{"id":53580,"date":"2011-10-28T15:53:04","date_gmt":"2011-10-28T15:53:04","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/10\/28\/nota-do-grupo-economia-e-sociedade-da-comissao-nacional-justica-e-paz-sobre-o-orcamento-de-estado-para-2012\/"},"modified":"2011-10-28T15:53:04","modified_gmt":"2011-10-28T15:53:04","slug":"nota-do-grupo-economia-e-sociedade-da-comissao-nacional-justica-e-paz-sobre-o-orcamento-de-estado-para-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-do-grupo-economia-e-sociedade-da-comissao-nacional-justica-e-paz-sobre-o-orcamento-de-estado-para-2012\/","title":{"rendered":"Nota do Grupo \u00abEconomia e Sociedade\u00bb da Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz sobre o Or\u00e7amento de Estado para 2012"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz<\/strong><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Sobre a proposta de Or&ccedil;amento do Estado para 2012<\/em><em><br \/>Reflex&otilde;es do Grupo de Trabalho &laquo;Economia e Sociedade&raquo; da Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz <\/em><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. <\/strong>Considerando a import&acirc;ncia de que se reveste o Or&ccedil;amento do Estado para 2012 elaborado pelo Governo e em fase de aprecia&ccedil;&atilde;o na Assembleia da Rep&uacute;blica, o Grupo &laquo;Economia e Sociedade&raquo; (GES) da Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz (CNJP) torna p&uacute;blica a sua reflex&atilde;o sobre a orienta&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica e as medidas propostas pelo Governo, no entendimento de que, se as mesmas vierem a ser aprovadas e implementadas, ter&atilde;o, certamente, consequ&ecirc;ncias muito negativas para o futuro da economia e da sociedade portuguesa nos pr&oacute;ximos anos.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>2. <\/strong>Movem-nos preocupa&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas e de responsabilidade c&iacute;vica pela constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade mais justa, mais inclusiva, mais solid&aacute;ria e onde o ser humano seja o primeiro sujeito de um desenvolvimento sustent&aacute;vel, os mesmos princ&iacute;pios que ditaram as nossas anteriores tomadas de posi&ccedil;&atilde;o, designadamente a prop&oacute;sito do PEC 4.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>3. <\/strong>Reconhecemos o alcance dos atuais constrangimentos de ordem financeira e outros com que o Governo se depara na tarefa dif&iacute;cil da elabora&ccedil;&atilde;o do Or&ccedil;amento do Estado para 2012, mas entendemos que estes constrangimentos n&atilde;o podem ser eleitos como objetivos <em>per se <\/em>e bem assim que os crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho n&atilde;o devem confinar-se &agrave; mera redu&ccedil;&atilde;o do d&eacute;fice ou do endividamento p&uacute;blico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4. <\/strong>Em nosso entender, &eacute; falsa uma dupla premissa em que assenta a elabora&ccedil;&atilde;o do OE-2012 segundo a qual as medidas de severa austeridade s&atilde;o necess&aacute;rias para ganhar a confian&ccedil;a dos mercados financeiros e os efeitos esperados de diminui&ccedil;&atilde;o do d&eacute;fice e redu&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida criar&atilde;o um c&iacute;rculo virtuoso que vir&aacute; a restabelecer o crescimento econ&oacute;mico.<\/p>\n<p>Trata-se de um racioc&iacute;nio que ignora a complexidade e a opacidade de tais mercados, faz t&aacute;bua rasa do conhecimento emp&iacute;rico acumulado acerca do impacto negativo das medidas de austeridade sobre a economia, minimiza a import&acirc;ncia da conjuntura recessiva europeia e do efeito de cont&aacute;gio da crise noutros pa&iacute;ses da zona euro.