{"id":54083,"date":"2011-11-29T12:56:43","date_gmt":"2011-11-29T12:56:43","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/11\/29\/do-movimento-liturgico-a-reforma-liturgica\/"},"modified":"2011-11-29T12:56:43","modified_gmt":"2011-11-29T12:56:43","slug":"do-movimento-liturgico-a-reforma-liturgica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/do-movimento-liturgico-a-reforma-liturgica\/","title":{"rendered":"Do Movimento Lit\u00fargico \u00e0 Reforma Lit\u00fargica"},"content":{"rendered":"<p>D. Jos\u00e9 Manuel Cordeiro, bispo de Bragan\u00e7a-Miranda <!--more--> <\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\">O Movimento Lit&uacute;rgico teve o seu natural desenvolvimento por toda a Europa. O in&iacute;cio do Movimento Lit&uacute;rgico, em Portugal, pode datar-se no I Congresso Lit&uacute;rgico Portugu&ecirc;s, realizado em Vila Real de 17 a 19 de junho de 1926. Tanto o mosteiro de Singeverga como o Semin&aacute;rio Maior dos Olivais foram dois centros importantes do Movimento Lit&uacute;rgico. Todo este movimento n&atilde;o aconteceu na paz. Pelo contr&aacute;rio, n&atilde;o faltaram no interior da Igreja, discuss&otilde;es, ataques, bispos c&eacute;ticos e com muitas reservas por todo este desenvolvimento lit&uacute;rgico.<\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span>A Enc&iacute;clica &ldquo;<em>Mediator Dei<\/em>&rdquo; de Pio XII (20.11.1947)[1] &eacute; considerada a &ldquo;<em>Magna Carta do Movimento lit&uacute;rgico<\/em>&rdquo;. Sem d&uacute;vida, as reformas de Pio XII contribu&iacute;ram para uma nova teologia lit&uacute;rgica, e podemos at&eacute; acrescentar que o II Conc&iacute;lio do Vaticano desembocou numa teologia da liturgia gra&ccedil;as &agrave;s bases destas reformas lentas e amadurecidas. Todos se davam conta do crescendo da reforma lit&uacute;rgica e toda a Igreja se abria, naqueles anos, &agrave;s riquezas do mist&eacute;rio pascal, centro da vida da Igreja e de cada crist&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span>O I Congresso Internacional de Pastoral lit&uacute;rgica de Assis ficou c&eacute;lebre pelas palavras proferidas pelo Papa Pio XII, no Discurso final, na sala das B&ecirc;n&ccedil;&atilde;os do Vaticano, em 23.09.1956: &laquo;<em>o Movimento Lit&uacute;rgico apareceu como um sinal das providenciais disposi&ccedil;&otilde;es divinas no nosso tempo, como uma passagem do Esp&iacute;rito Santo na sua Igreja para aproximar ainda mais os homens aos mist&eacute;rios da f&eacute; e &agrave;s riquezas da gra&ccedil;a, que prov&ecirc;m pela participa&ccedil;&atilde;o ativa dos fi&eacute;is na vida lit&uacute;rgica<\/em>&raquo;[2], e, ainda pelas palavras de J. A. Jungmann, SJ: &laquo;<em>A chave da hist&oacute;ria da liturgia &eacute; a pastoral<\/em>&raquo;[3].<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span>Quando o Beato Jo&atilde;o<strong> <\/strong>XXIII anunciou a convoca&ccedil;&atilde;o do Conc&iacute;lio n&atilde;o estava, certamente, nos seus pensamentos o tema lit&uacute;rgico. Todavia, entre os primeiros inqu&eacute;ritos e entre as 9.384 propostas, 1.855 delas, ou seja, cerca de 20%, referiam-se &agrave; liturgia. Este era um sinal do desejo de uma renova&ccedil;&atilde;o. O grande n&uacute;mero de respostas vindas da Secretaria Geral da comiss&atilde;o antepreparat&oacute;ria foi lida como sinal de interesse pelos temas lit&uacute;rgicos presente nos futuros Padres conciliares.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span>No Motu proprio<em> Rubricarum Instructum,<\/em> de 25 de julho de 1960, dizia Jo&atilde;o XXIII: &laquo;<em>depois de ter examinado por muito tempo o assunto, decidimos que no Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico se devem propor os grandes princ&iacute;pios &ldquo;altiora principia&rdquo; para a reforma lit&uacute;rgica geral<\/em>&raquo;[4].