{"id":53622,"date":"2011-11-02T11:33:46","date_gmt":"2011-11-02T11:33:46","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/11\/02\/repensar-a-pastoral-repensar-o-que-somos\/"},"modified":"2011-11-02T11:33:46","modified_gmt":"2011-11-02T11:33:46","slug":"repensar-a-pastoral-repensar-o-que-somos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/repensar-a-pastoral-repensar-o-que-somos\/","title":{"rendered":"Repensar a pastoral, repensar o que somos\u2026"},"content":{"rendered":"<p>Manuel Joaquim Gomes Barbosa, scj <!--more--> <\/p>\n<p>A Confer&ecirc;ncia dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) empenhou-se, desde o in&iacute;cio, no processo que a Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa (CEP) encetou, para repensar juntos a pastoral da Igreja em Portugal. Todos os Institutos Religiosos e Sociedades de Vida Apost&oacute;lica foram chamados a participar, quer a n&iacute;vel das suas estruturas diretivas, quer a n&iacute;vel das comunidades religiosas locais. As comiss&otilde;es nacionais e os secretariados regionais da CIRP empenharam-se tamb&eacute;m nesta reflex&atilde;o sinodal.<\/p>\n<p>Essa participa&ccedil;&atilde;o ativa teve os seus momentos culminantes nas assembleias gerais de 2010 (maio e novembro) e de 2011 (maio), sendo a mesma tem&aacute;tica retomada na pr&oacute;xima assembleia de novembro. A CIRP tem marcado tamb&eacute;m presen&ccedil;a, quer nas assembleias plen&aacute;rias e nas jornadas pastorais dos bispos, quer nas v&aacute;rias iniciativas promovidas por movimentos e inst&acirc;ncias paroquiais e diocesanas, onde est&atilde;o inseridos muitos religiosos e religiosas. A s&iacute;ntese das variadas propostas de sugest&otilde;es foi enviada ao Secretariado Geral da CEP.<\/p>\n<p>Merecem destaque as reflex&otilde;es produzidas nas assembleias gerais de 2010. Em maio, refletiu-se sobre a presen&ccedil;a significativa dos religiosos na Igreja em Portugal e sobre as prioridades que querem sublinhar em rela&ccedil;&atilde;o a essa mesma presen&ccedil;a, contribuindo para uma pastoral renovada e renovadora da Igreja em &aacute;reas como a educa&ccedil;&atilde;o, a forma&ccedil;&atilde;o, a sa&uacute;de e o envelhecimento ativo e a pastoral de conjunto. Procuraram discernir de novo, em conjunto, a sua identidade (o que s&atilde;o), o seu testemunho (como s&atilde;o significativos para os outros) e as prioridades da sua presen&ccedil;a e inser&ccedil;&atilde;o nas Igrejas locais (que querem ser).<\/p>\n<p>Em novembro, ap&oacute;s algumas &ldquo;intui&ccedil;&otilde;es para um novo modo de ser e de agir da Igreja em Portugal&rdquo;, provocadas por Ant&oacute;nio Pinto Leite (Presidente da ACEGE), a assembleia trabalhou em grupos sobre o processo em curso. De real&ccedil;ar uma excelente reflex&atilde;o do padre Ant&oacute;nio Gomes Dias (Redentorista) sobre o contributo dos carismas da vida religiosa, para repensar juntos a pastoral para Portugal: que podem oferecer, em colabora&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica e carism&aacute;tica, para que Igreja seja mission&aacute;ria e, portanto, evangelizadora?<\/p>\n<p>Apontava seis dinamismos: vencer a tenta&ccedil;&atilde;o do narcisismo (os carismas dever&atilde;o ser mem&oacute;ria vocacional da Igreja, para que sirva generosamente a humanidade, enraizando-se em Cristo); reavivar o seguimento de Cristo (os carismas n&atilde;o t&ecirc;m o monop&oacute;lio do seguimento, mas est&atilde;o sempre for&ccedil;ados a um novo entusiasmo, para renovar este seguimento de Cristo); superar a nostalgia da cristandade (os carismas podem ajudar a Igreja a viver uma teologia de &ecirc;xodo em atitude de peregrina e de viva esperan&ccedil;a e descobrir a nova fisionomia); desenvolver um modelo de Igreja comunit&aacute;rio e participativo (as comunidades de consagrados devem ser sinal do esp&iacute;rito de fraternidade e comunh&atilde;o); implementar o compromisso evangelizador (o primeiro modo de evangelizar &eacute; o testemunho de vida, que supera a rotina e a in&eacute;rcia na evangeliza&ccedil;&atilde;o); encontrar converg&ecirc;ncia de todos os agentes de pastoral e a participa&ccedil;&atilde;o coordenada de todos os carismas, complementares para a unidade da Igreja carism&aacute;tica.<\/p>\n<p>O processo de itiner&aacute;rio sinodal vai continuar nas comunidades crist&atilde;s e religiosas, nas par&oacute;quias e dioceses, nos movimentos e outras institui&ccedil;&otilde;es eclesiais. Tudo pensado em itiner&aacute;rio sinodal, um caminho a percorrer em conjunto, com serenidade e discernimento, coragem e empenho.<\/p>\n<p>Mas continuo a pensar sobre o sentido de tantas iniciativas, encontros e reflex&otilde;es. Em tudo isto trata-se, pura e simplesmente, de repensar o que somos. S&oacute; sendo fi&eacute;is ao carisma vindo do Esp&iacute;rito podemos ser verdadeiramente felizes e comungar essa alegria com tantos que connosco peregrinam. S&oacute; possu&iacute;dos pelo entusiasmo de &ldquo;ser em Deus&rdquo; podemos ser esperan&ccedil;a para n&oacute;s e entre n&oacute;s. Enfim, tudo s&oacute; pode ser autenticamente repensado, se afinal repensarmos o que somos.<\/p>\n<p>Tal processo sinodal ser&aacute; fecundo se assumido na ora&ccedil;&atilde;o refletida e na reflex&atilde;o orante, provocadoras de novas perspetivas geradoras de acontecimentos de gra&ccedil;a e salva&ccedil;&atilde;o, de liberdade e amor. Tudo far&aacute; sentido se nos mantivermos na ess&ecirc;ncia do ser, no &acirc;mago da alma, no radical dinamismo do Amor, h&uacute;mus dos dinamismos da Santidade, da Comunh&atilde;o e da Miss&atilde;o.<\/p>\n<p>S&atilde;o estes essenciais dinamismos que suportam e renovam qualquer processo, seja de repensar a pastoral seja de nova evangeliza&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m com o imprescind&iacute;vel contributo dos religiosos e religiosas.<\/p>\n<p><em>Manuel Joaquim Gomes Barbosa, scj, CIRP no Grupo Repensar Pastoral<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manuel Joaquim Gomes Barbosa, scj<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[96],"class_list":["post-53622","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-acege"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53622","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53622"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53622\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53622"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53622"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53622"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}