{"id":54039,"date":"2011-11-26T11:59:47","date_gmt":"2011-11-26T11:59:47","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/11\/26\/comunicacao-do-bispo-de-coimbra-aos-docentes-e-investigadores-da-universidade\/"},"modified":"2011-11-26T11:59:47","modified_gmt":"2011-11-26T11:59:47","slug":"comunicacao-do-bispo-de-coimbra-aos-docentes-e-investigadores-da-universidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/comunicacao-do-bispo-de-coimbra-aos-docentes-e-investigadores-da-universidade\/","title":{"rendered":"Comunica\u00e7\u00e3o do bispo de Coimbra aos docentes e investigadores da Universidade"},"content":{"rendered":"<p><strong>1.Sauda&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Sa&uacute;do os docentes e investigadores da Universidade de Coimbra, que aceitaram o convite que vos foi dirigido para este encontro, pelo Mons. Leal Pedrosa, Capel&atilde;o da Universidade e pelo P. Nuno Santos, Coordenador do Secretariado Diocesano da Pastoral Universit&aacute;ria.<\/p>\n<p>Este constitui um importante momento para todos n&oacute;s enquanto pessoas conotadas com realidades, por um lado distintas e por outro convergentes, como ali&aacute;s sugere o local em que realizamos este encontro: a Capela da Universidade, situada no n&uacute;cleo mais significativo da Academia Conimbricense.<\/p>\n<p>Agrade&ccedil;o a vossa presen&ccedil;a e proponho uma breve reflex&atilde;o sobre alguns pontos relativos &agrave; tarefa comum que assumimos de ser servidores do ser humano e servidores da verdade.<\/p>\n<p><strong>2. As Ra&iacute;zes da Universidade<\/strong><\/p>\n<p>Pode parecer, hoje, estranha a afirma&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o origin&aacute;ria entre a Universidade e a Igreja. Tanto na Europa como em Coimbra, a Universidade teve a sua g&eacute;nese nas escolas mon&aacute;sticas e catedral&iacute;cias e, portanto, num ambiente eclesi&aacute;stico, n&atilde;o somente aberto ao estudo e &agrave; reflex&atilde;o, mas inclusivamente &aacute;vido de progresso nas mais variadas &aacute;reas do conhecimento.<\/p>\n<p>Atualmente a Igreja dirige uma vasta rede de universidades no mundo inteiro, que primam pelo rigor cient&iacute;fico e pela honestidade intelectual a toda a prova. Muitos homens da Igreja fazem do seu trabalho nas universidades p&uacute;blicas um verdadeiro campo de promo&ccedil;&atilde;o da pessoa humana e dos valores crist&atilde;os, que assumem como uma miss&atilde;o.<\/p>\n<p>Passados os per&iacute;odos mais quentes da turbul&ecirc;ncia ideol&oacute;gica, que criou uma s&eacute;rie de complexos relativos &agrave; religi&atilde;o nos meios culturais e que nos impediram de ler a hist&oacute;ria com alguma objectividade, somos agora mais capazes de olhar para o passado de uma forma claramente mais tranquila e conscientes de que a busca da verdade e do sentido para a vida se sobrep&otilde;e a todos os particularismos, que desfocam a realidade.<\/p>\n<p>Na tentativa de buscar as motiva&ccedil;&otilde;es que determinaram a funda&ccedil;&atilde;o das Universidades, encontramos, sem d&uacute;vida, algumas que s&atilde;o transversais ao passado e ao presente, &agrave; Igreja e &agrave; Academia. A mais relevante &eacute; precisamente aquela que percorre a totalidade das inquieta&ccedil;&otilde;es humanas, a saber, o sentido da exist&ecirc;ncia e a vida feliz.