{"id":53539,"date":"2011-10-26T13:22:09","date_gmt":"2011-10-26T13:22:09","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2011\/10\/26\/terapia-de-esperanca-em-tempo-de-crise\/"},"modified":"2011-10-26T13:22:09","modified_gmt":"2011-10-26T13:22:09","slug":"terapia-de-esperanca-em-tempo-de-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/terapia-de-esperanca-em-tempo-de-crise\/","title":{"rendered":"Terapia de Esperan\u00e7a em tempo de crise"},"content":{"rendered":"<p>Grupo de Trabalho Religi\u00f5es Sa\u00fade <!--more--> <\/p>\n<p>A partir da aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s experi&ecirc;ncias da doen&ccedil;a e da morte, da cura e do fracasso;<\/p>\n<p>a partir da proximidade ao Ser Humano que vive o sofrimento que estas experi&ecirc;ncias imp&otilde;em, porque colocam diante de uma exig&ecirc;ncia de autenticidade e verdade que o confronto com estes n&oacute;s existenciais n&atilde;o permite declinar,<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>n&oacute;s, Grupo de Trabalho Religi&otilde;es Sa&uacute;de, constitu&iacute;do em dezembro de 2009, livres como as Religi&otilde;es devem ser face ao Estado, embora gozando do assentimento do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, propomos uma reflex&atilde;o &agrave; sociedade portuguesa, um processo sociocultural de <em>encontro no Bem e na Beleza<\/em> que resulte em <em>terapia de esperan&ccedil;a em tempos de crise<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>O caminho que vimos trilhando no &acirc;mbito da assist&ecirc;ncia espiritual e religiosa hospitalar, experi&ecirc;ncia singular e pioneira no nosso pa&iacute;s, quanto nos &eacute; dado conhecer, est&aacute; a resultar frutuosa, se mais n&atilde;o fora, pelo alcance de pedagogia sociocultural de que se reveste. <\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>Sem se fechar ao di&aacute;logo com o agnosticismo e ao ate&iacute;smo, o encontro entre as diversas fam&iacute;lias de crentes por causa da Pessoa humana que sofre justifica o compromisso conjunto.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Algumas reflex&otilde;es resultantes do nosso percurso queremos propor a todos os que as queiram acolher:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>As sociedades multiculturais s&atilde;o um sofisma paradoxal no pr&oacute;prio modo de se dizer: para serem sociedades ter&atilde;o que ser interculturais. O ser sociedade n&atilde;o &eacute; compat&iacute;vel com a mera justaposi&ccedil;&atilde;o de culturas, porque exige intera&ccedil;&atilde;o, conviv&ecirc;ncia entre elas. &#8220;Encostar&#8221; culturas sem&nbsp;percorrer caminhos de interculturalidade cria muros, ao menos interiores, geradores de&nbsp;preconceitos, desconfian&ccedil;as e medos&nbsp;rec&iacute;procos, como muitos acontecimentos de maior ou menor dimens&atilde;o, v&ecirc;m manifestando. Simplisticamente, &#8220;encosto&#8221; n&atilde;o &eacute; <strong>encontro<\/strong> e o <strong>encontro<\/strong> &eacute; que gera a sociedade, do mesmo modo que esta tanto mais o &eacute; quanto mais gera <strong>encontro<\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>&Eacute; fator determinante do futuro, o <strong>encontro<\/strong> que s&oacute; o di&aacute;logo inter-religioso pode proporcionar, sabendo, como experimentamos, que a religi&atilde;o &eacute; express&atilde;o simultaneamente princ&iacute;pio e &aacute;pice de cada cultura.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>Neste processo, o Estado tem um papel a desempenhar que &eacute; garantir e criar condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis, por via de uma laicidade positivamente entendida,&nbsp;&agrave; emerg&ecirc;ncia das religi&otilde;es no espa&ccedil;o p&uacute;blico e nas Institui&ccedil;&otilde;es, proporcionando&nbsp;a possibilidade de se encontrarem e de serem encontradas, contribuindo, a seu modo,&nbsp;para o concerto plural que plasma&nbsp;as m&uacute;ltiplas formas de&nbsp;<strong>encontro<\/strong> de que vive e que fazem viver a sociedade.