{"id":53837,"date":"2011-11-15T11:29:44","date_gmt":"2011-11-15T11:29:44","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/11\/15\/antonio-lino-neto-um-catolico-empenhado-na-regeneracao-da-igreja-e-de-portugal\/"},"modified":"2011-11-15T11:29:44","modified_gmt":"2011-11-15T11:29:44","slug":"antonio-lino-neto-um-catolico-empenhado-na-regeneracao-da-igreja-e-de-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/antonio-lino-neto-um-catolico-empenhado-na-regeneracao-da-igreja-e-de-portugal\/","title":{"rendered":"Ant\u00f3nio Lino Neto, um cat\u00f3lico empenhado na regenera\u00e7\u00e3o da Igreja e de Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Miguel Almeida, CEHR \u2013 Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa <!--more--> <\/p>\n<p>Ant&oacute;nio Lino Neto (1873-1961) foi um militante cat&oacute;lico toda a vida e dirigente de organiza&ccedil;&otilde;es cat&oacute;licas desde o final da monarquia constitucional aos prim&oacute;rdios do Estado Novo, advogado, professor catedr&aacute;tico de Economia Pol&iacute;tica e publicista.<\/p>\n<p>Nasceu em Ma&ccedil;&atilde;o, frequentou o semin&aacute;rio de Portalegre e estudou Direito em Coimbra, entre 1894 e 1899. Iniciou a sua colabora&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica no <em>Distrito de Portalegre<\/em>, peri&oacute;dico dirigido por Frederico Laranjo, um dirigente do Partido Progressista, importante pioneiro da Hist&oacute;ria e da teoria econ&oacute;mica em Portugal. No ano em que Ant&oacute;nio Lino Neto conclui o curso &eacute; nomeado, mediante provas p&uacute;blicas, secret&aacute;rio-geral do Governo Civil de Beja, cargo do qual pedir&aacute; transfer&ecirc;ncia para Portalegre.<\/p>\n<p>As suas interven&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX tra&ccedil;am, como resposta ao sentimento de decad&ecirc;ncia causado pelo Ultimato de 1890, uma regenera&ccedil;&atilde;o nacional assente em tr&ecirc;s pilares: uma revitaliza&ccedil;&atilde;o da Igreja Cat&oacute;lica atrav&eacute;s de uma melhor forma&ccedil;&atilde;o do clero; uma reforma econ&oacute;mica baseada no ressurgimento da agricultura; uma reforma da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica mediante a descentraliza&ccedil;&atilde;o e uma transfer&ecirc;ncia de poderes para os munic&iacute;pios. A regenera&ccedil;&atilde;o do clero &eacute; defendida em diversos artigos de jornal. As outras vertentes regenerativas s&atilde;o objeto de livros: <em>A Quest&atilde;o Agr&aacute;ria<\/em>, de 1908, e <em>A Quest&atilde;o Administrativa (o Municipalismo em Portugal), <\/em>de 1911.<\/p>\n<p>Em 1908, Ant&oacute;nio Lino Neto vem viver com a fam&iacute;lia para Lisboa e torna-se professor catedr&aacute;tico do Instituto Industrial e Comercial de Lisboa. Como cat&oacute;lico, empenha-se na organiza&ccedil;&atilde;o dos Congressos das Agremia&ccedil;&otilde;es Populares Cat&oacute;licas. Durante a Grande Guerra integra, como vogal, a Comiss&atilde;o para Assist&ecirc;ncia Religiosa em Campanha, de 1916 a 1918. Na Rep&uacute;blica Nova de Sid&oacute;nio Pais, Ant&oacute;nio Lino Neto assume responsabilidade pol&iacute;ticas de n&iacute;vel nacional, ao ser eleito pelo Centro Cat&oacute;lico Portugu&ecirc;s (CCP) para a c&acirc;mara dos deputados, da qual ser&aacute; vice-presidente e presidente interino. &Eacute; tamb&eacute;m vereador, com o pelouro das subsist&ecirc;ncias, da C&acirc;mara Municipal de Lisboa, de novembro de 1917 a 1918.<\/p>\n<p>Na rep&uacute;blica do p&oacute;s-Grande Guerra, Ant&oacute;nio Lino Neto &eacute; eleito presidente do CCP, cargo que exercer&aacute; de 1919 a 1934. Em 1920 aparece nas bancas <em>A Uni&atilde;o<\/em>, o seman&aacute;rio oficial do CCP dirigido por Ant&oacute;nio Lino Neto. A nova orienta&ccedil;&atilde;o do CCP afirma a prioridade da causa cat&oacute;lica em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; quest&atilde;o do regime, seguindo as diretrizes do episcopado e em coer&ecirc;ncia com o empenho do Papa Bento XV em fazer o <em>ralliement <\/em>com a Rep&uacute;blica portuguesa. Esta atitude torna o CCP alvo do fogo cruzado entre republicanos laicistas, que querem repor a Lei da Separa&ccedil;&atilde;o do Estado e das Igrejas de 1911 na sua &laquo;pureza intang&iacute;vel&raquo;, e mon&aacute;rquicos fi&eacute;is a D. Manuel II para quem os direitos da Igreja Cat&oacute;lica s&oacute; seriam defendidos com a restaura&ccedil;&atilde;o mon&aacute;rquica. &Eacute; com os republicanos que aceitam discutir a chamada &laquo;Lei Moura Pinto&raquo; de 1918, a qual eliminara os aspetos mais gravosos da Lei de Separa&ccedil;&atilde;o de 1911, que Ant&oacute;nio Lino Neto negoceia no parlamento a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es da Igreja Cat&oacute;lica na Rep&uacute;blica.<\/p>\n<p>Apesar das tentativas de entendimento entre Estado e Igreja, que tiveram um protagonista republicano em Ant&oacute;nio Jos&eacute; de Almeida, Presidente da Rep&uacute;blica de 1919 a 1923, a I Rep&uacute;blica cai sem que a Lei da Separa&ccedil;&atilde;o seja revista num sentido satisfat&oacute;rio para ambas as partes.<\/p>\n<p>Durante a ditadura militar, o CCP vai sendo desativado, apesar das expectativas que os centristas depositam na chegada de Salazar a ministro das Finan&ccedil;as em 1928. Ant&oacute;nio Lino Neto defende a continua&ccedil;&atilde;o do Centro Cat&oacute;lico Portugu&ecirc;s como ramo da A&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica para fazer &laquo;a pol&iacute;tica da Igreja&raquo;, mas o Estado Novo entende que os cat&oacute;licos devem fazer pol&iacute;tica na Uni&atilde;o Nacional e Pio XI quer unir os cat&oacute;licos numa A&ccedil;&atilde;o Cat&oacute;lica que cinja a sua atividade ao terreno social e religioso.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s demitir-se de Presidente do CCP, em 1934, Ant&oacute;nio Lino Neto regressa &agrave; vida acad&eacute;mica e &agrave; advocacia. A partir de 1941 vai-se desvinculando das suas diversas atividades profissionais para continuar a publicar em jornais cat&oacute;licos, como o homem de Igreja que foi toda a vida.<\/p>\n<p><em>Jo&atilde;o Miguel Almeida, CEHR &ndash; Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Miguel Almeida, CEHR \u2013 Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[171,174,191],"class_list":["post-53837","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-diocese-de-beja","tag-diocese-de-coimbra","tag-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53837","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53837"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53837\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53837"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53837"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53837"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}