{"id":53724,"date":"2011-11-08T13:11:01","date_gmt":"2011-11-08T13:11:01","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/11\/08\/comemoracoes-dos-300-anos-da-edificacao-da-se-de-santarem\/"},"modified":"2011-11-08T13:11:01","modified_gmt":"2011-11-08T13:11:01","slug":"comemoracoes-dos-300-anos-da-edificacao-da-se-de-santarem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/comemoracoes-dos-300-anos-da-edificacao-da-se-de-santarem\/","title":{"rendered":"Comemora\u00e7\u00f5es dos 300 anos da edifica\u00e7\u00e3o da S\u00e9 de Santar\u00e9m"},"content":{"rendered":"<p>A S&eacute; de Santar&eacute;m, monumento nacional emblem&aacute;tico da cidade, &eacute; um bom exemplo do que continuamos por deslindar no &acirc;mbito da heran&ccedil;a patrimonial que nos foi legada, e do valor daquilo que aos poucos vamos (re)descobrindo. Por isso, celebrar os trezentos anos da sua edifica&ccedil;&atilde;o &eacute; principalmente promover &#8211; na oportunidade dos &ldquo;n&uacute;meros redondos&rdquo; que estes momentos comemorativos encerram e ampliam &#8211; o estudo e a divulga&ccedil;&atilde;o, de um patrim&oacute;nio curiosamente pouco contemplado em contexto nacional, e desconhecido at&eacute; para muitos daqueles que diariamente se cruzam com ele.<\/p>\n<p>Trata-se de um magn&iacute;fico e vasto edif&iacute;cio, de tra&ccedil;a do arquiteto r&eacute;gio Mateus do Couto (tio), localizado na principal pra&ccedil;a da ent&atilde;o Vila de Santar&eacute;m, porta aberta para a zona antiga. A vontade da sua edifica&ccedil;&atilde;o remonta ao ano de 1575, manifestada pelo arcebispo D. Jorge de Almeida; consolidou-se por volta de 1609, quando D. Duarte da Costa lhe destinou todos os seus bens, e iniciou-se, finalmente, ap&oacute;s a efetiva doa&ccedil;&atilde;o das ru&iacute;nas do Pa&ccedil;o Real, por D. Jo&atilde;o IV.<\/p>\n<p>Apesar de muitos momentos marcantes no decorrer desta constru&ccedil;&atilde;o, quer ao n&iacute;vel da sua estrutura arquitet&oacute;nica quer pela conclus&atilde;o de importantes elementos art&iacute;sticos que decoram o seu interior, 1711 &eacute; a data repetida na fachada, que nos testemunha, de alguma forma, o momento de finaliza&ccedil;&atilde;o da obra da igreja, dedicada &agrave; Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O conjunto edificado, indiscutivelmente mais vasto, vai ao encontro das estruturas comuns dos Col&eacute;gios da Companhia de Jesus, que acaba por ver goradas as suas inten&ccedil;&otilde;es em Santar&eacute;m cerca de cinco d&eacute;cadas depois, aquando da expuls&atilde;o dos jesu&iacute;tas de Portugal.<\/p>\n<p>&Eacute; em 1780 que a rainha D. Maria I, em resposta &agrave; necessidade de instala&ccedil;&atilde;o definitiva do Semin&aacute;rio Patriarcal de Lisboa, doa ao Cardeal Patriarca, D. Fernando de Sousa e Silva, este antigo col&eacute;gio e respetiva igreja.<\/p>\n<p>Neste ciclo se adaptaram estruturas e conclu&iacute;ram outras que servissem &agrave;s necessidades da forma&ccedil;&atilde;o dos novos padres. Apesar de tudo, as vicissitudes da hist&oacute;ria &#8211; desde as Invas&otilde;es Francesas, passando pela Revolta Liberal, e mais tarde pela Implanta&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica &#8211; atribu&iacute;ram ao espa&ccedil;o, nos hiatos da presen&ccedil;a dos seminaristas, muitas outras fun&ccedil;&otilde;es: de hospital a aquartelamento, coabitando ainda o Semin&aacute;rio com a estrutura de Liceu Nacional, desde 1854.