{"id":53726,"date":"2011-11-08T13:31:12","date_gmt":"2011-11-08T13:31:12","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/11\/08\/orcamento-pessoas-estao-acima-dos-numeros\/"},"modified":"2011-11-08T13:31:12","modified_gmt":"2011-11-08T13:31:12","slug":"orcamento-pessoas-estao-acima-dos-numeros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/orcamento-pessoas-estao-acima-dos-numeros\/","title":{"rendered":"Or\u00e7amento: Pessoas est\u00e3o acima dos n\u00fameros"},"content":{"rendered":"<p>Alfredo Bruto da Costa, estudioso na \u00e1rea da pobreza e presidente da Comiss\u00e3o de Justi\u00e7a e Paz, considera que a discuss\u00e3o sobre o Or\u00e7amento de Estado para 2012, em Portugal, deve ter em conta as pessoas e definir prioridades para as servir <!--more--> <\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia Ecclesia (AE) &ndash; Este &eacute; um Or&ccedil;amento, como j&aacute; se disse, feito apenas numa folha de Excel?<\/em><\/p>\n<p><em>Alfredo Bruto da Costa (ABC) &ndash; <\/em>&Agrave; primeira vista, parece, porque tudo &eacute; visto em fun&ccedil;&atilde;o de resultados aritm&eacute;ticos do d&eacute;fice e da d&iacute;vida. O objetivo deste Or&ccedil;amento, isso n&atilde;o &eacute; segredo, &eacute; conseguir 5,9% de d&eacute;fice e reduzir a d&iacute;vida para um determinado limite.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Esse objetivo n&atilde;o &eacute; obrigat&oacute;rio?<\/em><\/p>\n<p><em>ABC &ndash; <\/em>&Eacute; obrigat&oacute;rio porque n&oacute;s associamos o n&atilde;o cumprimento desses objetivos a coisas muito s&eacute;rias em termos de continuidade dos empr&eacute;stimos que o Fundo Monet&aacute;rio Internacional e a Uni&atilde;o Europeia est&atilde;o a fazer. Eu considero que s&atilde;o obrigat&oacute;rios, enquanto objetivos, s&atilde;o uma quest&atilde;o de ponto de honra. Agora, surgem d&uacute;vidas sobre o modo como se chega l&aacute;, as coisas n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o r&iacute;gidas e t&atilde;o matem&aacute;ticas como se fossem algo material, que se corta, que se acrescenta&hellip;<\/p>\n<p>Para mim, n&atilde;o &eacute; indiferente aquilo que li, num seman&aacute;rio, apresentando o ministro das Finan&ccedil;as como um &ldquo;f&atilde;&rdquo; da teoria de Milton Friedman. Ele &eacute; o representante de uma corrente de pensamento determinada num contexto do pensamento econ&oacute;mico; eu sou altamente cr&iacute;tico do Friedman: Como &eacute; que posso aceitar pacificamente um or&ccedil;amento que, por tr&aacute;s dos n&uacute;meros, tem este pensamento?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Mas isso pode ser apenas uma opini&atilde;o do articulista&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>ABC &ndash;<\/em> Independentemente do Friedman, vemos a tend&ecirc;ncia neoliberal das medidas tomadas por esta pol&iacute;tica, como, por exemplo, no emagrecimento do Estado. Durante a campanha eleitoral, o PSD falava fundamentalmente em cortar &ldquo;gorduras&rdquo; do Estado, veio para o Governo e a gente pergunta onde &eacute; que est&atilde;o as gorduras, porque aquilo que est&aacute; a ser cortado &eacute; a carne das pessoas: s&atilde;o vencimentos, s&atilde;o subs&iacute;dios de f&eacute;rias e de Natal, aumento de impostos. N&atilde;o vamos chamar a isto gorduras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A redu&ccedil;&atilde;o de Funda&ccedil;&otilde;es n&atilde;o pode ser vista como uma medida na linha desse corte?<\/em><\/p>\n<p><em>ABC &ndash;<\/em> O que se v&ecirc; n&atilde;o &eacute; um corte de gorduras, &eacute; um rearranjo do pr&oacute;prio papel do Estado na sociedade. Isto &eacute; uma mudan&ccedil;a que pode ser mudan&ccedil;a da sociedade, que n&atilde;o foi submetida &agrave; opini&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o. Corremos o risco de mudar qualitativamente uma sociedade &ndash; designadamente neste aspeto de saber qual &eacute; o grau de regula&ccedil;&atilde;o, qual &eacute; o grau de interven&ccedil;&atilde;o do Estado e a sua presen&ccedil;a, sobretudo na economia &ndash;, passando para um Estado m&iacute;nimo, de pouca regula&ccedil;&atilde;o, que confia &ndash; a meu ver excessivamente &ndash; no mercado. Penso que n&atilde;o &eacute; leg&iacute;timo mudar qualitativamente uma sociedade, de um modelo para o outro, sem submeter essa mudan&ccedil;a ao parecer da popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Onde &eacute; que veria, ent&atilde;o, a gordura a cortar?