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>&Eacute; fundamental o exerc&iacute;cio de cidadania a que as pr&oacute;prias Comunidades de Crentes s&atilde;o chamadas, dando-se a conhecer e revelando-se umas &agrave;s outras e ao corpo social em que estamos integradas, propondo conceitos, construindo lugares antropol&oacute;gicos novos e&nbsp;criando uma gram&aacute;tica do <strong>encontro<\/strong>, em que a condi&ccedil;&atilde;o religiosa, incontorn&aacute;vel porque constitutiva do humano, seja claramente assumida como vetor&nbsp;indeclin&aacute;vel da e na&nbsp;vida&nbsp;da Cidade.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>Portugal, ao longo da hist&oacute;ria, sempre cais de embarque para Culturas e pra&ccedil;a de converg&ecirc;ncia de Culturas, n&atilde;o pode esquivar-se a esta reflex&atilde;o sobre as muitas ra&iacute;zes culturais incorporadas no corpo social que &eacute;.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>O momento cr&iacute;tico que vivemos pede <em>terapia de esperan&ccedil;a<\/em>, que dever&aacute; passar pela revaloriza&ccedil;&atilde;o desta dimens&atilde;o integrante da nossa identidade espiritual como Povo de povos, assim geneticamente constitu&iacute;do.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>O cora&ccedil;&atilde;o da mensagem das v&aacute;rias Tradi&ccedil;&otilde;es Religiosas, que hoje est&atilde;o presentes na sociedade portuguesa, constitui um<em> lugar de encontro de olhares sobre o mist&eacute;rio do Homem <\/em>em si mesmo e na sua realiza&ccedil;&atilde;o enquanto ser social. <\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>A procura e concretiza&ccedil;&atilde;o ativa do Bem e da Beleza, demanda comum a todos os grupos humanos em que as fam&iacute;lias de crentes se empenham tamb&eacute;m por exig&ecirc;ncia da pr&oacute;pria religi&atilde;o, oferece uma pauta sobre que escrever harmonicamente a vida em sociedade, desenhando uma cultura de integra&ccedil;&atilde;o de todos, avessa, pelos seus pr&oacute;prios dinamismos, a todos os fen&oacute;menos de exclus&atilde;o e intoler&acirc;ncia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>Isto mesmo se pode perceber na Exposi&ccedil;&atilde;o <strong><em>Encontro no Bem e na Beleza, terapia de Esperan&ccedil;a em tempo de crise<\/em><\/strong> que integra esta proposta de reflex&atilde;o sociocultural. Ela manifesta como, na atua&ccedil;&atilde;o do Amor &ndash; agir sistematizado nas tradicionais crist&atilde;s Obras de Miseric&oacute;rdia, palavra esta inspirada no existir de Deus para dizer a fraternidade e a solidariedade humanas &ndash; se arquiteta uma sociedade assente na abertura ao &ldquo;outro&rdquo;, abertura realizada na responsabilidade pelo &ldquo;outro&rdquo; e face ao &ldquo;outro&rdquo;.&nbsp; <\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li>Destas coordenadas emerge uma espiritualidade a descobrir e a cultivar como terapia do tempo, marcado pela crise. S&atilde;o caminhos a percorrer, que asseguram um presente e um futuro de mais humanidade, <em>terapia de Esperan&ccedil;a<\/em>.<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>Grupo de Trabalho Religi&otilde;es Sa&uacute;de<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo de Trabalho Religi\u00f5es Sa\u00fade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[199,314],"class_list":["post-53539","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-espiritualidade","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53539","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53539"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53539\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53539"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53539"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53539"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}