<\/p>\n<p>Se foram inconstantes e variadas as suas fun&ccedil;&otilde;es e ocupa&ccedil;&otilde;es, o s&eacute;culo XX n&atilde;o tardou em destinar-lhe novo fim. Em 16 de julho de 1975, no &acirc;mbito do processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o do territ&oacute;rio do Patriarcado de Lisboa, o Papa Paulo VI, pela Bula &ldquo;Apostolicae Sedis Consuetudinem&rdquo; criou a Diocese de Santar&eacute;m, sendo eleita como Catedral a antiga Igreja de Nossa Senhora da Concei&ccedil;&atilde;o do Col&eacute;gio dos Jesu&iacute;tas, ent&atilde;o comummente conhecida por Igreja do Semin&aacute;rio.<\/p>\n<p>&Eacute; no estatuto de Catedral que se deve olhar este monumento hoje. Em plena implementa&ccedil;&atilde;o do Projeto &ldquo;Rota das Catedrais&rdquo;, o programa das comemora&ccedil;&otilde;es procura cumprir tr&ecirc;s objetivos espec&iacute;ficos: investiga&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica e art&iacute;stica; dinamiza&ccedil;&atilde;o cultural com vista &agrave; frui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, quer atrav&eacute;s de circuitos de visita, quer atrav&eacute;s de oferta cultural de excel&ecirc;ncia; e ainda, entender a Catedral como elemento de unidade pastoral diocesana.<\/p>\n<p>Neste sentido, reunindo um grupo interdisciplinar, o col&oacute;quio, programado para o dia 12 de novembro, ser&aacute; um olhar atento sobre o edif&iacute;cio e as suas m&uacute;ltiplas fun&ccedil;&otilde;es na vida social, cultural e religiosa de Santar&eacute;m, desde o s&eacute;culo XIII. Paralelamente, a oferta cultural abrir&aacute; portas &agrave; participa&ccedil;&atilde;o de um p&uacute;blico mais lato, sobretudo atrav&eacute;s do Concerto &agrave; Padroeira, a realizar no dia da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o, 8 de dezembro, executado pelo Conservat&oacute;rio de M&uacute;sica de Santar&eacute;m; bem como pelas cinco visitas guiadas que, na periodicidade de uma por m&ecirc;s, procurar&atilde;o dar a conhecer este patrim&oacute;nio, atrav&eacute;s de olhares especializados, direcionados a tem&aacute;ticas espec&iacute;ficas.<\/p>\n<p>N&atilde;o se poderia ainda assim apartar, do conjunto destas iniciativas, as comunidades que se congregam em torno da S&eacute; de Santar&eacute;m, no seu mais amplo e valorizador sentido teol&oacute;gico e pastoral. Por isso, no pr&oacute;ximo ano ser&atilde;o v&aacute;rias as parcerias com diferentes secretariados diocesanos, com o intento de explorar os valores de um local que est&aacute; ao servi&ccedil;o de todos.&nbsp;<\/p>\n<p>Este programa de comemora&ccedil;&otilde;es resulta da feliz e empenhada colabora&ccedil;&atilde;o entre v&aacute;rias entidades, numa organiza&ccedil;&atilde;o da Diocese de Santar&eacute;m, atrav&eacute;s da Comiss&atilde;o Diocesana para os Bens Culturais da Igreja e do Projeto &ldquo;Rota das Catedrais&rdquo;, com o apoio da C&acirc;mara Municipal de Santar&eacute;m e do Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, n&atilde;o esquecendo todos os especialistas que, com a partilha dos seus conhecimentos &agrave; comunidade, enriquecem este projeto.<\/p>\n<p><em>Eva Raquel Neves, in Invenire &ndash; Revista de Bens Culturais da Igreja, n.&ordm;3<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A S&eacute; de Santar&eacute;m, monumento nacional emblem&aacute;tico da cidade, &eacute; um bom exemplo do que continuamos por deslindar no &acirc;mbito da heran&ccedil;a patrimonial que nos foi legada, e do valor daquilo que aos poucos vamos (re)descobrindo. 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