<\/em><\/p>\n<p><em>ABC &ndash; <\/em>Para mim, as gorduras est&atilde;o antes de mais n&atilde;o no Estado, mas nas grandes riquezas, em quem tem rendimentos elevados, que &eacute; o setor que est&aacute; intocado. N&atilde;o basta dizer que se tiram 10% a uma pessoa que ganha mil euros como a outro que ganha milh&otilde;es. Numa situa&ccedil;&atilde;o como esta, o que tem de ser equiparado &eacute; o grau de sofrimento.<\/p>\n<p>O homem que ganha milh&otilde;es tem de sofrer tanto como o que ganha 500 ou mil, &eacute; o grau de sofrimento que traduz uma situa&ccedil;&atilde;o equitativa. Temos gente que vai sofrer, por v&aacute;rias causas, porque vai perder uma parte do seu vencimento, vai ter impostos mais elevados, n&atilde;o vai conseguir pagar presta&ccedil;&otilde;es de casas que tentou comprar, etc. Outros, por mais que paguem mais impostos, v&atilde;o poder viver &lsquo;&agrave; grande e &agrave; francesa&rsquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Como v&ecirc; o argumento da fuga imediata desses milh&otilde;es para outros postos?<\/em><\/p>\n<p><em>ABC &ndash; <\/em>Se fossem introduzidos certos tipos de novas taxas fiscais, haveria um controlo das transa&ccedil;&otilde;es. Por outro lado, estamos a partir da hip&oacute;tese de que as pessoas ricas em Portugal n&atilde;o t&ecirc;m &eacute;tica, que se as coisas n&atilde;o forem favor&aacute;veis aqui, fogem. O capital deles n&atilde;o foi criado nos pa&iacute;ses de offshores, foi criado aqui. N&atilde;o t&ecirc;m responsabilidade desse dinheiro perante a popula&ccedil;&atilde;o, a sociedade onde foi criado? Este &eacute; um dos princ&iacute;pios que o Papa Bento XVI menciona para a decis&atilde;o sobre deslocaliza&ccedil;&otilde;es, h&aacute; que ter em conta a sociedade onde aquele rendimento foi criado. Portanto, n&atilde;o posso aceitar que as pessoas ricas portuguesas sejam isentas de &eacute;tica.<\/p>\n<p>Uma maior reparti&ccedil;&atilde;o da riqueza e do rendimento, neste momento, &eacute;, para mim, uma exig&ecirc;ncia &eacute;tica. N&atilde;o o torno completamente dependente do que o Governo exija ou n&atilde;o, sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o aos crist&atilde;os &#8211; digo que n&atilde;o devem esperar pelas medidas, devem ser os primeiros a ter iniciativa, comparando os seus bens aos bens que est&atilde;o &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa nesta fase.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Que atitude se deve ter diante de quem se instala na subsidiodepend&ecirc;ncia ou de atitudes de esbanjamento?<\/em><\/p>\n<p><em>ABC &ndash;<\/em> Este &eacute; um problema da sociedade, n&atilde;o de um grupo particular, e &eacute; importante darmo-nos conta disso. Reflete-se &eacute; de formas diferentes: por exemplo, os grandes montantes que escapam ao fisco &eacute; uma forma de subsidiodepend&ecirc;ncia, porque &eacute; um montante que se est&aacute; a tomar por conta pr&oacute;pria, quando se deveria entregar ao Estado. Normalmente, as pessoas aqui em Portugal pagam o imposto que t&ecirc;m de pagar, se puderem deixar de pagar, preferem. Isso faz parte da cultura.<\/p>\n<p>Muitas vezes se tem falado na mentalidade dos nossos empres&aacute;rios como sendo subsidiodependentes, sempre &agrave; espera do Estado, de fundos estruturais da Uni&atilde;o Europeia, etc. Aqueles que s&atilde;o mais castigados s&atilde;o os pobres, aqueles que n&atilde;o t&ecirc;m nada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; S&atilde;o os menos subsidiodependentes?<\/em><\/p>\n<p><em>ABC &ndash;<\/em> Em primeiro lugar, temos de olhar para qualquer subs&iacute;dio n&atilde;o como uma d&aacute;diva da sociedade, mas como alguma coisa a que a pessoa tem direito, que est&aacute; legislado. Por outro lado, tem de haver um desn&iacute;vel suficientemente alto entre o valor do sal&aacute;rio que a pessoa vai receber e o valor do subs&iacute;dio, para que haja um m&iacute;nimo de est&iacute;mulo para deixar o subs&iacute;dio e ir para o sal&aacute;rio.<\/p>\n<p>Se eu n&atilde;o considerar o subs&iacute;dio como um direito, mas como uma benesse do Estado, posso exigir uma troca por um sal&aacute;rio, independentemente de a pessoa ficar a ganhar ou a perder. Isso n&atilde;o &eacute; discutido, normalmente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Pessoalmente, qual &eacute; o contributo que gostaria de dar para este Or&ccedil;amento?