{"id":5378,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/carta-do-santo-padre-joao-paulo-ii-aos-sacerdotes-por-ocasiao-da-quinta-feira-santa-de-2004\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"carta-do-santo-padre-joao-paulo-ii-aos-sacerdotes-por-ocasiao-da-quinta-feira-santa-de-2004","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/carta-do-santo-padre-joao-paulo-ii-aos-sacerdotes-por-ocasiao-da-quinta-feira-santa-de-2004\/","title":{"rendered":"Carta do Santo Padre Jo\u00e3o Paulo II aos sacerdotes por ocasi\u00e3o da Quinta-feira Santa de 2004"},"content":{"rendered":"<p>Car\u00edssimos Sacerdotes!  1. \u00c9 com alegria e afecto que vos escrevo, por ocasi\u00e3o da Quinta-Feira Santa, dando continuidade a uma tradi\u00e7\u00e3o que teve in\u00edcio vinte e cinco anos atr\u00e1s, na minha primeira P\u00e1scoa como Bispo de Roma. Este encontro epistolar, que se reveste de uma especial dimens\u00e3o de fraternidade pela comum participa\u00e7\u00e3o no sacerd\u00f3cio de Cristo, coloca-se no contexto lit\u00fargico deste dia santo caracterizado por dois ritos significativos: a Missa do Crisma pela manh\u00e3, e a Missa in Cena Domini de tarde.  Antes de mais, imagino-vos reunidos nas catedrais das vossas dioceses, em volta dos respectivos Ordin\u00e1rios, para renovar as promessas sacerdotais. Este rito, t\u00e3o eloquente, realiza-se depois da consagra\u00e7\u00e3o dos Santos \u00d3leos, nomeadamente o do Crisma, inserindo-se bem numa Celebra\u00e7\u00e3o que evidencia a imagem da Igreja, povo sacerdotal santificado pelos sacramentos e enviado a difundir no mundo o suave aroma de Cristo Salvador (cf. 2 Cor 2,14-16).  Ao entardecer, vejo-vos entrar no Cen\u00e1culo para iniciar o Tr\u00edduo Pascal. \u00c9 precisamente naquela \u00ab sala mobiliada no andar de cima \u00bb (Lc 22,12) que Jesus nos convida a retornar em cada Quinta-Feira Santa, e onde mais me apraz encontrar-me convosco, amados irm\u00e3os no sacerd\u00f3cio. Na \u00daltima Ceia, nascemos como sacerdotes: esta \u00e9 a raz\u00e3o que torna belo e necess\u00e1rio encontrarmo-nos no Cen\u00e1culo, partilhando a mem\u00f3ria, cheia de reconhecimento, da alta miss\u00e3o que nos irmana.   2. N\u00f3s nascemos da Eucaristia. O que dizemos de toda a Igreja, ou seja, que \u00ab de Eucharistia vivit \u00bb, como quis reiterar na recente Enc\u00edclica, podemos perfeitamente afirm\u00e1-lo do sacerd\u00f3cio ministerial: este tem origem, vive, opera e frutifica \u00ab de Eucharistia \u00bb (cf. Conc. Trid. Sess. XXII, c\u00e2n. 2: DS 1752). \u00ab N\u00e3o existe Eucaristia sem sacerd\u00f3cio, como n\u00e3o existe sacerd\u00f3cio sem Eucaristia \u00bb (Dom e Mist\u00e9rio. Nas minhas Bodas de Ouro Sacerdotais, Cidade do Vaticano 1996, pg. 89).  O minist\u00e9rio ordenado, que nunca se pode reduzir somente ao aspecto funcional porque situado no plano do \u00ab ser \u00bb, habilita o presb\u00edtero a agir in persona Christi e tem o seu ponto culminante no momento em que ele consagra o p\u00e3o e o vinho, repetindo os gestos e as palavras de Jesus na \u00daltima Ceia.  