{"id":53943,"date":"2011-11-21T10:55:39","date_gmt":"2011-11-21T10:55:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/11\/21\/homilia-do-bispo-do-porto-na-solenidade-de-nosso-senhor-jesus-cristo-rei-do-universo\/"},"modified":"2011-11-21T10:55:39","modified_gmt":"2011-11-21T10:55:39","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-solenidade-de-nosso-senhor-jesus-cristo-rei-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-solenidade-de-nosso-senhor-jesus-cristo-rei-do-universo\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo do Porto na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Um Reino certo em tempos incertos<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1. Celebramos a solenidade de Nosso Jesus Cristo Rei do Universo. N&atilde;o digo &ldquo;mais uma&rdquo;, nem &ldquo;mais uma vez&rdquo;, mas a solenidade propriamente &ldquo;dita e feita&rdquo;, sempre a mesma e n&oacute;s mais inclu&iacute;dos no que celebramos. N&atilde;o poderia ser doutra forma, pois s&oacute; assim &eacute; celebra&ccedil;&atilde;o aut&ecirc;ntica, e n&atilde;o mera evoca&ccedil;&atilde;o de acontecimento alheio. &Eacute;-nos oferecida, a celebra&ccedil;&atilde;o, para que, mais e mais, se realize em n&oacute;s e, por n&oacute;s, se alargue ao mundo.<\/p>\n<p>Car&iacute;ssimos amigos, especialmente v&oacute;s, laicado militante da diocese do Porto, seminaristas que vos aproximais do sacerd&oacute;cio ministerial e irm&atilde;os que vos dispondes ao diaconado permanente: &eacute; com grande gosto e a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as que vos acolho na igreja catedral, em mais um momento cheio de significado e verdade das vossas vidas ao servi&ccedil;o de Cristo Rei. De Cristo e da sua realeza no mundo, com as qualifica&ccedil;&otilde;es primeiras que tal realeza tem: caridade, servi&ccedil;o e paz!<\/p>\n<p>Deixai-me partilhar convosco breves sugest&otilde;es que a Palavra ouvida me induziu. Nomeadamente tr&ecirc;s, que ali&aacute;s distinguem o reinado de Cristo de qualquer outro que fosse: 1&ordf;) &Eacute; iniciativa exclusivamente divina; 2&ordf;) &Eacute; o sentido din&acirc;mico de tudo quanto positivamente sucedeu, sucede ou suceder&aacute;; 3&ordf;) Decide-se na vida de cada um de n&oacute;s, em termos de caridade atual e atuante, nada mais e nada menos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. &Eacute; iniciativa exclusivamente divina, que podemos ilustrar com o magn&iacute;fico trecho de Ezequiel que escut&aacute;mos a abrir as Leituras de hoje: &ldquo;Eis o que diz o Senhor: &lsquo;Eu pr&oacute;prio irei em busca das minhas ovelhas e hei de encontr&aacute;-las&rsquo;&rdquo;. No tempo do profeta, tais palavras referiam-se &agrave; situa&ccedil;&atilde;o concreta dum povo humilhado e disperso. Mas n&atilde;o perdem realismo hoje em dia, neste hoje que vivemos e convivemos como povo, de presente angustiado e futuro incerto para tantos e excessivamente tantos.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m aqui se juntam, como ent&atilde;o, fatores nossos e alheios. Mas tamb&eacute;m aqui se h&aacute; de firmar a esperan&ccedil;a no Senhor da hist&oacute;ria, de todas as hist&oacute;rias individuais, familiares, empresariais ou sociais e pol&iacute;ticas em que o deixarmos efetivamente reinar: n&atilde;o nos tirar&aacute; responsabilidade nem espa&ccedil;o, mas tudo conduzir&aacute; para o fim coincidente com o princ&iacute;pio, ou seja, com os princ&iacute;pios b&aacute;sicos de desenvolvimento pessoal e comunit&aacute;rio, que t&ecirc;m em Deus a fonte mais garantida da dignidade geral e da dignifica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica de todos e de cada um.<\/p>\n<p>Foi ent&atilde;o um profeta a diz&ecirc;-lo, como agora h&atilde;o de ser outros profetas, rumo &agrave;quele futuro que, com Deus, sempre se reabre. O facto de estarmos aqui, nesta manh&atilde; aben&ccedil;oada de Cristo Rei, com renovada vontade apost&oacute;lica e disponibilidade certa para o servi&ccedil;o eclesial, s&oacute; pode significar que cada um de n&oacute;s quer estar absolutamente do lado de um Deus Pastor que sempre busca as suas ovelhas, para que nenhuma se perca no desamparo material, social, ps&iacute;quico ou espiritual, sobretudo quando se reduzem as seguran&ccedil;as habituais ou as expectativas.