<\/p>\n<p>Apesar de parecerem quest&otilde;es de car&aacute;cter filos&oacute;fico ou teol&oacute;gico, elas devem estar presentes como motiva&ccedil;&otilde;es fundamentais em todos os que se dedicam &agrave;s diversas &aacute;reas do conhecimento, mesmo de car&aacute;cter t&eacute;cnico-cient&iacute;fico e, ao mesmo tempo, como motiva&ccedil;&atilde;o central de todos os dinamismos de procura de religiosos e crist&atilde;os. Por vias diferentes, as escolas mon&aacute;sticas e catedral&iacute;cias medievais e as Universidades modernas, ora mais centradas na dimens&atilde;o especulativa ora nas vertentes t&eacute;cnicas e pr&aacute;ticas, procuram respostas para a exist&ecirc;ncia humana.<\/p>\n<p>Se as antigas escolas, numa fase inicial do processo, se centravam prevalentemente em explica&ccedil;&otilde;es provenientes do mundo cultural informado pela f&eacute; crist&atilde;, a Universidade moderna teve per&iacute;odos em que ignorou ou inclusivamente rejeitou qualquer possibilidade de concilia&ccedil;&atilde;o entre f&eacute; e raz&atilde;o. A um dom&iacute;nio porventura exclusivista da f&eacute;, sucederam-se os endeusamentos dos cientismos e da raz&atilde;o; a um dogmatismo sucedeu-se frequentemente outro.<\/p>\n<p>Como herdeiros de uma hist&oacute;ria e de um caminho feito, temos hoje condi&ccedil;&otilde;es para uma abordagem serena, e somos capazes de uma equilibrada vis&atilde;o do Homem, enquanto sujeito ativo no encontro da f&eacute; e da raz&atilde;o.<\/p>\n<p>Salvo as raras exce&ccedil;&otilde;es, constitu&iacute;das pelos extremismos de todos os quadrantes, dominados por crit&eacute;rios totalmente subjetivos e avessos &agrave; procura de qualquer verdade que n&atilde;o seja a sua verdade, caminhamos para uma leitura unificadora do Homem, incapaz de ignorar a sua condi&ccedil;&atilde;o corporal e espiritual. Est&atilde;o, por isso, em grande parte, esbatidas as velhas dicotomias, frequentemente apresentadas como incompat&iacute;veis: religi&atilde;o e ci&ecirc;ncia, f&eacute; e raz&atilde;o.<\/p>\n<p>&Eacute; poss&iacute;vel ser-se cientista, investigador, docente universit&aacute;rio e, ao mesmo tempo, crente, crist&atilde;o e, por isso, pessoa de f&eacute;, como ali&aacute;s, acontece com tantos homens e mulheres em todas as Universidades do Mundo e tamb&eacute;m na Universidade de Coimbra.<\/p>\n<p><strong>3. Que lugar para a Universidade<\/strong><\/p>\n<p>A Universidade ocupa um lugar insubstitu&iacute;vel na sociedade portuguesa e no mundo moderno e espera-se dela um trabalho profundo ao servi&ccedil;o da verdadeira universalidade. Numa sociedade &ldquo;vacilante e inst&aacute;vel&rdquo;, como lhe chamou o Papa Bento XVI, e num mundo de pensamento d&eacute;bil ao qual faltam grandes refer&ecirc;ncias, espera-se dos homens do conhecimento e da cultura um contributo s&eacute;rio para o reencontro da humanidade consigo mesma e com os seus valores fundamentais.<\/p>\n<p>As grandes ideologias fragmentaram-se e dilu&iacute;ram-se, desde o marxismo, ao cristianismo, passando por diversos humanismos e ficou um grande vazio, que muitos apresentam como uma caracter&iacute;stica deste tempo. De novo, surgiram apenas algumas ideologias radicais, fixadas em aspectos parciais da realidade, a abranger pequenas franjas da sociedade e sem capacidade de consensos alargados.