Diante desta extraordin\u00e1ria realidade ficamos at\u00f3nitos e abismados: como \u00e9 grande a humildade condescendente com que Deus Se quis ligar ao homem! Se nos detemos comovidos diante do Pres\u00e9pio contemplando a Encarna\u00e7\u00e3o do Verbo, como exprimir o que se sente diante do altar onde, atrav\u00e9s das pobres m\u00e3os do sacerdote, Cristo torna presente no tempo o seu Sacrif\u00edcio? S\u00f3 nos resta ajoelhar e em sil\u00eancio adorar este mist\u00e9rio supremo da f\u00e9.  3. \u00ab Mysterium fidei: \u00bb proclama o sacerdote depois da consagra\u00e7\u00e3o. Mist\u00e9rio da f\u00e9 \u00e9 a Eucaristia, mas, consequentemente, \u00e9-o tamb\u00e9m o pr\u00f3prio sacerd\u00f3cio (cf. Dom e Misterio, ob. cit. pg. 89). O mesmo mist\u00e9rio de santifica\u00e7\u00e3o e de amor, obra do Esp\u00edrito Santo, pelo qual o p\u00e3o e o vinho se tornam o Corpo e o Sangue de Cristo, age na pessoa do ministro no momento da Ordena\u00e7\u00e3o Sacerdotal. H\u00e1, portanto, uma espec\u00edfica reciprocidade entre a Eucaristia e o sacerd\u00f3cio, reciprocidade que tem origem no Cen\u00e1culo: trata-se de dois sacramentos que nasceram juntos e cujas sortes est\u00e3o indissoluvelmente ligadas at\u00e9 ao fim do mundo.   Tocamos aqui o que chamei a \u00ab apostolicidade da Eucaristia \u00bb (cf. Carta Enc. Ecclesia de Eucharistia, 26-33). O Sacramento Eucar\u00edstico \u2013 tal como o da Reconcilia\u00e7\u00e3o \u2013 foi confiado por Cristo aos Ap\u00f3stolos e transmitido por estes e pelos seus sucessores de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. No in\u00edcio da vida p\u00fablica, o Messias chamou e constituiu os Doze, para \u00ab permanecerem com Ele \u00bb e envi\u00e1-los em miss\u00e3o (cf. Mc 3,14-15). Na \u00daltima Ceia, o \u00ab permanecer com \u00bb Jesus por parte dos Ap\u00f3stolos alcan\u00e7ou a sua plenitude. Celebrando a Ceia Pascal e instituindo a Eucaristia, o divino Mestre tornou realidade a voca\u00e7\u00e3o deles. Dizendo: \u00ab Fazei isto em mem\u00f3ria de mim \u00bb, p\u00f4s o sigilo eucar\u00edstico sobre a sua miss\u00e3o e, unindo-os a Si na comunh\u00e3o sacramental, encarregou-os de perpetuar aquele gesto sant\u00edssimo.  Ao pronunciar aquelas palavras: \u00ab Fazei isto&#8230; \u00bb, o seu pensamento estendia-se aos sucessores dos Ap\u00f3stolos, \u00e0queles que deveriam continuar a sua miss\u00e3o, distribuindo o Alimento da vida at\u00e9 aos confins do mundo. Assim, de certa forma, caros irm\u00e3os no sacerd\u00f3cio, no Cen\u00e1culo tamb\u00e9m n\u00f3s fomos escolhidos pessoalmente, um por um, com particular afecto (Pref\u00e1cio da Missa Crismal), para receber das santas e vener\u00e1veis m\u00e3os do Senhor o P\u00e3o Eucar\u00edstico, a fim de o repartir como sustento do Povo de Deus peregrino pelas estradas do tempo rumo \u00e0 P\u00e1tria eterna.   