<\/em><\/p>\n<p><em>ABC<\/em> &ndash; Para j&aacute;, o contributo tem sido a presen&ccedil;a nos media, a tomar a posi&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o devemos analisar o Or&ccedil;amento de Estado como um documento t&eacute;cnico, mas como um documento ideol&oacute;gico e pol&iacute;tico tamb&eacute;m, que vai implicar sofrimento humano. Um documento que, para ser equitativo, tem de abranger todas as formas de rendimento, seja do trabalho, seja do capital, coisa que n&atilde;o tem sido feita.<\/p>\n<p>Mesmo dentro dos rendimentos do capital, h&aacute; quem diga que os trabalhadores do Estado est&atilde;o a ser mais sacrificados do que os da iniciativa privada, embora o problema da equidade fiscal esteja a ser debatido.<\/p>\n<p>O essencial da minha mensagem &eacute;: aquilo que parece ser um determinismo de aritm&eacute;tica n&atilde;o &eacute; verdade. Nenhum documento que tenha o nome de Or&ccedil;amento de Estado &eacute; meramente aritm&eacute;tico, &eacute; meramente t&eacute;cnico, &eacute; um documento pol&iacute;tico, ideol&oacute;gico, como disse, e esses aspetos t&ecirc;m de ser discutidos, para que a popula&ccedil;&atilde;o saiba o que est&aacute; em causa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Considera necess&aacute;ria uma mudan&ccedil;a de rumo?<\/em><\/p>\n<p><em>ABC<\/em> &ndash; Claro. Uma mudan&ccedil;a de rumo e uma mudan&ccedil;a de atitude perante o fazer um Or&ccedil;amento. O aspeto t&eacute;cnico &eacute; um dos aspetos importantes, mas n&atilde;o &eacute; o &uacute;nico.<\/p>\n<p>Quanto &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o de cumprir os compromissos concretos do memorando da troika, eu acho que Portugal tem de cumprir. Mas, como sabe, come&ccedil;am a ser aceites pelo Governo certas margens de elasticidade, de reajustamento. Admito que seja uma maior extens&atilde;o dos prazos de cumprimento, maior montante de cr&eacute;ditos&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; N&atilde;o se vai seguir na linha de um endividamento sucessivo?<\/em><\/p>\n<p><em>ABC<\/em> &ndash; N&atilde;o, n&atilde;o. Uma outra cr&iacute;tica que se faz ao Or&ccedil;amento, no entanto, &eacute; o de toda a pol&iacute;tica ser omissa quanto ao aspeto do crescimento, embora ultimamente os membros do Governo tenham vindo a falar nele, sem dizer exatamente o que v&atilde;o fazer. A &uacute;nica coisa que se diz &eacute; que se tem de estabilizar as Finan&ccedil;as e fazer transforma&ccedil;&otilde;es estruturais no sentido do crescimento.<\/p>\n<p>Aqui queria chamar a aten&ccedil;&atilde;o para um outro ponto: n&atilde;o basta o crescimento. Tem de ser um crescimento mais equitativo, porque a sociedade portuguesa &eacute; das mais desiguais da Europa. N&atilde;o &eacute; qualquer tipo de crescimento que vai criar mais emprego, h&aacute; crescimento baseado em tecnologias que pode n&atilde;o criar e at&eacute; diminuir empregos. Pode haver crescimento econ&oacute;mico com aumento da desigualdade e do desemprego.<\/p>\n<p>Relativamente ao endividamento, o objetivo global tem de ser reduzi-lo o mais poss&iacute;vel, tanto no d&eacute;fice como no endividamento p&uacute;blico e privado. A quest&atilde;o &eacute; reduzi-lo como e reduzi-lo quando, com que per&iacute;odo, porque se for de hoje para amanh&atilde;, a &ldquo;carnificina&rdquo; ser&aacute; grande.<\/p>\n<p><em>PR\/OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alfredo Bruto da Costa, estudioso na \u00e1rea da pobreza e presidente da Comiss\u00e3o de Justi\u00e7a e Paz, considera que a discuss\u00e3o sobre o Or\u00e7amento de Estado para 2012, em Portugal, deve ter em conta as pessoas e definir prioridades para as servir<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[120,191,203,267],"class_list":["post-53726","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-bento-xvi","tag-economia","tag-europa","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53726","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53726"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53726\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53726"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53726"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53726"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}