<\/p>\n<p>S&oacute; a&iacute; queremos estar, na caridade de Deus pelo seu povo, e s&oacute; assim se &ldquo;justifica&rdquo; a celebra&ccedil;&atilde;o que fazemos. Assim como dever&iacute;amos saber de cor e manter no cora&ccedil;&atilde;o o salmo a seguir cantado, pleno da grata verdade de Deus Pastor das almas e do mundo: &ldquo;O Senhor &eacute; meu pastor: nada me faltar&aacute;&rdquo;. M&aacute;rtires houve que morreram a cant&aacute;-lo, experimentando, ainda a&iacute;, uma presen&ccedil;a que a pr&oacute;pria morte n&atilde;o extinguia. Outros h&aacute; que o rezam na enfermidade; ou quando lhes fecham demasiadas portas. Quem o souber, alcan&ccedil;a a plena liberdade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. Outra sugest&atilde;o nos &eacute; dada pelo trecho de S&atilde;o Paulo aos cor&iacute;ntios, que ouvimos tamb&eacute;m. Impressiona realmente a vis&atilde;o largu&iacute;ssima que o Ap&oacute;stolo j&aacute; tem da marcha inteira dos acontecimentos pessoais e universais, naquela luz de Cristo que t&atilde;o definitivamente o deslumbrara.<\/p>\n<p>&#8211; E que importante &eacute; isto, irm&atilde;os car&iacute;ssimos, quando catadupas de informa&ccedil;&otilde;es e contrainforma&ccedil;&otilde;es &ndash; quando n&atilde;o meras distra&ccedil;&otilde;es &#8211; nos podem deixar tamb&eacute;m mentalmente dispersos, sem saber como ajuizar das coisas nem decidir os rumos! &#8211; Que importante &eacute; ganharmos, com Paulo e &agrave; luz de Cristo, o significado mais profundo de quanto se passou, passa ou passar&aacute;, para n&atilde;o sermos n&oacute;s pr&oacute;prios ultrapassados ou submersos por torrentes sem sentido nem controlo!<\/p>\n<p>Relembremos ent&atilde;o: &ldquo;&hellip; Depois ser&aacute; o fim, quando Cristo entregar o reino a Deus seu Pai&hellip; Quando todas as coisas Lhe forem submetidas, ent&atilde;o tamb&eacute;m o pr&oacute;prio Filho Se h&aacute; de submeter &Agrave;quele que Lhe submeteu todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos&rdquo;.<\/p>\n<p>&#8211; Estais a &ldquo;ver&rdquo;, amados irm&atilde;os?! &#8211; A &ldquo;ver&rdquo; na mesma luz em que S&atilde;o Paulo via e escrevia aos cor&iacute;ntios, como a n&oacute;s agora?! J&aacute; antes lhes tinha dito que &ldquo;do mesmo modo que em Ad&atilde;o &ndash; isto &eacute;, numa humanidade fechada e limitada em si pr&oacute;pria &ndash; todos morreram, assim tamb&eacute;m em Cristo ser&atilde;o todos restitu&iacute;dos &agrave; vida&rdquo;. O que tudo resumiremos assim e nas atuais circunst&acirc;ncias: como sociedade perplexa e dispersa, &agrave; procura de viabilidade e acerto, visando um futuro imediato ou mais &agrave; frente; tamb&eacute;m como Igreja portucalense, que prossegue em miss&atilde;o e procura m&eacute;todos e express&otilde;es para a nova evangeliza&ccedil;&atilde;o que tanto urge, das fam&iacute;lias, dos jovens e de tudo o mais, em fermenta&ccedil;&atilde;o constante dum mundo mais justo e mais fraterno: reconhe&ccedil;amos e confessemos que na vida e nas palavras de Cristo temos estrada certa, ainda que exigente e estreita, para realizarmos as vidas em perfeita coincid&ecirc;ncia do fim que almejam com o princ&iacute;pio que as garante, ou seja, com o Pai que Jesus reparte com n&oacute;s todos. A&iacute; temos a vit&oacute;ria sobre a morte &ndash; todo o tipo de morte e sinais dela, como s&atilde;o os ego&iacute;smos individuais ou de grupo -, pois encontramos a inesgot&aacute;vel fonte da vida, como brota do peito de Cristo Rei, no &ldquo;trono&rdquo; da sua cruz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. De modo algum ficariam vagas estas considera&ccedil;&otilde;es, levando a s&eacute;rio as palavras de Ezequiel e de Paulo. E ainda menos, porque o Evangelho nos trouxe um magn&iacute;fico trecho de Mateus, por demais clar&iacute;ssimo e incisivo, que n&atilde;o nos permite divaga&ccedil;&otilde;es nem demoras: &ldquo;Quando o Filho do homem vier na sua gl&oacute;ria, &hellip; dir&aacute; aos que estiverem &agrave; sua direita: &lsquo;Vinde, benditos de meu Pai; recebei como heran&ccedil;a o reino que vos est&aacute; preparado desde a cria&ccedil;&atilde;o do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber&hellip;&rsquo;&rdquo;.