4. A Eucaristia, tal como o sacerd\u00f3cio, \u00e9 um dom de Deus, \u00ab que supera radicalmente o poder da assembleia \u00bb e que esta \u00ab recebe atrav\u00e9s da sucess\u00e3o episcopal que remonta aos Ap\u00f3stolos \u00bb (Carta Enc. Ecclesia de Eucharistia, 29). O Conc\u00edlio Vaticano II ensina que \u00ab o sacerdote ministerial, pelo seu poder sagrado [&#8230;] realiza o sacrif\u00edcio eucar\u00edstico fazendo as vezes de Cristo e oferece-o a Deus em nome de todo o povo \u00bb (Const. Lumen gentium, 10). A assembleia dos fi\u00e9is, unida pela f\u00e9 e pelo Esp\u00edrito e enriquecida de numerosos dons, embora constitua o lugar em que Cristo \u00ab est\u00e1 presente na sua Igreja, especialmente nas ac\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas \u00bb (Const. Sacrosanctum Concilium, 7), n\u00e3o \u00e9 capaz por si s\u00f3 de \u00ab fazer \u00bb a Eucaristia nem de \u00ab se dar \u00bb o ministro ordenado.   Com toda a raz\u00e3o, portanto, o povo crist\u00e3o, se por um lado d\u00e1 gra\u00e7as a Deus pelo dom da Eucaristia e do sacerd\u00f3cio, por outro n\u00e3o cessa de orar a fim de que n\u00e3o faltem sacerdotes na Igreja. Nunca \u00e9 suficiente o n\u00famero dos presb\u00edteros para dar resposta \u00e0s crescentes exig\u00eancias da evangeliza\u00e7\u00e3o e do cuidado pastoral dos fi\u00e9is. Nalgumas partes do mundo, a sua escassez faz-se hoje sentir com maior urg\u00eancia, porque diminuem as fileiras de sacerdotes por uma insuficiente substitui\u00e7\u00e3o das gera\u00e7\u00f5es. Noutras, gra\u00e7as a Deus, assiste-se a uma prometedora primavera vocacional. Al\u00e9m disso, vai aumentando no Povo de Deus a consci\u00eancia de dever rezar e trabalhar activamente pelas voca\u00e7\u00f5es para o sacerd\u00f3cio e para a vida consagrada.   5. Na verdade, as voca\u00e7\u00f5es s\u00e3o um dom de Deus que se h\u00e1-de suplicar incessantemente. Acolhendo o convite de Jesus, \u00e9 preciso antes de tudo pedir ao Senhor da messe que envie oper\u00e1rios para a sua messe (cf. Mt 9,37-38). A ora\u00e7\u00e3o, enriquecida pela oferta silenciosa do sofrimento, \u00e9 o primeiro e o mais eficaz meio da pastoral vocacional. Rezar \u00e9 manter fixo o olhar em Cristo, confiando que d&#8217;Ele mesmo, \u00fanico sumo Sacerdote, e da sua divina obla\u00e7\u00e3o brotam abundantemente, pela ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, os germes de voca\u00e7\u00e3o necess\u00e1rios em cada \u00e9poca para a vida e a miss\u00e3o da Igreja.  Detenhamo-nos no Cen\u00e1culo contemplando o Redentor que na \u00daltima Ceia instituiu a Eucaristia e o sacerd\u00f3cio. Naquela noite santa, Ele chamou pelo nome cada um dos sacerdotes de todos os tempos. O seu olhar fixou-se em cada um, olhar amoroso e preveniente, como aquele que se deteve em Sim\u00e3o e Andr\u00e9, em Tiago e Jo\u00e3o, em Natanael quando estava debaixo da figueira, em Mateus sentado ao tel\u00f3nio. Jesus chamou-nos a n\u00f3s e, por diversos caminhos, continua a chamar muitos outros para serem os seus ministros.  Desde o Cen\u00e1culo, Cristo n\u00e3o se cansa de procurar e de chamar: est\u00e1 aqui a origem e a fonte perene de uma aut\u00eantica pastoral das voca\u00e7\u00f5es sacerdotais. Dela, irm\u00e3os, sintamo-nos os primeiros respons\u00e1veis, dispostos a ajudar a todos os que Ele deseja associar ao seu sacerd\u00f3cio, para que respondam generosamente ao seu convite.   