{"id":5396,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/em-ordem-a-um-compromisso-com-o-futuro\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"em-ordem-a-um-compromisso-com-o-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/em-ordem-a-um-compromisso-com-o-futuro\/","title":{"rendered":"Em ordem a um compromisso com o futuro"},"content":{"rendered":"<p>A ACEGE \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 de Empres\u00e1rios e Gestores \u2013 deixa algumas pistas de reflex\u00e3o sobre a forma como olha o mundo empresarial e o desenvolvimento das empresas e, consequentemente do nosso pa\u00eds.  1. A procura  da excel\u00eancia no trabalho Para n\u00f3s, Empres\u00e1rios e Gestores Crist\u00e3os, como para todos os outros homens o trabalho \u00e9, simultaneamente, necessidade vital e afirma\u00e7\u00e3o de liberdade. Por isso acreditamos que o trabalho, desenvolvido de forma competente, honesta e empenhada, \u00e9 fonte de dignidade e de afirma\u00e7\u00e3o da individualidade de cada Pessoa no mundo. Nesse sentido \u00e9 nossa obriga\u00e7\u00e3o promover a excel\u00eancia do nosso trabalho e das nossas organiza\u00e7\u00f5es, como crit\u00e9rio de responsabilidade social da empresa e de cada um dentro da empresa e como corol\u00e1rio moral dos talentos e oportunidades a todos concedidas. Sabemos que \u00e9 pelo trabalho que se pode criar valor e riqueza para a empresa. \u00c9 por isso essencial que cada um desempenho o seu trabalho de forma competente, honesta e inovadora pois \u00e9 dessa forma que pode ajudar a fazer a diferen\u00e7a no mundo empresarial, originando empresas competitivas capazes de sobreviver e assim manter postos de trabalho de qualidade.  2. Sucesso empresarial e a dignifica\u00e7\u00e3o dos trabalhadores n\u00e3o s\u00e3o realidades opostas  Um segundo aspecto central, e a hist\u00f3ria prova-o, \u00e9 que o sucesso empresarial e a dignifica\u00e7\u00e3o do trabalho e dos trabalhadores n\u00e3o s\u00e3o realidades opostas, mas realidades que se complementam e potenciam mutuamente. Logo, Empres\u00e1rios e Trabalhadores n\u00e3o s\u00e3o advers\u00e1rios, mas, pelo contr\u00e1rio, est\u00e3o unidos num mesmo objectivo, ambos precisam uns dos outros, ambos t\u00eam responsabilidades e deveres, ambos t\u00eam de ser competentes, produtivos e \u00fateis para a empresa, porque pelo seu trabalho s\u00e3o ambos respons\u00e1veis pelo sucesso da empresa e, consequentemente, respons\u00e1veis pela manuten\u00e7\u00e3o do seu pr\u00f3prio emprego e pelos empregos dos outros.   3. Aceitar a Globaliza\u00e7\u00e3o e a Economia de Mercado A certeza que a economia de mercado e um mundo global, s\u00e3o a nossa realidade e \u00e9 com essa realidade que devemos viver e pensar as nossas op\u00e7\u00f5es. Como referiu Kofi Annan, secret\u00e1rio-geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, no seu discurso de aceita\u00e7\u00e3o do Pr\u00e9mio Nobel da Paz: \u00abOs principais prejudicados no nosso mundo de hoje t\u00e3o desigual n\u00e3o s\u00e3o aqueles que est\u00e3o mais expostos \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o, mas aqueles que foram deixados de fora\u00bb.  Acreditamos por isso que n\u00e3o interessa combater a globaliza\u00e7\u00e3o, mas sim procurar melhor\u00e1-la, abrindo-a a todos e criando condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis ao com\u00e9rcio livre, derrubando barreiras e fomentando, nos pa\u00edses onde necess\u00e1rio, a Educa\u00e7\u00e3o, um Estado de Direito e as condi\u00e7\u00f5es para a livre iniciativa empresarial. 4. Capacita\u00e7\u00e3o das empresas para responder \u00e0s exig\u00eancias do mercado A obrigatoriedade de perceber que o mercado alterou-se e n\u00e3o vale a pena continuar a pensar conceitos passados como em empresas sem riscos ou postos de trabalho para a vida. Hoje, quer gostemos quer n\u00e3o, a empresa se quer sobreviver tem de ter capacidade para responder rapidamente \u00e0s exig\u00eancias do mercado, para se ajustar \u00e0 realidade do neg\u00f3cio. Nesse sentido os gestores e os trabalhadores t\u00eam de flexibilizar tamb\u00e9m as suas fun\u00e7\u00f5es, encontrar compromissos de actua\u00e7\u00e3o para continuarem a ser \u00fateis, para possibilitarem a sobreviv\u00eancia e o \u00eaxito da empresa.  5. A necessidade  de um Estado de Direito Finalmente, \u00e9 essencial que exista e funcione um Estado de Direito capaz de fazer cumprir a Lei, punindo os infractores, regulando os mercados e a concorr\u00eancia e assumindo a defesa dos mais pobres e a reintegra\u00e7\u00e3o de todos aqueles que est\u00e3o fora do mercado de trabalho. Cinco pistas de reflex\u00e3o que implicam um caminho que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, nem imediato, mas que, se n\u00e3o for percorrido, nunca nos possibilitar\u00e1 chegarmos ao t\u00e3o desejado patamar de desenvolvimento onde cada pessoa possa cumprir a miss\u00e3o que Deus sonhou para ela, contribuindo assim para o desenvolvimento de toda a Sociedade.   Associa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 de Empres\u00e1rios e Gestores<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ACEGE \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 de Empres\u00e1rios e Gestores \u2013 deixa algumas pistas de reflex\u00e3o sobre a forma como olha o mundo empresarial e o desenvolvimento das empresas e, consequentemente do nosso pa\u00eds. 1. 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