<\/p>\n<p>Os pressupostos filos&oacute;ficos universais relativizaram-se, de tal modo que as ideias de bom e belo ou os princ&iacute;pios e valores morais s&atilde;o de escolha individual, resultam de um consenso democr&aacute;tico, agora tamb&eacute;m relativizado em nome dos direitos das minorias. Pass&aacute;mos da afirma&ccedil;&atilde;o dos valores universais &agrave; dos valores definidos pelas maiorias segundo as regras do referendo democr&aacute;tico e estamos agora a chegar a uma ainda maior fragmenta&ccedil;&atilde;o sob a press&atilde;o dos grupos minorit&aacute;rios radicais ou lobbys, antec&acirc;mara do individualismo mais refinado, segundo o qual cada um constr&oacute;i as suas pr&oacute;prias refer&ecirc;ncias de modo totalmente independente.<\/p>\n<p>As pr&oacute;prias religi&otilde;es s&atilde;o agora &agrave; medida do homem e cada um se sente no direito de escolher a que mais lhe agrada e conv&eacute;m com base em crit&eacute;rios ligados sobretudo &agrave; sua sensibilidade pessoal. Perdem a sua dimens&atilde;o transcendente e tornam-se caminhos de busca solit&aacute;ria, carentes de dinamismo comunit&aacute;rio, voltadas para a busca da felicidade terrena. Tornam-se, desse modo, religi&atilde;o em sentido estrito, pois perdem a dimens&atilde;o de f&eacute; sobrenatural.<\/p>\n<p>Neste contexto, &eacute; justo esperar da universidade um contributo para o amadurecimento da humanidade, que a ajude, por um lado a superar o vazio de valores e a falta de horizontes, e por outro, a encontrar motiva&ccedil;&otilde;es fortes e capazes de determinar objectivos comuns e razo&aacute;veis.<\/p>\n<p><strong>4. A Universidade e a Sociedade Portuguesa<\/strong><\/p>\n<p>Ao refletir sobre este encontro, detive-me a pensar sobre o contributo que pode dar a Universidade para a resolu&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o extremamente cr&iacute;tica em que se encontra a sociedade portuguesa. Ao contr&aacute;rio do que se passou noutras &eacute;pocas, hoje n&atilde;o podemos apontar a reduzida escolaridade como causa dos problemas que nos afectam, uma vez que, o acesso ao ensino e &agrave; Universidade se tornou generalizado.<\/p>\n<p>Que contributo tem dado a escola em geral e a universidade em particular para a constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade equilibrada a todos os n&iacute;veis?<\/p>\n<p>No seu discurso aos jovens professores universit&aacute;rios, no Escorial, em Agosto passado, Bento XVI acautelava-os contra o perigo de erigirem com crit&eacute;rio principal do trabalho universit&aacute;rio &ldquo;a mera utilidade e o pragmatismo&rdquo;, com todas as consequ&ecirc;ncias que da&iacute; adv&ecirc;m, sendo a mais grave a perda do sentido da universalidade, que preserva de uma vis&atilde;o reducionista e distorcida do ser humano. De facto, na Universidade, em virtude da extremamente grande especializa&ccedil;&atilde;o dos diferentes ramos do saber, pode perder-se o sentido da universitas, quando dela se espera exatamente o contr&aacute;rio.<\/p>\n<p>Esta vis&atilde;o pragm&aacute;tica da realidade, tanto na sociedade em geral como na Universidade, levou a todo o tipo de abusos em nome do utilitarismo, que torna parcial a forma como se encara a realidade e o ser humano; abriu a porta a uma imensidade de particularismos e subjetivismos que se podem tornar muito perniciosos, como s&atilde;o uma ci&ecirc;ncia que n&atilde;o reconhece limites para al&eacute;m de si mesma, a tenta&ccedil;&atilde;o dos totalitarismos pol&iacute;ticos, a manipula&ccedil;&atilde;o da vida que perde o seu car&aacute;cter sagrado e inviol&aacute;vel, a utiliza&ccedil;&atilde;o da economia e da finan&ccedil;a ao servi&ccedil;o exclusivo do lucro, a frui&ccedil;&atilde;o da natureza fora do princ&iacute;pio &eacute;tico da justi&ccedil;a e do respeito pelos outros.