{"id":54143,"date":"2011-12-03T12:31:35","date_gmt":"2011-12-03T12:31:35","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/12\/03\/mensagem-de-natal-do-bispo-das-forcas-armadas-e-forcas-de-seguranca-d-januario-torgal\/"},"modified":"2011-12-03T12:31:35","modified_gmt":"2011-12-03T12:31:35","slug":"mensagem-de-natal-do-bispo-das-forcas-armadas-e-forcas-de-seguranca-d-januario-torgal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-natal-do-bispo-das-forcas-armadas-e-forcas-de-seguranca-d-januario-torgal\/","title":{"rendered":"Mensagem de Natal do bispo das For\u00e7as Armadas e For\u00e7as de Seguran\u00e7a, D. Janu\u00e1rio Torgal"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong>Mensagem de Natal<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para todas as pessoas das For&ccedil;as Armadas e das For&ccedil;as de Seguran&ccedil;a os votos felizes de Natal e Novo Ano, no respeito pelas raz&otilde;es de cada um!<\/p>\n<p>O ar festivo desta quadra &eacute; sinal de convic&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s e dos motivos de quem partilha, connosco, as causas da Humanidade. A defesa dos princ&iacute;pios que regem a dignidade da pessoa compromete-nos no exerc&iacute;cio de comportamentos limpos, sem conveni&ecirc;ncias nem interesses.<\/p>\n<p>Os mais importantes dever&atilde;o ser os que, no dia a dia, menos importam e por quem quase ningu&eacute;m se importa. Uma sociedade ser&aacute; sempre julgada pelos valores da justi&ccedil;a e da solidariedade, ao conferir aos mais abandonados o primado dos cuidados e do or&ccedil;amento, construindo um desenvolvimento de cariz humano. A op&ccedil;&atilde;o preferencial pelos mais vulner&aacute;veis nunca se poder&aacute; compadecer com apoios meramente circunstanciais, ao recusar limites &agrave; imagina&ccedil;&atilde;o fraterna e ao exerc&iacute;cio da inter-ajuda.<\/p>\n<p>A esta luz &ldquo;a crise n&atilde;o pode servir de pretexto para a suspens&atilde;o dos tr&ecirc;s crit&eacute;rios fundamentais que dever&atilde;o orientar a constru&ccedil;&atilde;o do futuro: a justi&ccedil;a, a solidariedade e o bem comum&rdquo; (Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz, Vencer a crise e construir Portugal (&hellip;), Lisboa, 2011).<\/p>\n<p>Uma inovadora perspectiva da a&ccedil;&atilde;o e da compet&ecirc;ncia de pessoas torna efectivo o improv&aacute;vel, estimulando-nos a viver a esperan&ccedil;a, nunca como uma ilus&atilde;o. A esperan&ccedil;a &eacute; a arte, a honestidade e a coragem do poss&iacute;vel, cumprindo, entre v&aacute;rias, a certeza de que a Terra &eacute; de todos e de que cada um tem jus ao trabalho, &agrave; estabilidade da fam&iacute;lia, &agrave; qualifica&ccedil;&atilde;o de um servi&ccedil;o profissional, ao respeito e &agrave; paz.<\/p>\n<p>Conforme o Conc&iacute;lio Vaticano II: &ldquo;Cumpram-se, antes de mais, as exig&ecirc;ncias da justi&ccedil;a para que se n&atilde;o ofere&ccedil;a como solidariedade o que &eacute; devido a t&iacute;tulo de justi&ccedil;a&rdquo; (Decreto sobre o apostolado dos leigos, n.&ordm; 8).<\/p>\n<p>No tocante &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de vida nas For&ccedil;as Armadas e nas For&ccedil;as de Seguran&ccedil;a, reconhe&ccedil;am-se as luzes do que tem sido efectivado de positivo e s&eacute;rio. Mas quem defende o progresso e os crit&eacute;rios da promo&ccedil;&atilde;o humana tem a miss&atilde;o de atender muito mais &agrave; inquieta&ccedil;&atilde;o do vazio do que ao encantamento do conseguido. Neste dom&iacute;nio, a compet&ecirc;ncia do pensar e do proceder, se aponta obst&aacute;culos, &eacute; porque est&aacute; certa de que os erros s&atilde;o para corrigir e as expectativas verdadeiras para realizar.<\/p>\n<p>Respeitem-se os objectivos sempre sublinhados: estabelecer a ordem justa, defender o direito violado, realizar obras de paz em ordem ao bem comum. Na linha do pensamento social da Igreja, os frutos do trabalho comum devem ser divididos com equidade e justi&ccedil;a social; tamb&eacute;m nunca se respirar&aacute; a tranquilidade enquanto n&atilde;o se experimentar que se &eacute; sujeito e n&atilde;o objecto da vida econ&oacute;mica, social e pol&iacute;tica. Tenha-se recato em aludir ao viver acima das possibilidades. H&aacute; um mundo de portuguesas e portugueses que nunca as tiveram!<\/p>\n<p>A fraude da cidade burguesa consistiu em n&atilde;o mostrar os pobres (Andrea Riccardi). Aqui e acol&aacute;, h&aacute; pretens&otilde;es desta ordem. Mas o Natal n&atilde;o vive esse pudor terr&iacute;vel! Um Menino pobre nasceu e apareceu no mundo. Uma cara de crian&ccedil;a era a de um Deus connosco, propondo-nos o fasc&iacute;nio de sermos humanos, sem fronteiras. Ele nos ensinou a nunca ser natural a exist&ecirc;ncia e fatal o crescimento, em n&uacute;mero, dos exclu&iacute;dos. Foi por este problema e suas ang&uacute;stias, que citei, no &ldquo;Dia dos Fi&eacute;is Defuntos&rdquo; &uacute;ltimo, a letra de um fado bem nosso conhecido: &ldquo;&Oacute; gente da minha terra \/ Agora &eacute; que eu percebi \/ Esta tristeza que trago \/ foi de v&oacute;s que a recebi&rdquo;.<\/p>\n<p>Um Natal de verdade em 2011!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Janu&aacute;rio Torgal Mendes Ferreira<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Bispo das For&ccedil;as Armadas e For&ccedil;as de Seguran&ccedil;a<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal &nbsp; Para todas as pessoas das For&ccedil;as Armadas e das For&ccedil;as de Seguran&ccedil;a os votos felizes de Natal e Novo Ano, no respeito pelas raz&otilde;es de cada um! O ar festivo desta quadra &eacute; sinal de convic&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s e dos motivos de quem partilha, connosco, as causas da Humanidade. 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