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>5. <\/strong>Os argumentos apresentados para uma estrat&eacute;gia de grande austeridade t&atilde;o pouco s&atilde;o convincentes: t&atilde;o depressa os compromissos do Memorando da Troika s&atilde;o ditos intoc&aacute;veis, como s&atilde;o esquecidos para satisfazer interesses de alguns setores ou caem por serem ostensivamente mal fundamentados. Este discurso err&aacute;tico, hoje como no passado, mina a confian&ccedil;a dos cidad&atilde;os e cidad&atilde;s nos governantes em geral e na sua capacidade para definir pol&iacute;ticas cred&iacute;veis.<\/p>\n<p>Do mesmo modo, a forma como v&atilde;o sendo &ldquo;descobertos&rdquo; e dados a conhecer sucessivos &ldquo;buracos&rdquo; or&ccedil;amentais leva a descrer da capacidade governamental e das administra&ccedil;&otilde;es para ter sob efetivo controlo as finan&ccedil;as p&uacute;blicas, como &eacute; desej&aacute;vel e imprescind&iacute;vel. Certo &eacute; que assim se alimenta a inseguran&ccedil;a das pessoas que ficam na expectativa de ondas sucessivas de nova austeridade, sempre dita inevit&aacute;vel, &agrave; semelhan&ccedil;a do que vem sucedendo em outros contextos.<\/p>\n<p>Seria desej&aacute;vel que fossem encontrados mecanismos suficientemente robustos que, aos v&aacute;rios n&iacute;veis de decis&atilde;o, dessem garantia de transpar&ecirc;ncia e presta&ccedil;&atilde;o de contas permanentes.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>6. <\/strong>Preocupa-nos, igualmente, que o OE-2012 pondere de forma muito desequilibrada os v&aacute;rios interesses em presen&ccedil;a, favorecendo os dos credores, que s&atilde;o quem dita as regras de jogo, em preju&iacute;zo dos interesses leg&iacute;timos da popula&ccedil;&atilde;o portuguesa.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>7. <\/strong>Damo-nos conta, tamb&eacute;m, e com particular cuidado, de que o OE-2012 revela uma chocante insensibilidade social, expressa em m&uacute;ltiplos aspetos com destaque para os seguintes: a dr&aacute;stica redu&ccedil;&atilde;o dos rendimentos dispon&iacute;veis das fam&iacute;lias, quer pela via dos cortes salariais, quer pelo aumento de impostos diretos e indiretos, com consequ&ecirc;ncias dram&aacute;ticas para um aumento dr&aacute;stico da incid&ecirc;ncia da pobreza e das desigualdades na reparti&ccedil;&atilde;o do rendimento. Por outro lado, o facto de serem os sal&aacute;rios e as pens&otilde;es dos funcion&aacute;rios p&uacute;blicos o alvo priorit&aacute;rio da austeridade p&otilde;e em causa princ&iacute;pios de justi&ccedil;a e de estado de direito.<\/p>\n<p>Acresce que estas medidas n&atilde;o ponderam, como se imporia, a sua respetiva incid&ecirc;ncia em outras vari&aacute;veis macroecon&oacute;micas, nomeadamente o consumo e a procura interna, que tender&atilde;o a contrair-se e, por essa via, a diminuir as receitas do Estado e a concorrer para a desacelera&ccedil;&atilde;o da atividade econ&oacute;mica.<\/p>\n<p>O argumento da inevitabilidade de cortes nos rendimentos do trabalho &eacute;, ainda, menos convincente quando, por exemplo, se verifica que ficam praticamente intocados os rendimentos de capital, que s&atilde;o, como se sabe, prevalecentes entre os mais ricos<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>8. <\/strong>N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil descortinar que, por detr&aacute;s das medidas propostas, est&aacute; uma op&ccedil;&atilde;o ideol&oacute;gica pelo chamado &ldquo;Estado m&iacute;nimo&rdquo;, mas h&aacute; que salientar que esta n&atilde;o foi validada democraticamente, embora configure uma altera&ccedil;&atilde;o do modelo constitucional em mat&eacute;ria de direitos sociais.<\/p>\n<p>A mesma ideologia inspira cortes acentuados em setores onde a responsabilidade do Estado deveria ser inquestion&aacute;vel, como &eacute; o caso da sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, seguran&ccedil;a social, setores em que a preocupa&ccedil;&atilde;o maior deveria ser garantir o seu funcionamento eficiente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>9. <\/strong>Tamb&eacute;m nos merecem reparo as altera&ccedil;&otilde;es propostas em rela&ccedil;&atilde;o ao mercado do trabalho, pois aquelas rompem o contrato social constru&iacute;do nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, fragilizam de forma inaceit&aacute;vel os trabalhadores e potenciam maior conflitualidade social.