<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span>A promulga&ccedil;&atilde;o da <em>Sacrosanctum Concilium<\/em> acontece a 04.12.1963, 400 anos depois da conclus&atilde;o do Conc&iacute;lio de Trento (04.12.1563). Pela primeira vez na hist&oacute;ria da Igreja, um Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico tratou colegialmente o tema lit&uacute;rgico em geral.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span>A reforma lit&uacute;rgica insere-se exatamente na quadrupla finalidade geral do Conc&iacute;lio: &laquo;<em>fomentar a vida crist&atilde; entre os fi&eacute;is, adaptar melhor &agrave;s necessidades do nosso tempo as institui&ccedil;&otilde;es suscet&iacute;veis de mudan&ccedil;a, promover tudo o que pode ajudar &agrave; uni&atilde;o de todos os crentes em Cristo, e fortalecer o que pode contribuir para chamar a todos ao seio da Igreja<\/em>&raquo;[5].<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span>Por isso, os grandes princ&iacute;pios da reforma lit&uacute;rgica foram:<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span>a) aumentar a vida crist&atilde;;<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span>b) adaptar as institui&ccedil;&otilde;es eclesiais ao nosso tempo;<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span>c) promover a uni&atilde;o dos crist&atilde;os (ecumenismo);<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span>d) propor a todos os homens o convite de entrar na Igreja (miss&atilde;o);<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span>e) realizar a nobre simplicidade e a clareza na brevidade dos ritos.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span>O sujeito da a&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica &eacute; o povo de Deus. A valoriza&ccedil;&atilde;o das Igrejas locais foi outro aspeto saliente, bem como a recentraliza&ccedil;&atilde;o da Palavra de Deus na liturgia.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span>Como qualquer reforma eclesial verdadeiramente incisiva, que penetra no &acirc;mago da vida crist&atilde;, a reforma lit&uacute;rgica suscitou incompreens&otilde;es e p&ocirc;s a claro v&aacute;rias formas de incoer&ecirc;ncia. Em geral, a reforma lit&uacute;rgica foi bem acolhida na Igreja de Rito Romano. Verificou-se que a liturgia viveu, depois dos primeiros anos da reforma lit&uacute;rgica, uma fase de crise, dominada pela perda de entusiasmo, desencantada por n&atilde;o obter rapidamente os resultados que se esperavam em rela&ccedil;&atilde;o aos generosos esfor&ccedil;os iniciais. Talvez se esperasse desta reforma uma &ldquo;utilidade&rdquo; pastoral, que n&atilde;o lhe correspondeu. A liturgia, de facto, n&atilde;o &eacute; um instrumento de pastoral, mas a&ccedil;&atilde;o pastoral pr&oacute;pria da Igreja no seu n&uacute;cleo e na sua fonte, isto &eacute;, o lugar de encontro santificante dos homens e glorificante do Pai mediante Jesus Cristo no Esp&iacute;rito Santo[6].<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span>A reforma da liturgia n&atilde;o &eacute; um movimento isolado. Esta interage com o movimento b&iacute;blico, o movimento ecum&eacute;nico, o renovado vigor mission&aacute;rio e com a investiga&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica antes e depois do acontecimento conciliar. A renova&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica aparece, em certo sentido, como o padr&atilde;o e a condi&ccedil;&atilde;o para se porem em pr&aacute;tica os ensinamentos conciliares.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span>Entretanto em 1985, aquando da celebra&ccedil;&atilde;o do S&iacute;nodo extraordin&aacute;rio dos Bispos sobre o balan&ccedil;o dos 20 anos do Conc&iacute;lio Vaticano II, os Padres sinodais afirmaram claramente que: &laquo;<em>a renova&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica &eacute; o fruto mais vis&iacute;vel de toda a obra conciliar. Ainda que tenha havido algumas dificuldades, em geral ela foi acolhida pelos fi&eacute;is com alegria e com fruto<\/em>&raquo;[7].