Mas, antes e acima de qualquer outra iniciativa vocacional, \u00e9 indispens\u00e1vel a nossa fidelidade pessoal. Conta, de facto, a nossa ades\u00e3o a Cristo, o amor que nutrimos pela Eucaristia, o fervor com que a celebramos, a devo\u00e7\u00e3o com que a adoramos, o zelo com que a distribu\u00edmos aos irm\u00e3os, especialmente aos doentes. Jesus, Sumo Sacerdote, continua a convidar pessoalmente oper\u00e1rios para a sua vinha, mas quis necessitar, desde o come\u00e7o, da nossa activa coopera\u00e7\u00e3o. Sacerdotes enamorados da Eucaristia s\u00e3o capazes de comunicar aos adolescentes e jovens o \u00ab enlevo eucar\u00edstico \u00bb, que desejei reavivar com a Enc\u00edclica Ecclesia de Eucharistia (cf. n. 6). Em geral, s\u00e3o eles precisamente que assim os atraem para o caminho do sacerd\u00f3cio, como bem poderia demonstrar a hist\u00f3ria da nossa voca\u00e7\u00e3o.  6. Precisamente nesta perspectiva, caros irm\u00e3os sacerdotes, privilegiai, juntamente com outras iniciativas, a aten\u00e7\u00e3o dos ac\u00f3litos, que constituem uma esp\u00e9cie de \u00ab viveiro \u00bb de voca\u00e7\u00f5es sacerdotais. O grupo de ac\u00f3litos, bem acompanhado por v\u00f3s no \u00e2mbito da comunidade paroquial, pode percorrer um v\u00e1lido caminho de crescimento crist\u00e3o, formando quase uma esp\u00e9cie de pr\u00e9-semin\u00e1rio. Educai a par\u00f3quia, fam\u00edlia de fam\u00edlias, a ver nos ac\u00f3litos os seus filhos, como \u00ab rebentos em volta da mesa \u00bb de Cristo, P\u00e3o da vida (cf. Sal 128 [127], 3).  Recorrendo \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o de fam\u00edlias mais sens\u00edveis e dos catequistas segui, com sol\u00edcita aten\u00e7\u00e3o, o grupo dos ac\u00f3litos para que, atrav\u00e9s do servi\u00e7o do altar, cada um deles aprenda a amar cada vez mais o Senhor Jesus, reconhe\u00e7a-O realmente presente na Eucaristia e saboreie a beleza da liturgia. Todas as iniciativas para os ac\u00f3litos, organizadas a n\u00edvel diocesano e por zonas pastorais, devem ser promovidas e estimuladas, tendo sempre em conta as diversas faixas et\u00e1rias. Nos anos de minist\u00e9rio episcopal em Crac\u00f3via, pude constatar como era vantajoso dedicar-se \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o humana, espiritual e lit\u00fargica. Quando crian\u00e7as e adolescentes realizam o servi\u00e7o do altar com alegria e entusiasmo, oferecem aos da sua idade um testemunho eloquente da import\u00e2ncia e da beleza da Eucaristia. Gra\u00e7as \u00e0 acentuada sensibilidade imaginativa, que caracteriza a sua idade, e com as explica\u00e7\u00f5es e o exemplo dos sacerdotes e dos colegas mais velhos, tamb\u00e9m os mi\u00fados podem crescer na f\u00e9 e apaixonar-se pelas realidades espirituais.  