<\/p>\n<p>A Universidade tem uma imensa responsabilidade quando se trata de fornecer &agrave; sociedade os conte&uacute;dos, os meios e os crit&eacute;rios capazes de dar forma a perspectivas de futuro verdadeiramente respons&aacute;veis, justas e assentes no recto uso da raz&atilde;o. Pela via do conhecimento e do saber, enquanto condi&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento, ela tem capacidade para criar uma nova mentalidade, um novo modelo de sociedade, uma nova cultura.<\/p>\n<p><strong>5. O Contributo da F&eacute; Crist&atilde;<\/strong><\/p>\n<p>O j&aacute; referido discurso de Bento XVI aos jovens professores universit&aacute;rios da Espanha afirma que &ldquo;a universidade foi, e deve continuar sendo, a casa onde se busca a verdade pr&oacute;pria da pessoa humana&rdquo;.<\/p>\n<p>Relendo a Enc&iacute;clica &ldquo;A F&eacute; e a Raz&atilde;o&rdquo;, no n&uacute;mero 25, podemos retomar a quest&atilde;o da verdade como central na liga&ccedil;&atilde;o com a quest&atilde;o do conhecimento e do saber e, portanto na rela&ccedil;&atilde;o com a Universidade, enquanto seu lugar privilegiado. Esta Enc&iacute;clica retoma a Metaf&iacute;sica de Arist&oacute;teles para afirmar que &ldquo;todos os homens desejam saber&rdquo; (I, 1) e que o objecto pr&oacute;prio deste desejo &eacute; a verdade. Depois continua afirmando que &eacute; pr&oacute;prio do ser humano desejar saber e certificar-se da verdade daquilo que se sabe. Este foi o motor que levou todas as gera&ccedil;&otilde;es de investigadores e cientistas a lan&ccedil;ar-se na aventura do estudo e da reflex&atilde;o e a alcan&ccedil;ar t&atilde;o grandes resultados.<\/p>\n<p>Neste sentido, a f&eacute; crist&atilde; oferece um enorme contributo no momento de nos abrirmos ao conhecimento da verdade. Ao proclamar que o Homem &eacute; criado &agrave; imagem e semelhan&ccedil;a de Deus, ela afirma como sua caracter&iacute;stica essencial a sua abertura &agrave; racionalidade, que o leva a buscar a verdade precisamente no di&aacute;logo racional que n&atilde;o exclui a f&eacute;, mas antes a integra como possibilidade de abertura a horizontes mais vastos.<\/p>\n<p>&ldquo;O caminho para a verdade completa empenha o ser humano na sua integralidade: &eacute; um caminho da intelig&ecirc;ncia e do amor, da raz&atilde;o e da f&eacute;&rdquo;. Frase capital no referido discurso do Papa, completada com uma cita&ccedil;&atilde;o da Enc&iacute;clica &ldquo;Caritas in veritate&rdquo;, 30: &ldquo;h&aacute; o amor rico de intelig&ecirc;ncia e a intelig&ecirc;ncia cheia de amor&rdquo;, que introduz uma outra perspectiva, a da centralidade do ser humano no qual coincidem verdade e bem, conhecimento e amor.<\/p>\n<p>A partir desta ideia podemos delinear um modo novo de estar na Universidade tanto na condi&ccedil;&atilde;o de docente como de aluno: estar ao servi&ccedil;o da supera&ccedil;&atilde;o da sede de verdade, numa atitude de abertura &agrave; intelig&ecirc;ncia, &agrave; f&eacute;, &agrave; raz&atilde;o e ao amor enquanto constitutivos de todo o ser humano<\/p>\n<p>A f&eacute; crist&atilde;, a partir do Evangelho, tem a possibilidade de fornecer ao mundo universit&aacute;rio da doc&ecirc;ncia, da investiga&ccedil;&atilde;o e da aprendizagem, uma nova orienta&ccedil;&atilde;o global, ao direcionar tudo para a valoriza&ccedil;&atilde;o da pessoa humana total, enquanto fim &uacute;ltimo de todo o processo do conhecimento.