no fragmento<\/em>.<\/p>\n<p>A Par&oacute;quia &eacute; gerada pela Eucaristia, sobretudo no dia do Senhor (momento constitutivo da vida paroquial &ndash; bilhete de identidade da par&oacute;quia); ela gera os filhos para a f&eacute; e para a vida eclesial atrav&eacute;s da Inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde;; cresce na sua for&ccedil;a mission&aacute;ria porque est&aacute; animada por uma experi&ecirc;ncia de comunh&atilde;o que investe todo o seu trabalho educativo e pastoral.<\/p>\n<p>As par&oacute;quias devem ser casas que sabem acolher e escutar medos e esperan&ccedil;as das pessoas, perguntas e ang&uacute;stias e que sabem oferecer um corajoso testemunho e um an&uacute;ncio cred&iacute;vel da verdade, que &eacute; Cristo. O acolhimento cordial e gratuito &eacute; a condi&ccedil;&atilde;o primeira da evangeliza&ccedil;&atilde;o t&atilde;o antiga e sempre nova.<\/p>\n<p>A Igreja presente na Diocese de Bragan&ccedil;a-Miranda precisa de novos evangelizadores para a Nova evangeliza&ccedil;&atilde;o ou reevangeliza&ccedil;&atilde;o. &laquo;A nova evangeliza&ccedil;&atilde;o, dirigida, n&atilde;o apenas aos indiv&iacute;duos mas a inteiras faixas de popula&ccedil;&atilde;o, nas suas diversas situa&ccedil;&otilde;es, ambientes e culturas, tem por fim <em>formar comunidades eclesiais amadurecidas, <\/em>onde, a f&eacute; desabroche e realize todo o seu significado origin&aacute;rio de ades&atilde;o &agrave; pessoa de Cristo e ao Seu Evangelho, de encontro e de comunh&atilde;o sacramental com Ele, de exist&ecirc;ncia vivida na caridade e no servi&ccedil;o&raquo;(6).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>+ Jos&eacute; Cordeiro<\/em><\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p>(1) Carta a Diogneto 5,5.<br \/>(2) SC 42.<br \/>(3) J. PAULO II, <em>Pastores Gregis<\/em> 45.<br \/>(4) CIC, C&acirc;n. 529&sect;1.<br \/>(5) J. PAULO II; <em>Christifideles laici<\/em> 26.<br \/>(6) J. PAULO II; <em>Christifideles laici<\/em> 34.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&laquo;Sem o Domingo n&atilde;o podemos viver&raquo; 25 anos da Par&oacute;quia de S. Tiago &ndash; Bragan&ccedil;a 04.12.2011 &nbsp; Ex.cia Rev.ma D. Ant&oacute;nio Jos&eacute; RafaelC&oacute;n. Adelino Paes, Dig.mo Vig&aacute;rio GeralPe. Jos&eacute; Carlos Martins, Dig.mo P&aacute;rocoSenhor Presidente da C&acirc;mara Municipal de Bragan&ccedil;a Caros Irm&atilde;os e Irm&atilde;s &nbsp; 1. In&iacute;cio do Evangelho de Jesus Cristo. 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