E, por \u00faltimo, n\u00e3o esque\u00e7ais que os primeiros \u00ab ap\u00f3stolos \u00bb de Jesus Sumo Sacerdote sois v\u00f3s: o vosso testemunho conta mais do que qualquer outro meio e subs\u00eddio. Nas regulares celebra\u00e7\u00f5es dominicais e feriais, os ac\u00f3litos encontram-vos a v\u00f3s, nas vossas m\u00e3os v\u00eaem \u00ab fazer-se \u00bb a Eucaristia, no vosso rosto l\u00eaem o reflexo do Mist\u00e9rio, no vosso cora\u00e7\u00e3o intuem a chamada a um amor maior. Sede para eles pais, mestres e testemunhas de piedade eucar\u00edstica e de santidade de vida!  7. Car\u00edssimos irm\u00e3os sacerdotes, a vossa peculiar miss\u00e3o na Igreja exige que sejais \u00ab amigos \u00bb de Cristo, contemplando assiduamente a sua face e frequentando docilmente a escola de Maria Sant\u00edssima. Orai sem cessar, como exorta o Ap\u00f3stolo (cf. 1 Ts 5,17), e convidai os fi\u00e9is a rezar pelas voca\u00e7\u00f5es, pela perseveran\u00e7a dos chamados \u00e0 vida sacerdotal e pela santifica\u00e7\u00e3o de todos os sacerdotes. Ajudai as vossas comunidades a amar sempre mais este singular \u00ab dom e mist\u00e9rio \u00bb que \u00e9 o sacerd\u00f3cio ministerial.  No clima de ora\u00e7\u00e3o da Quinta-Feira Santa, v\u00eam-me ao pensamento algumas invoca\u00e7\u00f5es da ladainha de Jesus Cristo Sacerdote e V\u00edtima (cf. Dom e mist\u00e9rio, pgs. 113-116), que h\u00e1 muitos anos recito com grande proveito de alma:  Iesu, Sacerdos et Victima, Iesu, Sacerdos qui in novissima Cena formam sacrificii perennis instituisti, Jesu, Pontifex ex hominibus assumpte, Iesu, Pontifex pro hominibus constitute, Iesu, Pontifex qui tradidisti temetipsum Deo oblationem et hostiam, miserere nobis!  Ut pastores secundum cor tuum populo tuo providere digneris, ut in messem tuam operarios fideles mittere digneris, ut fideles mysteriorum tuorum dispensatores multiplicare digneris, Te rogamus, audi nos!  8. Confio cada um de v\u00f3s e o vosso minist\u00e9rio quotidiano \u00e0 M\u00e3e dos Sacerdotes. Na recita\u00e7\u00e3o do Ros\u00e1rio, o quinto mist\u00e9rio da luz leva-nos a contemplar com os olhos de Maria o dom da Eucaristia, a maravilhar-nos com o amor \u00ab at\u00e9 ao fim \u00bb (Jo 13,1) que Jesus manifestou no Cen\u00e1culo e com a humildade da sua presen\u00e7a em cada Sacr\u00e1rio. A Virgem Santa vos alcance a gra\u00e7a de n\u00e3o vos acostumardes jamais ao Mist\u00e9rio colocado nas vossas m\u00e3os. Agradecendo continuamente ao Senhor pelo extraordin\u00e1rio dom do seu Corpo e do seu Sangue, podereis perseverar fielmente no vosso minist\u00e9rio sacerdotal.   E V\u00f3s, M\u00e3e de Cristo Sumo Sacerdote, alcan\u00e7ai para a Igreja sempre numerosas e santas voca\u00e7\u00f5es, fi\u00e9is e generosos ministros do altar.  Caros irm\u00e3os sacerdotes, com votos de uma santa P\u00e1scoa para v\u00f3s e vossas Comunidades, de cora\u00e7\u00e3o a todos vos aben\u00e7oo.  Vaticano, 28 de Mar\u00e7o \u2013 V domingo da Quaresma \u2013 do ano 2004, vig\u00e9simo sexto de Pontificado.  JO\u00c3O PAULO II<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Car\u00edssimos Sacerdotes! 1. \u00c9 com alegria e afecto que vos escrevo, por ocasi\u00e3o da Quinta-Feira Santa, dando continuidade a uma tradi\u00e7\u00e3o que teve in\u00edcio vinte e cinco anos atr\u00e1s, na minha primeira P\u00e1scoa como Bispo de Roma. 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