{"id":5393,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-ordem-dos-monges-brancos-esta-de-volta\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-ordem-dos-monges-brancos-esta-de-volta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-ordem-dos-monges-brancos-esta-de-volta\/","title":{"rendered":"A Ordem dos monges brancos est\u00e1 de volta"},"content":{"rendered":"<p>O convento de S. Jo\u00e3o de Tarouca foi, no S\u00e9c. XII a primeira casa conventual, em Portugal, a adoptar a Regra da Ordem de Cister. A sua filia\u00e7\u00e3o \u00e0 Abadia M\u00e3e de Claraval, em Fran\u00e7a, teve lugar entre 1140 e 1144. Os Monges da Ordem de Cister caracterizavam-se pela simplicidade e vivendo uma vida mon\u00e1stica trabalhavam principalmente na terra, sendo a ora\u00e7\u00e3o, o estudo, o ensino, a organiza\u00e7\u00e3o de cart\u00f3rios e a c\u00f3pia de manuscritos, as suas ocupa\u00e7\u00f5es dentro do convento. A constru\u00e7\u00e3o deste convento, est\u00e1 envolta em lendas, tendo a documenta\u00e7\u00e3o sobre o mesmo sido destru\u00edda em grande parte num inc\u00eandio no semin\u00e1rio de Viseu. De todo o conjunto mon\u00e1stico apenas permanece a Igreja e as ru\u00ednas de algumas depend\u00eancias monacais, bem como os dormit\u00f3rios. A Igreja do s\u00e9c. XII \u00e9 um exemplar da arquitectura cisterciense da escola de Borgonha, tendo sofrido posteriormente altera\u00e7\u00f5es. Foi sagrada em 1169 por D. Peculiar, Arcebispo de Braga. Depois de muitos s\u00e9culos em Portugal, os monges cistercienses foram expulsos de Portugal (tal como todas as ordens religiosas) em 1834. Foram os equ\u00edvocos pol\u00edtico-religiosos que levaram o poder emergente a cortar \u201cabruptamente com a nossa tradi\u00e7\u00e3o mais criativa de culto e cultura\u201d \u2013 real\u00e7ou D. Manuel Clemente, numa confer\u00eancia sobre a \u00abVida Mon\u00e1stica na Igreja e na Sociedade\u201d proferida no Mosteiro de Alcoba\u00e7a. Quase dois s\u00e9culos ap\u00f3s esta \u00abdelibera\u00e7\u00e3o\u00bb, os monges brancos est\u00e3o de volta ao nosso pa\u00eds. Nos pr\u00f3ximos tempos a diocese da Guarda ir\u00e1 receber os monges cistercienses no seu territ\u00f3rio. Um motivo \u201cde alegria para a diocese\u201d apesar de \u201cestarmos ainda na fase dos contactos e eu j\u00e1 me desloquei v\u00e1rias vezes ao Mosteiro do Sobrado, na Galiza\u201d \u2013 disse \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA D. Ant\u00f3nio Santos, Bispo da Guarda. E adianta: \u201cj\u00e1 esteve connosco um monge, destacado pelo mosteiro, a estudar a situa\u00e7\u00e3o\u201d. Local definitivo ainda n\u00e3o existe mas \u201ctemos v\u00e1rias perspectivas\u201d, a cidade da Guarda est\u00e1 fora de quest\u00e3o porque existe aquele aforismo antigo: \u201cos beneditinos gostam dos montes, os cistercienses dos vales, os jesu\u00edtas da cidade e os Franciscanos das aldeias\u201d \u2013 avan\u00e7ou o c\u00f3nego Eug\u00e9nio S\u00e9rio, da diocese da Guarda. Apesar de ser a diocese mais alta de Portugal, os vales tamb\u00e9m existem e refere tr\u00eas hip\u00f3teses: \u201co lado ocidente da Serra da Estrela, a pender para Coimbra; a Cova da Beira ou nos arrabaldes da cidade da Guarda\u201d. Como s\u00e3o monges de Cister a \u201csua clausura \u00e9 a quinta\u201d \u2013 disse o con. Eug\u00e9nio Cunha S\u00e9rio. Um dado est\u00e1 garantido: \u201co mosteiro ser\u00e1 constru\u00eddo de raiz\u201d porque, actualmente, \u201ch\u00e1 exig\u00eancias diferentes da Idade M\u00e9dia\u201d. Apesar da diocese ser rica em Mosteiros. E cita o exemplo: \u201cSanta Maria de Aguiar\u201d. Tamb\u00e9m a diocese de Lisboa ir\u00e1 receber, nos pr\u00f3ximo tempos,  o ramo feminino da Ordem de Cister. Este ano, a ren\u00fancia quaresmal desta diocese destina-se a ajudar a \u201cOrdem Cisterciense de Estrita Observ\u00e2ncia, ramo feminino, a restaurar a Ordem em Portugal, erigindo um Mosteiro no Patriarcado de Lisboa\u201d \u2013 salienta D. Jos\u00e9 Policarpo, Patriarca de Lisboa, na mensagem para a Quaresma. O fruto da ren\u00fancia dos crist\u00e3os servir\u00e1 para restaurar uma quinta no concelho de Alenquer que albergar\u00e1 esta Ordem Religiosa. D. Jos\u00e9 Policarpo espera que o Mosteiro \u201cvenha a ser um \u201cpulm\u00e3o\u201d onde todos poderemos respirar a brisa do amor divino e atraia algumas das nossas jovens a entregarem-se \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o\u201d.     <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O convento de S. Jo\u00e3o de Tarouca foi, no S\u00e9c. 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