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; por acaso que muitos universit&aacute;rios, tanto professores como alunos, se aproximam da f&eacute; crist&atilde; quando descobrem nela um aux&iacute;lio para a quest&atilde;o do sentido daquilo que fazem e uma possibilidade de abertura &agrave; &uacute;nica verdade importante, a que liberta e salva o ser humano corpo e esp&iacute;rito, a viver no tempo e com anseios de eternidade.<\/p>\n<p>A experi&ecirc;ncia da expuls&atilde;o de Deus do mundo numa tentativa de construir o para&iacute;so terreno sem Ele, est&aacute; em muitos casos a dar lugar a uma nova fase de busca e abertura ao mesmo Deus. A experi&ecirc;ncia leva a concluir que quanto mais pensou conseguir o dom&iacute;nio sobre tudo sem Deus, mais o homem se sentiu fechado nos horizontes do seu pr&oacute;prio destino. Afinal, segundo a teologia b&iacute;blica, n&atilde;o foi poss&iacute;vel construir o para&iacute;so sem o Homem e agora, a experi&ecirc;ncia dram&aacute;tica da Sua aus&ecirc;ncia mostra que tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel constru&iacute;-lo sem Deus.<\/p>\n<p>Depois de um rejei&ccedil;&atilde;o liminar da cosmovis&atilde;o crist&atilde; em muitos ambientes universit&aacute;rios, ela parece voltar a chamar a aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s novas gera&ccedil;&otilde;es, desiludidas com as vis&otilde;es parciais e reducionistas que se revelaram frequentemente contra o Homem. Concretamente, em Coimbra, assistimos a um renovado interesse dos universit&aacute;rios pelas atividades e propostas de car&aacute;cter espiritual e Deus volta a ser inquieta&ccedil;&atilde;o, mesmo que a quest&atilde;o seja, por vezes, equacionada fora do mundo religioso institucional.<\/p>\n<p><strong>6. Conclus&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto Igreja estamos convencidos que a dimens&atilde;o crist&atilde; da vida traz um contributo ineg&aacute;vel a todos os que se situam de forma aberta e humilde na procura da verdade.<\/p>\n<p>Somente a atitude de liberdade interior, juntamente com a gratuitidade conduzem &agrave; busca da verdade pela verdade e permitem a ren&uacute;ncia a qualquer tipo de interesses ideol&oacute;gicos ou pragm&aacute;ticos. E a f&eacute; crist&atilde; &eacute; uma grande escola de liberdade interior e de gratuitidade na rela&ccedil;&atilde;o com os outros e com a realidade.<\/p>\n<p>Bento XVI, num discurso proferido em 2008, em Washington, na Universidade Cat&oacute;lica da Am&eacute;rica, sintetizou eloquentemente este dinamismo da f&eacute; crist&atilde; quando falou da caridade intelectual e da diakonia da verdade. Situou, por isso, a quest&atilde;o ao n&iacute;vel mais elevado: a intelectualidade como express&atilde;o do amor\/caridade; e o respeito absoluto pela verdade, a ponto de justificar que nos tornemos seus servos.<\/p>\n<p>Agrade&ccedil;o a vossa aten&ccedil;&atilde;o e formulo os melhores votos de que, cada um de n&oacute;s dentro da &aacute;rea de saber em que se move, assuma efetivamente o trabalho intelectual como uma forma de caridade e a procura da verdade como um servi&ccedil;o ao ser humano.<\/p>\n<p><em>Coimbra, 24 de Novembro de 2011<br \/>Virg&iacute;lio do Nascimento Antunes<br \/>Bispo de Coimbra<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1.Sauda&ccedil;&atilde;o Sa&uacute;do os docentes e investigadores da Universidade de Coimbra, que aceitaram o convite que vos foi dirigido para este encontro, pelo Mons. Leal Pedrosa, Capel&atilde;o da Universidade e pelo P. Nuno Santos, Coordenador do Secretariado Diocesano da Pastoral Universit&aacute;ria. 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