{"id":53612,"date":"2011-11-01T09:11:19","date_gmt":"2011-11-01T09:11:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/11\/01\/portugal-ao-longe\/"},"modified":"2011-11-01T09:11:19","modified_gmt":"2011-11-01T09:11:19","slug":"portugal-ao-longe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/portugal-ao-longe\/","title":{"rendered":"Portugal ao longe"},"content":{"rendered":"<p>Mesmo sem se entender a l\u00edngua, ou falando um portugu\u00eas do tempo de Afonso de Albuquerque, h\u00e1 um povo que a\u00ed encontra a sua identidade, a venera, reza e ama com um enternecimento comovedor <!--more--> <\/p>\n<p>500 anos n&atilde;o s&atilde;o nada na hist&oacute;ria. Andar 12 mil quil&oacute;metros de avi&atilde;o aos solavancos, chegar a um lugar, ver uma pequena fortaleza, dois barquinhos a percorrer a cidade como se fossem duas imagens de santos, os jovens numa correria para os acompanharem, alguns mais tisnados, junto ao mar a cantar melodias portuguesas t&atilde;o distantes do original nas palavras como nas melodias, as casas marcadas por uma cruz, o bairro conhecido tanto como portugu&ecirc;s, como crist&atilde;o, faz, a quem chega, ainda que n&atilde;o seja pela primeira vez, estremecer de emo&ccedil;&atilde;o por o povo a que pertence ser o mesmo que ali vive naquele bairro simples de pescadores.<\/p>\n<p>N&atilde;o sabem o nome do presidente da Rep&uacute;blica nem do Cardeal-Patriarca de Lisboa, mas sentem-se transportados a uma origem que sendo, para um rec&eacute;m-chegado igual ao resto do povo de Malaca, traz um registo indefinido de f&eacute; e portugalidade pr&oacute;ximos e naturais sem a mais pequena discuss&atilde;o sobre o laicismo, separa&ccedil;&atilde;o de poderes, profano e sagrado, passado e presente. Sabe-se que, mesmo sem se entender a l&iacute;ngua, ou falando um portugu&ecirc;s do tempo de Afonso de Albuquerque, h&aacute; um povo que a&iacute; encontra a sua identidade, a venera, reza e ama com um enternecimento comovedor.<\/p>\n<p>Expliquei que a imagem de Nossa Senhora de F&aacute;tima &eacute; a mais conhecida do mundo. Mas a que os portugueses agora lhes ofereceram &eacute; de Nossa Senhora da Concei&ccedil;&atilde;o, foi coroada por um rei portugu&ecirc;s e &eacute; a nossa padroeira. Foi um grupo de quinze jovens portugueses do ensino superior que levou o bandolim, a guitarra, o traje, a voz, um sorriso doce com um imenso respeito e dignidade, que acordou no cora&ccedil;&atilde;o dos presentes n&atilde;o apenas uma casa portuguesa, mas um povo l&aacute; dentro, com uma identidade para al&eacute;m do fado.<\/p>\n<p>&ldquo;Aqui sou mais do que eu&rdquo;, diria Pessoa. E nada disto foi de organiza&ccedil;&atilde;o burocr&aacute;tica. Aconteceu pela sensibilidade de quem c&aacute; passou e se apercebeu que por vezes, quanto mais longe se est&aacute; mais se ama Portugal. E a f&eacute; que o integrou e integra, mudados os tempos e as vontades.<\/p>\n<p><em>Ant&oacute;nio Rego<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo sem se entender a l\u00edngua, ou falando um portugu\u00eas do tempo de Afonso de Albuquerque, h\u00e1 um povo que a\u00ed encontra a sua identidade, a venera, reza e ama com um enternecimento comovedor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-53612","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53612","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53612"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53612\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53612"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53612"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53612"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}