<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span style=\"letter-spacing: -0.75pt;\">Esta renova&ccedil;&atilde;o da liturgia n&atilde;o pode limitar-se &agrave;s cerim&oacute;nias, aos ritos ou aos textos, mas pretendeu conduzir &agrave;quela t&atilde;o desejada participa&ccedil;&atilde;o ativa e consciente, felizmente aumentada depois do Conc&iacute;lio.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: normal;\"><span>Na realidade, &laquo;<em>para muitos, a mensagem do Conc&iacute;lio do Vaticano II foi percebida, acima de tudo, atrav&eacute;s da reforma lit&uacute;rgica<\/em>&raquo;[8]. No entanto, o Papa Bento XVI recorda: &laquo;<em>a Liturgia da Igreja vai al&eacute;m da pr&oacute;pria &ldquo;reforma conciliar&rdquo;, cuja finalidade n&atilde;o era principalmente mudar os ritos e os textos, mas sim renovar a mentalidade e colocar no centro da vida crist&atilde; e da pastoral a celebra&ccedil;&atilde;o do Mist&eacute;rio Pascal de Cristo. Infelizmente, talvez, tamb&eacute;m da nossa parte, Pastores e peritos, a Liturgia foi acolhida mais como um objeto para reformar do que como um sujeito capaz de renovar a vida crist&atilde;<\/em>&raquo;[9]. A renova&ccedil;&atilde;o da Liturgia e a renova&ccedil;&atilde;o de toda a vida da Igreja est&atilde;o intimamente relacionadas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"left\"><span><em>D. Jos&eacute; Manuel Cordeiro, bispo de Bragan&ccedil;a-Miranda<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"left\"><strong>NOTAS:<\/strong><\/p>\n<p style=\"line-height: 10.0pt;\"><span style=\"font-size: 7pt;\">[1] Cf. PIO XII, &laquo;<em>Mediator Dei&raquo;<\/em>, <em>AAS<\/em> 39 (1947) 521-600.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: 10.0pt;\"><span style=\"font-size: 7pt;\">[2] PIO XII, &laquo;Alocu&ccedil;&atilde;o conclusiva aos participantes do Congresso Internacional de Liturgia Pastoral de Assis&raquo;, <em>AAS <\/em>48 (1956) 712.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: 10.0pt;\"><span style=\"font-size: 7pt;\">[3] Cf. J. JUNGMANN, &laquo;La pastorale come chiave della storia della liturgia&raquo;, in <em>Eredit&agrave; liturgica e attualit&agrave; pastorale, Edizioni Paoline<\/em>, Roma 1962, 556-574.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: 10.0pt;\"><span style=\"font-size: 7pt;\">[4] JO&Atilde;O XXIII, &laquo;<em>Motu proprio &ldquo;Rubricarum instructum&rdquo;<\/em>&raquo;, in C. BRAGA-A. BUGNINI, <em>Documenta ad instaurationem liturgicam spectantia (1903-1963),<\/em> Edizioni liturgiche, Roma 2000, 1017.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: 10.0pt;\"><span style=\"font-size: 7pt;\">[5] SC 1.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: 10.0pt;\"><span style=\"font-size: 7pt;\">[6] Cf. T. GARRIGA, &laquo;La sacra liturgia, fonte e culmine della vita ecclesiale&raquo;, in R. FISICHELLA (ed.), <em>Il Concilio Vaticano II<\/em>, 59.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: 10.0pt;\"><span style=\"font-size: 7pt;\">[7] Rela&ccedil;&atilde;o final do S&iacute;nodo Extraordin&aacute;rio dos Bispos 1985, 4, in <em>Viver o Conc&iacute;lio<\/em>, Editorial A.O., Braga, 1986, 46.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: 10.0pt;\"><span style=\"font-size: 7pt;\">[8] J. PAULO II, &laquo;<em>Vicesimus quintus annus<\/em> 12&raquo;, in <em>EDREL, <\/em>748.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"left\"><span style=\"font-size: 7pt;\">[9] BENTO XVI, <\/span><span style=\"font-size: 7pt; font-style: normal;\">Discurso &agrave; comunidade do Pontif&iacute;cio Instituto Lit&uacute;rgico do Ateneu de Santo Anselmo no 50&ordm; da funda&ccedil;&atilde;o,<\/span><span style=\"font-size: 7pt;\"> 06 de maio de 2011.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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