<\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; aqui hesita&ccedil;&atilde;o alguma de ideia ou consequ&ecirc;ncia pr&aacute;tica. O Bom Pastor, que sempre nos procura, tem tamb&eacute;m &ndash; para n&atilde;o dizer que tem principalmente &ndash; o rosto e a voz de quem nos pede, como a fome e a sede de quem est&aacute; faminto ou sequioso de quaisquer p&atilde;o e &aacute;gua que aqui e agora hajam de ser, de corpo ou de esp&iacute;rito.<\/p>\n<p>Na aparente simplicidade de tais palavras, vai a maior convers&atilde;o a fazermos e a absoluta verdade crist&atilde;, sempre a questionarem uma &ldquo;religiosidade&rdquo; vulgar, que mais nos retivesse no que atavicamente ainda somos do que nos abrisse a Deus, como louvor, e ao pr&oacute;ximo, como servi&ccedil;o.<\/p>\n<p>Deus apresenta-Se-nos tanto ou mais no que nos pede do que naquilo que imediatamente nos desse&#8230; &ndash; Pois n&atilde;o foi assim junto ao po&ccedil;o de Jacob, pedindo Jesus &agrave; samaritana: &ldquo;D&aacute;-me de beber!&rdquo;?! E n&atilde;o foi assim, finalmente assim, que bradou na cruz: &ldquo;Tenho sede!&rdquo;?! Irm&atilde;os: o primeiro servi&ccedil;o de Deus ao mundo &eacute; abrir o mundo a Deus. A Deus, presente &ndash; faminto e sequioso &ndash; em cada portador de cada fome, em cada sedento de &aacute;gua, vida e companhia solid&aacute;ria e fraterna.<\/p>\n<p>E n&oacute;s, amados irm&atilde;os, n&oacute;s sabemos que &eacute; assim, exatamente assim. &ndash; Quantos testemunhos escut&aacute;mos n&oacute;s, do g&eacute;nero: &ldquo;Dediquei as minhas f&eacute;rias ou parte delas em a&ccedil;&otilde;es de voluntariado e miss&atilde;o. Ao princ&iacute;pio custou-me, mas acabaram por ser as melhores f&eacute;rias da minha vida e fizeram de mim uma pessoa diferente, com mais disponibilidade, alegria e paz&rdquo;. Ou ainda: &ldquo;Passei os &uacute;ltimos anos da minha vida a cuidar dum familiar doente. Agora que partiu, tenho de dedicar-me a semelhantes causas de utilidade e servi&ccedil;o, pois j&aacute; n&atilde;o consigo nem quero viver doutra maneira&rdquo;?!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. Poder&iacute;amos continuar, com tantas coisas ouvidas, sentidas ou pressentidas, igualmente assim, outros tantos sinais luminosos e concretos da realidade de Cristo e do seu reinado neste mundo. Mas continuemos em celebra&ccedil;&atilde;o, car&iacute;ssimos leigos militantes, seminaristas rumo ao sacerd&oacute;cio, ou v&oacute;s que vos dispondes ao diaconado permanente e todos n&oacute;s em geral:<\/p>\n<p>Na Eucaristia, a realeza de Cristo continua a ser a sua entrega: &ldquo;Isto &eacute; o meu corpo, entregue por v&oacute;s!&rdquo;. O altar &eacute; tamb&eacute;m o trono do Rei e Senhor das nossas vidas. E comung&aacute;-Lo no sacramento significa que assim mesmo o recebemos, para o continuar a receber em cada peregrino recolhido, em cada doente ou prisioneiro, de tantas fragilidades e cadeias&hellip;<\/p>\n<p>Solenizemo-nos ent&atilde;o, em Cristo Rei e Senhor do Universo. Reconhe&ccedil;amos no mundo &ndash; neste atribulado mundo que &eacute; o nosso, neste esperan&ccedil;oso mundo que &eacute; tamb&eacute;m &#8211; o &uacute;nico &ldquo;trono&rdquo; que Deus tem, indissoluvelmente ligado a cada uma das suas criaturas, como em Cristo selou connosco uma alian&ccedil;a eterna. &ndash; Em Cristo, reinar &eacute; servir; e &eacute; no servi&ccedil;o concreto dos outros que o reconhecemos e honramos, como nosso Senhor e Rei. Imprescind&iacute;vel e urgentemente agora!<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 20 de novembro de 2011<\/p>\n<p><em>D. Manuel Clemente. bispo do Porto<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um Reino certo em tempos incertos &nbsp; 1. Celebramos a solenidade de Nosso Jesus Cristo Rei do Universo. N&atilde;o digo &ldquo;mais uma&rdquo;, nem &ldquo;mais uma vez&rdquo;, mas a solenidade propriamente &ldquo;dita e feita&rdquo;, sempre a mesma e n&oacute;s mais inclu&iacute;dos no que celebramos. 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