<\/p>\n<p>Acresce que &eacute; mais do que duvidoso que assim se aumente a competitividade das empresas, j&aacute; que aquela depende, como &eacute; sabido, de m&uacute;ltiplos fatores.<\/p>\n<p>Mesmo em rela&ccedil;&atilde;o aos setores exportadores, cabe notar que, em muitas situa&ccedil;&otilde;es, a remunera&ccedil;&atilde;o do trabalho &eacute; apenas uma pequena parcela do custo de produ&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Com altera&ccedil;&otilde;es t&atilde;o penalizadoras para o fator trabalho e a previs&atilde;o de um desemprego crescente, tudo se conjuga para que aumente a emigra&ccedil;&atilde;o por parte sobretudo dos jovens mais qualificados e com isso se acentue o empobrecimento do Pa&iacute;s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>10. <\/strong>Em suma, nesta proposta do OE-2012, por raz&otilde;es ideol&oacute;gicas e n&atilde;o tanto por raz&otilde;es de inevitabilidade funcional, o Governo parece ter escolhido o caminho da facilidade, o de atacar o elo mais fraco, em vez de aproveitar a crise para afrontar interesses instalados e proceder a um definitivo saneamento das contas p&uacute;blicas e &agrave; necess&aacute;ria reforma do Estado.<\/p>\n<p>&Eacute; preocupante, por exemplo, que n&atilde;o se assista, ainda, a uma renegocia&ccedil;&atilde;o urgente das Parcerias Publico &#8211; Privadas (PPP), cujo impacto futuro nas contas p&uacute;blicas se anuncia como muito gravoso e insustent&aacute;vel.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m n&atilde;o se vislumbra qualquer inten&ccedil;&atilde;o de promover uma renegocia&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida, de modo a expurg&aacute;-la da respetiva componente especulativa e reavali&aacute;-la no quadro das reconhecidas disfuncionalidades da zona euro. Acreditamos que esta via deve ser equacionada como caminho para ultrapassar o atual estrangulamento financeiro que obstaculiza o desej&aacute;vel desenvolvimento econ&oacute;mico e social do nosso Pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Concluindo: Lembramos que o Or&ccedil;amento do Estado n&atilde;o &eacute; uma pe&ccedil;a t&eacute;cnica, com uma l&oacute;gica contabil&iacute;stica de deve e haver. Trata-se de um instrumento de orienta&ccedil;&atilde;o e de estrat&eacute;gia pol&iacute;tica que exprime, promove, efetiva (quer pelas medidas que cont&eacute;m quer pelas que omite ou rejeita) uma ideia do papel a desempenhar pelo Estado, tendo em vista uma dada conce&ccedil;&atilde;o de vida em sociedade, nas suas dimens&otilde;es pol&iacute;tica, cultural, social e econ&oacute;mica.<\/p>\n<p>Ao partilhar as suas reflex&otilde;es no espa&ccedil;o da comunica&ccedil;&atilde;o social, o GES n&atilde;o tem outra pretens&atilde;o que n&atilde;o seja a de contribuir para uma maior participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica na busca de melhores solu&ccedil;&otilde;es para causas comuns.<\/p>\n<p>No momento presente, trata-se de enfrentar os desafios de uma crise que, assumindo uma natureza reconhecidamente sist&eacute;mica, exige que todos nos empenhemos em viabilizar um modelo de economia e de sociedade que d&ecirc; prioridade &agrave;s pessoas e ao bem comum.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Novembro 2011<br \/><\/em><em>Grupo Economia e Sociedade da Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz&nbsp; Sobre a proposta de Or&ccedil;amento do Estado para 2012Reflex&otilde;es do Grupo de Trabalho &laquo;Economia e Sociedade&raquo; da Comiss&atilde;o Nacional Justi&ccedil;a e Paz &nbsp; 1. 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